sábado, 4 de maio de 2024

Pela Honra e pela Fé

 

Pela Honra de meus antepassados defendo de corpo e espirito a Cultura judaico-cristã , pois, é meu dever e minha obrigação , até como Louvor diário ao Deus Eterno, o D’us de Israel e Deus e Pai de  meu Redentor Jesus, a Palavra, e ao santo Espirito.

Luiz, meu avô pernambucano.

 


As Armas dos Barreto:  De aminhos, pleno por arminhos.

O timbre (elemento que fica acima do escudo) é representado por um busto de donzela, vestida de arminhos e com os cabelos soldos de ouro1.

As Armas dos Almeida:  De vermelho, com uma dobre cruz acompanhada de seis besantes, tudo de ouro; e bordadura do mesmo. Timbre (elemento que fica acima do escudo):  uma águia estendida de vermelho, ou de negro, carregada de nove besantes de ouro, três no peito e três em cada asa, no total com os nove besantes.

Armas dos Accioly: campo de prata com um leão de azul armado e linguado de vermelho. Timbre(elemento que fica acima do escudo) o Leão do escudo 

Meu avô Luiz foi o cadinho perfeito onde se fundiram a aristocracia e a nascente cultura do jovem Brasil, afinal era neto de Vicente Pereira do Rego , bacharel em Recife, autor de  Elementos de direito administrativo brasileiro comparado com o direito administrativo francez segundo o methodo de p. pradier-fodere (sic).

O Império Português não foi só expandindo por pessoas de baixo estrato social em busca da fortuna, mas, também, pelo que havia de melhor na Nobreza Portuguesa.

Vou citar alguns.

Da Casa Real:

I - Infante Dom Henrique, O Navegador, Infante de Sagres, 1.º duque de Viseu e 1.º senhor da Covilhã, Grão-Mestre da Ordem de Cristo (titular em Portugal do património da Ordem dos Templários), quinto filho de João I de Portugal, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre, princesa inglesa da Casa de Lencastre, filha de João de Gante, 1.º Duque de Lencastre, com sua mulher Branca de Lencastre.

Incentivador da Conquista de Ceuta, cidade nas mãos dos islamitas no norte da África, posicionada desembocadura oriental do estreito de Gibraltar, na pequena península de Almina, para assim “assegurar a Portugal o controle das rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Oriente”.

A Cidade de Ceuta foi tomada em 22 de Agosto de 1415 e Dom Henrique, junto com seus irmãos Dom  Duarte I, o Eloquente, futuro décimo-primeiro Rei de Portugal, e Dom Pedro, Infante de Portugal, 1º Duque de Coimbra,

futuro Duque de Treviso, Cavaleiro da Ordem do Dragão (com a sigla D.E.S.I.R.: Draconis Equitas Societas Imperatur et Regis - Sociedade Imperial e Régia dos Cavaleiros do Dragão), Cavaleiro da Ordem da Jarreteira pelo seu tio Henrique IV , Rei de Inglaterra, foram armados Cavaleiros por um feito de guerra.

“Infante D. Henrique que a partir de então dirige as primeiras expedições no Atlântico, como investimento do Reino de Portugal através da templária Ordem de Cristo e do seu próprio património pessoal. As primeiras navegações estão associadas à sua figura a partir da base que, saindo do porto de Castro Marim que tinha sido a primeira sede da referida ordem militar e da qual ele era o grão-mestre, estabeleceu em Lagos e na Sagres, onde foi acompanhado por um grupo de cartógrafos, astrónomos e pilotos”.

II - Dom Fernando, segundo filho do rei Duarte I de Portugal e de sua esposa Leonor de Aragão,  Infante de Portugal, 2.º Duque de Viseu, 2.º Senhor da Covilhã, 1.º Duque de Beja, 1.º Senhor de Moura e 6.º Condestável de Portugal, Governador de Ceuta, Mestre da Ordem de Cristo, portanto irmão de Dom Afonso V, décimo-segundo Rei de Portugal.

Dom Afonso V, cognominado o Africano  pelas conquistas no Norte de África,  foi o soberano português que usou pela primeira vez a formula real e imperial de Rei de Portugal e dos Algarves, daquém e dalém-mar em África, no ano da graça de nosso Senhor Jesus Cristo de 1471, pois “ Portugal obtinha o reconhecimento do seu domínio sobre Ceuta, Alcácer Ceguer , Anafé,  Arzila,  Tânger   Larache à costa de São Jorge da Mina ( em Gana), a ilha da Madeira, o arquipélago dos Açores, o de Cabo Verde , da costa da Guiné e outras terras banhadas pelo Oceano Atlântico”.

