quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...: Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias Imperatriz Sacra e mãe de Dona Leopoldina do Brasil, “A Mãe da Nacionalidade Brasileira”. ...
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores S...: Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicílias Imperatriz Sacra e mãe de Dona Leopoldina do Brasil, “A Mãe da Nacionalidade Brasileira”. ...
103- CONVERSA – Dinastias Imperiais, Imperadores Sacros & Imperatrizes- consorte.
Imperatriz Sacra e
mãe de
Dona Leopoldina do
Brasil, “A Mãe da Nacionalidade Brasileira”.
103- CONVERSA –
Dinastias Imperiais, Imperadores Sacros & Imperatrizes- consorte.
Heiliges Römisches
Reich oder Das Heilige Römische Reich Deutscher Nation
Sacro Império
Romano-Germânico
Saint-Empire
romain germanique ou Saint-Empire romain de la nation germanique
Sacrum Romanum Imperium
Erstellt: 2.
Februar 962 - Kaiser des Heiligen Römischen Reiches.
Criado em: 02 de
fevereiro de 962 - Imperador do Sacro Império Romano- Germânico.
Création: 2
février 962 - Empereur du Saint Empire.
Liste der römisch-deutschen
Herrscher und ihre Dynastien.
Lista de
imperadores do Sacro Império Romano-Germânico e suas Dinastias.
Liste des
souverains du Saint-Empire et leurs dynasties.
Dynastien / Dinastias, Dynasties:
1- Liudolfinger
bzw. Ottonen / Liudolfinger ou Ottonians - Dinastia Otoniana, ou Casa de
Liudolfinga, ou Dinastia da Saxônia, ou Dynastie Ottonienne;
2- Salier
/Salian - Dinastia Saliana, ou Dinastia Franca (graças origem da família e o
seu papel como Duques da Francônia), ou Dynastie franconienne (empereurs
saliens);
3- Supplinburger/
Suplimburgo – Dinastia dos Suplimburgo, ou Casa de Suplimburgo, ou Maison de
Supplimbourg;
4- Staufer
/ Hohenstaufen – Dinastia Staufer, ou Dinastia de Hohenstaufen, ou Casa de
Hohenstaufen, ou Maison de Hohenstaufen;
5- Welfen
/Guelfos – Dinastia dos Guelfos, ou Guelfen, ou Welfen, ou Maison d'Este;
6- Habsburger
und Nassau - Habsburgo e Nassau, ou Habsbourg et Nassau, ou Maison de Habsbourg
et Maison de Nassau;
7- Luxemburger
und Wittelsbacher / Luxemburgo e Wittelsbach, ou Maison de Luxembourg et Maison
de Wittelsbach, Casa de Luxemburgo e Casa de Wittelsbach;
8- Habsburger/
Habsburgo, Dinastia dos Habsburgo, ou Maison de Habsbourg;
9- Wittelsbacher
/ Wittelsbach – Dinastia de Wittelsbach, ou Maison de Wittelsbach;
10- Lorena
– Dinastia de Lorena, ou Casa de Lorena, ou Maison de Lorraine
11- Habsburgo-Lorena
– Dinastia de Habsburgo- Lorena, ou Maison de Habsbourg-Lorraine.
Kaisern/ Imperadores/ Empereurs:
Kaiser des Heiligen Römischen Reiches:
Adolf von Nassau
Albrecht I. (HRR)
Albrecht II. (HRR)
Karl IV. (HRR)
Karl V. (HRR)
Karl VI. (HRR)
Karl VII. (HRR)
Konrad II. (HRR)
Konrad III (HRR)
Konrad IV (HRR)
Ferdinand I. (HRR)
Ferdinand II. (HRR)
Ferdinand III. (HRR)
Franz I. Stephan (HRR)
Franz II. (HRR)
Friedrich I. (HRR)
Friedrich II. (HRR)
Friedrich III. (HRR)
Heinrich II. (HRR)
Heinrich III. (HRR)
Heinrich IV. (HRR)
Heinrich V. (HRR)
Heinrich VI. (HRR)
Heinrich VII. (HRR)
Joseph I. (HRR)
Joseph II.
Leopold I. (HRR)
Leopold II. (HRR)
Lothar III. (HRR)
Ludwig IV. (HRR)
Matthias (HRR)
Maximilian I. (HRR)
Maximilian II. (HRR)
Otto I. (HRR)
Otto II. (HRR)
Otto III. (HRR)
Otto IV. (HRR)
Ruprecht (HRR)
Rudolf II. (HRR)
Sigismund (HRR)
Wenzel (HRR)
Imperadores Sacros:
Otto I, Otto II, Otto III,
Henrique II, Conrado II, Henrique III, Henrique IV, Henrique V, Lotário III, Conrado
III, Frederico I, Henrique VI, Otto IV, Frederico II, Conrado IV, Rodolfo I, Adolfo
Alberto I, Henrique VII, Luís IV, Carlos IV, Venceslau, Roberto, Sigismundo,
Alberto II, Frederico III, Maximiliano I, Carlos V, Fernando I ( ou Ferdinando
I), Maximiliano II , Rodolfo II, Matias, Fernando II ( ou Ferdinando II),
Fernando III ( ou Ferdinando III), Leopoldo I,
José I, Carlos VI, Carlos VII, Francisco I ( ou Francisco III de Lorena, ou
Francisco Estêvão), José II, Leopoldo II, Francisco II.
