quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...:   Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias Imperatriz Sacra e mãe de Dona Leopoldina do Brasil, “A Mãe da Nacionalidade Brasileira”. ...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...:   Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias Imperatriz Sacra e mãe de Dona Leopoldina do Brasil, “A Mãe da Nacionalidade Brasileira”. ...

103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores Sacros & Imperatrizes- consorte.

 Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias
Imperatriz Sacra e mãe de
Dona Leopoldina do Brasil, “A Mãe da Nacionalidade Brasileira”.

103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores Sacros & Imperatrizes- consorte.

Heiliges Römisches Reich oder Das Heilige Römische Reich Deutscher Nation
Sacro Império Romano-Germânico
Saint-Empire romain germanique ou Saint-Empire romain de la nation germanique

Sacrum Romanum Imperium

Erstellt: 2. Februar 962 - Kaiser des Heiligen Römischen Reiches.
Criado em: 02 de fevereiro de 962 - Imperador do Sacro Império Romano- Germânico.
Création: 2 février 962 - Empereur du Saint Empire.


Liste der römisch-deutschen Herrscher und ihre Dynastien.
Lista de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico e suas Dinastias.
Liste des souverains du Saint-Empire et leurs dynasties.

Dynastien / Dinastias, Dynasties:

1-      Liudolfinger bzw. Ottonen / Liudolfinger ou Ottonians - Dinastia Otoniana, ou Casa de Liudolfinga, ou Dinastia da Saxônia, ou Dynastie Ottonienne;
2-      Salier /Salian - Dinastia Saliana, ou Dinastia Franca (graças origem da família e o seu papel como Duques da Francônia), ou Dynastie franconienne (empereurs saliens);
3-      Supplinburger/ Suplimburgo – Dinastia dos Suplimburgo, ou Casa de Suplimburgo, ou Maison de Supplimbourg;
4-      Staufer / Hohenstaufen – Dinastia Staufer, ou Dinastia de Hohenstaufen, ou Casa de Hohenstaufen, ou Maison de Hohenstaufen;
5-      Welfen /Guelfos – Dinastia dos Guelfos, ou Guelfen, ou Welfen, ou Maison d'Este;
6-      Habsburger und Nassau - Habsburgo e Nassau, ou Habsbourg et Nassau, ou Maison de Habsbourg et Maison de Nassau;
7-      Luxemburger und Wittelsbacher / Luxemburgo e Wittelsbach, ou Maison de Luxembourg et Maison de Wittelsbach, Casa de Luxemburgo e Casa de Wittelsbach;
8-      Habsburger/ Habsburgo, Dinastia dos Habsburgo, ou Maison de Habsbourg;
9-      Wittelsbacher / Wittelsbach – Dinastia de Wittelsbach, ou Maison de Wittelsbach;
10-   Lorena – Dinastia de Lorena, ou Casa de Lorena, ou Maison de Lorraine
11-   Habsburgo-Lorena – Dinastia de Habsburgo- Lorena, ou Maison de Habsbourg-Lorraine.


Kaisern/ Imperadores/ Empereurs:

Kaiser des Heiligen Römischen Reiches:

Adolf von Nassau
Albrecht I. (HRR)
Albrecht II. (HRR)
Karl IV. (HRR)
Karl V. (HRR)
Karl VI. (HRR)
Karl VII. (HRR)
Konrad II. (HRR)
Konrad III (HRR)
Konrad IV (HRR)
Ferdinand I. (HRR)
Ferdinand II. (HRR)
Ferdinand III. (HRR)
Franz I. Stephan (HRR)
Franz II. (HRR)
Friedrich I. (HRR)
Friedrich II. (HRR)
Friedrich III. (HRR)
Heinrich II. (HRR)
Heinrich III. (HRR)
Heinrich IV. (HRR)
Heinrich V. (HRR)
Heinrich VI. (HRR)
Heinrich VII. (HRR)
Joseph I. (HRR)
Joseph II.
Leopold I. (HRR)
Leopold II. (HRR)
Lothar III. (HRR)
Ludwig IV. (HRR)
Matthias (HRR)
Maximilian I. (HRR)
Maximilian II. (HRR)
Otto I. (HRR)
Otto II. (HRR)
Otto III. (HRR)
Otto IV. (HRR)
Ruprecht (HRR)
Rudolf II. (HRR)
Sigismund (HRR)
Wenzel (HRR)
Imperadores Sacros:

Otto I, Otto II, Otto III, Henrique II, Conrado II, Henrique III, Henrique IV, Henrique V, Lotário III, Conrado III, Frederico I, Henrique VI, Otto IV, Frederico II, Conrado IV, Rodolfo I, Adolfo Alberto I, Henrique VII, Luís IV, Carlos IV, Venceslau, Roberto, Sigismundo, Alberto II, Frederico III, Maximiliano I, Carlos V, Fernando I ( ou Ferdinando I), Maximiliano II , Rodolfo II, Matias, Fernando II ( ou Ferdinando II), Fernando III ( ou Ferdinando III), Leopoldo I,  José I, Carlos VI, Carlos VII,  Francisco I ( ou Francisco III de Lorena, ou Francisco Estêvão), José II, Leopoldo II, Francisco II.

