terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: Esse Blog foi acessado por 19.742 pessoas

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Esse Blog foi acessado por 19.742 pessoas


Esse Blog foi acessado por 19.742 pessoas até o dia 24/02/2015 conforme consta no https://plus.google.com
Obrigado Senhor Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus dos Exércitos de Israel, meu  Deus e meu Pai, pois meu trabalho é para a Honra e Gloria do Senhor Jesus.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: A cleptocracia,- FALTA ALGUÉM NESSA LISTA?

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: A cleptocracia,- FALTA ALGUÉM NESSA LISTA?: COMUNISTA, NAZISTA E SOCIALISTA. A cleptocracia, alternativamente cleptocracia ou kleptarchy, (de grego: κλέπτης - kleptē...

A cleptocracia,- FALTA ALGUÉM NESSA LISTA?





COMUNISTA, NAZISTA E SOCIALISTA.


A cleptocracia, alternativamente cleptocracia ou kleptarchy, (de grego: κλέπτης - kleptēs , "ladrão" e κράτος - kratos ", poder, governar", logo, "regra por ladrões") é uma forma de política e corrupção do governo onde o governo existe para aumentar a riqueza pessoal e poder político dos seus funcionários e a classe dominante em detrimento da população em geral, muitas vezes com a pretensão de serviço honesto.
Este tipo de governo é geralmente considerado corrupto, e o mecanismo de ação é muitas vezes desfalque de fundos do Estado.
Embora o termo pode ser usado em seu literal sentido de significar uma sociedade baseada no roubo, é mais comumente usado pejorativamente para apontar um governo corrupto ou dirigente de classe.
Assim a Cleptocracia, é um termo de origem grega, que significa, literalmente, “Estado governado por ladrões”, cujo objectivo é o do roubo de capital financeiro dum país e do seu bem-comum.
A cleptocracia ocorre quando uma nação deixa de ser governada por um Estado de Direito imparcial e passa a ser governada pelo poder discricionário de pessoas que tomaram o poder político nos diversos níveis e que conseguem transformar esse poder político em valor econômico, por diversos modos.
A fase “cleptocrática” do Estado ocorre quando a maior parte de sistema público governamental é capturada por pessoas que praticam corrupção política, institucionalizando a corrupção e seus derivados como o nepotismo, o peculato, de forma que estas ações delitivas ficam impunes, devido a que todos os sectores do poder estão corruptos, desde a Justiça, os funcionários da lei e todo o sistema político e económico.
O ex-presidente argentino Nestor Kirchner (falecido) junto com sua mulher, Cristina Fernandez de Kirchner, é responsável por um valor estimado de US $ 1 bilhão desaparecido dos cofres públicos da província de Santa Cruz durante o seu mandato como governador provincial.
São também imputados pela (ONG) NGO Transparency International, os seguintes patifes:
O ex- Presidente Suharto (US $ 15 bilhões - 35.000 milhões dólares americanos) da Indonésia;
O ex- presidente Ferdinand Marcos da Indonésia (pelo menos US $ 10 bilhões até 1986, equivalente a cerca de 21,6 bilhões dólares em 2014;
O ex-  Presidente Mobutu Sese Seko do Congo (US $ 5 bilhões);

O ex- Chefe de Estado Sani Abacha da Nigéria (2000 milhões dólares - US $ 5 bilhões);
O falecido presidente Jean-Claude Duvalier do Haiti ("Baby Doc") (US $ 300 milhões de euros - $ 800.000.000);
O ex- presidente Yasser Arafat, da Palestina, um santo, como tendo roubado 1.000 milhões dólar a US $ 10 bilhões;
O presidente Asif Ali Zardari do Paquistão é acusado de ter recebido propinas em contratos e malversação de fundos públicos, subtraindo mais de US $ 2 bilhões para suas contas na Suíça.
FALTA ALGUÉM NESSA LISTA?

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: a FRANÇA impôs oneroso termos de paz a Alemanha ap...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: a FRANÇA impôs oneroso termos de paz a Alemanha ap...: A obsessão está no dicionário Zoom Indicadores Compartilhar Imprimir Por trás da firmeza no Eurogrupo, há uma história na qual dívida e...

a FRANÇA impôs oneroso termos de paz a Alemanha apos a I Grande Guerra.

A obsessão está no dicionário
Por trás da firmeza no Eurogrupo, há uma história na qual dívida e culpa assombram o inconsciente coletivo
“No idioma alemão, a raiz das duas palavras é a mesma: ‘Schuld’ significa culpa, e ‘Schulden’, dívida” Tobias Hentze Economista
As negociações na Europa para salvar a Grécia de uma dívida apresentaram ao mundo duas figuras emblemáticas. De um lado, desponta o despojado ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis. Do outro, seu sisudo equivalente alemão, Wolfgang Schäuble, reforça todos os estereótipos da dureza germânica — sobretudo quando se trata da política de austeridade transformada na marca registrada da chanceler Angela Merkel. E a chave para entender o porquê de tanta disciplina financeira pode estar no dicionário. Quarta maior economia do mundo e coração da zona do euro, a Alemanha vê dívida e culpa da mesma maneira. No inconsciente alemão, ficar endividado significa ter feito algo tão ruim que é passível de penitência.
— No idioma alemão, a raiz dessas duas palavras é a mesma. “Schuld” significa culpa, e “Schulden”, dívida — disse ao GLOBO o economista Tobias Hentze, do Instituto de Pesquisas Econômicas de Colônia.
À SOMBRA DOS ANOS 1920
O horror à dívida, porém, vai além do léxico. Mais de cem anos após o estouro da I Guerra Mundial, economistas se lembram das marcas deixadas pela República de Weimar na psique do país. Os alemães não se esquecem dos dias de pobreza após a assinatura do Tratado de Versalhes, que formalizou o fim ao conflito em 1919, quando França e Reino Unido impuseram pagamentos draconianos à Alemanha como compensação pela guerra. Os termos de paz exigiam que Berlim fizesse um pagamento inicial às duas potências de US$ 5 bilhões — quase a metade do Produto Interno Bruto (PIB) alemão à época. Seguiram-se meses de descontrole e hiperinflação que, mais tarde, acabaram favorecendo a ascensão do nacionalismo e do Terceiro Reich de Adolph Hitler. De repente, um dólar, que valia quatro marcos, passou a valer quatro trilhões.
— Desde a hiperinflação dos anos 1920, dívidas e preços altos são um pesadelo para os alemães. Por décadas, os alemães estavam contentes com a estabilidade do marco. As taxas de inflação se mantiveram baixas. Como isso ajuda os devedores a pagarem suas dívidas e coloca credores em desvantagem, países com taxas altas de inflação no passado, como Itália e Grécia, têm atitudes diferentes das da Alemanha no quesito dívidas — avaliou Hentze.
Uma geração mais tarde, a derrota de Hitler impôs novo revés aos alemães, que acabaram vendo o país rachado pela Guerra Fria. E como os Estados Unidos precisavam de um aliado forte frente ao comunismo soviético no centro da Europa, a República Federal Alemã, o Oeste capitalista, assistiu nos anos 1950 ao que se chamou de Wirtschaftswunder — o milagre econômico.
— O Plano Marshall foi essencial. As pessoas saíram da guerra muito pobres e tinham que trabalhar muito para comer. Foi quando o governo introduziu o conceito de Soziale Marktwirtschaft, a economia de mercado social, que permitiu incentivos razoáveis às empresas, mas também aos cidadãos e suas famílias — lembrou o economista.
VICIADOS EM ECONOMIZAR
Os alemães começaram a poupar. E apaixonaram-se pela prática. Em julho passado, pesquisa da Associação dos Bancos Alemães indicou que 35% dos alemães entre 18 e 59 anos têm o hábito de guardar até € 100 por mês, e 25% se esforçam para poupar até € 200. O motivo? Nada de construir patrimônio ou fazer compras exorbitantes: 53% pensam em uma emergência — enquanto apenas 1% dos entrevistados contaram que poupam para viajar.
Como a inflação é inimiga dos poupadores, a ideia de reduzir taxas de juros e injetar mais dinheiro na economia, postura adotada recentemente pelo Banco Central Europeu (BCE), é aterradora a ouvidos alemães.
Se guardar é preciso, em Berlim o desapego pelo consumo é tamanho que proliferam nas redes sociais grupos de troca-troca, como o Free Your Stuff (Liberte suas coisas), no Facebook. De roupas a móveis, há de um tudo — para o escambo.