Empereur romain germanique:
Adolphe de Nassau
Albert Ier du Saint-Empire
Albert II du Saint Empire
Charles IV du Saint-Empire
Charles Quint
Charles VI du Saint-Empire
Charles VII du Saint-Empire
Conrad II le Salique
Conrad III de Hohenstaufen
Conrad IV du Saint-Empire
Ferdinand Ier du Saint-Empire
Ferdinand II du Saint-Empire
Ferdinand III du Saint-Empire
François Ier du Saint-Empire
François II du Saint-Empire
puis, à partir du 11 août 1804, François Ier d'Autriche,
Frédéric I du Saint-Empire, dit
Frédéric Barberousse
Frédéric II du Saint-Empire
Frédéric III du Saint-Empire
Matthias Ier du Saint-Empire
Henri II du Saint-Empire
Henri III du Saint-Empire
Henri IV du Saint-Empire
Henri V du Saint-Empire
Henri VI du Saint-Empire
Henri VII du Saint-Empire
Joseph Ier du Saint-Empire
Joseph II du Saint-Empire
Léopold Ier du Saint-Empire
Léopold II du Saint-Empire
Louis IV du Saint-Empire
Maximilien Ier du Saint-Empire
Maximilien II du Saint-Empire
Otton Ier du Saint-Empire
Otton II du Saint-Empire
Otton III du Saint-Empire
Otton IV du Saint-Empire
Rodolphe II du Saint-Empire
Ferdinand II du Saint-Empire
Ferdinand III du Saint-Empire
Joseph Ier du Saint-Empire
Joseph II du Saint-Empire
Sigismond Ier du Saint-Empire
Lothaire II ou III du Saint
Empire ou de Supplinbourg
Venceslas Ier du Saint-Empire
Imperatrizes- consorte:
As damas abaixo, foram Imperatrizes,
mas muitas das esposas dos Reis da Alemanha, mesmo Imperadores Sacros, não
foram elevadas a Imperatriz Sacra.
1- Adelaides
- ou Adélaïde de Bourgogne,ou Adélaïde du saint Empire, ou Adelaide da Itália,
ou Adelaide de Borgonha ou simplesmente Santa Adelaide– Otto I;
2- Adelheid von Kiew – ou Eupraxia de Kiev, ou Adélaïde
de Kiev – Henrique IV;
3- Agnes
von Poitou oder Kaiserin Agnes, ou Inês da Aquitânia, ou Agnes de Poitou –
Henrique III;
4- Anna von Schweidnitz - ou Anne de
Schweidnitz, ou Ana de Świdnica - Carlos IV;
5- Anna von Österreich-Tirol – ou Anne
d'Autriche – Mattias I;
6- Barbara von Cilli – ou Barbe de Cilley, en croate et
slovène Barbara Celjska ; en hongrois Cillei Borbála, ou Barbara de Cillei, dite « Messaline de Germanie » - Sigismundo I;
7- Beatrix von Burgund – ou Beatriz I da
Borgonha, ou Beatriz da Borgonha ou Beatrice - Frederico I;
8- Beatrix von Schwaben, ou Béatrice de Souabe,
ou Beatriz da Suábia, da Dinastia Hohenstaufen - Otto IV:
9- Bertha von Savoyen
- ou Berta de Savoia, ou Berta de Turim - Henrique IV;
10- Bianca Maria Sforza - ou Blanche Marie Sforza
- Maximiliano I;
11- Claudia
Felizitas von Österreich-Tirol – ou L'archiduchesse Claude-Félicité d'Autriche,
ou Leopoldo I;
12- Eleonore
Helena von Portugal – ou Aliénor de Portugal, ou Leonor de Portugal, Sacra
Imperatriz Romana - Frederico III;
13- Eleonore
Magdalene Therese von Pfalz-Neuburg – ou Éléonore Madeleine du
Palatinat-Neubourg, ou Éléonore de Neubourg, ou Leonor Madalena de Neuburgo - Leopoldo
I;
14- Eleonora
Gonzaga –ou Éléonore de Gonzague ou Éléonore de Mantoue (en italien : Eleonora
Gonzaga), Leonor de Gonzaga – Fernando ou Ferdinando II;
15- Elisabeth
von Pommern – ou Élisabeth de Poméranie, ou Isabel da Pomerânia – Carlos IV;
16- Eleonora
Magdalena Gonzaga von Mantua-Nevers – ou Éléonore de Nevers-Mantoue, également
appelée Éléonore de Mantoue, Éléonore de Gonzague-Mantoue ou Éléonore de
Mayenne, ou Eleonora de Gonzaga – Fernando ou Ferdinando III;
17- Elisabeth Christine von
Braunschweig-Wolfenbüttel – ou Élisabeth Christine de Brunswick-Wolfenbüttel, -
Carlos IV;
18- Gisela von Schwaben, ou Gisela von Limburg,,
ou Gisela da Suábia, descendentes de Carlos Magno, através de Pepino da Itália –
Conrado II;
19- Gunhild von Dänemark – ou Gunhild de
Danemark, ou Gunhilda da Dinamarca - Henrique III;
20- Isabella II. (Jerusalem), ou Jolante von
Brienne – ou Isabelle II de Jérusalem, ou Isabel II de Jerusalém, também
conhecida como Iolanda de Brienne – Frederico II;
21- Isabella von England, Elisabeth - ou Isabella
Plantagenet, ou Isabel da Inglaterra - Frederico II;
22- Isabella von Portugal – ou Isabel de Avis,
ou Isabel de Portugal - Carlos V;
23- Konstanze
von Sizilien – ou Constança da Sicília, ou Constança de Altavilla – Henrique IV;
24- Konstanze
von Aragón- ou Constance d'Aragon, ou Constanza de Aragón, ou Constança de
Aragão – Frederico II;
25- Kunigunde
von Luxemburg - ou Santa Cunegunda de Luxemburgo, Padroeira do Grão-Ducado de Luxemburgo
- Imperador São Henrique II, o único rei alemão canonizado pela Igreja Católica;
26- Maria von Brabant – ou Marie de Brabant, ou
Maria de Brabante – Otto IV;
27- Margarita Theresa von Spanien – ou Margarita
Teresa de Áustria, ou Marguerite-Thérèse d'Autriche, infante d'Espagne - Leopoldo I;
28- Margarethe I von Holland – ou Marguerite II
d'Avesnes, ou Marguerite II de Hainaut, ou Margarida de Hainaut - Luís
IV;
29- Maria von Spanien – ou María de Austria y
Portugal, ou María de Austria, ou Maria de Espanha - Maximiliano
II;
30- Maria Amalie Josefa Anna von Österreich – ou
Marie-Amélie d'Autriche, ou Maria Amália de Áustria - Carlos VII;
31- Maria Anna von Spanien - ou María Ana de
Austria, ou Marie-Anne d'Autriche, infante d'Espagne – Fernando ou Ferdinando
III;
32- Maria Leopoldine von Österreich-Tirol – ou Marie-Léopoldine
d'Autriche, ou Maria Leopoldina da Áustria - Tirol – Fernando ou Ferdinando
III;
33- Maria Theresia von Österreich – ou Maria
Teresa Valburga Amália Cristina da Áustria1 (em alemão: Maria Theresia Walburga
Amalia Christina von Österreich, em húngaro: Habsburg Mária Terézia), ou Marie-Thérèse
d'Autriche – Francisco I;
34- Mathilde - ou Maud, ou Matilda da Inglaterra
– Henrique V;
35- Maria Josepha von Bayern – ou Maria Josepha
Antonia Walburga Felizitas Regula, Prinzessin von Bayern und Böhmen, ou Josépha
de Bavière ou Marie-Josèphe de Bavière, ou Maria Josefa da Baviera – José II;
36- María Ludovica von Spanien (spanisch: María
Luisa de Borbón) – ou Marie-Louise d'Espagne, ou Maria Luísa da Espanha (também
conhecida como Maria Luísa de Bourbon) – Leopoldo II;
37- Maria Theresia von Neapel-Sizilien – ou Prinzessin
Maria Theresia Karolina Giuseppina von Neapel und beider Sizilien, ou Marie-Thérèse
de Bourbon-Naples, ou Maria Teresa da Sicília ou Maria Teresa de Bourbon, nome
completo: Maria Teresa de Bourbon-Duas Sicília, ou Maria Teresa das Duas
Sicílias– Francisco II;
38- Richenza
von Northeim – ou Ricarda de Northeim – Lotário III;
39- Theophanu
- Teofânia Escleraina (em grego: Θεοφανώ Σκλήραινα - Oto II
40- Wilhelmine
Amalie von Braunschweig-Lüneburg – ou Guilhermina Amália de
Brunsvique-Luneburgo, ou Wilhelmine-Amélie de Brunswick-Lunebourg – José I.