Da Aristocracia:

Sob a égide do Infante de Sagres:

a-      Gonçalo Velho, “iniciador no arquipélago açoriano o povoamento no século de quatrocentos”,  descobridor  do Ilhéus das Formigas,  Cavaleiro professo da Ordem de Cristo, Comendador de Almourol e senhor de Pias, Comendador das ilhas dos Açores, íntimo colaborador do Infante D. Henrique, e 1.º capitão do donatário das ilhas de Santa Maria e São Miguel, filho de Fernão Velho e de sua esposa, Maria Álvares Cabral.

b-     Dom Nuno Tristão, “educado na Câmara do Infante D. Henrique, de cuja Casa foi Cavaleiro, e por este esclarecido Príncipe destinado aos Descobrimentos, do qual Gomes Eanes de Azurara diz ter sido "o primeiro fidalgo que viu terra de negros", foi homem de grande valor que serviu aquele Príncipe nos Descobrimentos da Costa da Guiné”. E o “primeiro europeu que se sabe ter atingido o território da atual Guiné Bissau, iniciando entre os portugueses e os povos daquela região um relacionamento comercial e colonial que se prolongaria até 1974”,  com o fim atabalhoado do Império Ultramarino Português.

c-     João Gonçalves Zarco, Cavaleiro Fidalgo da Casa do Infante Dom Henrique. Comandante de Barcas, Administrar da Ilha da Madeira, na parte do Funchal. Participou  na tomada de Ceuta, 15 de Agosto de 1415, onde foi armado Cavaleiro, depois de ter sido ferido num olho quando protegia o Infante. O Infante Dom Henrique o nomeou comandante das barcas que patrulhavam a Costa Sul de Portugal. Uma curiosidade: “Em 1460 o Rei D. Afonso V atribui armas e o apelido de família Câmara de Lobos a João Gonçalves Zarco, que passa a partir de então a designar-se por João Gonçalves de Câmara, nunca usando, no entanto, o apelido na sua forma composta original. A troca, a partir de 1460, do nome "Zargo" pelo "de Câmara", é uma forte evidência de que Zargo seria, de facto, o seu nome de família”.

d-     Antão Gonçalves, “ sendo Guarda-Roupa e Escrivão da Puridade da Casa do Infante D. Henrique, que o armou Cavaleiro, foi por este incumbido em 1441 de navegar até ao Rio do Ouro ou Río de Oro, a fim de trazer peles de lobos-marinhos e donde trouxe para Portugal, pela primeira vez, escravos negros”. “Comendador na Ordem de Cristo, Alcaide-Mor da Vila de Tomar,  recebeu Brasão de Armas de Mercê Nova para o seu Apelido, que se encontram registradas no Livro do Armeiro-Mor, de 1509. As Armas são: de verde, com banda de prata, carregada de dois leopardos de púrpura, armados e lampassados de vermelho, postos no sentido da banda ; timbre: um leão sainte de púrpura, armado e lampassado de vermelho.

 

O pequenino Portugal se agiganta na Época dos Descobrimentos, uma verdadeira Epopeia, a maior das Aventuras Transcontinentais da Humanidade.

Os lusitanos são gigantes indomáveis carregando suas armas pelo Mar Oceano.

São uns bravos.

São heróis.

A Epopeia continua e Luís Vaz de Camões nos conta em seu “Os Lusíadas”:

As armas e os barões assinalados

Que, da ocidental praia lusitana,

Por mares nunca de antes navegados

Passaram ainda além da Taprobana,

Em perigos e guerras esforçados,

Mais do que prometia a força humana,

E entre gente remota edificaram

Novo reino, que tanto sublimaram.

 

O milagre aconteceu, pois Bartolomeu Dias navegou além do extremo sul da África, “dobrando” o Cabo da Boa Esperança ( originalmente cabo das Tormentas) e chegando ao Oceano Índico a partir do Atlântico. Não se conhecem os antepassados, elevado a Escudeiro Fidalgo da Casa Real , Administrador do Armazém da Guiné, com honras, mercês e armas outorgadas que passaram a seus descendentes.