Empereur romain germanique:

Adolphe de Nassau
Albert Ier du Saint-Empire
Albert II du Saint Empire
Charles IV du Saint-Empire
Charles Quint
Charles VI du Saint-Empire
Charles VII du Saint-Empire
Conrad II le Salique
Conrad III de Hohenstaufen
Conrad IV du Saint-Empire
Ferdinand Ier du Saint-Empire
Ferdinand II du Saint-Empire
Ferdinand III du Saint-Empire
François Ier du Saint-Empire
François II du Saint-Empire puis, à partir du 11 août 1804, François Ier d'Autriche,
Frédéric I du Saint-Empire, dit Frédéric Barberousse
Frédéric II du Saint-Empire
Frédéric III du Saint-Empire
Matthias Ier du Saint-Empire
Henri II du Saint-Empire
Henri III du Saint-Empire
Henri IV du Saint-Empire
Henri V du Saint-Empire
Henri VI du Saint-Empire
Henri VII du Saint-Empire
Joseph Ier du Saint-Empire
Joseph II du Saint-Empire
Léopold Ier du Saint-Empire
Léopold II du Saint-Empire
Louis IV du Saint-Empire
Maximilien Ier du Saint-Empire
Maximilien II du Saint-Empire
Otton Ier du Saint-Empire
Otton II du Saint-Empire
Otton III du Saint-Empire
Otton IV du Saint-Empire
Rodolphe II du Saint-Empire
Ferdinand II du Saint-Empire
Ferdinand III du Saint-Empire
Joseph Ier du Saint-Empire
Joseph II du Saint-Empire
Sigismond Ier du Saint-Empire
Lothaire II ou III du Saint Empire ou de Supplinbourg
Venceslas Ier du Saint-Empire

Imperatrizes- consorte:
As damas abaixo, foram Imperatrizes, mas muitas das esposas dos Reis da Alemanha, mesmo Imperadores Sacros, não foram elevadas a Imperatriz Sacra.

1-      Adelaides ‎ - ou Adélaïde de Bourgogne,ou Adélaïde du saint Empire, ou Adelaide da Itália, ou Adelaide de Borgonha ou simplesmente Santa Adelaide– Otto I;
2-      Adelheid von Kiew – ou Eupraxia de Kiev, ou Adélaïde de Kiev – Henrique IV;
3-      Agnes von Poitou oder Kaiserin Agnes, ou Inês da Aquitânia, ou Agnes de Poitou – Henrique III;
4-      Anna von Schweidnitz - ou Anne de Schweidnitz, ou Ana de Świdnica - Carlos IV;
5-      Anna von Österreich-Tirol – ou Anne d'Autriche – Mattias I;
6-      Barbara von Cilli – ou Barbe de Cilley, en croate et slovène Barbara Celjska ; en hongrois Cillei Borbála, ou Barbara de Cillei, dite « Messaline de Germanie » - Sigismundo I;
7-      Beatrix von Burgund – ou Beatriz I da Borgonha, ou Beatriz da Borgonha ou Beatrice - Frederico I;
8-      Beatrix von Schwaben, ou Béatrice de Souabe, ou Beatriz da Suábia, da Dinastia Hohenstaufen - Otto IV:
9-       Bertha von Savoyen ‎- ou Berta de Savoia, ou Berta de Turim - Henrique IV;
10-    Bianca Maria Sforza‎ - ou Blanche Marie Sforza - Maximiliano I;
11-   Claudia Felizitas von Österreich-Tirol – ou L'archiduchesse Claude-Félicité d'Autriche, ou Leopoldo I;
12-   Eleonore Helena von Portugal – ou Aliénor de Portugal, ou Leonor de Portugal, Sacra Imperatriz Romana - Frederico III;
13-   Eleonore Magdalene Therese von Pfalz-Neuburg – ou Éléonore Madeleine du Palatinat-Neubourg, ou Éléonore de Neubourg, ou Leonor Madalena de Neuburgo - Leopoldo I;
14-   Eleonora Gonzaga –ou Éléonore de Gonzague ou Éléonore de Mantoue (en italien : Eleonora Gonzaga), Leonor de Gonzaga – Fernando ou Ferdinando II;
15-   Elisabeth von Pommern – ou Élisabeth de Poméranie, ou Isabel da Pomerânia – Carlos IV;
16-   Eleonora Magdalena Gonzaga von Mantua-Nevers – ou Éléonore de Nevers-Mantoue, également appelée Éléonore de Mantoue, Éléonore de Gonzague-Mantoue ou Éléonore de Mayenne, ou Eleonora de Gonzaga – Fernando ou Ferdinando III;
17-   Elisabeth Christine von Braunschweig-Wolfenbüttel – ou Élisabeth Christine de Brunswick-Wolfenbüttel, - Carlos IV;
18-   Gisela von Schwaben, ou Gisela von Limburg,, ou Gisela da Suábia, descendentes de Carlos Magno, através de Pepino da Itália – Conrado II;
19-   Gunhild von Dänemark – ou Gunhild de Danemark, ou Gunhilda da Dinamarca - Henrique III;
20-   Isabella II. (Jerusalem), ou Jolante von Brienne – ou Isabelle II de Jérusalem, ou Isabel II de Jerusalém, também conhecida como Iolanda de Brienne – Frederico II;
21-   Isabella von England, Elisabeth - ou Isabella Plantagenet, ou Isabel da Inglaterra - Frederico II;
22-   Isabella von Portugal – ou Isabel de Avis, ou Isabel de Portugal - Carlos V;
23-   Konstanze von Sizilien – ou Constança da Sicília, ou Constança de Altavilla – Henrique IV;
24-   Konstanze von Aragón- ou Constance d'Aragon, ou Constanza de Aragón, ou Constança de Aragão – Frederico II;
25-   Kunigunde von Luxemburg ‎- ou Santa Cunegunda de Luxemburgo, Padroeira do Grão-Ducado de Luxemburgo - Imperador São Henrique II, o único rei alemão canonizado pela Igreja Católica;
26-   Maria von Brabant – ou Marie de Brabant, ou Maria de Brabante – Otto IV;
27-   Margarita Theresa von Spanien – ou Margarita Teresa de Áustria, ou Marguerite-Thérèse d'Autriche, infante d'Espagne -        Leopoldo I;
28-   Margarethe I von Holland – ou Marguerite II d'Avesnes, ou Marguerite II de Hainaut‎, ou Margarida de Hainaut - Luís IV;
29-   Maria von Spanien – ou María de Austria y Portugal, ou María de Austria, ou Maria de Espanha - Maximiliano II;
30-   Maria Amalie Josefa Anna von Österreich – ou Marie-Amélie d'Autriche, ou Maria Amália de Áustria - Carlos VII;
31-   Maria Anna von Spanien - ou María Ana de Austria, ou Marie-Anne d'Autriche, infante d'Espagne – Fernando ou Ferdinando III;
32-   Maria Leopoldine von Österreich-Tirol – ou Marie-Léopoldine d'Autriche, ou Maria Leopoldina da Áustria - Tirol – Fernando ou Ferdinando III;
33-   Maria Theresia von Österreich – ou Maria Teresa Valburga Amália Cristina da Áustria1 (em alemão: Maria Theresia Walburga Amalia Christina von Österreich, em húngaro: Habsburg Mária Terézia), ou Marie-Thérèse d'Autriche – Francisco I;
34-   Mathilde - ou Maud, ou Matilda da Inglaterra – Henrique V;
35-   Maria Josepha von Bayern – ou Maria Josepha Antonia Walburga Felizitas Regula, Prinzessin von Bayern und Böhmen, ou Josépha de Bavière ou Marie-Josèphe de Bavière, ou Maria Josefa da Baviera – José II;
36-   María Ludovica von Spanien (spanisch: María Luisa de Borbón) – ou Marie-Louise d'Espagne, ou Maria Luísa da Espanha (também conhecida como Maria Luísa de Bourbon) – Leopoldo II;
37-   Maria Theresia von Neapel-Sizilien – ou Prinzessin Maria Theresia Karolina Giuseppina von Neapel und beider Sizilien, ou Marie-Thérèse de Bourbon-Naples, ou Maria Teresa da Sicília ou Maria Teresa de Bourbon, nome completo: Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicília, ou Maria Teresa das Duas Sicílias– Francisco II;
38-   Richenza von Northeim – ou Ricarda de Northeim – Lotário III;
39-   Theophanu - Teofânia Escleraina (em grego: Θεοφανώ Σκλήραινα - Oto II
40-   Wilhelmine Amalie von Braunschweig-Lüneburg – ou Guilhermina Amália de Brunsvique-Luneburgo, ou Wilhelmine-Amélie de Brunswick-Lunebourg – José I.




