terça-feira, 30 de junho de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: A CASA DA AUSTRIA

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: A CASA DA AUSTRIA:   E standarte  de los monarcas de la  Casa de los Austrias  en  España , usado desde 1580 hasta 1668. Casa de Austria CARLOS V ...

A CASA DA AUSTRIA

 
Estandarte de los monarcas de la Casa de los Austrias en España, usado desde 1580 hasta 1668.

Casa de Austria
CARLOS V & I 
Casa de Habsburgo ou a Áustria começou com Carlos I (V do Sacro Império Romano). Ele deixou para trás uma monarquia espanhola também foi, por algum tempo, soberana dos Países Baixos, uma grande parte da Itália e os principais territórios ultramarinos.

Philip III of Spain.jpg
FELIPE III.
Nome
Começo e fim do Reinado
Rainha consorte
Felipe III
«el Piadoso»
O Piedoso
Quarto filho do Rei Felipe II e sua quarta esposa e sobrinha Ana de Áustria.
Rei de Espanha, Sicília e Nápoles, Duque Titular de Borgonha e Duque de Milão - 13 de setembro de 1598 - 31 de março de 1621-  22 anos 6 meses e 18 dias
Rei de Portugal e dos Algarves – Como Felipe II - 13 de setembro de 1598 - 31 de março de 1621-  22 anos 6 meses e 18 dias
Nasceu no Real Alcázar de Madrid, Madrid, em14 de abril de 1578
Faleceu no Real Alcázar de Madrid, Madrid, 31 de março de 1621, com 42 anos de idade.
Assinava: Phelippe III, Rey das Espanhas.
Título completo:
Don Phelippe, por la Gratia de Dios, Rey de Castilla, de Leon, de Aragon, de las dos Sicilias, de Hierusalem, de Portugal, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valentia, de Galicia, de Mallorca, de Sevilla, de Cerdena, de Cordoua, de Corcega, de Murcia, de Jaen, de los Algarbes, de Guinea, de Algezira, de Gibraltar, de las Islas de Canaria, de las Indias Orientales y Occidentales, Islas y Tierra firme del Mar Oceano,
Archiduque de Austria,
Duque de Borgoña, de Milan, y de Lerma,
Conde de Habspurg, de Tirol y de Barcelona,
Senor de Bizcaya y de Molina, &c.
T.L.: Dom Felipe pela graça de Deus, o rei de Castela, Leão, de Aragão, as duas Sicílias, de Jerusalém, Portugal, Navarra, Granada, Toledo, Valentia, da Galiza, Mallorca, Sevilha, da Sardenha, de Córdoba, da Córsega, Murcia, Jaén, dos Algarves, da Guiné, de Algeciras, Gibraltar, as Ilhas Canárias, no Oriente e Índias Ocidentais, ilhas e continente do Mar Oceano,
Arquiduque da Áustria,
Duque de Borgonha, Milão e Lerma,
Conde Habsburg do Tirol e Barcelona,
Senhor da Biscaia e Molina, & c.
Reinado:
13 de setembro de 1598 - 31 de março de 1621, 22 anos 6 meses e 18 dias
Margarita de Austria-Estíria, filha de Carlos II de Styria- Arquiduque da Áustria, Duque de Styria, de Caríntia e Carniola e Conde de Göritz e María Ana de Wittelsbach-Habsburgo.
Filhos do casal Real:
1-      Ana Maria Mauricia da Austria, Infanta de Espanha, nasceu Palacio Real de Valladolid, Espanha, em 22 de setembro de 1601, e faleceu de câncer de mama em Paris, com 64 anos de idade, no dia 20 de janeiro de 1666.
Em França foi Anne d’Autriche, Rainha consorte de França e de Navarra de 21 de novembro de 1615 - 14 de maio de 1643, por seu casamento com Luis XIII, Rei de França e de Navarra. Regente do Reino da França, de 18 de maio de 1643 - 7 de setembro de 1651, 8 anos 3 meses e 30 dias, a minoridade de Luis XIV, o Rei Sol. 
2-      Maria da Austria, Infanta de Espanha, nasceu  Palacio Real de Valladolid, Espanha, em 01 de fevereiro de 1603,  e morreu no mesmo local em 2 de fevereiro de 1603.
3-      Felipe da Austria (08 de abril de 1605; † 17 de setembro de 1665), futuro Felipe IV
4-      María Ana de Austria, nasceu no Monasterio de El Escorial, 18 de agosto de 1606 , e faleceu em  Linz, 13 de maio de 1646, Imperatriz Sacra e outros Títulos por ser esposa de Fernando III , Sacro Imperador.
5-      Carlos da Austria, Infante de Espanha , nasceu no Real Alcázar de Madrid, em 15 de setembro de 1607, e faleceu no mesmo local em 30 de julho de 1632.
6-      Fernando da Austria, nasceu no Monasterio de El Escorial, em 16 de maio de 1609 ou 24 de maio de 1610, e faleceu em Bruxelas , Países Baixos habsburguianos , em  9 de novembro de 1641, Cardenal diácono de Santa María del Pórtico, gobernador del Estado de Milán y los Países Bajos Españoles, virrey de Cataluña, Administrador apostólico de la Archidiócesis de Toledo, omandante de las fuerzas españolas durante la Guerra de los Treinta Años, Capitán General del Ejército de Flandres, conhecido como o Cardeal-Infante.
7-      Margarita da Austria, Infanta de Espanha, nasceu no Monasterio de El Escorial, em 24 de Maio 1610, e faleceu no mesmo local em 24 de maio de 1610.
8-      Alfonso da Austria Infante de Espanha , nasceu Monasterio de El Escorial,  em 2 de setembro de 1611, e faleceu no mesmo local em 16 de setembro de 1612
Felipe IV
«el Grande», «el Rey Planeta»
Felipe Domingo Victor de la Cruz
Filho de Filipe III e da arquiduquesa Margarida da Áustria.
Nasceu no Palacio Real de Valladolid em 8 de abril de 1605.
Faleceu em Real Alcázar de Madrid em 17 de setembro de 1665.
Com 60 anos de idade.
Rei de Espanha e das Duas Sicílias - 31 de março de 1621 - 17 de setembro de 1665 -  44 anos 5 meses e 17 dias.
Rei de Portugal e dos Algarves - 31 de março de 1621 - 1 de dezembro 1640 -  19 anos 8 meses Soberano dos Países Baixos - 31 de março de 1621 - 17 de setembro de 1665 - 44 anos 5 meses e 17 dias.


