terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Dedicatória da Coleção “Conversando alegremente sobre a História” 20 de fevereiro de 2108


Eu dedico a Coleção “Conversando alegremente sobre a História” a juventude brasileira tão vilipendiada pelos atuais representantes do Poder Público Nacional que ignorando a Constituição Nacional agem somente para defender os interesses de suas castas, ignorando a comunidade de pessoas, a proteção dos direitos de todos os indivíduos, a Sociedade em Geral, que formam a Nação Brasileira.
São Paulo 20 de fevereiro de 2018.

Jorge Eduardo Garcia
Um brasileiro nacionalista


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Inquisição Portuguesa


A Inquisição teve um pouco menos de Poder em Portugal e no vasto Império ultramarino português, do que nas Espanhas.
Os Reis Católicos não estavam satisfeitos de impor sua política pró-Inquisição nas Espanhas, tinham que impor em toda a Península Ibérica a perseguição dos hereges, dos judeus, e dos mouros, bem como o tratamento especial para os judeoconversos, para os marranos, para os B'nei anussim ( "filhos dos forçados" que designa os descendentes de judeus convertidos à força (anusim) ou Marrano é uma expressão hebraica genérica e conceito historiográfico que se refere aos judeus convertidos ao cristianismo dos reinos cristãos da Península Ibérica que "judaizavam", ou seja, que continuavam a observar clandestinamente seus antigos costumes e sua religião anterior), e isso foi feito através do contrato de casamento de sua filha mais velha,  a Infanta Dona Isabel de Aragão e Castela, com Dom Manuel I, o Venturoso, o soberano português na época do descobrimento do Brasil por Pedro Alvares Cabral, o grande Almirante do Mar Oceano.
No contrato do primeiro casamento de Dom Manuel I com de Dona Isabel de Aragão e Castela, seus pais, Fernando II de Aragão e de Isabel I de Castela, impuseram uma cláusula que “exigia a expulsão dos hereges (mouros e judeus) do território português”.
Consequências importantes:
1-      O Rei tentou dissuadir a rainha, pois precisava dos recursos dos financistas judeus para o desenvolvimento de seu Plano Imperial de Conquistas d'Além-Mar em África, e ao longo do Mar Oceano;
2-      A nova Rainha não cedeu;
3-      Decreto de expulsão assinado por Dom Manuel em 5 de dezembro de 1496, “concedendo-lhes prazo até 31 de outubro de 1497 para que deixassem Portugal;
4-      “Aos judeus, Dom Manuel permitiu que optassem pela conversão ou desterro, esperando assim que muitos se batizassem, ainda que apenas proforma”;
5-      Muitos não acreditaram na promessa e a maioria optou por abandonar Portugal;
6-      Diante do grande êxodo, Dom Manuel mandou fechar o Porto de Lisboa para impedir a fuga;
7-      20 mil judeus ficaram concentrados no o Porto de Lisboa esperando aos navios de transportes, na sua maioria com destino aos Países Baixos, para Amsterdam;
8-      “Em abril de 1497, Dom Manuel mandou sequestrar as crianças judias menores de 14 anos, para serem criadas por famílias cristãs, o que foi feito com grande violência”;
9-      “Em outubro de 1497, os que ainda resistiram à conversão foram arrastados à pia batismal pelo povo incitado por clérigos fanáticos e com a complacência das forças da ordem”;
10-  “Foi desses batismos em massa e à força que surgiram os marranos, ou cripto-judeus, que praticavam o judaísmo em segredo embora publicamente professassem a fé católica”;
11-  Os "cristãos novos" nunca foram realmente bem aceites pela população "cristã velha", que desconfiava da sinceridade da fé dos conversos.
Dona Isabel, Rainha Intransigente, morreu, em 28 de agosto de 1498, no Palacio Arzobispal de Zaragoza, em Zaragoza, ao dar à luz o Príncipe Infante Miguel da Paz, herdeiro conjunto das coroas de Portugal, Castela (reconhecido como Príncipe das Astúrias) e Aragão (reconhecido Príncipe de Girona), e falecido precocemente em 1500, que pôs fim ao sonho da União Ibérica na sua pessoa.
Dentro da política de viver bem com seu vizinho, Dom Manuel I casou com sua cunhada a Infanta Maria de Aragão e Castela em 30 de outubro de 1500.
Os novos contratos de casamento de Dom Manuel com a Infanta Maria de Aragão, também, haviam clausulas sobre os hereges, os judeus, os mouros, os judeoconversos, os marranos, os B'nei anussim, novamente impostas pelos Reis Católicos.
A nova Rainha se mostrou partidária “o projeto Imperial Manuelino para destruir as cidades sagradas islâmicas de Meca e Medina, anexar o Império Mameluco e conquistar os lugares santos do cristianismo, especialmente Jerusalém”, contudo, como sua irmã, e certamente influenciada pelos seu pais, era intransigente em relação aos Judeus.
E acontece, na minha visão, o maldito Pogrom de Lisboa.
Nesse Massacre de Lisboa de 1506 - de 19 a 21 de abril, na Semana Santa de 1506-  uma multidão ensandecida matou centenas de Judeus, ou seja, “homens, mulheres e crianças foram torturados, massacrados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio, mais precisamente junto ao largo de São Domingos”.
A multidão foi influenciada pelos malditos padres da Igreja Católica que acusavam os hebreus de serem a causa de uma seca, fome e peste que assolavam o Reino.
“Três dias de massacre se sucederam, incitados por frades dominicanos que prometiam absolvição dos pecados dos últimos 100 dias para quem matasse os hereges”.
Não podemos nos esquecer que a Inquisição ainda não havia sido estabelecida em Portugal.
Não podemos nos esquecer que haviam só passado “nove anos da conversão forçada dos judeus em Portugal, em 1497”.
Deveria haver mesmo centenas de judeus, pois “93 mil judeus refugiaram-se em Portugal nos anos que se seguiram à sua expulsão de Espanha em 1492 pelos Reis Católicos”.
Dom Manuel estava a caminho de Beja, para visitar a mãe, Dona Beatriz de Portugal, Duquesa de Viseu, e foi avisado dos acontecimentos em Lisboa
Mandou magistrados para tentar pôr fim ao banho de sangue, mas como as autoridades presentes quando do início da matança, foram obrigados a fugir.
Dois fatos acabaram com a Matança da Pascoa de 1506:
a-      O pavor que os padres tiveram porque a plebe ignara matou o Escudeiro do Rei, João Rodrigues Mascarenhas, pessoa querida do Monarca, morto por engano;
b-       A chegada das Tropas Reais.
“D. Manuel I penalizou os envolvidos, confiscando-lhes os bens, e os dominicanos instigadores foram condenados à morte por enforcamento”.
“Os representantes da cidade de Lisboa foram expulsos do Conselho da Coroa (equivalente ao atual Conselho de Estado), onde tinham assento desde 1385, quando o Rei Dom João I lhes concedeu esse privilégio pelo seu apoio à sua campanha pela conquista do Trono português”.
Entretanto, “muitas famílias judaicas fugiram ou foram expulsas do país, tendo como destino principal os Países Baixos e secundariamente, França, Turquia e Brasil, entre outros. Mesmo expulsos da Península Ibérica, os judeus só podiam deixar Portugal mediante o pagamento de "resgate" à Coroa. No processo de emigração, os judeus abandonavam suas propriedades ou as vendiam por preços irrisórios e viajavam apenas com a bagagem que conseguissem carregar”.
Como fruto do Massacre e consequente castigo dos culpados cresceu o antissemitismo em Portugal, que teve como consequência do estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício — que entrou em funcionamento em 1540, perdurando até 1821.
E como foi?
“A 17 de dezembro de 1531 O Papa Clemente VII, (nascido Júlio de Juliano de Médici, em italiano: Giulio di Giuliano de' Medici, nascido em Florença, 26 de maio de 1478 e falecido em Roma, 25 de setembro de 1534, foi eleito o 219º Papa em 19 de novembro de 1523 e governou a Igreja Católica até a data da sua morte, pela bula Cum ad nihil magis a instituiu em Portugal, mas um ano depois anulou a decisão. E em 1533 concedeu a primeira bula de perdão aos cristãos-novos portugueses.
D. João III, filho de do Rei Manuel I, o Venturoso, e de Maria de Aragão, Infanta de Espanha, filha dos Reis Católicos, renovou o pedido e encontrou ouvidos favoráveis no novo Papa, Paulo III, nascido Alessandro Farnese , nascido em Canino, Itália, em  29 de fevereiro de 1468  e falecido em Roma, 10 de novembro de 1549, foi eleito 220º Papa de 13 de outubro de 1534 até à data da sua morte, que cedeu, em parte por pressão de Carlos V de Habsburgo**.
**Carlos V & I (Gante, 24 de fevereiro de 1500 – Cuacos de Yuste, 21 de setembro de 1558) foi o Imperador Romano-Germânico como Carlos V a partir de 1519 e Rei da Espanha como Carlos I de 1516 até sua abdicação em favor de seu irmão mais novo Fernando I no império e seu filho Filipe II na Espanha, um sobrinho da dita Rainha Dona Maria.
*  Dona Maria de Aragão e Castela (em espanhol: Maria de Aragón y Castilla; Córdova, Reino de Córdova, Coroa de Castela, 29 de junho de 1482 – Lisboa, 7 de março de 1517) foi uma infanta aragonesa, segunda esposa de Manuel I de Portugal, a qual viria a ser rainha de Portugal desde 1501 até à sua morte. Ela era filha dos Reis Católicos, Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão
Paulo III era um devasso e de “sua união com Silvia Ruffini, uma mulher de origem nobre, nasceram quatro filhos:
Constança (Costanza) (1500 - 1545);
Pedro Luís (Pier Luigi) (1503 - 1547) que veio a ser o 1.º duque de Castro e 1.º duque de Parma;
Paulo (Paolo) (1504 - 1513);
Rainúncio (Ranuccio) (1509 - 1529).