Francisco I da Áustria ou Francisco I de Habsburgo-Lorena ou Francisco II do Sacro Império (em alemão Franz von Habsburg-Lothringen; Florença, 12 de fevereiro de 1768 — Viena, 2 de março de 1835) foi o último imperador do Sacro Império Romano-Germânico, desintegrado em 1806, em consequência das derrotas austríacas nas guerras Napoleônicas.
Primeiro Imperador da Áustria. 

 Família de Dona Leopoldina do Brasil, “A Mãe da Nacionalidade Brasileira”.







terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 102- CONVERSA – Guelfos e Gibelinos, que considero...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 102- CONVERSA – Guelfos e Gibelinos, que considero...:   Armoiries du pape Paul V: D'azur au dragão d'or au chefe d'ou uma L'Aigle de sable couronné d'or Agne...

102- CONVERSA – Guelfos e Gibelinos, que considero suas histórias como os episódios chatíssimos da História da Humanidade.



 Armoiries du pape Paul V:
D'azur au dragão d'or au chefe d'ou uma L'Aigle de sable couronné d'or


Agnes de Waiblingen foi a segunda filha de Henrique IV e de Berta de Savoia, irmã do Imperador Henrique V, portanto nada mais natural do que recebe-se um Feudo, e no caso dela foi Waiblingen, tanto que passou para a Grande História como Agnes de Waiblingen
Ora, Agnes de Waiblingen casou com Frederico I, Duque da Suábia, logo o Feudo de Agnes passou a ser do casal, da Família dos de Hohenstaufen.
O filho do casal, Frederico II, o caolho, casou com Judite da Baviera, cujo pai, Heinrich der Schwarze, ou Henrique IX, o Negro, Duque da Baviera, da Dinastia dos Guelfos, o traiu votando em Lotário III para Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, tornando-se assim inimigos, querendo ou não querendo.
No contexto das Guerras entre os Guelfos, agora parentes de Lotário III, pelo casamento de sua filha Gertrudes com o filho de Henrique IX, o Negro, Duque da Baviera, também de nome Henrique, Heinrich der Stolze ou Henrique, o Orgulho, e os Hohenstaufen, houve o Cerco de Weinsberg, em              21 de dezembro de 1140.
Os Hohenstaufen criaram nessa ocasião um grito de guerra, que alterava ligeiramente o nome do Feudo de Waiblingen, e foi ai que surgiu a palavra “Ghibellini “.
“Rei Conrado III da Alemanha cercou o castelo, que se rendeu em 21 de dezembro 1140”.
“O Rei ordenou a execução de todos os homens do castelo e deu o seu agradecimento às mulheres, permitindo-lhes a sair com o bem mais precioso nas coastas”.
“Eles escolheram colocar seus maridos como mantos às costas”.
“Quando o Rei viu o que estava acontecendo, riu muito e aceito truque inteligente das mulheres, dizendo que um Rei deve sempre manter [honrar] a sua palavra”.
“O local se tornou conhecido como “O local das mulheres fies de Weinsberg” - Treue Weiber von Weinsberg – e o castelo hoje é chamado Weibertreu (fidelidade das mulheres)”.
Guelfen / Welfen, em italiano Guelfo, plural Guelfi, em italiano é a forma de Welf, a família dos Duques de Baviera, isso incluindo Welf II, Duque de Baviera a partir de 1101 até sua morte, que na genealogia dos Welf, ele é contado como Welf V, bem como de Henrique, o Leão.
“Os Guelfos disseram ter usado o nome como um grito de guerra durante a Batalha de Weinsberg em 1140, em que o rival Hohenstaufens da Suábia usaram o Waiblingen, ou “Wibellingen", tornou-se posteriormente Ghibellino em italiano”.
Assim surgiu os termos Guelfos e Gibelinos.
Durante o reinado de Frederico Barbarossa quando esse marchou na Itália, os seus apoiantes se tornaram conhecidos como Gibelinos (Ghibellini).
Os participantes da “Liga Lombarda, formada pelas cidades de Cremona, Mântua, Piacenza, Bérgamo, Brescia, Milão, Bolonha, Pádua, Treviso, Vicenza, Verona, Lodi, e Parma, e alguns senhores, como o Marquês Malaspina e Ezzelino da Romano, ficaram conhecidos como Guelfos (Guelfi).
E o pau cantou na casa de Noca.
Em tese “Os gibelinos eram, assim, membros do Partido Imperial, enquanto os guelfos apoiavam o Papa”.
Na verdade, os Guelfos era negociantes abastados, mas que viviam com medo das ambições Papais de aumentar o famoso “Patrimônio de São Pedro”, mas que consideravam o Imperador, e os seus, como uma ameaça permanente a suas famílias, seus interesses, seus negócios.
Os Gibelinos eram nobres da terra, e apesar de seus medos, consideravam que o melhor para eles, suas famílias, e interesses, e defesa contra as ambições dos Papas, eram ser aliados dos Imperadores Sacros.
 A Batalha de Legnano, travada em 29 de maio de 1176, entre as forças do Sacro Império Romano, liderado pelo Imperador Frederico Barbarossa, e a Linga Lombarda, deu vitória a Linga Lombarda comandada por Alberto da Giussano.
“O assalto decisivo foi feito pelo brescianos, que conseguiram romper as linhas, matar os guardas de corpo do Imperador e seu porta-bandeira, e ferir Frederico que foi atirado de seu cavalo”.
“Acreditava-se que o Imperador estava morto e as tropas imperiais bateram em retirada”.
“’ ...Então, para grande alegria de todos, depois de três dias, Barbarossa apareceu diante dos portões de Pavia, ferido e machucado, pois havia sido deixado para morrer’”.
Frederico viajou para Veneza e lá foi assinado o Tratado ou Paz de Veneza de 1177, entre ele, os representantes do Papa Alexandre III, nascido Rolando Bandinelli,– Frederico tinha seu próprio Papa, o antipapa Calisto III,  e por isso havia sido excomungado – portanto o reconheceu como o  170º Papa da Igreja Católica, teve a excomunhão suspensa, reconheceu o senhorio papal sobre Roma e sobre o Patrimônio de São Pedro, concluída uma paz de quinze anos entre o Imperador e Guglielmo II di Sicilia, dito il Buono, Rei da Sicília, da Dinastia di Altavilla (em francês Hauteville ) uma das famílias Normandas do sul da Península italiana,  abrindo o caminho para os anos dourados da Sicília de paz e prosperidade
A cerimônia foi majestosa:
“Em 24 de julho, o Papa da Basilica di San Marco enviou uma delegação de Cardeais para o Imperador no Lido, na foz da Lagoa de Veneza, onde Frederico estava escoltado por Sebastian Ziani , o Doge de Veneza , e Ulrich von Treven II , o Patriarca de Aquileia, e outros nobres de Veneza e outras partes do Império. Solenemente os Cardeais da delegação papal levantaram formalmente a excomunhão que até então tinha sido colocada em cima dele. Ouviu-se exclamações de regozijo de ambas as partes”.
Os Membros da Linga Lombarda não ficaram satisfeitos com os termos da Paz de Veneza que lhes garantia uma paz de seis anos, e continuaram a lutar contra o Império.
O Tratado de Constança ou a Paz de Constança de 1183, assinada na Cidade de Constança (em alemão: Konstanz) hoje uma cidade universitária no sul da Alemanha e a maior cidade nos arredores do Lago de Constança (alemão: Bodensee), no distrito de Konstanz, na região administrativa de Freiburg, estado de Baden-Württemberg, trouxa a paz entre Frederico e os membros da Liga Lombarda.
“As cidades do Reino da Itália obtiveram jurisdição local sobre seus territórios, a liberdade de eleger seus próprios conselhos e decretar a sua própria legislação, bem como para manter sua aliança na forma da Liga Lombarda”.
“No entanto, seus cônsules tiveram que fazer o juramento de fidelidade ao imperador do Sacro Império Romano e dele receber a investidura, bem como os imperiais juízes, que tinham a prerrogativa de julgar recursos em alguns distritos na Itália, foram colocadas sob administração imperial direta”.
Com a confusão que se estabeleceu no Império e na Itália após a morte de Frederico Barbarossa, as Cidades deixaram de cumprir o acordo, mas essa é outra conversa.
Contudo, “o confronto entre os Guelfos e os Gibelinos continuaram até cerca de 1250, e depois só na Toscana (onde eles se originaram), com os nomes "partido da igreja" e "partido imperial" preferido em algumas áreas”.
Na luta pelo Diadema Imperial os Guelfos e os Gibelinos novamente se manifestaram.
Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstaufen, foi apoiado pelos gibelinos, seu genro, Otto de Brunswick, foi apoiado pelos guelfos, na disputa.
Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstaufen tinha sido excomungado, mas mesmo assim “em 8 de março de 1198, em Mühlhausen, os princeps o elegeram Rei dos Romanos e, em 8 de setembro, em Mogúncia, ele foi coroado pelo Arcebispo de Tarentaise”.
Enquanto isso Otto de Brunswick, também foi eleito Rei.
O Papa Inocêncio III, como Filipe ainda era um excomungado e os Hohenstaufens foram uma ameaça ao papado anteriormente, decidiu em favor de Oto IV, em 11 de março de 1201, colocando os partidários de Filipe sob interdito da Igreja.
Era a derrota.
“Felipe da Suábia ou Filipe de Hohenstaufen estava em guerra contra Otto e resolveu ir pessoalmente liquidar com a rebelião instalada em m Brunswick-Lüneburg, quando ele passou a Bamberg, a fim de participar como convidado no casamento de sua sobrinha Condessa Beatrice II da Borgonha com Duque Otto de Merania, foi o conde de Borgonha como Otto II, por seu casamento com a mesma Beatrice II da Borgonha, em 21 de junho de 1208”.
 Depois da cerimônia, Felipe se retirou para seus aposentados, onde ele foi assassinado pelo Conde Otto VIII de Wittelsbach, que escapou”.
“Segundo alguns historiadores o Conde Otto VIII de Wittelsbach culpava o Rei Felipe pelo termino de seu noivado com Gertrude da Silésia, pois o pai dessa, Henrique I, o Barbudo, Duque da Silésia, de Opole, de Kalisz, da Alta Polônia, depois de toda a Polônia, soube do caráter do noivo de sua filha que era cruel e instável, e acabou com o compromisso”.
Esse assassinato é historicamente conhecido como “O regicídio de Bamberg”.
 Assim, Otto venceu e se tornou Otto IV, único Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, a partir de 1208, e Imperador do Sacro Império Romano a partir de 1209, até que ele foi forçado a abdicar em 1215. O único Rei alemão da Dinastia dos Welf, ele provocou a ira do Papa Inocêncio III e foi excomungado em 1210.
Felipe foi o primeiro Rei sagrado e coroado a ser assassinado desde a época da dinastia merovíngia.
Depois ele foi Alberto I de Habsburgo, Duque da Áustria, da Estíria, da Carniola, e da Marca Vindica, Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, de 27 de julho de 1298 até 1 de maio de 1308, coroado na Catedral de Aachen em 24 de agosto de 1298, que foi assassinado em 1 de maio de 1308, em Windisch no Rio Reuss, por seu sobrinho João, o Parricida, a quem havia privado de sua herança.
Sucedeu a Otto e a Felipe, outro Hohenstaufen, Frederico II, “de 1198 foi Rei da Sicília, a partir de 1212 foi Rei romano-germânica e de 1220 até a sua morte, o imperador do Sacro Império Romano. Além disso, desde 1225 portava os títulos de " Rei de Tessalonica, Rei de Chipre, Rei de Jerusalém" e do seu reinado 39 anos como Imperador romano-germânico, ele passou 28 anos na Itália”.
“Esteve em luta quase constante com os Estados Pontifícios e, apesar de excomungado duas vezes, tomou parte na VI Cruzada (1229), que conduziu como diplomata e não como guerreiro”. “Inocêncio IV destituiu-o no concílio de Lyon (1245)”, mas não valeu.
“Gregório IX chegou a chamá-lo de Anticristo e, provavelmente por isto, quando ele morreu, surgiu a ideia de que ele voltaria a reinar de novo em 1000 anos”.
“Frederico II possuía relação parental com um dos mais importantes doutores da Igreja Católica: era primo de Tomás de Aquino”.
Foi um dos mais poderosos imperadores do Sacro Império Romano da Idade Média e de grande cultura, e sobre ele escreveu “o professor Donald Detwiler:
Um homem de extraordinária cultura, energia e capacidade - chamado por um cronista contemporâneo estupor mundi (a maravilha do mundo), por Nietzsche o primeiro europeu, e por muitos historiadores o primeiro governante moderno - Frederick estabelecido na Sicília e no sul da Itália algo muito muito parecido com um reino moderno, regido através de um poder central, com uma burocracia eficiente”.