Assinava:
Don Phelippe IV Rey de las Españas, Dom Phelippe III Rey de Portugal y el Algarve.
Título completo:
Don Felipe IV, por la gracia de Dios, Rey de Castilla, León, Aragón, las dos Sicilias, las Islas Canarias, Indias Orientales y Occidentales, las islas y tierra firme del mar, archiduque de Austria, duque de Borgoña, Brabante, Milán, el recuento de los Habsburgo, Flandes, Tirol, Barcelona, Señor de Vizcaya y de Molina, etc. y el rey de Portugal y Algarves, etc ...
TL:
Don Felipe, o quarto lugar, pela graça de Deus rei de Castela, Leon, Aragão, das Duas Sicílias, as ilhas Canárias, oriental e ocidental Índias, as ilhas e terra firme do Oceano, arquiduque da Áustria, duque de Borgonha, Brabant, Milão, contagem de Habsburgo, Flandres, Tyrol, Barcelona, senhor da Biscaia e Molina, etc. e Rei de Portugal e Algarves, etc...
Primeira União: Isabel de França , «la Deseada» - irmã de Luís XIII filha de Henrique de Navarra e Maria de Médici. Passou da França para a Espanha em 19 de novembro de 1615, na ilha dos Faisões, sendo entregue pelo Duque de Guise, enquanto os espanhóis entregavam a Infanta Ana d´Áustria para casar com Luís XIII. Foram pais de:
1-      Sua Alteza Real María Margarita da Austria, Infanta de España , nasceu e morreu no Real Alcázar de Madrid em 14 de agosto de 1621.
2-      Sua Alteza Real Margarita María Catalina da Austria, Infanta de España, nasceu e morreu no Real Alcázar de Madrid, no dia 25 de novembro de 1623 , e no dia 29 de dezembro de 1623, respectivamente.
3-      Sua Alteza Real María Eugenia da Austria, Infanta de España, Real Alcázar de Madrid, nasceu em 21 de novembro de 1625, e faleceu em 1627, em local ignorado.
4-      Sua Alteza Real Isabel María Teresa da Austria, Infanta de España, nasceu em Real Alcázar de Madrid, em 1627.
5-      Sua Alteza Real Baltasar Carlos da Austria, nasceu no Real Alcázar de Madrid, em 17 de outubro de 1629, e morreu na Cidade de Zaragoza, a Corte estava em viagem, em 9 de outubro de 1646), e Príncipe de Asturias, Príncipe de Gerona, Príncipe de Viana, Duque de Montblanc, Conde de Cervera, señor de Balaguer, y heredero universal de todos los reinos, estados y señoríos de la Monarquía Hispánica hasta su muerte.
6-      Sua Alteza Real María Ana Antonia, Infanta de España (17 de janeiro de 1635 - 6 de dezembro de 1636).
                           