Charge da Primeira Grande Guerra:

Oficial francês impõe onerosos termos de paz a soldado alemão

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 132 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, oita...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 132 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, oita...: Oficial Regimento de Infantaria 1700-1732 132 - AS REFORMAS PETRINAS.  Pedro, o Grande, oitava Conversa – os Imperadores da Rússi...

132 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, oitava Conversa


Oficial Regimento de Infantaria 1700-1732

132 - AS REFORMAS PETRINAS.
 Pedro, o Grande, oitava Conversa – os Imperadores da Rússia
A Dinastia Romanov III.
História da Rússia monárquica.
Pedro I, o Grande (22 de outubro 1721 - 28 de janeiro de 1725)
Пётр I Великий (22 октября 1721 — 28 января 1725)

AS REFORMAS PETRINAS.
7-      Reforma militar
Já havia sido iniciada a modernização do Exército por Alexei Mikhailovich I, pai de Pedro, o Grande, no entanto os resultados foram muito aquém do esperado.
Só com Pedro é que as reformas introduzidas com modelos estrangeiros de exércitos, especialmente nos moldes prussiano (na época Brandemburgo), foi que os resultados começaram a aparecer.
Assim a reforma no Exército, bem como a criação de uma Marinha de Guerra, foi que criou as condições para a vitória na Grande Guerra do Norte 1700 – 1721.
Pedro começou fazendo um senso para saber o número de soldados, e a seguir estabeleceu novo recrutamento (que gerou deu 29 regimentos de infantaria e dois de Dragões, Драгуны, ou regimentos de cavalaria, e com isso os novos e velhos soldados passaram por um severo treinamento militar.


Regimento dos Dragões.



O Exército, 40.000 pessoas, ficou organizado em três "generalato" (Divisões), три «генеральства» (дивизии):
1- A. M. Golovin, Avtonom Mikhailovich Golovin, Автоном Михайлович Головин, amigo de Infância de Pedro, General do Exército Regular e Cavaleiro de Santo André;
2- A. A. Weide, Ада́м Ада́мович Ве́йде, Adam Adamowicz Weide, filho de um oficial alemão criado no Bairro Alemão, amigo de juventude de Pedro, arauto da Grande Embaixada junto aos governos estrangeiro, após a morte de F. Lefort, em março 1699, assumiu o comando do regimento Lefortovsky e lhe foi concedida a patente de General de Brigada, em 1698 escreveu "os regulamentos militares", que dedicou a Pedro. General do Exército Regular e Cavaleiro de Santo André. Amava a Rússia, a ponto de luterano pedir a Pedro que o sepultasse no solo sagrado do Cemitério Cristão Ortodoxo de Lazarev, em Alexander Nevsky Lavra, comovido o Imperador compareceu ao sepultamento em 1720.
3- Príncipe A. I. Repnina, Príncipe Anikita Ivanovich Repnin, нязь Аники́та Ива́нович Репни́н, Marechal do Império, генерал-фельдмаршал, Presidente do Colégio Militar do Império Russo, Президент Военной коллегии Российской империи, Cavaleiro da Ordem de Santo André, Cavaleiro da Ordem de São. Alexander Nevsky, Cavaleiro da Ordem da Águia Branca (Rzeczpospolita), Cavaleiro da Ordem do Elefante.
Homens foram recrutados para a Marinha de Guerra Imperial, até entre os servos e camponeses.
A princípio os especialistas eram oficiais estrangeiros, mas os nobres entraram para as Escolas Militares fundadas por Pedro, o que criou um excelente corpo de Oficiais tanto no Exército, quanto na Marinha.
Com destaque para a Academia de Guarda Marinha ou Academia Naval, Академия морской гвардии или Морская академия, fundada em 1715, na nova Capital Imperial, São Petersburgo, cujo primeiro diretor foi o tenente-general Baron P. Saint-Hilaire (Saint-Hilaire), e para Supervisor o Conde Andrew Artamonovich Matveev, Андре́й Артамо́нович Матве́ев ( que também foi diplomata, senador e presidente do Collegium de Justiça), que traduzia os ensinamentos do escocês   Brigadeiro Henry Farvarson, Andrei Danilovich Farvarson, 'Фа́рварсон, Ге́нри (Андре́й Дани́лович), um  professor na Universidade de Aberdeen, versado em  navegação , astronomia náutica, matemática, geodésia (um ramo das Geociências e uma Engenharia, que trata do levantamento e da representação da forma e da superfície da terra (Definição clássica de Helmert), global e parcial, com as suas feições naturais e artificiais e o campo gravitacional da Terra e das divisões (geográficas) da terra' como também o ato de 'dividir a terra' (por exemplo entre proprietários). 
Em 1716 foi publicado o regulamento militar para definir os Cargos, as funções, os serviços, os direitos e os deveres dos militares. 
Como resultado da transformação foi estabelecido um exército permanente forte e uma marinha poderosa, que mais cedo na Rússia era impossível


Oficias da Guarda de Corpo.