Um homem desse não podia ser do agrado dos Papas, nem de alguns príncipes alemães e italianos, mas “falando seis línguas (latim, siciliano, alemão, francês, grego e árabe), Frederico era um ávido patrono da ciência e das artes”.
“Em 1224 ele fundou a Universidade de Nápoles, a mais antiga universidade do estado do mundo: agora chamado Università Federico II, manteve-se o único Atheneum do sul da Itália durante séculos”.
“Desempenhou um papel importante na promoção da literatura através da Escola siciliana de poesia”.
“Sua corte real siciliana em Palermo, de cerca de 1220 até sua morte, viu o primeiro uso de uma forma literária de uma língua, o siciliano”.
“A poesia que emanava a escola teve uma influência significativa sobre literatura e sobre o que viria a se tornar a moderna língua italiana”.
“A escola e sua poesia foi saudado por Dante e seus pares e são anteriores em pelo menos um século, o uso do idioma toscano como língua literária elite da Itália”.
“Frederico não acreditar em coisas que não poderiam ser explicadas pela razão, pois era um cético religioso”.
“Seus inimigos papais o denominaram preambulus Antichristi (antecessor do Anticristo) pelo Papa Gregório IX, e, como Frederico alegadamente não respeitou a potestatis privilegium da Igreja, ele foi excomungado”.
“Muitas de suas leis continuam a influenciar as atitudes modernas, como a sua proibição de médicos que atuam como seus próprios farmacêuticos”.
“Um duro golpe para o charlatanismo ao abrigo do qual os médicos diagnosticado doenças duvidosos para vender inúteis "curas", até mesmo perigosos, e para a venda de relíquias milagrosas de santos pela igreja Católica”.
Morreu em 13 de dezembro de 1250, em Castel Fiorentino, na Puglia, região da Itália meridional, cuja capital é Bari.
“Após sua morte, sua Linhagem masculina morreu rapidamente e a Casa de Hohenstaufen chegou ao fim”.
“Após a morte de Frederico II, em 1250, o reino alemão foi dividido entre seu filho Conrado IV (falecido em 1254) e do anti-Rei, William da Holanda (falecido em 1256)”.
“A morte de Conrad foi seguida pelo Interregno, durante o qual nenhum rei poderia obter o reconhecimento universal, permitindo que os príncipes de consolidar suas participações e se tornar governantes ainda mais independentes”.
“Depois de 1257, a coroa foi disputada entre Richard da Cornualha, que foi apoiado pelo Partido os Guelfos e Afonso X de Castela, que foi reconhecido pela parte Hohenstaufen/ Gibelinos, mas nunca pôs os pés em solo alemão”.
“Após a morte de Richard, em 1273, o Interregno terminou com a eleição unânime de Rudolf I (também conhecido como Rudolf de Habsburgo) (em alemão: Rudolf von Habsburg, em latim: Rudolphus)”.
Contudo, a A divisão entre guelfos e gibelinos foi especialmente importante em Florença, embora os dois lados frequentemente se rebelaram contra o outro e tomou o poder em muitas das outras cidades italianas do norte”.
“Em Florença e em outros lugares os guelfos normalmente incluídos comerciantes e burgueses, enquanto os gibelinos tendiam a ser nobres”.
“Eles também adotaram costumes peculiares, tais como o uso de pena em um determinado lado de seus chapéus, ou cortar fruta de maneira particular, de acordo com a sua filiação”.
“Finalmente os Guelfos superaram os Gibelinos e começaram a lutar entre si”.
“Por volta de 1300 os guelfos florentinos haviam dividido em Guelfos Pretos e Guelfos Brancos”. “Os negros continuaram a apoiar o papado, enquanto os brancos se opunham a pontifícia influência, especificamente a influência do Papa Bonifácio VIII”.
“Dante Alighieri estava entre os apoiantes dos guelfos brancos, e em 1302 foi exilado quando os guelfos negros tomaram o controle de Florença”.
“Em 1325, as cidades-estados de Bologna, uma cidade dos Guelfos, e Modena, uma cidade Gibelina, lutaram a Guerra do Balde ou a Guerra do Balde de Carvalho, na Emilia-Romagna, que era então território de Bolonha, quando soldados de Módena entraram furtivamente no centro da cidade de Bolonha, e roubaram um balde repleto de saque e voltaram a Modena”.
“Os bolonheses humilhados declararam guerra à Modena”.
“As duas cidades-estados envolveram-se em combate na batalha de Zappolino, onde Módena atacou Bolonha, embora as perdas foram mais ou menos iguais em ambos os lados, com uma perda total de 2.000 homens”.
“A guerra foi uma vitória decisiva de Modena sobre Bolonha, e o balde ficou nas mãos dos habitantes de Modena e esse fato levou ao ressurgimento de fortunas gibelinos.”
“Em Milão, os guelfos e gibelinos colaboraram na criação da República Ambrosiana em 1447, mas ao longo dos próximos anos envolvido em algumas disputas intensas”.
Os Guelfos tomaram o poder e impuseram uma cruel ditadura e os Gibelinos conspiraram para derruba-los, descobertos foram massacrados, mas seus líderes fugiram em 1449.
“Depois de Francesco Sforza foi elevado a Duque pelo Senado de Milão em 1450, muitos Gibelinos que fugiram, como Filippo Borromeo e Luisino Bossi, foram restaurados em suas posições de destaque na Cidade-estado”.
“No século 15 os guelfos apoiaram Carlos VIII, Rei da França, durante a sua invasão da Itália no início das Guerras Italianas, enquanto os gibelinos eram apoiantes do imperador Maximiliano I, de Habsburgo”.
“No curso das Guerras Italianas de 1494-1559, o cenário político mudou tanto que a antiga divisão entre guelfos e gibelinos tornou-se obsoleto e isso ficou evidente com a eleição do Papa Paulo V, nascido Príncipe Camillo Borghese, eleito em 16 de maio de 1605, coroado em 29 de maio de 1605, 233º Papa da Igreja Católica e 141º soberano de os Estados Pontifícios de 1605 até a sua morte, o primeiro Sumo Pontífice a colocar em seu Brasão a" águia-imperial -em-chefe “, um símbolo gibelino.