María Teresa de Austria por Diego Velázquez.
Kunsthistorisches Museum de Viena.

7-      Sua Alteza Real María Teresa da Austria, nasceu no Monasterio de El Escorial, no dia 10 de setembro de 1638, e faleceu no dia 30 de julho de 1683, com 44 anos, no Palácio de Versailles, França.
Infanta de España, Rainha consorte de Luis XIV e quem deu o motivo para os Bourbon, como Borbóns, assumirem o Trono de Espanha.

Segunda União: Mariana de Austria, filha do Imperador Fernando III do Sacro Império Romano e do Infanta Maria Anna de Espanha, filha do Rei Filipe III de Espanha, foram pais de:
1-      Sua Alteza Real a Infanta Margarita Teresa da Austria, nasceu no Real Alcázar de Madrid, em 12 de julho de 1651, e faleceu de parto no Palácio de Hofburg, em Viena, 12 de março de 1673.  Foi Infanta de Espanha e consorte Imperatriz do Sacro Império Romano por seu casamento, em 1666, com seu tio, Leopoldo I, Imperador sacro.
2-      Sua Alteza Real a Infanta María Ambrosia de la Concepción da Austria, nasceu no Real Alcázar de Madrid, em 7 de dezembro de 1655, e faleceu no mesmo local, em- 20 de dezembro de 1655
3-      Uma criança natimorta (nascido morto), sem nome (1656).
Príncipe Felipe Próspero,
Por Diego Velázquez
Kunsthistorisches Museum de Viena.

4-      Sua Alteza Real o Príncipe Felipe Prospero da Austria, nasceu no Real Alcázar de Madrid, em 28 de novembro de 1657, e morreu no mesmo local em 1 de novembro de 1661, com 3 anos.
5-      Sua Alteza Real Infante Ferdinand Thomas da Austria,
nasceu no Real Alcázar de Madrid, em 1658 e morreu em 1659, no mesmo local.
6-      Sua Majestade o Rei Carlos II da Austria.



Portrait de Charles II en grand-maître de l'ordre de la Toison d'or, par Juan Carreño de Miranda, 1677.