Até o final do reinado de Pedro, o número das forças terrestres regulares atingiu os seguintes números:
2.600 na Guarda de Corpo,
41.560 nos Dragões,
75.000 na infantaria,
Num total de 14.000 guarnições,
110.000 reservistas.



Marinha Imperial Russa - Российский императорский флот
20 de outubro 1696 é a data considerada como a real fundação da Marinha regular da Rússia, portanto a data do aniversário até hoje comemorado.
 Vários estaleiros foram em Voronezh, Kazan, Pereyaslavl, Arkhangelsk, Olonets, São Petersburgo, e Astrakhan.
Para proteger a costa conquistados e atacar linhas marítimas inimigas (Suécia e Império Otomano) foi organizada uma Frota de Galeras e outros barcos a vela, construídos na Rússia e adquiridos em outros países.
A princípio a base principal da Frota do Báltico estava em São Petersburgo, sendo transferida para Kronstadt, situada na ilha de Kotlin e as vizinhas ilhas menores do Golfo da Finlândia,  sob o Comado de Thomas Gordon, Cavaleiro da Ordem de São Alexander Nevsky, Comandante-Chefe do Porto de Kronstadt.
Novas bases foram estabelecidas em Vyborg, Helsingfors, Revel e Abo.
Em 1718 foi formado o Conselho do Almirantado - o órgão supremo da Marinha da Rússia, Адмиралтейств-коллегия — высший орган управления Военно-Морского Флота в России.
Em 1745 a Marinha russa possuía 130 embarcações à vela, incluindo 36 navios de linha, 9 fragatas, 3 shnyavas (navio de dois mastros usado para reconhecimento e serviços de mensageiro), 5 navios canhoneiras e 77 embarcações auxiliares. A frota a remo consistia de 396 embarcações.
“Os oficiais da Marinha para a frota foram fornecidos dentre os dvoryane (nobres) e marinheiros regulares - de recrutas. O serviço na marinha foi ao longo da vida. Filhos de nobres foram educados para o serviço naval na Escola de Matemática e Ciências da navegação, que havia sido fundada em 1701 em Sukharev Torre de Moscou. Os alunos muitas vezes eram enviados ao exterior para treinamento em frotas estrangeiras. Também era costume de contratar estrangeiros, que tinham experiência naval significativa, para servir na Marinha russa, como o norueguês-holandês Cornelius Cruys, o grego Ivan Botsis ou o escocês Thomas Gordon”.
A Catedral Naval em Kronstadt foi uma das várias catedrais, leia-se Arsenal de Marinha, da Marinha Imperial Russo.
Os princípios de organização da Marinha, métodos de ensino e de formação russos para a preparação de futuros colaboradores, e métodos para a realização de uma ação militar foram todos resumidos na Carta Naval (1720), escrita por Pedro, o Grande.
A Pedro, o Grande, Feodor Apraksin , Alexey Senyavin, Naum Senyavin , Mikhail Golitsyn , são geralmente creditado o desenvolvimento da arte russa de guerra naval.
Com Pedro a Frota Russa chegou ao auge de sua capacidade de combate.



  
Catedral Naval e a Chama Eterna



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CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 131 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, sétim...: Bandeira Imperial Russa 131 - AS REFORMAS PETRINAS.  Pedro, o Grande, sétima Conversa – os Imperadores da Rússia A Dinastia Roman...

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CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 131 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, sétim...: Bandeira Imperial Russa 131 - AS REFORMAS PETRINAS.  Pedro, o Grande, sétima Conversa – os Imperadores da Rússia A Dinastia Roman...

131 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, sétima Conversa .

Bandeira Imperial Russa

131 - AS REFORMAS PETRINAS.
 Pedro, o Grande, sétima Conversa – os Imperadores da Rússia
A Dinastia Romanov III.
História da Rússia monárquica.
Pedro I, o Grande (22 de outubro 1721 - 28 de janeiro de 1725)
Пётр I Великий (22 октября 1721 — 28 января 1725)

AS REFORMAS PETRINAS.
Reforma da administração pública
6-      O controle sobre as atividades dos funcionários públicos

A corrupção era generalizada, endêmica, todo mundo queria se dar bem, como no Brasil de hoje.

Em março de 1711, Pedro estabeleceu os Fiscais, Фискалы, fiscus, para assim poder tomar pé do que estava acontecendo e o Senado criou o cargo de обер-фискала, que numa tradução livre é Chefe dos Covardes, ou Delatores, estranho, mas eles tinham que inspecionar em segredo todos os funcionários públicos superiores e inferiores do Império, ou Estado, e montar um processo contra eles em caso de alguma denúncia, de corrupção, peculato, suborno, e todos demais tipos de suborno.
Os processos formados eram enviados ao Senado, que organizou um Tribunal especial composto de quatro juízes e dois senadores, para julga-los, entretanto eram tantos que essas funções foram entregues aos membros do Collegium de Justiça, que para instrui-los pediram a Pedro pata criar o cargo de Procurador-Geral, com subordinados diretos, o que foi feito.
Em agosto de 1711 foi nomeado a Nikita Moiseevich Zotov, Ники́та Моисе́евич Зо́тов, com o Título de Fiscal do Estado, Фискальная государственный, para comandar esse Corpo de Ficais, que deveria agir com máximo rigor, pois Pedro precisava desesperadamente de recursos para o Exército e modernização do Estado.
Assim, Nikita Moiseevich Zotov organizou uma cadeia de fiscais para “"visitar secretamente, para informar, denunciar, peculato, suborno, e todos os abusos, dos funcionários superiores e inferiores, e receber as denúncias individuais sobre esses casos.
Nikita Moiseevich Zotov e seu corpo de fiscais eram subordinados diretamente ao Soberano, e com isso não havia autoridade intermediarias entre eles o que dava Pedro a garantia do cumprimento de suas ordens a tempo e a hora.
Esses Ficais tiveram suas funções estendidas ao Exército, pois nele também havia uma grande corrupção. Eram eles que apresentavam nos Tribunais militares o relatório sobre crimes, realizavam os trabalhos da acusação durante o julgamento e depois de julgado fiscalizar o cumprimento das sentenças.
De acordo com os regulamentos militares de 1716 todas as fortalezas, крепостях, todos os regimentos, Полк, tinham que der esses ficais.
Mais, nada adiantou, pois...
... A corrupção era generalizada, endêmica, todo mundo queria se dar bem, como no Brasil de hoje.
Continua...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 130- Conversa- AS REFORMAS PETRINAS.- Pedro, o Gr...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 130- Conversa- AS REFORMAS PETRINAS.- Pedro, o Gr...: Duma dos Boiardos 130 - AS REFORMAS PETRINAS.  Pedro, o Grande, sexta Conversa – os Imperadores da Rússia A Dinastia Romanov III....