Francisco I da Áustria ou Francisco
I de Habsburgo-Lorena ou Francisco II do Sacro Império (em alemão Franz von
Habsburg-Lothringen; Florença, 12 de fevereiro de 1768 — Viena, 2 de março de
1835) foi o último imperador do Sacro Império Romano-Germânico, desintegrado em
1806, em consequência das derrotas austríacas nas guerras Napoleônicas.
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 102- CONVERSA – Guelfos e Gibelinos, que considero...
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 102- CONVERSA – Guelfos e Gibelinos, que considero...: Armoiries du pape Paul V: D'azur au dragão d'or au chefe d'ou uma L'Aigle de sable couronné d'or Agne...
102- CONVERSA – Guelfos e Gibelinos, que considero suas histórias como os episódios chatíssimos da História da Humanidade.
D'azur au dragão
d'or au chefe d'ou uma L'Aigle de sable couronné d'or
Agnes de Waiblingen foi a segunda
filha de Henrique IV e de Berta de Savoia, irmã do Imperador Henrique V,
portanto nada mais natural do que recebe-se um Feudo, e no caso dela foi Waiblingen,
tanto que passou para a Grande História como Agnes
de Waiblingen
Ora, Agnes de Waiblingen
casou com Frederico I, Duque da Suábia, logo o Feudo de Agnes passou a
ser do casal, da Família dos de Hohenstaufen.
O filho do casal,
Frederico II, o caolho, casou com Judite da Baviera, cujo pai, Heinrich der
Schwarze, ou Henrique IX, o Negro, Duque da Baviera, da Dinastia dos Guelfos, o
traiu votando em Lotário III para Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos,
tornando-se assim inimigos, querendo ou não querendo.
No contexto das Guerras entre os Guelfos, agora parentes
de Lotário III, pelo casamento de sua filha Gertrudes com o filho de Henrique IX, o Negro, Duque da Baviera, também de nome
Henrique, Heinrich der Stolze ou Henrique, o Orgulho, e os Hohenstaufen,
houve o Cerco de Weinsberg, em 21 de dezembro de 1140.
Os
Hohenstaufen criaram nessa ocasião um grito de guerra, que alterava
ligeiramente o nome do Feudo de Waiblingen, e
foi ai que surgiu a palavra “Ghibellini “.
“Rei Conrado III da Alemanha
cercou o castelo, que se rendeu em 21 de dezembro 1140”.
“O Rei ordenou a execução de
todos os homens do castelo e deu o seu agradecimento às mulheres,
permitindo-lhes a sair com o bem mais precioso nas coastas”.
“Eles escolheram colocar seus
maridos como mantos às costas”.
“Quando o Rei viu o que estava
acontecendo, riu muito e aceito truque inteligente das mulheres, dizendo que um
Rei deve sempre manter [honrar] a sua palavra”.
“O local se tornou conhecido
como “O local das mulheres fies de Weinsberg” - Treue Weiber von Weinsberg – e
o castelo hoje é chamado Weibertreu (fidelidade das mulheres)”.
Guelfen / Welfen, em italiano
Guelfo, plural Guelfi, em italiano é a forma de Welf, a família dos Duques de
Baviera, isso incluindo Welf II, Duque de Baviera a partir de 1101 até sua
morte, que na genealogia dos Welf, ele é contado como Welf V, bem como de
Henrique, o Leão.
“Os Guelfos disseram ter usado
o nome como um grito de guerra durante a Batalha de Weinsberg em 1140, em que o
rival Hohenstaufens da Suábia usaram o Waiblingen, ou “Wibellingen",
tornou-se posteriormente Ghibellino em italiano”.
Assim surgiu os termos Guelfos
e Gibelinos.
Durante o reinado de Frederico Barbarossa quando esse
marchou na Itália, os seus apoiantes se tornaram conhecidos como Gibelinos
(Ghibellini).
Os participantes da “Liga
Lombarda, formada pelas cidades de Cremona, Mântua, Piacenza, Bérgamo, Brescia,
Milão, Bolonha, Pádua, Treviso, Vicenza, Verona, Lodi, e Parma, e alguns senhores,
como o Marquês Malaspina e Ezzelino da Romano, ficaram conhecidos como Guelfos
(Guelfi).
E o pau cantou na casa de
Noca.
Em tese “Os gibelinos eram,
assim, membros do Partido Imperial, enquanto os guelfos apoiavam o Papa”.
Na verdade, os Guelfos era
negociantes abastados, mas que viviam com medo das ambições Papais de aumentar
o famoso “Patrimônio de São Pedro”, mas que consideravam o Imperador, e os
seus, como uma ameaça permanente a suas famílias, seus interesses, seus
negócios.