Carlos II
«el Hechizado»
Carlos, o Enfeitiçado.
Filho de Filipe IV, Rei de Espanha e de Doña Mariana de Áustria
Nasceu no Real Alcázar de Madrid, Madrid, em 6 de novembro de 1661.
Faleceu no Real Alcázar de Madrid, Madrid, em 1 de novembro de 1700, com 38 anos.
Rei de Espanha e das Duas Sicílias de 17 de setembro de 1665 - 1 de novembro de 1700 - 35 anos 1 mês e 15 dias
Soberano dos Países Baixos de 17 de setembro de 1665 - 1 novembro 1700 - 35 anos 1 mês e 15 dias


Rei é bastante baixo, não malformado, cara feia; Ele tem um longo pescoço e um rosto comprido e encurvado; lábio típico da Áustria; não grandes, olhos azuis turquesa e pele fina e delicada. O cabelo é louro e longo, colocado para traz de modo que as orelhas são expostas. Não consegue endireitar o corpo para andar, pois está sempre curvado, e quando anda, tem logo que se encostar em uma parede ou mesa por falta total de instabilidade, o que revela que seu corpo é fraco, como, também sua mente é fraca.
 Ocasionalmente, ele mostra sinais de inteligência, de boa memória, e certa vivacidade.
Enfim, ele tem uma aparência lenta, indiferente, pois é desajeitado e indolente, parecendo atordoado.
De personalidade fraca, as pessoas que o rodeiam fazem dele o que querem.  


Rey de España, Portugal, Nápoles, Sicilia y Cerdeña, Duque de Milán, Soberano de los Países Bajos y conde de Borgoña, etc...


Primeiras núpcias com María Luisa de Orleans- Marie-Louise d’Orleans, chamado "Mademoiselle de Orleans" e "Mademoiselle", petite-fille de France.
Filha de Philippe d'Orléans. Monsieur le frère unique du Roi (Luis XIV) e de sua primeira esposa Henrietta Anne Stuart da Inglaterra, Madame, filha de Carlos I, o Decapitado, Rei da Inglaterra, e da Rainha Henriette Marie de France, filha de Henrique IV e Maria de Medici.
Consorte Rainha da Espanha, Nápoles e Sicília, e outros reinos, Duquesa consorte de Borgonha, Milan, Brabante, Luxemburgo e Limburgo e Condessa consorte de Flandres, etc.etc., de
19 de novembro de 1679 - 12 de fevereiro de 1689, logo por 9 anos 2 meses e 24 dias.
Sem filhos.

Segunda núpcias Marie-Anne de Neuburg, ou Mariana de Neoburgo, Marie-Anne de Neuburg, da Casa de Wittelsbach, filha do Eleitor Palatino do Reno, Philip William de Neuburg , e sua esposa Elisabeth Amalie de Hesse-Darmstadt .
Local e data de nascimento: Castelo de Benrath , Düsseldorf ( Berg ), no dia 28 de outubro de 1667.
Local e data da morte: Palacio del Infantado, ou El palacio de los Duques del Infantado, situado en Guadalajara, hoje comunidade autónoma de Castilla-La Mancha, em 16 de julho de 1740, com 72 anos de idade e esquecida por todos.
Este casamento permaneceu estéril, com toda a probabilidade por causa da saúde do Rei, e Marie-Anne de Neuburg queria fazer de seu sobrinho Charles III de Habsbourg (Karl von Habsburg), Sacro Imperador, e filho de sua irmã Leonor e de Leopoldo I, Sacro Imperador Romano Germânico, se tornasse Rei de Espanha. 
Mulher ambiciosa e sem escrúpulo foi duas vezes exilada, a primeira para o Alcázar de Toledo é um palácio fortificado sobre rochas, situado na parte mais alta de Toledo, na Espanha, de onde domina toda a cidade, vivendo na penúria.
Depois, já por Felipe V, o neto de Luis XIV, foi banida para Bayonne, cidade no sudoeste de França, Aquitânia, hoje no departamento de Pirineus Atlânticos, e lá viveu 32 anos esquecida por todos, e onde contraiu casamento secreto com um membro de sua comitiva, Jean de Larreteguy.
Quando Elisabetta Farnese, "la parmesana", sua sobrinha por Dorotea Sofía de Neoburgo, casou com Felipe V, ela foi autorizada a regressar a Espanha onde se instalou no Palacio del Infantado.
Rainha- consorte da Espanha, Nápoles e Sicília, e outros domínios de 14 de março de 1690 - 1 de novembro 1700, portanto por 10 anos 7 meses e 18 dias.