 E com isso eu encerro essa conversa sobre os Guelfos e Gibelinos, que considero suas histórias como os episódios chatíssimos da História da Humanidade.

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Dinasti...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Dinasti...:                                                  Frederico II, o Caolho, Duque da Suábia. 101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Di...

101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Dinastia de Hohenstaufen.

                                                 Frederico II, o Caolho, Duque da Suábia.

101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Dinastia de Hohenstaufen.
O Hohenstaufen foram a sexta dinastia para governar a Alemanha e foram relacionados pelo casamento com todas as Dinastias anteriores.
Quero chamar atenção para Frederico II, o Caolho, o segundo dos de Hohenstaufen que foi Duque da Suábia.
Ele era o filho mais velho de Frederico I e Agnes de Waiblingen, portanto um neto de Henrique IV, Imperador do Sacro Império Romano, e Berta de Savóia.
Por parte de pai, Frederico II, era neto de Friedrich von Bueren, ou Friedericus de Boer, considerado o Pai dos Hohenstaufen ou Staufer, portanto descendente por Linha Varonil de Friedrich que em 987 foi Conde em Riesga, em Pon e em Chiemgau, ou seja de uma Casa Condal de Nobreza comprovada.
Sobrinho, por parte de mãe, de Henrique V, Rei da Alemanha (Formalmente Rei dos Romanos) de 1099 até 1125, Rei da Itália de 1098 até 1125, Sacro Imperador Romano de 1111 até 1125, o quarto e último governante da Dinastia Saliana.
Irmão de Conrad, Duque em Francônia, e futuro Rei da Alemanha (formalmente Rei dos Romanos) e Rei de Itália, que nunca foi coroado Imperador Sacro.
Casou com Judith da Baviera, filha do poderoso Henrique IX, o Negro, Duque da Baviera e Wulfhilde da Saxônia, filha de Magnus, Duque da Saxônia e Sophia da Hungria, portanto um membro da poderosa Casa de Welf.
Esse casamento dinástico uniu a Casa de Welf e a Casa dos Hohenstaufen, as duas famílias mais poderosas e influentes na Alemanha de então.
Frederico e Judite tiveram dois filhos:
a-      Frederico I Barbarossa, Imperador do Sacro Império Romano, que casou com Beatrice I, Condessa de Borgonha, com quem teve 12 filhos;
b-      Berta, também conhecida como Judith, da Suábia, que casou com (1123 - 18 de outubro Matthias I, Duque de Lorena, com quem teve sete filhos.