O nascimento da Inquisição Portuguesa de facto.

Em 23 de maio de 1536, pela Bula Cum ad nihil magis de autoria de Paulo III, em tudo semelhante à primeira, foi instituída a Inquisição em Portugal.
Em “ 22 de outubro de 1536, proclamava-se em Évora, no púlpito da Sé, perante a corte, a bula Cum ad Nihil Magis.”
“E assim começa, para os judeus portugueses, uma nova era de desgraças e prantos. Évora foi a zona do país onde o tribunal do Santo Ofício despertou maior pânico e exerceu mais fria e intensa atividade depuradora contra o sangue hebraico.”
“Dos três tribunais instalados em Portugal – Lisboa, Coimbra e Évora – foi o tribunal alentejano, o de maior movimento e o que levou a cabo mais esgotante tarefa de purificação. A sua jurisdição abrangia todo o Alentejo e Algarve.”
Tal como nos demais reinos ibéricos, tornou-se um tribunal ao serviço da Coroa.
 Vou transcrever o que encontrei na Wikipédia:  
A Corte em 22 de outubro de 1536 residia em Évora e toda a população foi convidada a denunciar os casos de heresia de que tivesse conhecimento. No ano seguinte, o monarca voltou para Lisboa e com ele o novo Tribunal. O primeiro livro de denúncias tomadas na Inquisição, iniciado em Évora, foi continuado em Lisboa, a partir de janeiro de 1537. Em 1539 o cardeal D. Henrique, irmão de D. João III de Portugal e depois ele próprio rei, tornou-se inquisidor geral do reino.
Até 1541, data em que foram criados os tribunais de Coimbra, Porto, Lamego, Tomar e Évora, existia apenas a Inquisição portuguesa que funcionava junto à Corte em Lisboa. As Habilitações de Familiares para o Santo Ofício eram feitas para a Inquisição de Coimbra (Entre Douro e Minho, Trás os Montes e Alto Douro e Beiras), a Inquisição de Lisboa (Estremadura, Ribatejo, Ilhas e Ocidente), a Inquisição de Évora (Alentejo e Algarve) e, mais tarde, também para a Inquisição de Goa (Oriente). Em 1543-1545 a Inquisição de Évora efetuou diversas visitações à sua área jurisdicional. Mas em 1544, o Papa mandou suspender a execução de sentenças da Inquisição portuguesa e o autos-de-fé sofreram uma interrupção.

Foram, então, redigidas as primeiras instruções para o seu funcionamento, assinadas pelo cardeal D. Henrique, e datadas de Évora, a 5 de setembro. O primeiro regimento só seria dado em 1552. Em 1613, 1640 e 1774, seriam ordenados novos regimentos por D. Pedro de Castilho, D. Francisco de Castro e pelo Cardeal da Cunha, respectivamente.
Segundo o regimento de 1552 deviam ser logo registadas em livro as nomeações, as denúncias, as confissões, as reconciliações, a receita e despesa, as visitas e as provisões enviadas "para fora". A natureza dos documentos dos tribunais de distrito é idêntica, visto que a sua produção era determinada pelos regimentos e pelas ordens recebidas do inquisidor-geral ou do Conselho e obedecia a formulários.
Ao mesmo tempo, diz o livro «D. João III» de Paulo Drumond Braga, página 136, o pontífice emanou sucessivos perdões gerais aos cristãos novos em 1546 e 1547. Em 1547 Paulo III autorizou que o Tribunal português passasse a ter características idênticas aos tribunais de Castela: sigilo no processo e inquisidores gerais designados pelo Rei. No mesmo ano saiu o primeiro rol de livros proibidos e deixaram de funcionar os Tribunais de Coimbra (restaurado em 1565), Porto, Lamego e Tomar.
Em 1552 o Santo Ofício recebeu seu primeiro Regimento, que só seria substituído em 1613. Em 1545 Damião de Góis tinha sido denunciado como luterano. Em 1548 Fernão de Pina, guarda-mor da Torre do Tombo e cronista geral do reino, sofreu idêntica acusação.
No Arquivo da Torre do Tombo encontra-se abundante documentação: D. Diogo da Silva, primeiro inquisidor-mor, nomeou um conselho para o coadjuvar, composto por quatro membros. Este Conselho do Santo Ofício de 1536 foi a pré-figuração do Conselho Geral do Santo Ofício criado pelo cardeal D. Henrique em 1569 e que teve regimento em 1570. Entre as suas competências, saliente-se: a visita aos tribunais dos distritos inquisitoriais para verificar a atuação dos inquisidores, promotores e funcionários subalternos, o cumprimento das ordens, a situação dos cárceres. Competia-lhe a apreciação e despacho às diligências dos habilitandos a ministros e familiares do Santo Ofício, julgar a apelação das sentenças proferidas pelos tribunais de distrito, a concessão de perdão e a comutação de penas, a censura literária para impedir que entrassem no país livros heréticos; a publicação de índices expurgatórios; as licenças para impressão.
A Inquisição foi extinta gradualmente ao longo do século XVIII, embora só em 1821 se dê a extinção formal em Portugal numa sessão das Cortes Gerais. Porém, para alguns estudiosos, a essência da Inquisição original, permaneceu na Igreja Católica através de uma nova congregação: A Congregação para a Doutrina da Fé.
Entre 1536 e 1821, cerca de mil e quinhentas pessoas foram queimadas e outras 25.000 foram condenadas a diversas penas. Ignora-se quantos morreram nos cárceres e daqueles que foram julgados depois de mortos, os quais, quando condenados, eram exumados e queimados nos autos-de-fé.
Auto-de-Fé:
Os autos-de-fé consistiam em cerimónias mais ou menos públicas onde eram lidas e executadas as sentenças do Tribunal do Santo Ofício (instituição criada pela Inquisição no século XVI). Inicialmente havia dois tipos de autos-de-fé:
1-     Os autos-de-fé que se realizavam no interior do Palácio da Inquisição ou num Convento, destinados exclusivamente aos “reconciliados” (aqueles que eram readmitidos no seio da Igreja e condenados a penas que iam desde penitências espirituais até à prisão e ao desterro;
2-     Os autos-de-fé que se realizavam na praça pública onde eram condenados não apenas os “reconciliados”, mas também os “relaxados” (aqueles que eram entregues à Justiça secular para execução da pena de morte.
Com o passar do tempo, os autos-de-fé passaram a constituir um grandioso espetáculo, realizado com grande pompa e segundo um cerimonial rigorosamente estabelecido. Assistiam a estas cerimónias não apenas as autoridades religiosas e civis (muitas vezes o próprio rei estava presente), mas toda a população da cidade que gritava em júbilo enquanto os condenados eram queimados vivos.
http://knoow.net/historia/historiaportug/auto-de-fe/
Auto-de-fé ou auto-da-fé refere-se a eventos de penitência realizados publicamente (ou em espaços reservados para isso) com humilhação de heréticos e apóstatas bem como punição aos cristãos-novos pelo não cumprimento ou vigilância da nova fé lhes outorgada, postos em prática pela Inquisição, principalmente em Portugal e Espanha.
As punições para os condenados pela Inquisição iam da obrigação de envergar um sambenito (espécie de capa ou tabardo penitencial), passando por ordens de prisão e, finalmente, em jeito de eufemismo, o condenado era relaxado à justiça secular, isto é, entregue aos carrascos da Coroa (poder secular, em oposição ao poder sagrado do clero). O estado secular procedia às execuções como punição a uma ofensa herética repetida, em consequência da condenação pelo tribunal religioso. Se os prisioneiros desta categoria continuassem a defender a heresia e repudiar a Igreja Católica, eram queimados vivos. Contudo, se mostrassem arrependimento e se decidissem reconciliar com o catolicismo, os carrascos procederiam ao "piedoso" acto de os estrangular antes de acenderem a pira de lenha.
Os autos de fé decorriam em praças públicas e outros locais muito frequentados, tendo como assistência regular representantes da autoridade eclesiástica e civil.
Inquisidores em Portugal por ordem alfabética:
A
Afonso de Almeida
André de Santa Maria
D
Diogo da Silva
F
Fernando Martins de Mascarenhas
Francisco de Castro, inquisidor-geral
Francisco de São Jerônimo
Frei Inácio de São Caetano
G
Gaspar Barreiros
H
Henrique I (Lisboa, 31 de janeiro de 1512 – Almeirim, 31 de janeiro de 1580), apelidado de "o Casto" e "o Cardeal-Rei", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1578 até sua morte, além de cardeal da Igreja católica desde 1545. Era o quinto filho do rei Manuel I e sua segunda esposa Maria de Aragão e Castela, tendo servido entre 1562 e 1568 como regente de seu sobrinho neto o rei Sebastião.
J
Jorge de Almeida
Jorge de Santiago
José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho
M
Manuel de Almada
Manuel de Almeida
Manuel de Meneses, Bispo de Lamego e Coimbra
Marcos Teixeira de Mendonça
Miguel de Castro
N
Nuno da Cunha e Ataíde
P
Paulo António de Carvalho e Mendonça
Pedro de Castilho
Pedro de Lencastre, Duque de Aveiro
R
Rodrigo da Cunha
Rodrigo de Miranda Henriques
S
Sebastião de Matos de Noronha
V
Veríssimo de Lencastre


Inquisição Espanhola a mais terrível de todas.