130- Conversa- AS REFORMAS PETRINAS.- Pedro, o Grande, sexta Conversa

Duma dos Boiardos

130 - AS REFORMAS PETRINAS.
 Pedro, o Grande, sexta Conversa – os Imperadores da Rússia
A Dinastia Romanov III.
História da Rússia monárquica.
Pedro I, o Grande (22 de outubro 1721 - 28 de janeiro de 1725)
Пётр I Великий (22 октября 1721 — 28 января 1725)

AS REFORMAS PETRINAS.
3- Reforma da administração pública:
Para ter sucesso Pedro sabia que tinha que reduzir a influência da Duma dos Boiardos, o Supremo Conselho, composto por representantes da aristocracia feudal, pois não confiava neles, tanto que durante suas partidas da Capital entregava os negócios de Estado a outros membros de seu entourage e jamais a um dos Boiardos.
Por volta de 1700, Pedro destruiu a Duma dos Boiardos como uma Instituição de Estado, uma Instituição que segundo a Tradição podia interferir nas decisões do Soberano.
Para substitui-la criou o Senado, composto por 9 membros, cuja missão era “Verificar os gastos estatais, principalmente detectar os desnecessários, as supérfluas retiradas, e coletar o máximo de dinheiro possível, pois eles servem para irrigar as artérias da guerra”. (Tradução Livre).
O Conselho passou a controlar além dos encargos e despesas do Estado, as relações com os Estados estrangeiros, a Justiça, o Comércio, a real operacionalidade dos nobres que prestavam o serviço militar, responsabilidade sobre os outros assuntos militares e civis agrupados em na antiga Разрядный приказ, que numa tradição livre quer dizer “Ordem de Descarga ou de Quitação”, órgão ligado a decaída Duma dos Boiardos.
As decisões do Conselho só seriam válidas por unanimidade de votos, caso um Senador discordasse o assunto estava encerrado.
“Assim, Pedro I delegou alguns dos seus poderes ao Senado, mas, ao mesmo tempo, colocou muita responsabilidade pessoal sobre os ombros de seus membros pessoalmente”.
Governo no Senado poderia tomar decisões, o que o tornou precursor dos futuros ministérios.
Várias reformas foram realizadas na Rússia Imperial a partir dessa até a Revolução de 1917.

4- Reforma Regional:


 Governador
O objetivo da Reforma Regional era dinamizar o trabalho no campo, na agricultura, e assim proporcionar um melhor abastecimento dos exércitos, das tropas.
Primeira Reforma - A Rússia foi dividida em oito Províncias chefiadas por um governador cada, dotados de toda a autoridade judicial e autoridade administrativa.
Os governadores também eram responsáveis no território pelas tropas ali acantonadas.
As províncias foram divididas em Unidades Administrativas de 5.536 metros.
Essa Primeira Reforma não deu certo e só aumentou as despesas do Estado, pois houve um aumento significativo de funcionários públicos e os custos de manutenção foram exorbitantes.
Segunda Reforma – tentou eliminar problemas, e as oito Províncias foram divididas em 50 províncias, também, chefiadas por governadores, que mantiveram a autoridade judicial e autoridade administrativa.
Essas novas províncias eram divididas em Distritos, distritos esses administrados por um Comissário nomeado pelo Senado, e depois pelo órgão responsável pelo Comércio, o Conselho do Comercio.
Todavia, sobre esses distritos o governador da Província permaneceu autoridade máxima sobre assuntos militares e judicias, nada tenho a esclarecer nem aos Comissário e nem ao Conselho do Comercio.

5- Reforma Judicial:

O Supremo órgão de Justiça era Senado e o Collegium de Justiça, ou Colegiado de Justiça, nas cidades haviam um Tribunal de Apelação, e um Tribunal Colegiado de primeira instancia.
Tribunais de primeira instancia nas Províncias, nos locais agrícolas, julgavam casos civis e criminais impetrados por quaisquer súditos residente, com exceção dos assuntos relacionados ao Clero e aos mosteiros.
Ações judiciais cidadãos urbanos só eram levados aos Magistrados das Cidades, caso não tenha sido resolvido no âmbito policial ou pelos juízes de pequenos julgados com exceção dos assuntos relacionados ao Clero e aos mosteiros.
Boiardos


Continua...

Família Russa.

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 129 - AS REFORMAS PETRINAS. Servos e População Liv...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 129 - AS REFORMAS PETRINAS. Servos e População Liv...: 129 - AS REFORMAS PETRINAS.  Pedro, o Grande, quinta Conversa – os Imperadores da Rússia A Dinastia Romanov III. História da Rú...

129 - AS REFORMAS PETRINAS. Servos e População Livre Urbana ou das Cidades;



129 - AS REFORMAS PETRINAS.
 Pedro, o Grande, quinta Conversa – os Imperadores da Rússia
A Dinastia Romanov III.
História da Rússia monárquica.
Pedro I, o Grande (22 de outubro 1721 - 28 de janeiro de 1725)
Пётр I Великий (22 октября 1721 — 28 января 1725)

AS REFORMAS PETRINAS.
Reforma:
2-      A Política Social: Nobreza, Servos e População Livre Urbana ou das Cidades;


A Política Social:
SERVOS
Em alguns trabalhos de origem russa os servos são chamados de campesinos ou agricultores, mas na realidade a Servidão, era o sistema dominava a agricultura da Rússia, portanto o Servo de Gleba, totalmente ligados ao solo onde viviam e trabalhavam, eram parte integrante da propriedade ou latifúndio.
Significado de Servo:
s.m. Classe de camponeses conhecidos como servos, ligados ao solo, que surgiu no começo da Idade Média. Socialmente um servo encontrava-se a igual distância de um cidadão livre e de um escravo.
O servo era ligado à terra, e obrigado a efetuar certos pagamentos e serviços ao seu senhor. Sob esse aspecto, não era livre.

A posição de servos:
Foram divididos em servos das grandes propriedades, ou latifúndios, dos mosteiros e do Estado.
SERVIDÃO
Significado de Servidão:
s.f. Estado do servo.
Privação da independência ou da liberdade.
Cativeiro, sujeição, dependência.
Encargo imposto a uma propriedade para proveito ou serviço de outra,
como passagem,
tirada de água etc.
Sinônimos de Servidão:
Cativeiro, dependência.
Servos.