Seu filho António Dias de Novais foi Cavaleiro da Ordem de Cristo, casado com Joana Fernandes,  tiveram um filho, que foi Paulo Dias de Novais, Fidalgo da Casa Real, Escrivão da Fazenda Real.

Paulo Dias de Novais  recebeu do Rei Dom Sebastião uma Carta de Doação que lhe dava o título de “Governador e Capitão-Mor, conquistador e povoador do Reyno de Sebaste na Conquista da Etiópia ou Guiné Inferior”, nome pelo qual a região de Angola era então conhecida. Partiu de Lisboa em 23 de Outubro de 1574 e desembarcou na chamada Ilha das Cabras (atual Ilha de Luanda) a 11 de Fevereiro de 1575.

Com a passagem do Cabo da Boa Esperança estava aberto o caminho marítimo para a Índia e o monopólio do comércio das especiarias.

Dom Manuel I, O Venturoso, 14.º Rei de Portugal e dos Algarves,

d'Aquém e d'Além-Mar em África, se torna o Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia, pois “Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia (1498), Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil (1500), Dom  Francisco de Almeida tornou-se no primeiro vice-rei da Índia (1505) e o Almirante D. Afonso de Albuquerque assegurou o controlo das rotas comerciais do oceano Índico e golfo Pérsico e conquistou para Portugal lugares importantes como Malaca, Goa e Ormuz, isso sem contar que os bravos Filhos da Lusitânia chegaram a  à Groenlândia e à Terra Nova”.

Era O Império Português ao qual os meus avoengos serviram e defenderam ate a morte.

Mas continuemos com as estirpes dos Navegadores:

Dom Vasco da Gama, Conde da Vidigueira, com  renda de trezentos mil réis anuais, com o título perpétuo de Dom, nomeado Almirante dos Mares da Índia, segundo Vice-Rei da Índia, era um fidalgo, filho de Estêvão da Gama, Cavaleiro da Casa de Dom Fernando, Infante de Portugal, e de Dona Isabel Sodré, filha de João Sodré, esse da Casa de Dom Diogo, Infante de Portugal e filho do Duque de Viseu já citado.

Vasco da Gama “foi o primeiro Conde português sem sangue real”.

Casado com Dona Catarina de Ataíde, entre eles:

 Dom Francisco, segundo Conde da Vidigueira;

Estêvão, 11º governador da Índia;

Cristóvão, um mártir na Etiópia;

Álvaro da Gama, Capitão de Malaca.

 

E tem mais: o avô de meu avô , portanto meus trisavô, de nome Francisco Luis Barreto de Almeida é descendente direto dos Fidalgos que lutaram em Mazagão , citados no extraordinário livro Mazagão A Epopeia Portuguesa em Marrocos  de Augusto Martins Ferreira do Amaral (Lisboa, 15 de junho de 1942) é um advogado, genealogista e político português, que usa o título de 3.º Barão de Oliveira Lima..

Mazagão foi uma possessão portuguesa no norte da África, hoje em território marroquino, entre o século XV e meados do século XVIII. A cidade deu origem à atual cidade de El Jadida, situada 90 km a sudoeste de Casablanca. Esta praça-forte foi o palco do último grande feito de armas portuguesas em Marrocos, quando resistiu vitoriosa e sem o auxílio do reino, ao cerco muçulmano de 1562 com sua guarnição de 2 600 homens, sob o comando de Álvaro Pires de Carvalho, Senhor do Morgado de Carvalho, foi capitão de Alcácer-Ceguer e de Mazagão, defendendo assim a Cruz de Cristo.

Meu antepassado Francisco Luis Barreto de Almeida se casou com a nobre senhora pernambucana Dona Anna Accioly, cuja família em Florença  era Acciaiuoli de banqueiros guelfos e de letrado, sendo durante o Renascimento, uma das mais importantes famílias da Itália . Simone Acciaiuoli, falecido em 1544, fixou-se na ilha da Madeira antes de 1512, onde se tornou conhecido como Simão Achioly ou Accioly, que graças “ as suas relações com a Coroa portuguesa vem a sua inserção no Brasil colonial, dando origem a vários ramos da família, sobretudo em Pernambuco, Alagoas e Ceará, portanto, a A linhagem brasileira iniciou-se na Capitania de Pernambuco em princípios do século XVII”.

Assim, sendo tenho a certeza de meu compromisso luso-brasileiro e meu Deus e meu Senhor.

Jorge Eduardo de Almeida Fontes Garcia

São Paulo 2 de abril de 2017

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