Os responsáveis por sua implantação:
Os Reis Católicos, Fernando de Aragon e Isabel de Castela, "Reyes de las Españas"

Quem foram os Reis Católicos?
1-     Rei Fernando: Rey de Aragón (Aragão), de Sicília, Valencia, Mallorca y Cerdeña, de Nápoles, de Granada, de Navarra. Rei consorte de Castilla (Castela). Príncipe de Gerona, Conde de Barcelona, Administrador de la Orden de Santiago, Governador do Reino de Castilla. Virreyes y lugarteniente general de Cataluña durante a guerra civil catalã de 1462-1472, na qual participou ativamente, ficou familiarizado com a administração de um Estado.
Nasceu em: Sos del Rey Católico es un município espanhol da comarca de las Cinco Villas, ao noroeste de la província de Zaragoza, comunidade autónoma de Aragón.
Data: 10 de março de 1452
Pai e antecessor nos Tronos: Juan II de Aragón, el Grande. Rei de Aragón, de Navarra, da Sicília, de Mallorca, de Valencia, de Cerdeña, Duque de Peñafiel, de Montblanc, Conde de Mayorga y de Ribagorza, Senhor de Balaguer, Senhor de la villas de Alba de Tormes, Castrojeriz, Medina del Campo, Olmedo, Cuéllar, el Colmenar, Paredes de Nava, Villalón, Haro, Belorado, Briones, Cerezo y Roa.
Mãe: Doña Juana Enríquez y Fernández de Córdoba. Reina consorte, Señora de Casarrubios del Monte. Filha de Fadrique Enríquez, II Almirante de Castilla, II señor de Medina de Rioseco y primer Conde de Melgar y Rueda, de Marina Fernández de Córdoba y Ayala, Señora de Casarrubios del Monte.
Casa Real (Dinastia): Casa de Aragón –Trastámara
Faleceu em: Madrigalejo um município espanhol, na província de Cáceres, Comunidade Autónoma de Extremadura. Na época domínio da Coroa de Castilla (Castela).
Data: 23 de janeiro de 1516, com 63 anos.
Casamentos:
a-     Em 19 de outubro de 1469 com Isabel I de Castilla, no Palacio de los Vivero de Valladolid. Valladolid é um município e uma cidade espanhola situada no noroeste da península ibérica, capital da província de Valladolid, sede de las Cortes e da Junta de la comunidade autónoma de Castilla y León;
b-    Com 53 Anos, em 19 outubro de 1505, casamento por procuração com Germana de Foix, de 18 anos, filha de Juan de Foix, Infante de Navarra, Conde d’Étampes e Visconde de Narbonne, e de Maria de Orleans, irmã de Luís XII, Rei de França. O matrimonio foi consumado na cidade Palencia de Dueñas, Castela e Leon, a 18 de março de 1506, no Palácio dos Condes de Buendía. Reina consorte de Aragón y Reina consorte de Navarra y virreina (Vice-rainha) de Valencia, com o segundo marido, Fernando de Aragón, nobre napolitano, Duque de Calabria, virrey (Vice-rei) de Valencia.
2-     Rainha Isabel I: Reina de Castilla y Granada, Reina consorte de Aragón, de Mallorca, de Valencia, da Sicília, de Nápoles y Condessa consorte de Barcelona. Princesa de Astúrias.
Nasceu em: Madrigal de las Altas Torres, cidade e município da Espanha pertencente à província de Ávila, na comunidade autónoma de Castilla y Leon
Data: 22 de abril de 1451
Pai: Juan II de Castilla, Rey de Castilla. Príncipe de Astúrias, Gran Maestre de la Orden de Santiago
Mãe: Dona Isabel de Portugal, ou Isabel de Avis, Reina consorte de Castilla. Filha do Infante Dom João de Portugal e de Dona Isabel de Bragança, filha de Afonso, 1.º Duque de Bragança e de Beatriz Pereira de Alvim (filha de Leonor de Alvim e de Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal).
Casa Real (Dinastia): De nascimento Casa de Avis, segunda dinastia a reinar em Portugal. Por casamento Casa de Trastámara.
Faleceu em: Palacio Real de los Reyes Católicos o Palacio Real Testamentario, de Medina del Campo, Valladolid.
Data: 26 de novembro de 1504, com 53 anos.
Com Fernando teve os seguintes filhos:
1-     Isabel (1 ou 2 de outubro de 1470 - 1498), Princesa das Astúrias (1476 - 1480; 1498), casou-se com o infante Alfonso, mas após a sua morte em 1495 casou-se com o primo do falecido, Manuel, que era o Rei de Portugal com o nome de Dom Manuel I, o Venturoso. Ele foi Rainha de Portugal entre 1495 e 1498, morrendo no parto de seu primeiro filho Miguel de Paz.
2-     Juan (30 de junho 1478 - 1497), o Príncipe das Astúrias (1480 - 1497). Em 1497, casou-se com Margarida da Áustria, filha do Imperador Maximiliano I de Habsburgo. Ele morreu de tuberculose logo depois. Margarida foi para a Espanha e foi responsável por seu sobrinho Carlos, futuro Imperador Carlos V.
3-     Juana I de Castela (6 de novembro 1479 - 1555), Princesa das Astúrias (1502 - 1504), Rainha de Castela (1504 - 1555), sob o nome de Joanna. Em 1496, casou-se com Filipe, o Belo, filho do imperador Maximiliano I de Habsburgo.
O casal formou a nova Casa Real, a Casa da Áustria, os Habsburgos espanhóis.
Em 1500 Juana tornou-se de seu primeiro filho, o futuro Carlos I, Rei de Espanha e Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano. Em 1503, ela deu à Luz a Fernando, sucessor de Carlos no Santo Império Romano como Ferdinand I, chefe da Imperial da Casa de Habsburgo. Mentalmente afetada pela morte de seu marido, ela foi internada por seu pai, o Rei Fernando, em Tordesilhas, onde morreu.
4-     Maria (29 de junho 1482 - 1517), casou-se em 1500 com o viúvo de sua irmã Isabel, Dom Manuel I de Portugal. Ela era a mãe de dez filhos, entre eles: Dom João III, décimo quinto Rei de Portugal, cognominado O Piedoso, Dom Henrique I décimo sétimo Rei de Portugal, o Cardeal-Rei de Portugal, e da Imperatriz Isabel esposa de Carlos V.
5-     Catalina, Catarina de Aragão (16 dezembro 1485 - 1536), casou com o Príncipe Arthur de Gales em 1502, que morreu alguns meses depois do casamento. Em 1509 ele se casou com o irmão de seu falecido marido, que seria Henrique VIII. Por isso ela se tornou Rainha consorte da Inglaterra. Mãe da Rainha Maria I de Inglaterra, Mary Tudor, a sanguinária.
“Rainha Dona Isabel I de Castela e o Rei Dom Fernando II de Aragão, unificaram os reinos ibéricos, menos Portugal, no país que se tornou Espanha”.
“Apesar de aspirações diferentes dos dois reinos — Aragão dedicava-se ao comércio graças aos seus portos dinâmicos, como Barcelona e as suas possessões em Itália, e Castela aspirava afirmar-se na Europa — souberam estes reinos, através de frutuosa diplomacia e propaganda, construir um sólido Estado que, com a sua determinação, soube financiar a odisseia marítima de Cristóvão Colombo, e preparar-se para a grande cruzada iniciada em 722, denominada a Reconquista, ou seja, a expulsão dos muçulmanos do território ibérico”

A Reconquista
É conhecida como conquista da Hispania ao período histórico entre o desembarque romano em Ampurias ( 218 a.C. ) e a conclusão da conquista romana da Península Ibérica com o fim das guerras cantábricas por César Augusto ( 19 a.C. ), bem como os eventos históricos que compõem esse período.
Durante o reinado de César Augusto, Roma foi forçada a manter uma luta sangrenta contra os asturianos e tribos da Cantábria, alguns povos guerreiros celtas do norte da Espanha que apresentaram forte resistência à ocupação romana, colocando em cheque por muitos anos poderosas legiões de Roma.
O próprio Imperador teve que se mudar para Segisama, atual Sasamón , ( Burgos), para dirigir a campanha pessoalmente.
Finalmente, o Império Romano alcançou uma vitória total e absoluta sobre essas tribos, ocupando completamente toda a Península.
Roma adotou com esses povos uma cruel política de extermínio que significava a extinção prática desta cultura pré-romana. Com o fim desta guerra, acabarão com os longos anos de guerras civis e guerras de conquista nos territórios da Península Ibérica, inaugurando um longo período de estabilidade política e econômica em Hispania.
Minha exegese sobre a Reconquista está baseada exatamente porque a Península Ibérica era parte do Império Romano, com seus Códigos de Direito - A influência do direito romano sobre os direitos nacionais europeus é imensa e perdura até hoje. Uma das grandes divisões do direito comparado é o sistema romano-germânico, adotado por diversos Estados continentais europeus e baseado no direito romano. O mesmo acontece com o sistema jurídico em vigor em todos os países latino-americanos – portanto parte integrante da Civilização Ocidental, que surgiu, que tem sua origem na civilização greco-romana na Europa, com o advento do cristianismo, e com toda a influência judaica quanto a moral e os bons costumes, daí o termo Civilização Judaico-Cristã.
Ora, o “Al-Andalus ou al-Ândalus, em árabe: الأندلس; transl.: al-ʼAndalus; alåndɑlʋs) foi o nome dado à Península Ibérica no século VIII, a partir do domínio do Califado Omíada, tendo o nome sido utilizado para se referir à Península Ibérica independentemente do território politicamente controlado pelas forças islâmicas.
Al-Andalus foi o único território europeu continental a participar na Idade de Ouro Islâmica, passando por vários períodos políticos. Era inicialmente um emirado integrado na província norte-africana do Califado Omíada, tendo sido também Califado de Córdova, diversas Taifas, província Almorávida, Califado Almóada e na sua última fase Reino Nasrida de Granada.
A região ocidental da Península era denominada Gharb al-Andalus ("o ocidente do al-Andalus") e incluía o atual território português. De uma maneira geral, o Gharb al-Andalus foi uma região periférica em relação à vida econômica, social e cultural de Córdova e Granada.
Quando os Muçulmanos/Islamitas chegaram à Península Ibérica, a população local era predominantemente cristã.
Ora, os Muçulmanos/Islamitas estavam em Terras que fizeram parte do Império Romano, portanto Terras que pertenciam aos herdeiros desde Império Transcontinental, ou seja, os cristãos e isso graças ao Edito de Milão de 313 de Constantino I, também conhecido como Constantino Magno ou Constantino, o Grande (em latim: Flavius Valerius Constantinus; Naísso, 272 — 22 de maio de 337), Imperador Romano de 25 de julho 306 - 22 de maio 337 d.C. ou e.c..
Ações da Reconquista