   

Real Monasterio de San Lorenzo del Escorial, Espanha.

Alcazar Real de Madrid, Espanha.
Sede da Corte destruído por um incêndio durante a Noite de Natal de 1734, sendo titular do trono Filipe V


O Hofburg, ou Palácio Imperial de Hofburg, é um grandioso palácio em Viena, Áustria. 
Residência oficial e centro do poder dos Habsburgo, soberanos da Áustria entre 1278 e 1918

sexta-feira, 26 de junho de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: INSTITUTO MOREIRA SALLES

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: INSTITUTO MOREIRA SALLES: Embaixador Dr. Walter Moreira Salles GLOSSÁRIO DE TÉCNICAS E PROCESSOS GRÁFICOS E FOTOGRÁFICOS D...

INSTITUTO MOREIRA SALLES






Embaixador Dr. Walter Moreira Salles



GLOSSÁRIO DE TÉCNICAS E PROCESSOS GRÁFICOS E FOTOGRÁFICOS DO SÉCULO XIX

Não seria exagerado afirmar que, depois da invenção da escrita, não houve invenção mais importante do que a da reprodução exata e múltipla de imagens.

Sem as técnicas de reprodução precisa de imagens, por meio de impressões em gravura e litografia, e posteriormente pela fotografia, muitas das ciências modernas e diversas tecnologias atuais, bem como os estudos arqueológicos e etnológicos, entre outros, não teriam se desenvolvido da mesma forma. Muitas áreas do conhecimento são totalmente dependentes da possibilidade de exata repetição de informações visuais ou pictóricas. Ou seja, longe de ser obras de arte de menor relevância, as impressões gráficas e fotográficas estão entre as mais importantes e poderosas ferramentas da vida e do pensamento moderno.

O século XIX representa um período fundamental para o desenvolvimento das bases da comunicação visual, e, consequentemente, da comunicação de massa, como a conhecemos hoje. Além da gravura, já conhecida no mundo ocidental desde o Renascimento, duas invenções amadurecem e se desenvolvem no decorrer desse século: a litografia e a fotografia.

O glossário aqui exposto remete a esse fértil período de reprodutibilidade da imagem e oferece um conjunto de técnicas e processos que ajudaram a popularizá-la. 

No topo da página: fragmento de "Casa impressora Lemercier, rue de Seine, n.7", c.1845. Anônimo francês.




AGUADASobreposição de finas camadas de qualquer tinta bem diluída em água sobre um suporte, em geral o papel. Essas sobreposições costumam ser feitas com tintas nanquim e sépia que, com maior ou menor concentração, ajudam a criar diferentes efeitos, de acordo com a intenção desejada.


ÁGUA-FORTEProcesso de calcografia – gravação em metal – em que a matriz é gravada pela ação de um ácido, não pela ação mecânica de um gravador, o que resulta em traços mais livres. Uma chapa de metal é coberta com verniz impermeabilizante e, com uma ponta de aço, a ponta-seca, é feito o desenho que, ao ser traçado, abre o verniz, removendo-o e expondo o metal que será corroído pelo ácido. O tempo de imersão no ácido determina a profundidade da gravação. O termo água-forte foi cunhado no século XVI, e referia-se originalmente à solução de ácido nítrico diluído em água. Mais tarde, passou a denominar o processo e a própria gravura resultante.


ÁGUA-TINTA
Inventada no século XVIII, essa técnica permite produzir superfícies com diferentes tons de claro e escuro. Uma chapa metaliza é pulverizada com alguma resina em pó, em geral o breu, e aquecida até fundir e criar uma camada protetora, em forma de pequenos pontos. A chapa é submetida a um banho de ácido – da mesma maneira que a água-forte -, e as áreas não protegidas pelos milhares de diminutos pontos são gravadas. Esse processo pode ser repetido inúmeras vezes, permitindo ao artista escurecer parte da matriz, criando texturas e diferentes áreas tonais.