Os Gibelinos eram nobres da
terra, e apesar de seus medos, consideravam que o melhor para eles, suas
famílias, e interesses, e defesa contra as ambições dos Papas, eram ser aliados
dos Imperadores Sacros.
A Batalha de Legnano, travada em 29 de maio de
1176, entre as forças do Sacro Império Romano, liderado pelo Imperador
Frederico Barbarossa, e a Linga Lombarda, deu vitória a Linga Lombarda
comandada por Alberto da Giussano.
“O assalto decisivo foi feito
pelo brescianos, que conseguiram romper as linhas, matar os guardas de corpo do
Imperador e seu porta-bandeira, e ferir Frederico que foi atirado de seu cavalo”.
“Acreditava-se que o Imperador
estava morto e as tropas imperiais bateram em retirada”.
“’ ...Então, para grande
alegria de todos, depois de três dias, Barbarossa apareceu diante dos portões
de Pavia, ferido e machucado, pois havia sido deixado para morrer’”.
Frederico viajou para Veneza e
lá foi assinado o Tratado ou Paz de Veneza de 1177, entre ele, os
representantes do Papa Alexandre III, nascido Rolando Bandinelli,– Frederico
tinha seu próprio Papa, o antipapa Calisto III,
e por isso havia sido excomungado – portanto o reconheceu como o 170º Papa da Igreja Católica, teve a
excomunhão suspensa, reconheceu o senhorio papal sobre Roma e sobre o
Patrimônio de São Pedro, concluída uma paz de quinze anos entre o Imperador e Guglielmo
II di Sicilia, dito il Buono, Rei da Sicília, da Dinastia di Altavilla (em
francês Hauteville ) uma das famílias Normandas do sul da Península italiana, abrindo o caminho para os anos dourados da
Sicília de paz e prosperidade
A cerimônia foi majestosa:
“Em 24 de julho, o Papa da
Basilica di San Marco enviou uma delegação de Cardeais para o Imperador no Lido,
na foz da Lagoa de Veneza, onde Frederico estava escoltado por Sebastian Ziani
, o Doge de Veneza , e Ulrich von Treven II , o Patriarca de Aquileia, e outros
nobres de Veneza e outras partes do Império. Solenemente os Cardeais da
delegação papal levantaram formalmente a excomunhão que até então tinha sido
colocada em cima dele. Ouviu-se exclamações de regozijo de ambas as partes”.
Os Membros da Linga Lombarda
não ficaram satisfeitos com os termos da Paz de Veneza que lhes garantia uma
paz de seis anos, e continuaram a lutar contra o Império.
O Tratado de Constança ou a
Paz de Constança de 1183, assinada na Cidade de Constança (em alemão: Konstanz)
hoje uma cidade universitária no sul da Alemanha e a maior cidade nos arredores
do Lago de Constança (alemão: Bodensee), no distrito de Konstanz, na região
administrativa de Freiburg, estado de Baden-Württemberg, trouxa a paz entre Frederico
e os membros da Liga Lombarda.
“As cidades do Reino da Itália
obtiveram jurisdição local sobre seus territórios, a liberdade de eleger seus
próprios conselhos e decretar a sua própria legislação, bem como para manter
sua aliança na forma da Liga Lombarda”.
“No entanto, seus cônsules
tiveram que fazer o juramento de fidelidade ao imperador do Sacro Império
Romano e dele receber a investidura, bem como os imperiais juízes, que tinham a
prerrogativa de julgar recursos em alguns distritos na Itália, foram colocadas
sob administração imperial direta”.
Com a confusão que se
estabeleceu no Império e na Itália após a morte de Frederico Barbarossa, as
Cidades deixaram de cumprir o acordo, mas essa é outra conversa.
Contudo, “o confronto entre os
Guelfos e os Gibelinos continuaram até cerca de 1250, e depois só na Toscana
(onde eles se originaram), com os nomes "partido da igreja" e
"partido imperial" preferido em algumas áreas”.
Na luta pelo Diadema Imperial
os Guelfos e os Gibelinos novamente se manifestaram.
Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstaufen, foi apoiado pelos
gibelinos, seu genro, Otto de Brunswick, foi apoiado pelos guelfos, na disputa.
Filipe da Suábia ou Filipe de Hohenstaufen tinha sido
excomungado, mas mesmo assim “em 8 de março de 1198, em Mühlhausen, os princeps
o elegeram Rei dos Romanos e, em 8 de setembro, em Mogúncia, ele foi coroado
pelo Arcebispo de Tarentaise”.
Enquanto isso Otto de Brunswick, também foi eleito Rei.
O Papa Inocêncio III, como
Filipe ainda era um excomungado e os Hohenstaufens foram uma ameaça ao papado
anteriormente, decidiu em favor de Oto IV, em 11 de março de 1201, colocando os
partidários de Filipe sob interdito da Igreja.
Era a derrota.
“Felipe da Suábia ou Filipe de Hohenstaufen estava em guerra
contra Otto e resolveu ir pessoalmente liquidar com a rebelião instalada em m
Brunswick-Lüneburg, quando ele passou a Bamberg, a fim de participar como
convidado no casamento de sua sobrinha Condessa Beatrice II da Borgonha com Duque
Otto de Merania, foi o conde de Borgonha como Otto II, por seu casamento com a
mesma Beatrice II da Borgonha, em 21 de junho de 1208”.
Depois da cerimônia, Felipe se
retirou para seus aposentados, onde ele foi assassinado pelo Conde Otto VIII de
Wittelsbach, que escapou”.
“Segundo alguns historiadores o Conde Otto VIII de Wittelsbach culpava o
Rei Felipe pelo termino de seu noivado com Gertrude da Silésia, pois o pai
dessa, Henrique I, o Barbudo, Duque da Silésia, de Opole, de Kalisz, da Alta
Polônia, depois de toda a Polônia, soube do caráter do noivo de sua filha que
era cruel e instável, e acabou com o compromisso”.
Esse assassinato é historicamente conhecido como “O regicídio de Bamberg”.