O Marco do início da Reconquista foi Batalha de Covadonga, em 722, na localidade de Covadonga, perto Cangas de Onis, Principado das Astúrias, quando um pequeno exército, liderado pelo nobre Pelágio, um nobre visigodo, filho do Duque Favila, mas estabelecido naquela região, derrotou um exército de Uthman ibn Naissa (ou Otman ben Neza), cognominado Munuza, governador muçulmano do norte da Espanha, e estabeleceram um pequeno principado cristão em Astúrias
Com a Capitulação de Granada, situada na região da Andaluzia, fundada em 756 pelos árabes, desde o século XIII a capital do reino muçulmano de Granada, em 2 de janeiro de 1492, vista como um grande golpe para o Islã e um triunfo do cristianismo, está encerrado o Ciclo da Reconquista.
“Tratado de Granada foi assinado e ratificado em 25 de novembro de 1491 entre o Rei de Granada, Abú `Abd Allah Muhammad Boabdil, e Dom Fernando II de Aragão e Dona Isabel de Leão e Castela”.
Por esse Tratado haveria a “preservação de direitos aos muçulmanos, que não viriam a ser cumpridas.
Mais, por esse feito, Dom Fernando II de Aragão e Dona Isabel de Leão e Castela, receberam o Título de Rex Catholicissimus.
E aqui existem duas versões:
1-     Papa Inocêncio VIII (1434 -1492) teria sido o primeiro a impor o nome de "Reis Católicos" ao casal Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, após a captura de Granada, já que em seu túmulo em mármore, no Vaticano, obra do escultor Antonio Pollaiuolo, existe uma inscrição em latim, que é REGI HISPANIARUM CATHOLICI NOMINE IMPOSITO - + ou -: Que impôs o nome católico aos Reis de Espanha”.
2-     Pela Bula Inter caetera de 4 de maio de 1494, o Papa Alexandre VI enaltece o fervor cristão dos Reis de Espanha, e os exorta “honrar o mesmo Deus espalhando o império cristão”.
O mesmo Alexandre VI pela Bula Si convenit de 19 de dezembro de 1496 reconhece o Título de “Reyes Católicos" em favor de Fernando e Isabel.
Essa Bula foi redigida por três Cardeais - Oliverio Caraffa, Arcebispo de Nápoles, e outros títulos, o Francesco Nanni Todeschini Piccolomin, futuro Pio III, e Jorge Costa, cognominado Cardeal de Alpedrinha, Cardeal-presbítero de São Lourenço em Lucina, Cardeal-bispo de Porto e Santa Rufina, Arcebispo de Braga, Primaz das Espanhas.
Nessa Bula foram pela primeira vez tratados como “rey y reina de las Españas”.
Os três Cardeais, consequentemente o Papado, embasaram a concessão do Título de Reis Católicos em seis causas, já que não queria conceder uma honra já dada a outrem, como “defensores ou protetores”:
1. As virtudes pessoais que possuíam ambos Reis manifestadas na unificação, pacificação y fortalecimento de seus reinos.
2. A reconquista de Granada das mãos do Islã.
3. A expulsão dos judeus que não aceitaram o batismo, em 1492.
4. Os esforços dos dois monarcas na cruzada contra os muçulmanos.
5. A liberação dos Estados Pontifícios e do Reino de Nápoles, feudo papal, invadidos por Carlos VIII, Rei de França, a quem se havia outorgado o título de "Cristianíssimo".
6. Como compensação pelo Papado ter concedido o título de “Cristianíssimo" ao Rei da França.
Frei Bartolomé de las Casas, dominicano nomeado Procurador o protector universal de todos los índios, se dirigiu a Fernando e Isabel como "Rey y Reina de las Españas":  Porque cristianísimos y muy altos y muy excelentes y muy poderosos Príncipes, Rey y Reina de las Españas y de las islas de la mar, Nuestros Señores, este presente año de 1492, después de Vuestras Altezas aver dado fin a la guerra de los moros ...
Observação: Alexander VI, seu nome de nascimento era Roderic de Borja (Rodrigo Borja em castelhano ou Borgia em italiano). Filho de Jofre Gil Llançol i Escrivà, e de Isabel de Borja i Llançol, irmã de Afonso Borgia, Bispo de Valencia e futuro Papa Calixto III.
Nasceu em Játiva, Valencia, então Reino de la Corona de Aragón, em 1 de janeiro de 1431, e morreu envenenado na residência de Adriano Castellesi, cardinale di Santa Romana Chiesa, Roma, no dia 18 de agosto de 1503, com 72 anos.
214º Papa da Igreja Católica de 11 de agosto de 1492 até 18 de agosto de 1503.
Pelo seu relacionamento com a nobiledonna romana Vannozza dei Cattanei, que começou em 1470, foi pai dos celebres:
Cesare Borgia (1476-1507), 1.º Duque de Valentinois
Lucrezia Borgia (1480-1519)
Os Reis Católicos e a América:
Cristóvão Colombo contou com a proteção dos Reis Católicos, mas de Isabel, do que de Fernando, para seu “ projeto para viajar para as Índias em uma nova rota através do Atlântico”.
Colombo foi nomeado “Almirante, Vice-rei, e governador dos territórios a descobrir e a décima parte de todos os bens obtidos”.
Em 3 de agosto de 1492, Colombo partiu do porto de Palos, a bordo Nau Santa Maria, de propriedade de Juan de la Cosa, acompanhada pelas Caravelas Pinta de propriedade dos irmãos Pinzón, e Niña de propriedade dos irmãos Niño.
 “Por causa dessa viagem é que foi assinado o Tratado de Tordesilhas, assinado na povoação castelhana de Tordesilhas em 7 de junho de 1494, foi um tratado celebrado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino da Espanha para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as Coroas fora da Europa. Este tratado surgiu na sequência da contestação portuguesa às pretensões da Coroa espanhola, resultantes da viagem de Cristóvão Colombo, que um ano e meio antes chegara ao chamado Novo Mundo, reclamando-o oficialmente para Isabel, a Católica”.
“O tratado definia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta linha estava situada a meio caminho entre estas ilhas (então portuguesas) e as ilhas das Caraíbas descobertas por Colombo, no tratado referidas como "Cipango" e Antília. Os territórios a leste deste meridiano pertenceriam a Portugal e os territórios a oeste, à Espanha. O tratado foi ratificado pela Espanha a 2 de julho e por Portugal a 5 de setembro de 1494”.
A maior parte da península Ibérica estava povoada pelos muçulmanos.
“As cidades mais importantes, como Sevilha, Valladolid e Barcelona (capital do Reino de Aragão), tinham grandes populações de judeus em guetos”.
“Muitos judeus convertidos, como os Santa Fe, Santángel, Caballería, e Sánchez, ocupavam postos de importância, tanto religiosos como políticos, mas Fernando de Aragão desejava as religiões judaica e muçulmana fora de seus domínios”
“ Fernando devia muito dinheiro aos judeus, com a Inquisição além dessa dívida acabar, ele podia enricar confiscado os bens dos financistas judeus”.
“Muitos de seus opositores eram judeus, ou financiados, ou amigos dos judeus e dos mulçumanos, o que impedia Fernando de governar como queria, como planejava, a seu belo prazer, e com a Inquisição instalada sob seu comando, ele podia enfraquecer oposição ”.
Só tinha uma solução, era a instalação da Inquisição, do Tribunal do Santo Ofício, em nome do combate a heresia, aos hereges, aos judeus e aos mouros/mulçumanos, para obter assim a Unidade Religiosa das Espanhas.
O frade dominicano Alonso de Ojeda convenceu a Isabel, durante sua estadia em Sevilla entre 1477 e 1478, da existência de práticas judaizantes entre os conversos andaluzes, o que foi corroborado por Pedro González de Mendoza, Arcebispo de Sevilla, e por Tomás de Torquemada, o futuro terrível Inquisidor.
Papa Sixto IV, nascido Francesco della Rovere, não desejava a Inquisição instalada na Espanha, porque fortaleceria um Soberano que tinha interesses territoriais na Itália, e com isso podia ameaçar o Papado. 
Fernando insistiu, e convenceu a Rodrigo Borgia, então Bispo de Valência, a usar de sua influência em Roma, e o futuro Papa Alexandre VI teve êxito.
A Inquisição foi instalada através da Bula Exigit sinceras devotionis affectus de 1 de novembro de 1478 no Reino de Castela.
Entretanto a nomeação dos Inquisidores era de competência dos Reis das Espanhas.
“No início, a atividade da Inquisição foi limitada às dioceses de Sevilha e Córdoba, onde Alonso de Ojeda tinha detectado o foco de judaizantes convertidos”.
“O primeiro Auto de Fé foi realizado em Sevilha em 06 de fevereiro de 1481, quando foram queimadas vivas seis pessoas”.
Sixto IV e o Rei Fernando viviam se desentendo, pois, o Papa não queria estender a Inquisição para Aragão, contudo acabou cedendo, e em 17 de outubro de 1483 foi nomeando Tomás de Torquemada, o Grande Inquisidor, el martillo de los herejes, la luz de España, el salvador de su país, el honor de su orden (o martelo dos hereges, a luz da Espanha, El Salvador, em seu país, a honra da sua Ordem) como Inquisidor-geral dos reinos de Castela e Aragão.
“Juan Antonio Llorente, primeiro historiador da Inquisição, garante que queimaram mais de dez mil pessoas e mais de cem mil sofreram punições degradantes durante o seu mandato”, o de Torquemada.
“Torquemada difundia que os judeus não eram confiáveis e que o país precisava possuir apenas ‘sangre limpia’, ou seja, sangue puramente cristão, e para estimular as delações, chegou a publicar um conjunto de orientações que ensinava os católicos a vigiar os seus vizinhos e a reconhecer possíveis traços de judaísmo”:
“Se observar que os seus vizinhos vestem roupas limpas e coloridas no sábado, eles são judeus”.
“Se eles limpam as suas casas às sextas-feiras e acendem velas mais cedo do que o normal naquela noite, eles são judeus”.
“Se eles comem pão ázimo e iniciam a sua refeição com aipo e alface durante a Semana Santa, eles são judeus”.
“Se eles recitam as suas preces diante de um muro, inclinando-se para frente e para trás, eles são judeus."
“A pena mais leve imposta era o confisco dos seus bens. Os Reis Católicos, Isabel e Fernando, precisavam de receitas, e a perseguição movida aos hereges por Torquemada era uma fonte de renda que interessava ao Estado”.
Foram 5 os períodos da Inquisição Espanhola, a saber:
1-     De 1480-1530, foi marcada por intensa perseguição de judeconversos, aos judeus convertidos, ou os marranos, uma expressão pejorativa, que se crê significar porcos;
“Entre os anos 1486 e 1492, 25 autos-de-fé ocorreram em Toledo. Um total de 464 autos-de-fé contra judeus ocorreram entre 1481 e 1826. No total, mais de 13 mil conversos foram julgados entre 1480 e 1492”.
2-     A partir do início do século XVI uma relativa calma;
3-     Entre 1560 e 1714, uma intensa atividade do Santo Ofício contra os protestantes e os mouros. Foram condenados por ser judaizantes 5.007 pessoas; mouros 11.311 pessoas; Luteranos 3.499 pessoas; Illuminati 149 pessoas; Superstições 3.750 pessoas; proposições heréticas 14.319 pessoas; bigamia 2.790 pessoas; solicitações depravadas 1.241 pessoas; insultar o Santo Ofício 3.954 pessoas; vários outros crimes 2.575 pessoas.
4-     O resto do século XVII, em a maioria das pessoas julgadas é de cristianos viejos – velhos cristãos- que enfraqueceram na fé, pecaram das mais variadas maneiras.
5-     No o século XVIII, onde a heresia deixa de ser o centro das atenções do tribunal, são outras as causas que ao Santo Oficio são levadas, as mesmas do século XVII.
“Vale a pena mencionar a repressão inquisitorial de dois crimes sexuais na época em que costumava ser associado, com o fundamento de ambos, de acordo com o direito canônico, contra a natureza: a homossexualidade e bestialidade. A homossexualidade, na época chamado de "sodomia" foi punido com a morte por tribunais civis. Foi a responsabilidade da Inquisição somente nos territórios da Coroa de Aragão, uma vez que em 1524 Clemente VII, em um Breve Papal, jurisdição concedida à sodomia Inquisição Aragonês, ou não estavam relacionadas com a heresia. Em Castilla foram julgados há casos de sodomia, a menos que eles estavam relacionados a desvios heréticas. O tribunal de Zaragoza distingue pela sua gravidade julgar esse crime: entre 1571 e 1579 foram julgados em Zaragoza mais de cem homens acusados ​​de sodomia, e pelo menos 36 foram executados; no total, entre 1570 e 1630 eles receberam 534 processos e 102 pessoas foram executadas”.
Na Coroa de Castela foram estabelecidos os seguintes tribunais permanentes da Inquisição:
Em 1482 em Sevilha e Córdoba.
Em 1485, em Toledo e em Llerena.
Em 1488, em Valladolid e Murcia.
Em 1489, em Cuenca.
Em 1505, em Las Palmas.
Em 1512, em Logroño.
Em 1526, em Granada.
Em 1574, em Santiago de Compostela.
Para a Coroa de Aragão:
Em 1482 Zaragoza e Valencia.
Em 1484 Barcelona.
Em 1488 Maiorca.
Fernando, também, introduziu a Inquisição na Sicília (1513), com sede em Palermo, e na Sardenha.
Na América, em 1569 os tribunais foram criados em Lima e no México, e em 1610 em Cartagena de Índias.
Composição dos tribunais:
a-     Os inquisidores eram preferencialmente juristas, e menos teólogos;
b-    O procurador foi responsável pelo desenvolvimento da acusação, investigando queixas e questionar testemunhas;
c-     Os qualificadores geralmente teólogos aquém competia determinar se houve um crime contra a fé na conduta do réu.
d-    Os consultores eram juristas especialistas que aconselhou o tribunal em questões de casuística processual.
e-     Um secretário -notário de sequestro que gravou as propriedades do acusado no momento da sua prisão.
f-      Um secretário- notário do segredo, que escreveu as declarações dos acusados e das testemunhas.
g-     Escrivão geral, funcionário do tribunal.
h-    O xerife era o braço executivo do tribunal, pois era sua função prender e deter os acusados.
i-        O núncio, encarregado de difundir os comunicados do Tribunal.
j-       O Alcaide.
k-     O carcereiro encarregado de alimentar os presos.
l-       Os comissários, por sua vez, eram sacerdotes regulares que colaboravam ocasionalmente com Santo Ofício.
Era uma honra pertencer a Família do Santo Oficio, pois provava que a pessoa era ‘limpa de sangue’, não era nem judia, nem moura.
Os ‘familiares’ eram colaboradores laicos do Santo Oficio, que deviam estar permanentemente ao serviço da Inquisição.
“Um dos aspectos mais marcantes da organização da Inquisição é o seu financiamento: desprovido de seu próprio orçamento, dependia exclusivamente sobre o confisco dos bens dos criminosos. Não é de surpreender, portanto, que muitos dos acusados ​​eram homens ricos.
“A Inquisição não funcionou de forma alguma aleatoriamente, mas de acordo com o direito canônico, e bom sempre lembra disso, e seus procedimentos eram explicitados pelas “ Instruções” elaboradas pelo Inquisidores-gerais”.
“ A Inquisição foi finalmente abolida em 15 de julho de 1834 por um decreto real assinado pela Regente Maria Cristina de Borbón, durante a minoria de Isabel II, graças a proposta do Presidente do Conselho de Ministros liberal moderado Francisco Martinez de la Rosa”.
Enfim, foi um tempo negro na História da Humanidade, uma vergonha para a Igreja Católica Apostólica Romana, para Soberanos que dela se valeu para assim consolidar o seu poder, para mim a maior Mancha na Cristandade.
Lista s seguintes indivíduos desempenharam o cargo de inquisidores-gerais de Espanha entre 1483 e 1834:
Tomas de Torquemada (1483 - 1498 ), prévia de Santa Cruz
Diego de Deza , Arcebispo de Sevilha ( 1498 - 1507 ). Ele renunciou.
Francisco Jiménez de Cisneros : só na Coroa de Castela ( 1507 - 1517 ), cardeal e arcebispo de Toledo .
Juan Enguera : só na Coroa de Aragão ( 1507 - 1513 ), bispo de Vich .
Luis Mercader : somente na Coroa de Aragão ( 1513 - 1516 ), Bispo de Tortosa .
Adriano de Utrecht : somente na Coroa de Aragão ( 1516 ); inquisidor Castilla geral e Aragão ( 1518 - 1522 ), o Cardeal e Bispo Tortosa, o Papa Adriano VI ( 1522 - 1523 ).
Alonso Manrique ( 1523 - 1538 ), cardeal e arcebispo de Sevilha .
Juan Pardo de Tavera ( 1539 - 1545 ), arcebispo de Toledo.
García de Loaysa e Mendoza ( 1546 ), arcebispo de Sevilha.
Fernando de Valdés ( 1547 - 1566 ), arcebispo de Sevilha. Ele renunciou em 1566.
Diego de Espinosa ( 1567 - 1572 ), bispo de Sigüenza .
Gaspar de Quiroga ( 1573 - 1594 ), cardeal e arcebispo de Toledo.
Jerónimo Manrique de Lara ( 1595 ), bispo de Ávila .
Pedro Portocarrero ( 1596 - 1599 ), bispo de Calahorra , depois de Córdoba . Ele renunciou.
Fernando Niño de Guevara ( 1599 - 1602 ), cardeal e arcebispo de Sevilha. Ele renunciou.
Juan de Zúñiga e Flores ( 1602 ), Bispo de Cartagena .
Juan Bautista de Acevedo ( 1603 - 1608 ), bispo de Valladolid .
Bernardo de Sandoval e Rojas (1608-1618), cardeal e arcebispo de Toledo.
Luis de Aliaga ( 1619 - 1621 ), confessor real. Ele renunciou.
Andrés Pacheco ( 1622 - 1626 ), bispo de Cuenca .
Antonio Zapata e Cisneros ( 1627 - 1632 ), cardeal e arcebispo de Burgos . Ele renunciou.
Antonio de Sotomayor ( 1632 - 1643 ), arcebispo de Damasco .
Diego de Arce y Reinoso ( 1643 - 1665 ), bispo de Plasencia .
Pascual de Aragón ( 1665 ), arcebispo de Toledo. Ele renunciou.
Juan Everardo Nithard SJ ( 1666 - 1669 ), confessor do rei, cardeal e arcebispo de Edessa . Ele renunciou.
Diego Sarmiento de Valladares ( 1669 - 1695 ), bispo de Plasencia.
Juan Tomás de Rocabertí ( 1695 - 1699 ), arcebispo de Valência .
Alonso de Aguilar ( 1699 ), cardeal. Nomeado por Carlos II, ele morreu antes que o touro de confirmação papal chegasse.
Baltasar de Mendoza e Sandoval (1699 - 1705 ), bispo de Segovia . Foi encerrado por Felipe V por suas simpatias pelo partido austríacos  durante a guerra de sucessão.
Vidal Marín del Campo ( 1705 - 1709 ), Bispo de Ceuta .
Antonio Ibáñez da Riva Herrera ( 1709 - 1710 ), arcebispo de Zaragoza .
Francesco Del Giudice ( 1711 - 1716 ), o Cardeal. Ele renunciou.
José Molines ( 1717 ), auditor da Rota Romana. Imediatamente em Milão pelas tropas austríacas, ele morreu durante o seu cativeiro.
Juan de Arzamendi ( 1720 ), nomeado por Felipe V , morreu antes de assumir o cargo.
Diego de Astorga e Céspedes ( 1720 ), bispo de Barcelona . Ele renunciou.
Juan de Camargo Angulo ( 1720 - 1733 ), bispo de Pamplona .
Andrés de Orbe y Larreátegui ( 1733 - 1740 ), arcebispo de Valência.
Manuel Isidro Orozco Manrique de Lara ( 1742 - 1746 ), arcebispo de Santiago .
Francisco Pérez de Prado e Cuesta ( 1746 - 1755 ), bispo de Teruel .
Manuel Quintano Bonifaz ( 1755 - 1774 ), arcebispo de Farsala . Ele renunciou.
Felipe Beltrán Serrano ( 1775 - 1783 ), bispo de Salamanca .
Agustín Rubín de Ceballos ( 1784 - 1793 ), Bispo de Jaén .
Manuel Abad y Lasierra ( 1793 - 1794 ), bispo de Astorga e arcebispo de Selimbria .
Francisco Antonio de Lorenzana ( 1794 - 1797 ), cardeal arcebispo de Toledo. Ele renunciou.
Ramón José de Arce ( 1798 - 1808 ), arcebispo de Burgos e Zaragoza. Ele renunciou.
Abolição da Inquisição (1808-1814), durante a ocupação napoleônica da Espanha.
Francisco Javier Mier e Campillo ( 1814 - 1818 ), Bispo de Almería .
Cristóbal Bencomo y Rodríguez ( 1818 ), confessor do rei Fernando VII de Espanha (o cargo de Inquisidor Geral, foi rejeitado pelo próprio Cristóbal Bencomo). 3
Jerome Castillón e Salas ( 1818 - 1820 ), Bispo de Tarazona .
1820: Abolição da Inquisição, durante o Triênio Liberal.
Nota: É conhecida como Triénio Liberal ou Triênio Constitucional o período de história contemporânea da Espanha que decorre entre 1820 e 1823, a 8 de Março de 1820 em Madrid, o Rei Fernando VII é forçado a jurar fidelidade ao da Constituição espanhola de 1812 e para suprimir a Inquisição espanhola que constitui o período espanhol de revoluções de 1820 e que é intermediário dos três períodos em que o reinado de Fernando VII é dividido : após o período absolutista de seis anos (1814-1820) e antes da década ameaçadora (1823-1833), isso é Década Ominous ou segunda restauração do absolutismo (1823-1833) para o período de história contemporânea da Espanha , que corresponde à última fase do reinado de Fernando VII ( 1814 - 1833 ), após o Triênio Liberal (1820-1823), em que governou a Constituição Cádiz promulgada em 1812.