AQUARELA
Técnica de pintura sobre papel que utiliza pigmentos puros e aglutinantes, diluídos em água, proporcionando uma tinta translúcida. A aplicação é feita em camadas transparentes, que, sobrepostas, intensificam a cor. O suporte mais utilizado é o papel, em geral de gramatura elevada. Por ser de rápida secagem, foi muito utilizada para pinturas ao ar livre, como no caso dos artistas viajantes.


BICO DE PENA
Técnica que utilizava penas de aves, cortadas em chanfro, para desenhar e escrever, depois substituídas por pontas metálicas com o mesmo formato, que geram um traço delicado. Conforme a maneira com que é pressionada contra o papel, o bico de pena libera tinta em maior ou menor quantidade, oferecendo à linha intensidades variadas. A tinta mais utilizada é o nanquim.


CARVÃO
Um dos mais antigos materiais para desenho, o carvão é feito a partir de madeiras de salgueiro ou de outras árvores, que são lentamente carbonizadas em um forno que chega a altas temperaturas. As varetas obtidas são usadas como instrumento de desenho e, ao passar pelo papel, deixam um denso traço negro.


CHINA-COLLÉ“China” refere-se a um papel extremamente fino, de origem asiática, e “collé” vem de colado, grudado, em francês. A técnica consiste em fixar uma folha desse papel entre o papel-suporte e a matriz litográfica, permitindo a impressão com detalhes mais precisos do que os obtidos pela impressão direta sobre o papel-suporte, em geral mais texturizado.


COLOTIPIA
Processo fotomecânico de impressão introduzido em 1870 e utilizado até hoje em pequena escala. Uma base de metal ou vidro recoberta com gelatina bicromatada é exposta à luz, em contato com um negativo, e produz uma matriz para impressão de imagens em pigmento. O endurecimento e a reticulação da gelatina, em função da exposição à luz, permitem a absorção diferencial de tinta pela matriz correspondente à gradação tonal da imagem fotográfica no negativo e posterior impressão de cópias (em geral utilizadas para ilustrações de publicações ou cartões-postais).


CRAYONTermo utilizado para designar um material composto por pigmento, argila e crê, produzido em pequenas barras, para desenhar. Por ser a marca mais popular, acabou ficando conhecido comocrayon Conte e é comercializado até hoje nas cores preto, branco, sépia, bistre e sanguínea. É utilizado como o carvão e, nos dois casos, o resultado são traços mais negros e aveludados que os da grafite.


FOTOGRAVURA
Processo de impressão fotomecânica desenvolvido por Henry Talbot em 1850 e aperfeiçoado pelo tcheco Karl Klic em 1879, também conhecido como “heliogravura”. Utiliza a luz para formar uma imagem fotográfica em uma chapa de cobre que, após ser tratada em ácido, recebe tinta e é impressa em papel de algodão. A chapa, recoberta por gelatina bicromatada fotossensível, é texturizada, como uma água-tinta, pelo depósito de grãos de resina. Em seguida, o cobre é mergulhado em sucessivos banhos de ácido, deixando a chapa pronta para ser entintada.


FOTOLITOGRAFIA
Processo de impressão litográfica em que o desenho é transferido para a pedra por meio da fotografia. Derivada dos experimentos com substâncias asfálticas, a pedra litográfica era revestida em betume fotossensível e exposta à luz em contato com a matriz fotográfica. A pedra revestida era lavada em terebentina, tingida e impressa, produzindo imagens em meio-tom. Alphonse Poitevin empregou o albúmen dicromatado, que era lavado em água para produzir uma superfície planográfica. O processo foi a base para a transferência fotolitográfica e a cromolitografia. Também levou à fotozincografia, em que se usa uma placa de zinco, posteriormente adaptada à litografia off-set.


GRAFITE
A grafite é um mineral que se origina naturalmente de transformações sofridas pelo carbono ao longo do tempo. É um material maleável que, quando pressionado sobre uma superfície, se desfaz, deixando um risco de cor escura. Sua utilização mais popular é a conhecida mina de grafite, obtida a partir de uma mistura entre pós de grafite e argila, que é submetida a altas temperaturas e permite, assim, regular o grau de dureza do lápis (quanto maior a quantidade de argila, mais rígido). A fórmula é atribuída a dois autores: o francês Nicolas-Jacques Conte e o austríaco Joseph Hardtmuth.