Legislação Pedro, o Grande, tentou fazer algum abrandamento da servidão, até mesmo a possibilidade de criar uma saída.
A política de classe de Pedro I (a proibição da posse de servos) impediu a introdução do regime de servidão no Norte da Rússia.
Pedro instruiu o Senado, na elaboração de um novo Código que regulasse as formas de tráfico de servos, pois era "o costume na Rússia que os servos, ou suas famílias, fossem vendidos como gado”, porem esse Código não foi avante com a morte dele.
Os servos do Estado, ou camponeses de Estado, era uma classe composta por 19% da população, pela última estimativa de 1858 eles representavam 45% da população, o que dá para compreender bem a Revolução de 1917.
Legalmente foram considerados como "habitantes rurais livres" e por isso pagavam impostos, o que lhes dava condições de comparecer em tribunal, fazer acordos, etc..
Contudo, ao bel prazer do Estado, eles podiam ser concedidos a indivíduos como servos, pratica essa que durou até o reinado de Alexandre I em 1800.
Entretanto, as “Leis relativas aos servos, eram contraditórias”, mas o que se sabe é que sobre eles havia um imposto ou taxa, e mesmo taxas e impostos que eles deviam pagar apesar da situação vexatória, pois Pedro precisva desesperadamente de recursos.
População Livre Urbana ou das Cidades:
Termos que ter em mente que as ‘cidades’ russas na época de Pedro eram nada mais, nada menos, do que grandes aldeias, desprovidas de todos os confortos civilizados que nas cidades da Europa Ocidental já haviam sido concebidos e instalados, por isso a população urbana livre não passava de 3% da do Império.  
Em volta do Kremlin pastava vacas, chafurdavam porcos e galinhas eram criadas.
Com intuito de arrecadar impostos e taxas, Pedro dividiu a população citadina em duas partes:
I-                    A regular, súditos que residiam permanentemente nelas, composta por industriais, comerciantes, lojas de artesanato e guildas foram criadas;
II-                  Os que nelas não residiam.
Significado de Guilda:
s.f. Durante a Idade Média, em certos países europeus, associação que agregava pessoas que possuíam interesses comuns (comerciantes, artistas, artesãos etc.) com o propósito de oferecer assistência e segurança aos seus membros; hansa.
(Etm. do francês: guilde)
Sinônimo de guilda: hansa
Os súditos regulares podiam participar do governo das cidades, já que os governadores nomeados por Pedro foram pari passu substituídos por magistrados eleitos, que estavam incumbidos da cobrança de impostos e funções judiciais, o que acabou gerando os governos municipais eleitos.
O zelo do magistrado era revelado por sua boa ação em termos de recolhimento de impostos e taxas e “zé fini”...

Continua....

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 128 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, 4

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 128 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, 4: 128 - AS REFORMAS PETRINAS.  Pedro, o Grande, 4 - Conversa – os Imperadores da Rússia A Dinastia Romanov III. História da Rússia ...

128 - AS REFORMAS PETRINAS. Pedro, o Grande, 4


128 - AS REFORMAS PETRINAS.
 Pedro, o Grande, 4 - Conversa – os Imperadores da Rússia
A Dinastia Romanov III.
História da Rússia monárquica.
Pedro I, o Grande (22 de outubro 1721 - 28 de janeiro de 1725)
Пётр I Великий (22 октября 1721 — 28 января 1725)

AS REFORMAS PETRINAS.

Durante os 15 meses de estadia no estrangeiro, Pedro aprendeu muito, se civilizou muito, mas para levar a civilização ocidental a sua Corte, ao Clero, aos Boiardos, aos militares, ao povo em geral, teve que tomar medidas drásticas, pois os velhos costumes tinham que ser abandonados.
As Reformas foram assim divididas:
1-      Reforma da Autocracia
2-      A Política Social: Nobreza, Servos e População Livre Urbana ou das Cidades;
3-      Reforma da Administração Pública
4-      Reforma Regional
5-      Reforma do Judiciário
6-      O controle sobre as atividades dos funcionários públicos *
7-      Reforma militar **
8-      Reforma da Igreja
9-      Reforma religiosa
10-    Reforma Financeira
11-    Mudanças na Indústria e Comércio
12-   Transformações no domínio da cultura
13-   Educação

Reforma da Autocracia:
Antes de Pedro a sucessão ao Trono não era regulamentada por Lei, e era determinada pela Tradição.  Em 1722 ele promulgou um decreto sobre a ordem de sucessão. O decreto estipulava que caberia ao monarca reinante nomear seu sucessor, e ninguém mais. Esta lei vigorou até o reinado de Paulo I, Павел Петрович Романов, ou Pavel Petrovich Romanov, que reinou de 17 de novembro de 1796 até 23 de março de 1801. Pedro não usou esse Lei, pois morreu sem especificar um sucessor.

A Política Social:

O principal objetivo de Pedro I na política social era a definição dos direitos e responsabilidades de cada categoria ou classe na Rússia, dividida em Nobreza, Servos e População Livre Urbana ou das Cidades.
Como resultado, existe uma nova estrutura de sociedade, em que propriedades em natureza mais claramente formado. Eram direitos expandidos e as responsabilidades da nobreza, e, ao mesmo tempo, reforçou a opressão terra dos camponeses.
Para isso criou uma Tabela de Posição Social, Таблица социального положения, ou Tabela de Rangos, Табель о рангах, ou Tabela de Ranks, através de ukase ou ukase, указ, oukaz, ou seja, um decreto imperial, para modificar assim os efeitos da famosa Tradição.
Ela – a tabela-  regulava a Hierarquia militar, * a Hierarquia dos funcionários civis do Estado, a Hierarquia da Nobreza, num total de 14 graus ou classes.
Tchin ou Tchine, Чине, era os degraus da classificação da Tabela de Posição Social.
O mais baixo funcionário civil, mais que subalterno, era um Tchinovnik.
“A partir do oitavo tchin, quando alguém chegava ao posto de Membro do Conselho da Cidade ou Major no Exército, era-se considerado um verdadeiro nobre”.
O mais alto tchin era o degrau dos Príncipes, dos Marechais ou o Chanceler do Império.
**Pedro beneficiou sobre maneiras autoridades militares declarando-as acima dos funcionários civis e até mesmo judiciais.
Tal benefício proporcionou aos oficiais militares facilidade para ter acesso a chamada Alta Nobreza.
Para tanto criou a Ordem de Santo André, tendo como modelo da Ordem do Espírito Santo do Reino de França, que confere nobreza automaticamente para o agraciado.
Os 14 graus, ou ranks, ou rango, regulou a nobreza russa, Российское дворянство, mas estendeu o estofo de nobreza para aqueles que a conquistasse por mérito pessoal, já que até então ele só era reconhecido para os descendestes dos Ruríquidas, antigos Príncipes do Velho Estado Russo, dos Boiardos, enfim, dos nobres com ascendência Varegues desde os tempos do Rus' Kievana, conforme a Tradição.
Enfim essa Tabela de Ranks de Pedro foi modificada através dos tempos.
Com isso o poder dos Boiardos ficou enfraquecido, mas não foram abolidos, pois pessoas de outras classes podiam ser Dignitários do Estado.