A Santa Inquisição que de santa não teve nada

Era um polvo de enormes tentáculos.


Texto em árabe: لا إله إلا الله محمد رسول الله
Tradução: “Alá é Deus e Maomé é o seu profeta.”


“Abul Alcacim Maomé ibne Abdalá ibne Abdal Mutalibe ibne Haxim (Abū al-Qāsim Muammad ibn ʿAbd Allāh ibn ʿAbd al-Muṭṭalib ibn Hāshim), mais conhecido somente como Maomé (em árabe: مُحَمَّد; transl.: Muammad, Mohammad ou Moammed; Meca, ca. 25 de abril de 571 — Medina, 8 de junho de 632) foi um líder religioso, político e militar árabe. Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão. Para os muçulmanos Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacó, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um califado que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.”
“Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos, e o próprio Alcorão o estabelece.”
“Maomé tornou-se cada vez mais hostil aos judeus e aos cristãos ao longo do tempo quando percebeu que havia diferenças irreconciliáveis entre a religião deles e a sua, especialmente quando a crença em sua missão profética se tornou o critério de um verdadeiro muçulmano."
“Muitos habitantes de Meca rejeitaram a sua mensagem e começaram a persegui-lo, bem como aos seus seguidores. Em 622 Maomé foi obrigado a abandonar Meca, numa migração conhecida como a Hégira (Hijra), tendo se mudado para Iatrebe (atual Medina). Nesta cidade, Maomé tornou-se o chefe da primeira comunidade muçulmana. Seguiram-se anos de batalhas entre os habitantes de Meca e Medina, que resultaram em geral na vitória de Maomé e de seus seguidores. A organização militar criada durante estas batalhas foi usada para derrotar as tribos da Arábia. Por altura da sua morte, Maomé tinha unificado praticamente todo o território sob o signo de uma nova religião, o Islão.”
Para impor o Islão o uso da espada, o que caracteriza essa religião como guerreira, uma religião que se impõem pela violência.”
“Após a Hégira, Maomé começou a estabelecer alianças com tribos nómadas. À medida que a sua força e influência cresceu, insistiu que as tribos potencialmente aliadas se tornassem muçulmanas, e enviou grupos armados convidando à conversão.”
“Quando estava em Meca, Maomé foi informado de que havia uma grande concentração de tribos hostis e partiu para as defrontar, com um exército de 12 000 homens. A batalha teve lugar em Hunain, contra a tribo beduína dos Hawazin (inimigos de longa data de Meca) e os seus aliados os Tacifes, no ano de 630, com um poderoso grupo de cerca de 20 000 guerreiros, e pese embora uma retirada inicial dos muçulmanos no meio de grande confusão, os inimigos foram derrotados, muitos dos seus mortos ou aprisionados, capturadas cerca de 6.000 mulheres e crianças, gado e armas, 24 000 camelos e outros bens. A importância da batalha verifica-se pela sua menção no Alcorão (9.25, 9.26) Como seria de esperar, a maior parte dos Hawazin converteu-se ao Islão nesta mesma ocasião, tendo Maomé ordenado, em consequência, a devolução das mulheres e crianças que tinham sido cativas.”
“Alguns viram agora Maomé como o homem mais poderoso da Arábia e a maioria das tribos enviou delegações para Medina, em busca de uma aliança. Antes da sua morte, rebeliões ocorreram em uma ou duas partes da Arábia, mas o estado islâmico tinha força suficiente para lidar com elas.”
Destaque:
c. 618  Guerra civil medinense: Medina
619      Termina o boicote dos Banu Haxim
c. 620  Isra e Miraj
622      Emigra para Medina (Hégira)
624:     Batalha de Badr Muçulmanos derrotam Meca
            Banu Qaynuqa (ou Banu Kainuka, Banu Kaynuka, Banu Qainuqa, Banu Qaynuqa, em árabe: بنو قينقاع) foi uma das três principais tribos judaicas de Medina, atualmente na Arábia Saudita. Em 624, a tribo havia ameaçado a posição política de Maomé e um de seus membros atacado uma mulher muçulmana o que levou à expulsão de toda a tribo de Medina por violação a Constituição de Medina.
625      Batalha de Uhud
c. 625  Expulsão da tribo Banu Nadir- (em árabe: بنو النضير) foi uma tribo judaica do oasis de Iatrebe (atualmente conhecido como Medina). A tribo desafiou Maomé como líder de Medina, planejou juntamente com aliados nômades atacar Maomé e, como resultado, acabou sendo expulsa de Medina. Banu Nadir posteriormente planejou a Batalha da Trincheira junto com os coraixitas.Mais tarde participou da Batalha de Khaybar.
626      Ataque a Dumat al-Jandal: Síria
628      Batalha da Trincheira
627      Destruição da tribo Banu Curaiza- (em árabe: بني قريظة; بنو قريظة ou Quraiza, Qurayzah, Quraytha, e o arcaico Koreiza) foi uma tribo judaica do oásis de Iatrebe (atualmente conhecido como Medina) até o século VII, quando surgiu o conflito com o profeta Maomé que levou ao extermínio da tribo.
c. 627  Subjuga a tribo Bani Kalb: Dumat al-Jandal
628      Tratado de Hudaybiyya
c. 628  Conquista acesso ao santuário da Caaba
628      Conquista do oásis de Caibar
629      Primeira peregrinação
629      Ataque fracassado ao Império Bizantino: Mu'ta
630      Entra em Meca que conquista pacificamente
c. 630  Batalha de Hunaife
c. 630  Cerco de al-Taife
630      Estabelece uma teocracia: Meca
c. 631  Domínio sobre quase toda a Arábia
632      Peregrinação de despedida
632      Morte (8 de junho): Medina
Poucos meses depois da peregrinação de despedida, Maomé adoeceu e sofreu por vários dias com febre, dor nas cabeças e fraqueza. Ele morreu na segunda-feira, 8 de junho de 632, em Medina, aos 62 anos ou 63 anos, na casa de sua esposa Aisha. Suas últimas palavras:
Ó Allah, a Ar-Rafiq Al-Ala (exaltado amigo, melhor amigo ou o melhor amigo no céu).
Está sepultado na Al-Masjid an-Nabawi ("a mesquita do Profeta") em Medina, na Arábia Saudita, com o Domo Verde construído, sobre o seu túmulo, no centro

Como podemos ver o Islão só aceita uma Fé, a Fé revelada pelo Profeta Maomé, e assim são inimigos figadais das outras Religiões, principalmente do Judaísmo e do Cristianismo.
Toda ação tem uma reação e a do Ocidente foram As Cruzadas, uma série de guerras religiosas sancionadas pela Igreja Católica Apostólica Romana no período medieval.
Ela tinha como principal objetivo recuperar Jerusalém em mãos dos Mulçumanos/Islamitas, e as terras que compunham a Terra Santa, uma promessa de Deus aos filhos de Yaakov.
Mais os Judeus viviam em Diáspora, no hebraico tefutzah, "dispersado", ou גלות galut "exílio",  desde 70 d.C. quando os romanos destruíram Jerusalém por ordem do então general Tito e roubaram os Tesouros do Templo do Eterno, para com ele pagar a construção do “Coliseu (em italiano: Colosseo), também conhecido como Anfiteatro Flaviano ,em latim: Amphitheatrum Flavium; em italiano: Anfiteatro Flavio, é um anfiteatro oval localizado no centro da cidade de Roma, capital da Itália. Construído com concreto e areia, é o maior anfiteatro já construído e está situado a leste do Fórum Romano. A construção começou sob o governo do Imperador Vespasiano em 72 d.C. e foi concluída em 80, sob o regime do seu sucessor e herdeiro, Tito.”
Tito Flávio Vespasiano Augusto, em latim Titus Flavius Vespasianus Augustus. Nasceu em Roma, 30 de dezembro de 39 e faleceu em Aquae Cutiliae, Sabina, 13 de setembro de 81. Imperador romano entre os anos de 79 e 81. Foi o filho mais velho e sucessor de Vespasiano.
Alguns judeus viviam em Jerusalém sob a dominação Islamita, mas em extrema pobreza, recaindo sobre ela impostos exorbitantes. Sofriam de muitas doenças e não tinham a menor segurança. A população era maioritariamente Muçulmana/Islamita, da qual dez por cento eram católicos que também padeciam nas mãos dos dominadores.