Com todas essas credenciais e por morte de seu tio, Henrique V, o Duque Frederico da Suábia se apresentou na eleição para futuro Rei da Alemanha (formalmente Rei dos Romanos), mas não contava com a forte oposição de Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz.
A família dos Conde de Saarbrücken, tem seu primeiro registro como Conde em Saargau, mais tarde, no condado Saarbrücken, com ramificações na Alsácia, no condado de Zweibrücken e em Leiningen, deram além de Condes, dois Arcebispos de Mainz, dois Abades de Lorsch, bem como um Bispo de Worms e um Bispo de Speyer.
O Papa Paschoal II, que havia recebido um convite do Reichstag para ira até a cidade de Mainz em janeiro 1106 para negociar uma solução para a Controvérsia das Investiduras se recusou a ir, e no Conselho de Guastalla de Outubro de 1106, simplesmente renovou a proibição do Imperador Sacro e Rei dar posse a Bispos, realizar as Investiduras em geral.  
Era a continuação da guerra entre o Papa e o Imperador.
E...O ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, foi um dos nobres que apoiou a deposição de Henrique IV e foi Chanceler de Henrique V, em 26 de dezembro de 1115, recebeu o Arcebispado de Mainz, mas queria mais.
Membro da embaixada a Roma que teve como objetivo tratar da Coroação de Henrique V como Imperador Sacro, bem como buscar uma solução para a Controvérsia das Investiduras. Sem solução.
Um acordo secreto foi assinado entre Henrique V e o Papa Paschoal II, em 04 de fevereiro de 1111, no qual os Bispo tinham que devolver as benesses imperiais que haviam recebido dos Imperadores desde Carlos Magno tanto no território do Império, como na Itália, (ou seja, todos os direitos e privilégios: o imposto sobre a hortelã, legislação aduaneira, mercados livres, domínios de cidades e suas jurisdições, Castelos e terras cultiváveis, entre outros), em troca o Imperador renunciava as Investiduras e consequentemente a posse dos Bispados.
Com Henrique V em marcha para Roma a frente de um magnífico exército, o Papa Pascoal II concordou com o ‘acordão’ e a Coroação foi marcada para 12 de fevereiro de 1111.
Mais, o Papa, apoiado pela Cúria Romana ou Hierarquia da Igreja, pelo povo de Roma, se negou a Coroar Henrique V, ato continuo foi preso e só saiu depois de 61 dias de prisão dura, e de garantir a Coroação Imperial de Henrique, o que se deu na Catedral de São Pedro, em 13 de abril de 1111.  
Com os Alpes entre ele e Henrique, o Papa Pascoal II sancionou as resoluções tomadas pela Hierarquia da Igreja em Latrão de março de 1112, que considerava que o ‘acordão’ foi extorquido pela força, portanto não valia, e uma outra de um Concilio em Vienne, outubro 1111, que excomungava o Imperador.
Por causa da Herança de Matilda de Canossa, La Grancontessa, o Papa e o Imperador entraram em choque e o Papa fugiu de Roma.
Pascoal II retornou após a retirada do Imperador, no início de 1118, mas morreu dentro de poucos dias, em 21 janeiro de 1118.
O Clero Alemão não aceitou os termos do “acordão”, e ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, os liderava.
Adalberto I, então, rompeu com o Imperador, que lhe beneficiou diretamente, por causa da posse do Castelo Imperial de Trifels, construído no alto do Pico Sonnenberg, perto da pequena cidade de Annweiler, localizado bem acima do Vale de Queich , dentro da Floresta do Palatinado, no Palatinado, região do sudoeste da Alemanha, como até hoje se pode ver.
Henrique V acabou aprisionando Adalberto por três anos (1112-1115) sem julgamento, após o Arcebispo ter se recusado a entregar o controle dos bens imperiais que estavam sob seu controle.
O Povo de Mainz não queria seu Arcebispo preso e se revoltou contra o Imperador, que mandou soltar Adalberto.
Usando como pretexto para suas ações a excomunhão de Henrique V realizada por Pascoal II, o ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, tornou-se inimigo figadal de Henrique V e opositor ferrenho de sua família e de seus aliados.
Quando Henrique marchou para a Itália em 1116, Adalberto levantou vários dos princeps contra o Imperador e provocou uma grande confusão.
Para piorar a situação, o novo Papa Calisto II, fez de Adalberto um Legado Papal, ou seja um protegido diretamente do Papa, pois é um representante pessoal do Papa em nações estrangeira.
Furioso, Henrique V atacou Mainz.
Em resposta, Adalberto convenceu a Nobreza a se revoltar.
Houve um acordo de Paz temporária e a 23 de setembro de 1122 com a Concordata de Worms terminou o antigo sistema da Igreja Imperial.
E o ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, agora tinha uma posição de prestigio no Império, no Papado, no Reino da Itália, etc. e tal, nunca deixando de acalentar seu ódio a Henrique V.
“Após a morte de Henrique V, em 1125, ele viu uma oportunidade de ouro”.
“O Arcebispo sentiu que a monarquia alemã era muito poderosa e precisava ser enfraquecida, começando com a eliminação de sucessão hereditária”.
“No passado, as eleições para os Reis da Dinastia Saliana tinham sido um mero selo de aprovação para os filhos dos imperadores do que uma eleição real para determinar quem se tornaria o novo Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos”.
Frederico II, o Caolho, o segundo dos de Hohenstaufen que foi Duque da Suábia, sobrinho, por parte de mãe, de Henrique V, Rei da Alemanha (Formalmente Rei dos Romanos) de 1099 até 1125, Rei da Itália de 1098 até 1125, Sacro Imperador Romano de 1111 até 1125, era a escolha mais que certa para ocupar os cargos de seu finado parente.
Mais, ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, passou a trabalhar contra essa eleição, já que estava de posse da Insígnias Imperais dadas a ele pela Imperatriz Viúva Matilda, nascida Maude da Inglaterra, o que lhe trazia grande prestigio.
Para obter apoio, ainda no enterro de Henrique V fez campanha em prol de Lotário, um arrivista que conseguiu ser Duque da Saxônia, após a morte de Magnus de Billung em 1106, “um velho para época, tinha um pouco mais de 50 anos de idade, e que não tinha sucessão do sexo masculino, o que poderia torná-lo maleável para ele – Adalberto - em nome da nobreza”.