Para eles, os Boiardos, Pedro criou o imposto sobre barbas, já que pela Igreja Ortodoxa a barba era símbolo de reconciliação do Homem com o Divino, e era Tradição usa-las
Na sua Corte não podia haver barbas, pois ele considerava uma pratica arcaica, um símbolo de atraso social, tanto que chegou a cortar algumas de alguns Boiardos, por isso está no item Política Social.
29 de agosto de 1698 foi emitido o famoso decreto "Sobre as vestimentas estilo dos alemães, a obrigação de fazer a barba e aparar os bigodes, sobre os dissidentes que não andariam neste traje e não cumprisse a obrigatoriedade da barba, e suas consequências”.
Pedro mandou organizar o Armorial da Nobreza da Câmara de Heráldica do Senado, em São Petersburgo, dividido em cinco volumes: o Livro de Príncipes do Império, o Livro de Condes do Império, o Livro de Barões do Império, o Primeiro Livro de Aristocratas sem título hereditário (antes da reforma) e o Segundo Livro de Aristocratas sem título hereditário (depois da reforma).
Pedro introduziu o título de Conde e de Barão, esse mui raro na Historia Russa.
A forma feminina de Knyaz, ou kniaz, em russo é knyaginya, княгиня ou kniahynia, a filha de um knyaz é uma knyazhna, княжна, e o filho, knyazhich, княжич, geralmente traduzido como "Príncipe" ou, mais raramente, como "Duque", nas fontes latinas, o título é geralmente traduzido como Conde (comes) ou Príncipe (princeps).
“A etimologia de knyaz é em inglês king, em alemão König, em sueco konung ("rei"), no finlandês e no estoniano (Kuningas), um termo vindo do primitivo Kuningaz da já extinta língua proto-germânica.
 Inicialmente era utilizado para se referir um líder tribal”.
“Posteriormente, com o desenvolvimento de estados feudais, tornou-se o título do monarca e no Velho Estado Russo, os rus' de Kiev, significava Ducado ou Principado (княжество – kniazhestvo)”.
“O Principado de Kiev, conforme crescia o grau de centralização, o monarca passou a ser chamado de velikiy knyaz (Великий Князь - "grão-príncipe ou grão-duque: fem.: velikaya knyaginya)”.
“Ele governava um Velikoe Knyazhestvo (Великое Княжество) (Grão-Ducado) subdividido em estados vassalos menores (udel, udelnoe kniazhestvo ou volost) governados por um udelny kniaz ou simplesmente kniaz”.
“Quando o Principado de Kiev se fragmentou no século XIII, o título de kniaz continuou a ser utilizado pelos soberanos de Moscou, Kiev, de Chernigov, de Novgorod,
de Pereyaslav, de Vladimir-Suzdal', de Tver,
da Galícia-Volínia e no Grão-Ducado da Lituânia”.

Quando a monarquia moscovita, москвич монархия, dominou o Velho Estado Russo, Rus 'de Kiev, o velikii kniaz Ivã IV, ou Ivã, o Terrível, foi coroado Czar de Toda a Rússia em 16 de janeiro de 1547, e com isso o Título foi introduzido para o Monarca de Moscou que, como vemos, se tornou Soberano de Toda a Rússia.  
Czar derivado do título latino de César (César) e é uma herança do Império Bizantino, do Caesar bizantino, pois a Rússia foi convertida pela Igreja Ortodoxa de Rito Grego.
E a nobreza foi, assim, organizados hierarquicamente:
Czar / Czarina (Царь и Царина)
Czarevich / Czarevna (Царевич / Царевна), filhos de Czar.
Czarevich / Czarevna (Царевич / Царевна), parentes do Czar.
Boiardo Kniaz (Боярин Князь) o mais alto Título de Nobreza.
Boiardo Servidor (Боярин и слуга - Boyarin slouga i) é a mais numerosa. Estes são os primeiros conselheiros de Moscou, todos os antigos príncipes soberanos foram incluídos nesta categoria.
Boiardo Armeiro (Боярин и оружейничий - Boyarin oroujyeynitchy i) Boiardos de segunda classe, dedicado ao comando do exército.
Boiardo Marechal (Боярин и конюший - Boyarin koniouchiy i) terceira classe dos Boiardos, dedicado a coudelarias e campos de estado.
Boiardo camareiros (Боярин и дворецкий - Boyarin Dvoretsky i): a menor classe de Boiardo, assuntos governamentais descentralizados.
Na Tabela de Pedro esse rank de Ivan, o Terrível, ficou assim:
Tratamento cerimonial:
Majestade, Величество, reservado ao Czar e sua esposa, a Czarina.
Ilustre, Сиятельный, reservado para os Príncipes.
a-      Príncipe Boiardo- obsoleto e pouco utilizado, mas não revogado.
b-      Príncipe- criados pelo Czar. Com a diminuição do número de famílias dos Príncipes Boiardos a importância desses novos Príncipes Imperiais e aumentada, é reforçada, passam a ser figuras de destaque na Corte Czarista.
c-       Conde – gozam de uma boa reputação, são alto funcionários civis e militares, e outras autoridades, bem como protegidos ou protegidas especiais do Soberano.
d-      Nobreza não Titulada. Familiares de Nobres, etc..
Essa Tabela de Posição Social tirou a inércia dos servidores civis e militares, bem como sacudiu os Boiardos, uma classe preguiçosa mais avida de bens e honras, e criou uma verdadeira concorrência no serviço do Estado dando valor a meritocracia, pela primeira vez na Rússia Czarista.
Para ele, Pedro reservou:
Император – Imperador:
Pela graça de Deus , a mais excelente e de grande Príncipe Soberano Pyotr Alekseevich, o governante todas as Rússias: de Moscou , de Kiev , de Vladimir , de Novgorod , Czar de Kazan , de Astrakhan e da Sibéria , Soberano de Pskov , Grande- Príncipe de Smolensk , de Tversk, de Yugorsk, de Permsky, de Vyatsky,de  Bulgarsky e de outros dominios, Príncipe -Soberano e Grande das terras Novgorod Nizovsky, de Chernigovsky, de Ryazan , de Rostov , de Yaroslavl , de Belozersky, de Udorsky, de Kondiisky , Soberano de todas as terras do norte, Soberano das Terras da Ibéria,  da Kartlian e de Kartli-Kakheti, das terras Kabardin, dos Príncipes circassianos e das montanha e muitos outros estados, de países ocidentais e orientais daqui e dali.
Czarevich ou Czarevna, царевич или Царевна usado para o herdeiro ou herdeira ao Trono. Podia ser o filho/a bem como o irmão do Imperador reinante no caso desse não ter filhos.
Grão-Duque ou Grã- Duquesa, великий князь или Великая Княгиня, Título de “uso exclusivo da Família Imperial. Os filhos, filhas e netos de um Imperador reinante tinham direito a esse Título, assim como os irmãos e irmãs do Imperador. Os filhos e filhas da segunda geração de Grão-duques são Príncipes ou Princesas de sangue imperial, que recebem o título de Príncipes ou Princesas da Rússia e com o tratamento de Altezas. Essa qualificação prossegue pela primogenitura masculina às gerações subsequentes. Os filhos e filhas das gerações seguintes recebem o tratamento de Alteza Sereníssima”.
Príncipe ou Princesa, Принц или Принцесса, Título transmissível tanto ao sexo masculino, quanto ao feminino. Se crê que na Rússia havia mais de dois mil Príncipes por todo o Império.
Conde ou Condessa, Эрл и графиня, os Titulados eram tão numerosos quanto os Príncipes.
Barão e Baronesa, Барон и баронесса, “O título de Barão só se conferia na Rússia muito raramente e sobretudo a banqueiros, a grandes industriais de origem estrangeira, e a judeus de alto mérito”.
Nobreza não titulada, ou a Nobreza sem Títulos, дворянства без названия, “ as velhas famílias não titulares eram praticamente inumeráveis”.
SERVOS _ A posição de servos:
Foram divididos em servos dos latifúndios, dos mosteiros e do governo.