Assim, Otto venceu e se
tornou Otto IV, único Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, a partir de
1208, e Imperador do Sacro Império Romano a partir de 1209, até que ele foi
forçado a abdicar em 1215. O único Rei alemão da Dinastia dos Welf, ele
provocou a ira do Papa Inocêncio III e foi excomungado em 1210.
Felipe foi o primeiro Rei sagrado e coroado a ser assassinado desde a
época da dinastia merovíngia.
Depois ele foi Alberto I de Habsburgo, Duque da Áustria, da Estíria, da
Carniola, e da Marca Vindica, Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, de
27 de julho de 1298 até 1 de maio de 1308, coroado na Catedral de Aachen em 24
de agosto de 1298, que foi assassinado em 1 de maio de 1308, em Windisch no Rio
Reuss, por seu sobrinho João, o Parricida, a quem havia privado de sua herança.
Sucedeu a Otto e a Felipe, outro Hohenstaufen, Frederico II, “de 1198 foi
Rei da Sicília, a partir de 1212 foi Rei romano-germânica e de 1220 até a sua
morte, o imperador do Sacro Império Romano. Além disso, desde 1225 portava os títulos
de " Rei de Tessalonica, Rei de Chipre, Rei de Jerusalém" e do seu
reinado 39 anos como Imperador romano-germânico, ele passou 28 anos na Itália”.
“Esteve em luta quase constante com os Estados Pontifícios e, apesar de
excomungado duas vezes, tomou parte na VI Cruzada (1229), que conduziu como
diplomata e não como guerreiro”. “Inocêncio IV destituiu-o no concílio de Lyon
(1245)”, mas não valeu.
“Gregório IX chegou a chamá-lo de Anticristo e, provavelmente por isto,
quando ele morreu, surgiu a ideia de que ele voltaria a reinar de novo em 1000
anos”.
“Frederico II possuía relação parental com um dos mais importantes
doutores da Igreja Católica: era primo de Tomás de Aquino”.
Foi um dos mais poderosos imperadores do Sacro Império Romano da Idade
Média e de grande cultura, e sobre ele escreveu “o professor Donald Detwiler:
Um homem de extraordinária cultura, energia e
capacidade - chamado por um cronista contemporâneo estupor mundi (a maravilha
do mundo), por Nietzsche o primeiro europeu, e por muitos historiadores o
primeiro governante moderno - Frederick estabelecido na Sicília e no sul da
Itália algo muito muito parecido com um reino moderno, regido através de um
poder central, com uma burocracia eficiente”.
Um homem desse não podia ser do agrado dos Papas, nem de alguns príncipes
alemães e italianos, mas “falando seis línguas (latim, siciliano, alemão,
francês, grego e árabe), Frederico era um ávido patrono da ciência e das artes”.
“Em 1224 ele fundou a Universidade de Nápoles, a mais antiga universidade
do estado do mundo: agora chamado Università Federico II, manteve-se o único Atheneum
do sul da Itália durante séculos”.
“Desempenhou um papel importante na promoção da literatura através da
Escola siciliana de poesia”.
“Sua corte real siciliana em Palermo, de cerca de 1220 até sua morte, viu
o primeiro uso de uma forma literária de uma língua, o siciliano”.
“A poesia que emanava a escola teve uma influência significativa sobre
literatura e sobre o que viria a se tornar a moderna língua italiana”.
“A escola e sua poesia foi saudado por Dante e seus pares e são
anteriores em pelo menos um século, o uso do idioma toscano como língua
literária elite da Itália”.
“Frederico não acreditar em coisas que não poderiam ser explicadas pela
razão, pois era um cético religioso”.
“Seus inimigos papais o denominaram preambulus Antichristi (antecessor do
Anticristo) pelo Papa Gregório IX, e, como Frederico alegadamente não respeitou
a potestatis privilegium da Igreja, ele foi excomungado”.
“Muitas de suas leis continuam a influenciar as atitudes modernas, como a
sua proibição de médicos que atuam como seus próprios farmacêuticos”.
“Um duro golpe para o charlatanismo ao abrigo do qual os médicos
diagnosticado doenças duvidosos para vender inúteis "curas", até
mesmo perigosos, e para a venda de relíquias milagrosas de santos pela igreja Católica”.
Morreu em 13 de dezembro de 1250, em Castel Fiorentino, na Puglia, região
da Itália meridional, cuja capital é Bari.
“Após sua morte, sua Linhagem masculina morreu rapidamente e a Casa de
Hohenstaufen chegou ao fim”.
“Após a morte de Frederico II, em 1250, o reino alemão foi dividido entre
seu filho Conrado IV (falecido em 1254) e do anti-Rei, William da Holanda
(falecido em 1256)”.
“A morte de Conrad foi seguida pelo Interregno, durante o qual nenhum rei
poderia obter o reconhecimento universal, permitindo que os príncipes de
consolidar suas participações e se tornar governantes ainda mais independentes”.
“Depois de 1257, a coroa foi disputada entre Richard da Cornualha, que
foi apoiado pelo Partido os Guelfos e Afonso X de Castela, que foi reconhecido
pela parte Hohenstaufen/ Gibelinos, mas nunca pôs os pés em solo alemão”.
“Após a morte de Richard, em 1273, o Interregno terminou com a eleição
unânime de Rudolf I (também conhecido como Rudolf de Habsburgo) (em alemão:
Rudolf von Habsburg, em latim: Rudolphus)”.
Contudo, a A divisão entre guelfos e gibelinos foi especialmente
importante em Florença, embora os dois lados frequentemente se rebelaram contra
o outro e tomou o poder em muitas das outras cidades italianas do norte”.
“Em Florença e em outros lugares os guelfos normalmente incluídos
comerciantes e burgueses, enquanto os gibelinos tendiam a ser nobres”.
“Eles também adotaram costumes peculiares, tais como o uso de pena em um
determinado lado de seus chapéus, ou cortar fruta de maneira particular, de
acordo com a sua filiação”.
“Finalmente os Guelfos superaram os Gibelinos e começaram a lutar entre
si”.
“Por volta de 1300 os guelfos florentinos haviam dividido em Guelfos
Pretos e Guelfos Brancos”. “Os negros continuaram a apoiar o papado, enquanto
os brancos se opunham a pontifícia influência, especificamente a influência do
Papa Bonifácio VIII”.