GUACHE
Assim como a aquarela, as tintas guache são diluídas em água. No entanto, sua película é mais espessa e flexível, pois leva em sua composição uma quantidade maior de aglutinante. Sua fórmula contém também uma pequena porcentagem de pigmentação branca, responsável por garantir a opacidade da tinta e permitir toques de luz e tons mais pálidos. As pinceladas do guache, aplicadas sobre o papel, escondem sua cor e textura, criando zonas de cor semelhantes às de uma pintura.


IMPRESSÃO EM MEIO-TOM
Processo de impressão por meios mecânicos, no qual se usam chapas ou matrizes preparados fotograficamente. A retícula de meio-tom (retícula uniforme também produzida fotograficamente) é composta de pontos que variam em freqüência (número por centímetro), tamanho ou densidade, produzindo gradações tonais que permitem a reprodução de uma imagem em tom contínuo.


LÁPIS DE COR
Fabricados de maneira muito parecida aos de grafite. A grande diferença é que os lápis coloridos não são aquecidos para que suas cores não se alterem. A mistura que os compõe contém, além de pigmento, um recheio de crê, tlaco ou caulim e um elemento de ligação, em geral uma goma de celulose.


LITOGRAFIA
Inventada na Alemanha no final do século XVIII por Alois Senefelder, essa técnica de impressão utiliza a pedra como matriz e é baseada no princípio de repulsão entre gordura e água. O desenho é feito sobre uma pedra de composição calcária com tinta ou lápis litográficos, ambos gordurosos. Utiliza-se, então, uma solução de goma arábica acidulada para cobrir toda a superfície. As partes protegidas pela gordura ficam lisas, enquanto as partes expostas são atacadas pelo ácido e adquirem uma textura porosa. A matriz é limpa e levada à prensa litográfica, onde é umedecida e, com a ajuda de um rolo, é aplicada uma tinta gordurosa. As áreas porosas, que absorveram a água, repelem a tinta, que fica retida apenas sobre as áreas lisas da pedra, que definem a imagem a ser impressa.


LITOGRAFIA A DUAS CORES
O processo é o mesmo que o da litografia, mas são utilizadas duas matrizes, que são entintadas com cores diferentes. No século XIX, era muito comum o emprego das cores preto e sépia, o que propiciava mais recursos visuais. As matrizes são impressas sobre o mesmo papel, de modo a deixar suas imagens sobrepostas. As áreas em branco, como nuvens no céu ou detalhes de roupa, são áreas do papel que permanecem expostas.


NEGATIVO / COLÓDIO ÚMIDO
Introduzido em 1851 por Frederick Scott Archer. A placa de vidro recebia uma camada de colódio (nitrato de celulose dissolvido em éter e álcool) contendo iodeto de potássio. Em seguida, era imersa num banho de nitrato de prata. A exposição devia ser feita com a placa ainda úmida, e o negativo era revelado imediatamente depois, numa solução ácida de sulfato de ferro, sendo em seguida fixado numa solução de cianeto de potássio. Os primeiros fotógrafos a utilizar esse processo enfrentavam uma série de dificuldades, como o inglês Roger Fenton, que, ao fotografar a Guerra da Crimeia, teve problemas devido à temperatura excessivamente alta, que secava suas placas antes que pudesse fazer os registros.


NEGATIVO / GELATINA
Introduzido em 1871 pelo inglês R.L.Maddox, era também conhecido como placa seca, em oposição às precedentes placas de colódio úmido, que deviam ser expostas à luz logo após o banho de sensibilização em solução de nitrato de prata. As placas de vidro, emulsionadas com gelatina, eram de manuseio mais fácil, pois podiam ser compradas já pré-sensibilizadas e expostas na câmera diretamente, sem nenhuma intervenção maior do fotógrafo. O preparo das emulsões de gelatina já contendo haletos de prata fotossensíveis para posterior aplicação sobre diversos suportes (vidro, papel, filme flexível) permitiu o desenvolvimento da indústria fotográfica tal qual a conhecemos hoje.