E é o que veremos na próxima conversa. 


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 127 - Pedro, o Grande,3 - Conversa – A GRANDE EMBA...

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: 127 - Pedro, o Grande,3 - Conversa – A GRANDE EMBA...: Grande Embaixada de gravura contemporânea. Retrato de Pedro I em roupas marinheiro holandês. A Dinastia Romanov III. História d...

127 - Pedro, o Grande,3 - Conversa – A GRANDE EMBAIXADA - os Imperadores da Rússia.


Grande Embaixada de gravura contemporânea.
Retrato de Pedro I em roupas marinheiro holandês.


A Dinastia Romanov III.
História da Rússia monárquica.
Pedro I, o Grande (22 de outubro 1721 - 28 de janeiro de 1725)
Пётр I Великий (22 октября 1721 — 28 января 1725)

A GRANDE EMBAIXADA
Embaixadores Extraordinários e Plenipotenciários:
1-      Na chefia protocolar:
Franz Yakovlevich Lefort, Лефорт Франц Яковлевич - General-almirante, governador de Novgorod, sobre quem está escrito que “ao saber de sua morte, Pedror exclamou: "Eu perdi o meu melhor amigo no momento em que ele mais precisava de mim ...", data da morte 12 de Março de 1699;
2-      Fedor Alekseevich Golovin, Фёдор Алексе́евич Голови́н: Boiardo, Diplomata, Primeiro Marechal de Campo da Rússia Imperial, Ministro das Relações Exteriores e dos Assuntos Educacionais, General-Almirante- Chefe da Escola de Navegação, primeiro cavalheiro da mais alta condecoração do Estado - a Ordem de St. André, em 10 de Março 1699, Governador Geral da Sibéria, considerado o mais velho colaborador e amigo de Pedro, o Grande;
3-      Voznitsyn Prokofi Bogdanovich, Проко́фий Богда́нович Возни́цын -  Diplomata, secretário da missão, morreu no ostracismo depois de várias missões diplomáticas.

A Missão era composta por250 pessoas, e entre eles Peter Mikhailov, Пётр Михайлов, um policial do Regimento Preobrazhenski que era ninguém mais do que o próprio Czar Pedro, o Grande, o primeiro czar russo levou uma viagem para fora da Rússia.
Regimento Preobrazhenski, Преображенский лейб-гвардии полк, é um dos mais antigos e famosos Regimento de Guarda criado por Pedro, o Grande.
Disfarce que não vingou muito, não só pela majestade de sua pessoa, como, também, porque para burlar as convenções relacionadas com a etiqueta diplomática, Pedro preferia lidar pessoalmente com os governantes estrangeiros.

Objetivos:
1-      Pedir o apoio dos países europeus contra o Império Otomano, leia-se Turquia (meta nominal);
2-      Pedir o apoio das potências europeias para obter acesso irrestrito ao litoral norte do Mar Negro;
3-      Pedir o apoio dos Estados europeus na próxima Guerra do Norte;
4-      Convidar os especialistas estrangeiros de diversas áreas para trabalhar na Rússia e estudo dos métodos empregados por esses especialistas in loco;
5-      A compra de armas e de suprimentos militares;
6-      Aumentar o prestígio da Rússia na Europa, relatos de vitória nas campanhas de Azov;
7-      Estudo sobre a forma de atuação e estabelecimento de relações com as diversas Monarquias Europeias, incluso a Corte Papal (esse objetivo não foi alcançado).
NOTA: Seu resultado prático foi a criação de condições necessárias para organizar uma coalizão contra a Suécia, até então um poderoso Império.