“Dante Alighieri estava entre os apoiantes dos guelfos brancos, e em 1302
foi exilado quando os guelfos negros tomaram o controle de Florença”.
“Em 1325, as cidades-estados de Bologna, uma cidade dos Guelfos, e
Modena, uma cidade Gibelina, lutaram a Guerra do Balde ou a Guerra do Balde de
Carvalho, na Emilia-Romagna, que era então território de Bolonha, quando
soldados de Módena entraram furtivamente no centro da cidade de Bolonha, e
roubaram um balde repleto de saque e voltaram a Modena”.
“Os bolonheses humilhados declararam guerra à Modena”.
“As duas cidades-estados envolveram-se em combate na batalha de
Zappolino, onde Módena atacou Bolonha, embora as perdas foram mais ou menos
iguais em ambos os lados, com uma perda total de 2.000 homens”.
“A guerra foi uma vitória decisiva de Modena sobre Bolonha, e o balde
ficou nas mãos dos habitantes de Modena e esse fato levou ao ressurgimento de
fortunas gibelinos.”
“Em Milão, os guelfos e gibelinos colaboraram na criação da República
Ambrosiana em 1447, mas ao longo dos próximos anos envolvido em algumas
disputas intensas”.
Os Guelfos tomaram o poder e impuseram uma cruel ditadura e os Gibelinos
conspiraram para derruba-los, descobertos foram massacrados, mas seus líderes
fugiram em 1449.
“Depois de Francesco Sforza foi elevado a Duque pelo Senado de Milão em
1450, muitos Gibelinos que fugiram, como Filippo Borromeo e Luisino Bossi,
foram restaurados em suas posições de destaque na Cidade-estado”.
“No século 15 os guelfos apoiaram Carlos VIII, Rei da França, durante a
sua invasão da Itália no início das Guerras Italianas, enquanto os gibelinos
eram apoiantes do imperador Maximiliano I, de Habsburgo”.
“No curso das Guerras Italianas de 1494-1559, o cenário político mudou
tanto que a antiga divisão entre guelfos e gibelinos tornou-se obsoleto e isso ficou
evidente com a eleição do Papa Paulo V, nascido Príncipe Camillo Borghese, eleito
em 16 de maio de 1605, coroado em 29 de maio de 1605, 233º Papa da Igreja
Católica e 141º soberano de os Estados Pontifícios de 1605 até a sua morte, o
primeiro Sumo Pontífice a colocar em seu Brasão a" águia-imperial
-em-chefe “, um símbolo gibelino.
E com isso eu encerro essa conversa sobre os Guelfos
e Gibelinos, que considero suas histórias como os episódios chatíssimos da
História da Humanidade.
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Dinasti...
CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Dinasti...: Frederico II, o Caolho, Duque da Suábia. 101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Di...
101- Conversa - Frederico II, o Caolho, da Dinastia de Hohenstaufen.
Frederico II, o Caolho, Duque da Suábia.
101- Conversa - Frederico
II, o Caolho, da Dinastia de Hohenstaufen.
O Hohenstaufen foram a
sexta dinastia para governar a Alemanha e foram relacionados pelo casamento com
todas as Dinastias anteriores.
Quero chamar atenção para
Frederico II, o Caolho, o segundo dos de Hohenstaufen que foi Duque da Suábia.
Ele era o filho mais velho
de Frederico I e Agnes de Waiblingen, portanto um neto de Henrique IV, Imperador
do Sacro Império Romano, e Berta de Savóia.
Por parte de pai,
Frederico II, era neto de Friedrich von Bueren, ou Friedericus de Boer,
considerado o Pai dos Hohenstaufen ou Staufer, portanto descendente por Linha
Varonil de Friedrich que em 987 foi Conde em Riesga, em Pon e em Chiemgau, ou
seja de uma Casa Condal de Nobreza comprovada.
Sobrinho, por parte de mãe, de Henrique V, Rei da
Alemanha (Formalmente Rei dos Romanos) de 1099 até 1125, Rei da Itália de 1098
até 1125, Sacro Imperador Romano de 1111 até 1125, o quarto e último governante
da Dinastia Saliana.
Irmão de Conrad, Duque em Francônia, e futuro Rei da
Alemanha (formalmente Rei dos Romanos) e Rei de Itália, que nunca foi coroado Imperador
Sacro.
Casou com Judith da Baviera, filha do poderoso Henrique
IX, o Negro, Duque da Baviera e Wulfhilde da Saxônia, filha de Magnus, Duque da
Saxônia e Sophia da Hungria, portanto um membro da poderosa Casa de Welf.
Esse casamento dinástico uniu a Casa de Welf e a Casa dos
Hohenstaufen, as duas famílias mais poderosas e influentes na Alemanha de
então.
Frederico e Judite tiveram dois filhos:
a- Frederico
I Barbarossa, Imperador do Sacro Império Romano, que casou com Beatrice I,
Condessa de Borgonha, com quem teve 12 filhos;
b- Berta,
também conhecida como Judith, da Suábia, que casou com (1123 - 18 de outubro
Matthias I, Duque de Lorena, com quem teve sete filhos.
Com todas essas credenciais e
por morte de seu tio, Henrique V, o Duque Frederico da Suábia se apresentou na
eleição para futuro Rei da Alemanha (formalmente Rei dos Romanos), mas não
contava com a forte oposição de Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de
Mainz.
A família dos Conde de Saarbrücken,
tem seu primeiro registro como Conde em Saargau, mais tarde, no condado Saarbrücken,
com ramificações na Alsácia, no condado de Zweibrücken e em Leiningen, deram
além de Condes, dois Arcebispos de Mainz, dois Abades de Lorsch, bem como um Bispo
de Worms e um Bispo de Speyer.
O Papa Paschoal II, que havia
recebido um convite do Reichstag para ira até a cidade de Mainz em janeiro 1106
para negociar uma solução para a Controvérsia das Investiduras se recusou a ir,
e no Conselho de Guastalla de Outubro de 1106, simplesmente renovou a proibição
do Imperador Sacro e Rei dar posse a Bispos, realizar as Investiduras em geral.
Era a continuação da guerra
entre o Papa e o Imperador.
E...O ambicioso Adalberto I von
(de) Saarbrücken, foi um dos nobres que apoiou a deposição de Henrique IV e foi
Chanceler de Henrique V, em 26 de dezembro de 1115, recebeu o Arcebispado de
Mainz, mas queria mais.