Adalberto de Mainz usou de toda a sua astucia e elegeu por aclamação a Lotário III, Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, em Mainz, numa “eleição real” (Königswahl) em meio a uma Assembleia de nobres que durou de 24 de agosto a 1 ou 2 de setembro de 1125.
Rapidamente Adalberto de Mainz fez coroar Lotário III, em 13 de setembro, em Aachen, Capital Imperial de Carlos Magno e local de Coroação de Imperadores, pelo Arcebispo de Colônia.
O poderoso Henrique IX, o Negro, Duque da Baviera, no começo apoiou a candidatura de seu genro, Frederico I, mas no decorrer das discussões sobre os candidatos, ele mudou de ideia e apoiou Lotário III. Na verdade houve um conchavo (casamento de um filho de Henrique, o Negro, com a filha de Lotário) entre Henrique IX, o Negro, o Lotário III, que era velho, mas ambicioso, um lobo em pele de cordeiro, que só Adalberto de Mainz não via.
Com isso a balança pendeu para o lado de Lotário, mas criou uma inimizade entre os Welfs e os da Suábia que teriam consequências de longo alcance na Alemanha, que duraria todo o século 12.
Todavia, Frederico, o Caolho, rendeu homenagem ao novo Rei e futuro Imperador se, eu disse SE,  o Papa assim quisesse.
“Não se sabe como este fato encarado como ‘traição’ por Frederico, o Caolho, afetou suas relações com Judite, mas é curioso notar que a última criança a nascer foi Berta em 1123”.
Até o final do ano, já havia sinais de uma ruptura entre o novo Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, e os irmãos Hohenstaufen, isso é, Frederico I, Duque da Suábia, e seu irmão, Conrado, Duque da Francônia.
O ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, nunca se recompôs do fato de ter que devolver os Bens Imperais, e influenciou a um outro ambicioso, agora Rei dos Romanos, de nome Lotário III, a pedir de volta todos os bens doados pelos Imperadores Salianos a seus familiares e amigos.
Os Hohenstaufen obviamente recusaram devolver qualquer coisa.
E aconteceram confrontos em Nuremberg, em Speyer, em Ulm, na Itália, o Duque da Baviera falha ao tentar capturar Frederico I, e em 1135 ambos, Frederico e Conrado, finalmente se reconciliam com Lotário III.
Lotário III morreu dois anos depois, em 3 de Dezembro de 1137, em Breitenwang, no Tirol, e Conrado de Hohenstaufen, Duque da Francônia, um efêmero Rei da Itália, foi eleito Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, em Coblenz em 07 de março de 1138, na presença de Theodwin, Cardeal e Legado Papal, coroado em Aachen, seis dias depois, em 13 de Março, e foi reconhecido em Bamberg por vários princeps do Sul da Alemanha.
Frederico I apoiou a seu irmão, Conrado III, em sua luta contra os Guelfos.
Henrique, o Orgulhoso, genro de Lotário e filho de Henrique IX, o Negro, Duque da Baviera, cunhado de Frederico I, Duque da Suábia, se tornou o Príncipe mais poderoso da Alemanha, e tinha ódio a Conrado III por ter sido preterido na eleição para Rei da Alemanha quando da morte de Lotário III.
Quanto Conrado lhe pediu apara entregar as Insígnias Imperais, que já estavam em seu poder, chantageou o novo Soberano dizendo que só entregaria se recebesse o Ducado da Saxônia, e esse ato foi considerado como uma Traição, e ele perdeu tudo, pois tudo lhe foi confiscado.
Conrado III deu a Saxônia a Alberto, o Urso, ou Albrecht der Bär, ou Alberto de Brandemburgo, neto do Duque Magnus, o último Billung, e a Baviera a Leopoldo IV, Margrave da Áustria, da Casa de Babenberg.
Henrique X, o Orgulho, não perdeu a lealdade de seus súditos e a guerra civil eclodiu, e é considerada como o primeiro ato da luta entre Guelfos e Gibelinos.
Henrique X, o Orgulho, também foi Margrave de Toscana e Duque de Spoleto de1137 até 1139, ano de sua morte pois faleceu em 20 de outubro de 1139, graças a algumas antigas propriedades de Matilde de Canossa, La Grancontessa.
Seu filho, Henrique, o Leão, ou Heinrich der Löwe, continuou a guerra contra Conrado.
Henrique, o Leão, lutou daqui, lutou de lá, foi derrotado, exilado, mas “em 1194, com o seu fim se aproximando, ele fez as pazes com o Imperador Henrique VI, segundo filho do imperador Frederico Barbarossa e de Beatrix da Borgonha, e voltou às suas terras muito diminuída em torno de Brunswick, onde terminou seus dias como duque de Braunschweig, pacificamente patrocinado artes e arquitetura”.
Henrique, o Leão, com sua segunda esposa, Matilda, filha do Rei Henrique II da Inglaterra, é o pai de Otto IV, Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, em 1208, Imperador do Sacro Império Romano a partir de 1209, forçado a abdicar em 1215, o único Rei alemão da Dinastia Welf.
E falando do ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, morreu em 23 de junho de 1137 e foi sepultado na capela de St. Gotardo, por ele construída perto da Catedral de Mainz e capela do Arcebispo por séculos.
Frederico II, o Caolho, da Dinastia de Hohenstaufen, Duque da Suábia, faleceu em 6 de abril de 1147, seu filho com Judite da Baviera, foi o famosíssimo Frederico Barbarossa, Duque de Suábia de 1147 até 1152, Rei alemão, formalmente Rei dos Romanos a partir de 1152 até 1190, Rei da Itália de 1155 até 1190, Rei de Arles de 1152 até 1190, Conde Palatino da Borgonha, consorte, de 1156 até 1190, O Cruzado da Terceira Cruzada de 1189, uma expedição  em conjunto com os franceses, liderados por Philippe Auguste, ou Filipe Augusto, Rei dos francos, depois Rei da França, Conde d’Artois,  e com os Ingleses, sob o comando de Rei Ricardo Coração de Leão, Duque da Aquitânia e da Normandia, Conde de Anjou e do Maine.
O cômico é que a segunda esposa de Frederico II, o Caolho, de nome Agnes von (de) Saarbrücken, era sobrinha de seu velho inimigo Albert de Mainz, sobrinha de Bruno, Bispo de Speyer, e filha de Frederico, senhor do Castelo de Saarbrücken, que passou a usar o Título de Conde de Saarbrücken.
Frederico e Agnes foram pais de:
Conrado de Hohenstaufen, Conde Palatino do Reno;
Jutta, que casou com Luís II, Landgrave da Turíngia.


E a luta continua....