A chamada de Santa Inquisição é a maior das manchas no Cristianismo perpetrada pela Igreja Católica Apostólica Romana.

As Cruzadas foram:
1.       Cruzada Popular ou dos Mendigos (1096)
2.       Primeira Cruzada (1096-1099)
3.       Segunda Cruzada (1147-1149)
4.       Terceira Cruzada (1189-1192)
5.       Quarta Cruzada (1202-1204)
6.       Cruzada Albigense
7.       Cruzada das Crianças (1212)
8.       Quinta Cruzada (1217-1221)
9.       Sexta Cruzada (1228-1229)
10.   Sétima Cruzada (1248-1254)
11.   Oitava Cruzada (1270)
12.   Nona Cruzada (1271-1272)
Todavia a Tradição só reconhece nove (9) Cruzadas.


As Cruzadas foi um movimento de conquista de um povo, o árabe, de suas terras, contra a sua cultura - língua árabe (de origem semita), o Islã e suas tradições e costumes -  totalmente diferente da cultura judaico-cristã da Europa, do dito Ocidente, ou Civilização Ocidental.
Como faz hoje o Islamic State of Iraq and Syria (ISIS), ou Estado Islâmico, contra a Civilização Ocidental.
Exatamente igual.
Igualzinho, igualzinho.
Destruir para conquistar, sempre em nome da fé, esse é o mesmo mote tanto dos velhos cruzados, quanto dos novos árabes violentos e suicidas.


Armas da Inquisição  

Entretanto a chamada Santa Inquisição, que de santa não teve nada, foi imposta, praticada, exercidos seus métodos bárbaros, pelos representantes da Igreja Católica Apostólica Romana contra o seu próprio povo, contra os europeus, contra os habitantes da Europa, mesmo estando eles em pleno Mar Oceano, tanto no ocidente, quanto no oriente, ou nos mais variados Continentes que compõem o planeta Terra.
E, também, de forma violentíssima contra nossos irmãos os filhos de Yaakov, os Hebreus, os Judeus.
Quanto aso árabes as espadas ibéricas ainda funcionavam tanto na Península, quanto no norte da África – vide “Mazagão foi, entre o início do século XV e meados do século XVIII, uma possessão portuguesa em Marrocos, no norte da África, tendo dado origem à atual cidade de El Jadida, situada 90 km a sudoeste de Casablanca”. Nessa luta pelo domínio português morreram dois fidalgos antepassado de meu avô materno, Dr. Luis Francisco Barreto de Almeida, que eram seus homônimos.
A Inquisição era um polvo de enormes tentáculos.
É claro que contavam com a boa vontade dos Soberanos, já que todo o Poder deles, segunda a Tradição, vinha de Deus através do Papa, o pai afetuoso, que segundo a Tradição católica é o Cabeça da Igreja Católica Universal (Caput Ecclesiae), pai de todo o mundo, como então contraria-lo em sua “santa vontade” de impor a Santa Inquisição pela Cristandade afora?
Não dava.
E ela aconteceu.
Significado de Heresia - s.f. Doutrina contrária aos preceitos estabelecidos pela Igreja.
Instituição rejeitada pela Igreja.
Fundamento, ideia ou opinião que se opõe ao senso comum ou àquilo que é reconhecido pela maioria.
P.ext. Figurado. Opinião ou argumento que se apresenta de modo despropositado; absurdo, despautério: uma heresia literária.
(Etm. do grego: háiresis, pelo latim: haeresis)
http://www.dicio.com.br/heresia/
Significado de Heterodoxia -s.f. Caráter daquilo que se opõe aos padrões tradicionais, à doutrina ortodoxa.
Condição da pessoa contrária às regras, aos dogmas e às opiniões estabelecidas por um grupo.
Comportamento ou ideologia de quem pratica heresia, de quem nega a fé cristã.
(Etm. do francês: hétèrodoxie)
http://www.dicio.com.br/heterodoxia/
Significado de Inquisição - s.f. Ato de inquirir, de pesquisar.
Esforço empreendido pela Igreja Católica no sentido de identificar e punir hereges, ou seja, pessoas que professavam crenças diferentes dos ensinamentos da Igreja. A Inquisição teve lugar em muitos países da Europa e em suas colônias, mas a que ficou mais conhecida foi a espanhola.
http://www.dicio.com.br/inquisicao/
Inquisição substantivo feminino:
1.averiguação metódica e rigorosa; inquirição.
2.hist.rel tribunal eclesiástico instituído pela Igreja católica no começo dos XIII com o fito de investigar e julgar sumariamente pretensos hereges e feiticeiros, acusados de crimes contra a fé católica; Santo Ofício [Os condenados eram enviados ao Estado, para serem sentenciados.] inicial maiúsc.
Origem
ETIM lat. inquisitĭo,ōnis 'indagação, investigação'.
https://www.google.com.br/
No contexto da Inquisição Medieval:
1-     “ Inquisição Episcopal (1184-1230), foi criada pela Bula Ad abolendam do Papa Lucio III, nascido Ubaldo Allucingoli, 171º Papa da Igreja de Roma, eleito em 1 de setembro de 1181, coroado e entronizado em 6 de setembro de 1181, sendo o fim de seu pontificado no dia de sua morte em 25 de novembro de 1185, aos 88 anos, contra a heresia catara (ver abaixo), mas que, também, obrigava aos Bispos (daí o episcopal) a visitarem suas Dioceses duas vezes por ano em busca de hereges”;
2-     Inquisição Papal, essa instituição apareceu primeiro em 1203:
A-   Quando Inocêncio III mandou juízes papais especiais "inquirirem" casos de heresia em certos locais em que os tribunais dos bispos pareciam incapazes de colocar-se à altura de sua rápida difusão. Essas novas cortes mostraram-se muito mais eficazes do que os tribunais episcopais efetivos e, em consequência, em 1229, foram transformadas em instituição permanente para o fim específico de lidar com a heresia.



Papa Gregório IX

B-    Em 1230, o Papa Gregório IX, nascido Ugolino di Anagni, parente do Papa Inocêncio III, 178º Papa da Igreja Católica de 19 de março de 1227 até o dia de sua morte em 22 de agosto de 1241, com 97 anos, é conhecido por ter instituído realmente a Inquisição Papal, que respondeu às falhas da Inquisição Episcopal, já que foi composta por profissionais especificamente preparados para essa tarefa, os inquisitores haereticae pravitatis, oriundos das ordens dos franciscanos e dominicanos, mas “ele não aprovava o uso da tortura como uma ferramenta de investigação ou de penitência”, mas “penas eram variadas, ou seja, aqueles que se recusavam a abjurar, os hereges  foram entregues ao braço secular para a execução da pena de morte”. Em 1239, sob a influência de Nicholas Donin, um judeu convertido ao cristianismo, Gregório ordenou que todas as cópias do Talmude fossem confiscadas. Como epilogo de um debate público entre cristãos e teólogos judeus, o Papa mandou queimar cerca de 12.000 manuscritos talmúdicos em 12 de junho de 1242, em Paris. Essa criatura Ugolino di Anagni, Gregório IX, era um péssimo ser humano, pois, “a Bula Vox in Rama de sua autoria que condenava a heresia alemã conhecida como Luciferian, uma forma de adoração ao diabo, também, condena o gato preto como uma encarnação de Satã, e, consequentemente, foi a sentença de morte para o animal, que continuou a ser abatidos sem piedade até o início do século XIX. ”
Afirmou o Papa que “o diabo encarnado é meio-homem, meio-felino”, durma-se com um barulho desse.