Membro da embaixada a Roma que
teve como objetivo tratar da Coroação de Henrique V como Imperador Sacro, bem
como buscar uma solução para a Controvérsia das Investiduras. Sem solução.
Um acordo secreto foi assinado
entre Henrique V e o Papa Paschoal II, em 04 de fevereiro de 1111, no qual os
Bispo tinham que devolver as benesses imperiais que haviam recebido dos
Imperadores desde Carlos Magno tanto no território do Império, como na Itália, (ou
seja, todos os direitos e privilégios: o imposto sobre a hortelã, legislação
aduaneira, mercados livres, domínios de cidades e suas jurisdições, Castelos e
terras cultiváveis, entre outros), em troca o Imperador renunciava as
Investiduras e consequentemente a posse dos Bispados.
Com Henrique V em marcha para
Roma a frente de um magnífico exército, o Papa Pascoal II concordou com o ‘acordão’
e a Coroação foi marcada para 12 de fevereiro de 1111.
Mais, o Papa, apoiado pela
Cúria Romana ou Hierarquia da Igreja, pelo povo de Roma, se negou a Coroar
Henrique V, ato continuo foi preso e só saiu depois de 61 dias de prisão dura, e
de garantir a Coroação Imperial de Henrique, o que se deu na Catedral de São
Pedro, em 13 de abril de 1111.
Com os Alpes entre ele e
Henrique, o Papa Pascoal II sancionou as resoluções tomadas pela Hierarquia da
Igreja em Latrão de março de 1112, que considerava que o ‘acordão’ foi
extorquido pela força, portanto não valia, e uma outra de um Concilio em
Vienne, outubro 1111, que excomungava o Imperador.
Por causa da Herança de
Matilda de Canossa, La Grancontessa, o Papa e o Imperador entraram em choque e
o Papa fugiu de Roma.
Pascoal II retornou após a
retirada do Imperador, no início de 1118, mas morreu dentro de poucos dias, em
21 janeiro de 1118.
O Clero Alemão não aceitou os
termos do “acordão”, e ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de
Mainz, os liderava.
Adalberto I, então, rompeu com
o Imperador, que lhe beneficiou diretamente, por causa da posse do Castelo
Imperial de Trifels, construído no alto do Pico Sonnenberg, perto da pequena
cidade de Annweiler, localizado bem acima do Vale de Queich , dentro da
Floresta do Palatinado, no Palatinado, região do sudoeste da Alemanha, como até
hoje se pode ver.
Henrique V acabou aprisionando
Adalberto por três anos (1112-1115) sem julgamento, após o Arcebispo ter se
recusado a entregar o controle dos bens imperiais que estavam sob seu controle.
O Povo de Mainz não queria seu
Arcebispo preso e se revoltou contra o Imperador, que mandou soltar Adalberto.
Usando como pretexto para suas ações a excomunhão de Henrique
V realizada por Pascoal II, o ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken,
Arcebispo de Mainz, tornou-se inimigo figadal de Henrique V e opositor ferrenho
de sua família e de seus aliados.
Quando Henrique marchou para a Itália em 1116, Adalberto
levantou vários dos princeps contra o
Imperador e provocou uma grande confusão.
Para piorar a situação, o novo Papa Calisto II, fez de
Adalberto um Legado Papal, ou seja um protegido diretamente do Papa, pois é um
representante pessoal do Papa em nações estrangeira.
Furioso, Henrique V atacou Mainz.
Em resposta, Adalberto convenceu a Nobreza a se revoltar.
Houve um acordo de Paz temporária e a 23 de setembro de
1122 com a Concordata de Worms terminou o antigo sistema da Igreja Imperial.
E o ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo
de Mainz, agora tinha uma posição de prestigio no Império, no Papado, no Reino
da Itália, etc. e tal, nunca deixando de acalentar seu ódio a Henrique V.
“Após a morte de Henrique V,
em 1125, ele viu uma oportunidade de ouro”.
“O Arcebispo sentiu que a
monarquia alemã era muito poderosa e precisava ser enfraquecida, começando com
a eliminação de sucessão hereditária”.
“No passado, as eleições para
os Reis da Dinastia Saliana tinham sido um mero selo de aprovação para os
filhos dos imperadores do que uma eleição real para determinar quem se tornaria
o novo Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos”.
Frederico II, o Caolho, o
segundo dos de Hohenstaufen que foi Duque da Suábia, sobrinho, por parte de
mãe, de Henrique V, Rei da Alemanha (Formalmente Rei dos Romanos) de 1099 até
1125, Rei da Itália de 1098 até 1125, Sacro Imperador Romano de 1111 até 1125,
era a escolha mais que certa para ocupar os cargos de seu finado parente.
Mais,
ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, passou a
trabalhar contra essa eleição, já que estava de posse da Insígnias Imperais
dadas a ele pela Imperatriz Viúva Matilda, nascida Maude da Inglaterra, o que
lhe trazia grande prestigio.
Para obter apoio, ainda no
enterro de Henrique V fez campanha em prol de Lotário, um arrivista que
conseguiu ser Duque da Saxônia, após a morte de Magnus de Billung em 1106, “um velho
para época, tinha um pouco mais de 50 anos de idade, e que não tinha sucessão do
sexo masculino, o que poderia torná-lo maleável para ele – Adalberto - em nome
da nobreza”.
Adalberto
de Mainz usou de toda a sua astucia e elegeu por aclamação a Lotário III, Rei
da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, em Mainz, numa “eleição real” (Königswahl)
em meio a uma Assembleia de nobres que durou de 24 de agosto a 1 ou 2 de setembro
de 1125.
Rapidamente Adalberto de Mainz fez coroar Lotário III, em 13
de setembro, em Aachen, Capital Imperial de Carlos Magno e local de Coroação de
Imperadores, pelo Arcebispo de Colônia.
O poderoso Henrique IX, o
Negro, Duque da Baviera, no começo apoiou a candidatura de seu genro, Frederico
I, mas no decorrer das discussões sobre os candidatos, ele mudou de ideia e apoiou
Lotário III. Na verdade houve um conchavo (casamento de um filho de Henrique, o
Negro, com a filha de Lotário) entre Henrique IX, o Negro, o Lotário III, que
era velho, mas ambicioso, um lobo em pele de cordeiro, que só Adalberto de
Mainz não via.