Embaixada completa partiu de Moscou nos dias 9 e 10 de março 1697 com destino a Livonia (Ливония):
a-      No caminho o governador sueco de Riga, hoje a capital da Letónia, não permitiu a passagem da Embaixada e Pedro amaldiçoou o luga e foi para Élgava/Mitau (Éлгава/Мита́ва);
b-      Ducado da Curlândia (герцогства Курляндия и Семигалия), onde se entrevistaram com o Grão-duque;
c-       Polônia, em tempo de Interregnum e crise política. Pedro se imiscuiu na política polonesa a favor da eleição de Frederico Augusto I da Saxônia, ou Frederico, o Forte, pra Rei da Polônia e Grão-duque da Lituânia, o que fortaleceu a Rússia na região, principalmente contra Suécia;
d-      Konigsberg, primeira capital do Ducado da Prússia, antes de se tornar uma das principais cidades do Reino da Prússia e do Império Alemão antes de ser quase completamente destruída em 1945 e substituída pela atual cidade de Kaliningrado pelos soviéticos.
Foram recebidos pelo Príncipe- eleitor Frederick III de, Príncipe- Eleitor de Brandemburgo, Duque da Prússia de 1688 a 1701 e Rei na Prússia 1701 a 1713, em troca de seu apoio à Imperador Leopoldo I do Sacro Império Romano na Guerra da Sucessão Espanhola, contra a França, com o nome de Frederico I - Фри́дрих I.
Pedro teve longas conversas com a esposa do Eleitor, Sofia Carlota, e com a mãe dessa, Sofia de Hanover, nascida Sofia do Palatinado-Simmer.
Onde começou e parece terminou a estudar sobre artilharia com o tenente-coronel Sternfeld, recebendo o certificado de soldado artilheiro.
Foi assinado um Tratado estabelecendo o direito da Rússia de transportar os produtos de seu interesse para a Europa e vice-versa através do território do Eleitorado, e dos produtos do Brandemburgo passar pelo território Russo em direção a China e Pérsia.   
Acordos militares só verbais.
c-       Holanda, 1697, já havia um grande interesse dos holandeses pelo mercado russo, e o Czar se deu muito bem no país.
Sem parar em Amsterdam, Pedro foi para Zaandam, no norte, uma pequena cidade famosa por muitos estaleiros e oficinas de construção naval, se empregando no estaleiro local e para onde voltaria um número de vezes, a última em 1717. Na cidade ainda existe a casa onde ele se hospedou e que virou museu, a Het Tsaar Peterhuisje.
Mudou-se para Amsterdã. Através do prefeito de Vitzena ele obteve a permissão para trabalhar nos estaleiros da Companhia das Índias Orientais.
Trabalhou na construção da fragata “Pedro e Paulo”. Visitou fabricas, moinhos de vento, oficinas de todos os tipos, hospitais, asilos, fábrica de papel, etc.. Aprendeu a técnica da gravura e ainda fez a sua própria gravação, que ele chamou de "o triunfo do cristianismo sobre o Islã". Participou de aulas de anatomia, maneiras de embalsamar cadáveres, de dessecação de cadáveres, tendo realizado autopsias, o que gerou a criação do primeiro museu russo – Kunstkammer.
Quatro meses e meio, Peter passou na Holanda, mas não ficou satisfeito com os “mestres” holandeses manifestando isso em seu prefácio para o seu “Regulamentos para o mar”, Морскому регламенту.
d-      A convite pessoal do Soberano da Inglaterra e Irlanda, Guilherme ou William III , que também era o governante (estatuder) da Holanda, Zelândia, Utrecht, Gueldres e Overissel da República dos Países Baixos de Holanda , Pedro , no início de 1698 , visitou a Inglaterra .
e-      Permaneceu por cerca de três meses, primeiro em Londres e, em seguida, principalmente em Deptford, na margem sul do rio Tâmisa, onde estavam os estaleiros reais, sob a liderança Sir Anthony Dean, construtor naval último quartel do século XVII e um membro do Parlamento britânico, onde aprende novas técnicas. Viaja pela Inglaterra, vista a Frota Naval Inglesa, Observatório de Greenwich, a Casa da Moeda , a British Royal Society , da Universidade de Oxford, o Parlamento, as lideranças da Igreja anglicana, tudo vê e tudo quer aprender. Interessasse muito pelo aparelho para monitorar o vento que considera vital para sua Frota.
Finda a vista retorna para a Holanda.
f-       Vai para Viena, a grande capital do Sacro Império Romano Germânico.
No caminho aminho passava por Peter Leipzig, Dresden, Praga, e outras cidades até alcançar Viena.

No caminho, veio a notícia da intenção da Áustria e Veneza concluir com o Império Otomano um tratado de paz.
Pedro inicia negociações com o Imperador Sacro para a transferência de Kerch, uma cidade no leste da Crimeia na costa do Estreito de Kerch, para domínio russo, mas lhe é negado e em troca foi oferecida a preservação dos territórios conquistados. Sendo, também, negado o acesso ao Mar Negro.
Pedro engoliu em seco, ainda não estava preparado.
14 de Julho de 1698 teve uma reunião de despedida com Leopoldo I.
A embaixada era para ir para Veneza, para ver o Papa, mas de Moscou, veio a notícia de uma rebelião dos mosqueteiros, sempre eles, os Streletskii, com Sophia novamente em atuação, os rebeldes (2.200 pessoas) queriam entroniza-la, e a viagem foi cancelada.
Para continuar as conversações em Viena foi deixado PB Voznitsyn e o embaixador russo conseguiu apenas uma trégua de dois anos com o Império Otomano.
A revolta dos os Streletskii, ou Streltsy, Стрелецкое восстание, corpo de mosqueteiros, foi um movimento reacionário contra inovações progressivas de Pedro, o Grande, e um motim contra os rigores do serviço militar, e como sempre explorado por aqueles que eram contra a servidão, a situação dos servos da gleba.
Servidão é o status legal e econômico dos camponeses ("servos") no âmbito do sistema econômico da "senhoria" (direitos feudais sobre a terra). Os servos são trabalhadores rurais que estão vinculados à terra, formando a classe social mais baixa da sociedade feudal. Se a terra, gleba, fosse vendida os servos iam junto, mas eles não eram propriedade de ninguém e não podiam ser vendidos, pois não eram como escravos, que eram propriedade dos donos.

Os Streltsy de Moscou haviam servido nas campanhas de Azov e passaram a ser a guarnição da fortaleza, o que gerou certa insatisfação e em vez de retornarem a Moscou, foram enviados para a cidade de Velikié Louki, Великие Луки, ao sudeste de Pskov e 445 km ao oeste de Moscou.
A caminha foi longa e difícil sem cavalos para carregar as cargas, os homens as levavam nos ombros, passaram fome, pois os suprimentos não chegavam, enfim, foi um inferno na Rússia.
Muitos desertaram.
175 soldados ou Streltsy vão para Moscou para apresentar uma queixa, e fazem secretamente contato com Sophia, encarcerada no Mosteiro Novodevichy, na esperança de que ela seria a grande mediadora junto ao Czar.
As tentativas falharam e eles voltaram, o que provocou descontentamento generalizado.
Em 6 de junho de 1698, se amotinam e cerca de 4.000 homens marcham sobre Moscou tendo como finalidade primeira instalar Sophia, ou seu ex-amante e ministro no exílio Vasily Golitsyn, no Trono, segundo eliminar os Boiardos, Terceiro passar a fio de espada os estrangeiros, que consideram responsáveis ​​por parte de todos os seus infortúnios.
Mais, foram mobilizados visando o ataque surpresa quatro regimentos (Preobrazenski, Semenovtsi, Lefortov e Gordonov) e uma unidade de cavalaria comandados por Aleksei Shein e pelo General Gordon.
Em 18 de junho, os Streltsy foram derrotados a 56 quilômetros ao a oeste de Moscou.
Justiça foi feita e resultou na execução de 57 Streltsy e outros foram exilados.
Com a chegada de Pedro em 25 de Agosto de 1698 foi instaurado um inquérito sobre o motim.
“Entre setembro de 1698 e fevereiro de 1699, mais 1.182 Streltsy foram executados, 601 foram submetidos ao chicote e muitos marcados com ferro quente, outros exilados ou deportados, pois os sobreviventes e suas famílias foram forçadas a deixar Moscou.
A investigação e as execuções duraram até 1707.
Os regimentos de Moscou, que não haviam participado da rebelião, foram dissolvidos.
A sempre rebelde Czarina Eudóxia ou Evdokia Lopukhina, que também nessa se envolveu, foi enviada presa para um mosteiro em Suzdal, mesmo contra a vontade do clero.
Pedro não queria confusão no seu redil.

E assim acabou a Grande Embaixada.


Execução dos os Streletskii, ou Streltsy.
de

V. Surikov, 1881