A falsa justiça da Inquisição

Definição:
“A Inquisição foi um tribunal eclesiástico criado na Idade Média para combater as heresias e vigiar os judeus e muçulmanos convertidos ao cristianismo. No século XVI a Inquisição foi restaurada em diversos países do Sul da Europa, entre os quais Portugal, para perseguir e condenar, em autos-de-fé todos os que se manifestassem a favor do Luteranismo ou de algumas ideias defendidas pelos humanistas. As ações deste tribunal eram coordenadas por um grupo de seis cardeais denominado o Santo Ofício, grupo este que funcionava sob a autoridade direta do Papa.
Na prática, a Inquisição acabou por funcionar como instituição de apoio aos reis e ao clero, eliminando pessoas muitas vezes inocentes, mas incómodas ao poder político.
http://www.notapositiva.com/dicionario_historia/inquisicao.htm
“A Inquisição é um grupo de instituições dentro do sistema jurídico da Igreja Católica Romana, cujo objetivo é combater a heresia”
‘Sistema jurídico ou legal é o conjunto de normas jurídicas interdependentes, reunidas segundo um princípio unificador’.
Começou no século XII na França contra os cátaros e valdenses.
Os cátaros – os "homens bons" (Bons Hommes) ou "bons cristãos" são os termos comuns de auto identificação – que professavam o catarismo (do grego καϑαρός katharós, "puro") um movimento cristão de ascetismo extremo (renúncia do prazer ou mesmo a não satisfação de algumas necessidades primárias) na Europa Ocidental entre os anos de 1100 e 1200, principalmente na Occitânia, uma da nações sem Estado da Europa, que compreende as regiões históricas da Aquitaine, Auvergne, Centre-Val-de-Loire, Languedoc-Roussillon, Limousin, Midi-Pyrénées, Poitou-Charentes, Provence-Alpes-Côte d'Azur, Rhône-Alpes, na França.
Os valdenses são uma denominação cristã - Église évangélique vaudoise- que teve sua origem entre os seguidores, « pauvres de Lyon », de Pedro Valdo, um rico mercador da cidade Lyon, por volta de 1174, Idade Média, que “legou suas propriedades para sua esposa para seguir o ideal de pobreza apostólica, isto é imitar a vida dos apóstolos”, e começou a pregar pelas ruas da cidade, pregação essa proibida pela Igreja Católica, que considerava que só os seus sacerdotes podiam pregar.
“Em 1184, o conselho de Verona excomungou os « pauvres de Lyon », os “Pobres de Lyons”.
“Os valdenses são definitivamente declarados hereges pelo Concílio de Latrão IV em 1215”.
Depois dos cátaros e valdenses foi a vez de:
Os Fraticelli ("Pequenos Irmãos" em italiano), às vezes confusamente chamados de Fratricelli, ” os frades franciscanos que viviam em partes da Itália ou de Provença, que nos séculos XIV e XV, repudiaram a autoridade dos seus superiores e da Hierarquia da Igreja, por serem extremos proponentes das ideias de São Francisco de Assis, especialmente no que diz respeito à pobreza, e consideravam a riqueza da Igreja como escandalosa.
Depois os Hussitas, ou Igreja hussita, movimento reformador que surgiu na Boêmia, no século XV. O nome vem do teólogo boêmio Jan Hus ou John Huss (no Concílio de Constança, foi condenado e executado em 16 de julho de 1415). O movimento mais tarde se juntou a Reforma Protestante.
As Beguinas, ou Begijnen, ou Béguine, mulheres celibatárias que viviam em pequenas casas com capela onde formavam comunidades semimonásticas – Béguinage.  As primeiras apareceram em Liège, Bélgica, uma cidade então governada por um Príncipe-bispo, no final do século XII, e o movimento logo se espalhou pelo Noroeste da Europa, ao longo do eixo Reno.
Elas foram as responsáveis pelo maior avivamento cristão no século XIII, que salientou a imitação da vida de Cristo através da pobreza voluntária, e enfatizou os cuidados cristãos para com os pobres e doentes.
“A relação das beguinas com a Igreja Católica foi bastante conturbada e contraditória, pois as beguinas contavam uma liberdade muito raro entre as mulheres medievais, em especial em relação ao Clero que não conseguia as controlar”.
O Concílio de Vienne de 1312, proibiu a vida comunal e condenou tais comunidades como heréticas, e nesses conflitos, algumas beguinas chegaram a ser queimadas vivas”.
“São Domingos de Gusmão, que nasceu em Caleruega, Reino de Castela, 24 de junho de 1170 e faleceu em Bolonha, Itália, 6 de agosto de 1221, frade e santo católico fundador da Ordem dos Pregadores, cujos membros são conhecidos como dominicanos. A Ordem dos Pregadores (latim: Ordo Prædicatorum, O. P.), também conhecida por Ordem dos Dominicanos ou Ordem Dominicana, é uma ordem religiosa católica que tem como objetivo a pregação da palavra e mensagem de Jesus Cristo e a conversão ao cristianismo”.
Innocenzo IV, nascido Sinibaldo Fieschi dei Conti di Lavagna, o 180º Papa da Igreja Católica, eleito em 25 de junho de 1243, consagrado em entronizado em 28 de junho de 1243, tendo terminado o seu pontificado no dia de sua morte em 7 de dezembro de 1254, com 64 anos, foi quem entregou as rédeas da Inquisição aos Dominicanos em 1250.
Com a Bula Ad extirpanda de 1252 aprovou o uso da tortura e derramamento de sangue pela Inquisição.
Perseguiu implacavelmente os judeus, chegando a mandar queimar o Talmude por toda a Europa em 1244.
“Durante seu pontificado houve a sétima cruzada, terminando com derrota para os cristãos”.




Os Templários.

Outros que foram vítimas da Inquisição foram os Templários, “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: "Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici"), conhecida como Cavaleiros Templários, Ordem do Templo (em francês: Ordre du Temple ou Templiers) ou simplesmente como Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria”.
“ A organização existiu por cerca de dois séculos na Idade Média, fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista”.
“ Os seus membros fizeram voto de pobreza e castidade para se tornarem monges, usavam mantos brancos com a característica cruz vermelha, e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros”.
“Em decorrência do local onde originalmente se estabeleceram (o monte do Templo em Jerusalém, onde existira o Templo de Salomão, e onde se ergue a atual Mesquita de Al-Aqsa) e do voto de pobreza e da fé em Cristo denominaram-se "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão"”.




Os Templários após um Batalha.

“O sucesso dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas”.
“Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores acerca da cerimônia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o Rei Filipe IV de França - também conhecido como Felipe, O Belo - profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o Papa Clemente V, nascido Bertrand de Gouth, 195º Papa de 5 de junho de 1305 até o dia de sua morte em 20 de abril de 1314, com 50 anos, a tomar medidas contra eles”.
“Em 1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados publicamente”.

Clemente V
195º Papa

“Em 1312, o Papa Clemente dissolveu a Ordem, e o súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas, que mantêm o nome dos templários vivo até aos dias atuais”.



Jacques de Molay

Destaque para “ Jacques de Molay, nascido em Molay, Haute-Saône, à época um vilarejo do Condado da Borgonha, em 1244 e queimado vivo na Ilha dos Judeus- l'île aux Juifs - uma ilha que existia no Rio Sena no perímetro de Paris, a 18 de março de 1314 nobre e militar, pertencente a uma família da pequena nobreza francesa, tendo sido cavaleiro e o último grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários”.
Joana d’Arc, Jeanne d'Arc, A Donzela de Orléans, ou La Pucelle d'Orléans, considerada heroína nacional e a “ Mãe da Nação Francesa”.
Ela foi, também, uma vítima da Inquisição acusada de heresia e assassinato. Joana foi queimada viva em 30 de maio de 1431, com apenas dezenove anos. A cerimónia de execução aconteceu na Praça do Velho Mercado (Place du Vieux Marché), às 9 horas, em Ruão, ou Rouen, hoje no departamento de Seine-Maritime e principal cidade da região Haute-Normandie.

Joana d’Arc

Sainte Jeanne d'Arc, foi beatificada em 18 de abril de 1909, canonizada em 16 de maio de 1920, sua festa religiosa está marcada para 30 de maio, o aniversário de seu martírio. 
Em 1922, o Papa Pio XI a proclamou a Segunda Santa Padroeira da França.
A primeira é Nossa Senhora da Assunção decretada Padroeira da França por Luís XIII em 10 de fevereiro de 1638.
Um feriado nacional foi estabelecido por lei em 1920 em sua honra, ou seja, o segundo domingo de maio.
E “a inquisição papal desenvolveu uma série de procedimentos para descobrir e processar os hereges”, a saber:
1-          Investigação - um conjunto de procedimentos e regras para identificar os prováveis hereges, muitos dos réus denunciavam parentes na esperança de ver sua pena reduzida. Eram aceitos “depoimentos de criminosos, pessoas de má reputação, as pessoas excomungadas, e hereges condenados”. Durante a investigação, os réus “eram convidados a nomear aqueles que tinham ódio mortal," contra eles. Se os acusadores estavam entre os nomeados, o réu era libertado e as acusações removidas, em contrapartida os acusadores teriam de enfrentar a prisão perpétua. Esta opção foi feita para manter a inquisição de se envolverem em rancores locais”.
2-          Tortura - a tortura poderia ser realizada apenas uma vez. No entanto, era prática comum uma segunda sessão de tortura considerada "continuação" da primeira. O Inquisidor poderia manter um réu na prisão por anos antes do julgamento para obter novas informações;
3-          Julgamento – a acusação da Igreja sempre era favorecida. Os réus não tinham nenhum direito e ponto final;
4-          Punição: Varias eram as formas de punição, sendo a mais drásticas delas a Fogueira.

E depois disso tudo a Inquisição na Espanha recém conquistada aos Mouros, os árabes, perseguiu implacavelmente os judeus, os árabes nela chamado de Mouros, ou Sarracenos, e os hereges.



Tomás de Torquemada (* Valladolid, Espanha, 14 de outubro de 1420 - + Ávila, Espanha, 16 de setembro de 1498) O Grande Inquisidor dos reinos de Castela e Aragão, parte das Espanhas, no século XV.
Em 1474, Torquemada foi nomeada um dos três confessores pessoais que atendiam às necessidades espirituais dos Reis Católicos- Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, soberano da Coroa de Castela (1474 - 1504 ) e da  Coroa de Aragão ( 1479 - 1516 ) - em recompensa por seus excelentes serviços como monge e erudito.
Segundo o espanhol Sebastián de Olmedo como "O martelo dos hereges, a luz de Espanha, o salvador do seu país, a honra da sua ordem.".
Torquemada é conhecido por sua campanha contra os judeus e muçulmanos convertidos da Espanha.
 O número de autos-de-fé durante o mandato de Torquemada como inquisidor é muito controverso, mas o número mais aceito é normalmente 2 200.
O nome Torquemada é sinônimo de Terror.

Monges inquisidores menores, uns fanáticos incultos.

E depois para o meu querido Portugal.




Diogo da Silva
primeiro
Inquisidor-mor de Portugal
 De 1536 até 1539
Desembargador da Casa da Suplicação,
Confessor de D. João III,
Arcebispo de Braga
Bispo de Ceuta