Com isso a balança pendeu para
o lado de Lotário, mas criou uma inimizade entre os Welfs e os da Suábia que
teriam consequências de longo alcance na Alemanha, que duraria todo o século
12.
Todavia, Frederico, o Caolho, rendeu homenagem ao novo
Rei e futuro Imperador se, eu disse SE, o Papa assim quisesse.
“Não se sabe como este fato encarado como ‘traição’ por
Frederico, o Caolho, afetou suas relações com Judite, mas é curioso notar que a
última criança a nascer foi Berta em 1123”.
Até o final do ano, já havia sinais de uma ruptura entre
o novo Rei da Alemanha, formalmente Rei dos
Romanos, e os irmãos Hohenstaufen, isso é, Frederico I, Duque da Suábia,
e seu irmão, Conrado, Duque da Francônia.
O ambicioso Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo
de Mainz, nunca se recompôs do fato de ter que devolver os Bens Imperais, e
influenciou a um outro ambicioso, agora Rei dos Romanos, de nome Lotário III, a
pedir de volta todos os bens doados pelos Imperadores Salianos a seus
familiares e amigos.
Os Hohenstaufen obviamente recusaram devolver qualquer coisa.
E aconteceram confrontos em
Nuremberg, em Speyer, em Ulm, na Itália, o Duque da Baviera falha ao tentar
capturar Frederico I, e em 1135 ambos, Frederico e Conrado, finalmente se
reconciliam com Lotário III.
Lotário III morreu dois anos
depois, em 3 de Dezembro de 1137, em Breitenwang, no Tirol, e Conrado de
Hohenstaufen, Duque da Francônia, um efêmero Rei da Itália, foi eleito Rei da
Alemanha, formalmente Rei dos Romanos, em Coblenz em 07 de março de 1138, na
presença de Theodwin, Cardeal e Legado Papal, coroado em Aachen, seis dias
depois, em 13 de Março, e foi reconhecido em Bamberg por vários princeps do Sul da Alemanha.
Frederico I apoiou a seu
irmão, Conrado III, em sua luta contra os Guelfos.
Henrique, o Orgulhoso, genro de Lotário e filho de Henrique
IX, o Negro, Duque da Baviera, cunhado de Frederico I, Duque da Suábia, se
tornou o Príncipe mais poderoso da Alemanha, e tinha ódio a Conrado III por ter
sido preterido na eleição para Rei da Alemanha quando da morte de Lotário III.
Quanto Conrado lhe pediu apara entregar as Insígnias Imperais,
que já estavam em seu poder, chantageou o novo Soberano dizendo que só
entregaria se recebesse o Ducado da Saxônia, e esse ato foi considerado como
uma Traição, e ele perdeu tudo, pois tudo lhe foi confiscado.
Conrado III deu a Saxônia a Alberto, o Urso, ou Albrecht
der Bär, ou Alberto de Brandemburgo, neto do Duque Magnus, o último Billung, e
a Baviera a Leopoldo IV, Margrave da Áustria, da Casa de Babenberg.
Henrique X, o Orgulho, não perdeu
a lealdade de seus súditos e a guerra civil eclodiu, e é considerada como o
primeiro ato da luta entre Guelfos e Gibelinos.
Henrique X, o Orgulho, também foi
Margrave de Toscana e Duque de Spoleto de1137 até 1139, ano de sua morte pois
faleceu em 20 de outubro de 1139, graças a algumas antigas propriedades de
Matilde de Canossa, La Grancontessa.
Seu filho, Henrique, o Leão, ou
Heinrich der Löwe, continuou a guerra contra Conrado.
Henrique, o Leão, lutou daqui,
lutou de lá, foi derrotado, exilado, mas “em 1194, com o seu fim se
aproximando, ele fez as pazes com o Imperador Henrique VI, segundo filho do
imperador Frederico Barbarossa e de Beatrix da Borgonha, e voltou às suas
terras muito diminuída em torno de Brunswick, onde terminou seus dias como
duque de Braunschweig, pacificamente patrocinado artes e arquitetura”.
Henrique, o Leão, com sua
segunda esposa, Matilda, filha do Rei Henrique II da Inglaterra, é o pai de Otto
IV, Rei da Alemanha, formalmente Rei dos Romanos,
em 1208, Imperador do Sacro Império Romano a partir de 1209, forçado a
abdicar em 1215, o único Rei alemão da Dinastia Welf.
E falando do ambicioso
Adalberto I von (de) Saarbrücken, Arcebispo de Mainz, morreu em 23 de junho de 1137
e foi sepultado na capela de St. Gotardo, por ele construída perto da Catedral
de Mainz e capela do Arcebispo por séculos.
Frederico
II, o Caolho, da Dinastia de Hohenstaufen, Duque da Suábia, faleceu em 6 de
abril de 1147, seu filho com Judite da Baviera, foi o famosíssimo Frederico Barbarossa,
Duque de Suábia de 1147 até 1152, Rei alemão, formalmente Rei dos Romanos a
partir de 1152 até 1190, Rei da Itália de 1155 até 1190, Rei de Arles de 1152
até 1190, Conde Palatino da Borgonha, consorte, de 1156 até 1190, O Cruzado da
Terceira Cruzada de 1189, uma expedição em conjunto com os franceses, liderados por Philippe
Auguste, ou Filipe Augusto, Rei dos francos, depois Rei da França, Conde d’Artois,
e com os Ingleses, sob o comando de Rei
Ricardo Coração de Leão, Duque da Aquitânia e da Normandia, Conde de Anjou e do
Maine.
O cômico é que a segunda esposa
de Frederico II, o Caolho, de nome Agnes von
(de) Saarbrücken, era sobrinha de seu velho
inimigo Albert de Mainz, sobrinha de Bruno, Bispo de Speyer, e filha de Frederico,
senhor do Castelo de Saarbrücken, que
passou a usar o Título de Conde de Saarbrücken.
Frederico e Agnes foram pais
de:
Conrado de Hohenstaufen, Conde
Palatino do Reno;
Jutta, que casou com Luís II,
Landgrave da Turíngia.
E a luta
continua....
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