PAPEL ALBUMINADO
Introduzido pelo francês Louis Désiré Blanquart-Evrard em 1850, tornou-se o papel mais utilizado em cópias fotográficas até 1890. tem esse nome porque recebia uma camada de albúmen contendo cloreto de sódio e era sensibilizado em seguida com nitrato de prata. Obtido diretamente da clara do ovo de galinha, o albúmen é uma substância composta por várias proteínas e outros constituintes. Forma a camada adesiva transparente que mantém em suspensão sobre a superfície do papel a substância formadora da imagem fotográfica processada, isto é, a prata metálica. Fez sucesso devido a sua superfície bastante uniforme e regular, o que proporcionava uma fineza de detalhes superior à dos papéis usados até então (saltpapers).


PAPEL DE GELATINA E PRATA
Introduzido comercialmente por volta de 1880, permanece em uso desde então. Os dois principais tipos são: aqueles em que a imagem é produzida pela ação direta da luz (printing-out paper); e aqueles em que, após uma exposição de curta duração, a imagem latente é revelada quimicamente (development papers), e que possuem sensibilidade suficiente para permitir ampliações de negativos. Esse fato, no final do século XIX, revolucionou não só a prática de laboratório (não acondicionando mais a produção de cópias exclusivamente à exposição por contato dos negativos originais), como permitiu o desenvolvimento de câmeras e filmes fotográficos de pequeno formato.


PASTEL SECO
Conhecido também como crayon seco, é feito de pigmento em pó levemente aglutinado. Seu grau de dureza pode variar entre duro, médio ou macio, sendo este último o mais popular. Por ser feito a partir de pó e possuir uma consistência muito frágil, deve-se sempre usar sobre o desenho acabado um fixador, originalmente feito de goma-laca.


PLATINOTIPIA
Processo fotográfico para obtenção de cópias em papel que utiliza sais de ferro fotossensíveis e platina precipitada para a formação da imagem final. A imagem obtida é depositada diretamente sobre as fibras do papel, apresentando uma escala tonal rica e de extrema fineza. É um dos processos fotográficos considerados permanentes.


POCHOIRMuito utilizada desde o século XV, é uma maneira de aplicar áreas coloridas sobre uma gravura impressa em uma só cor. Para tal, cada área deve ter um estêncil recortado na forma desejada.


SÉPIA
Bastante popular no século XIX, esse pigmento era extraído da tinta natural da siba – um molusco similar à lula – e possuía uma coloração semitransparente de cor marrom-escura. Quando diluído em água, adquiria um tom castanho avermelhado. Foi amplamente utilizado na composição de tintas para diversos usos, seja para a pintura, com maior ou menor diluição em aguadas, ou para gravura. Por possuir um tom tão particular, o nome sépia passou a designar, além do pigmento, a cor que mais tarde passou a ser obtida quimicamente – e também as obras feitas a partir dessa tinta.


ZINCOGRAFIA
Gravação ou impressão em que se utiliza lâminas de zinco. O desenho é feito na lâmina com uma tinta especial, aprofundando os brancos com um banho de ácido que transforma o desenho em clichê, pronto para ser impresso. A técnica permite a utilização de recursos como luz, sobra e meios-tons.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: FELIPE II, o fanático Rei de Espanha

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: FELIPE II, o fanático Rei de Espanha: FELIPE II Carlos com seu filho Filipe, por Antonio Arias Fernándezc, c.1639–1640, Museu do Prado Um historiador não deve dar...

FELIPE II, o fanático Rei de Espanha


FELIPE II



Carlos com seu filho Filipe, por Antonio Arias Fernándezc, c.1639–1640, Museu do Prado

Um historiador não deve dar opiniões sobre os personagens da História, mas eu dou.
Depois de Adriano Imperador romano, de Hitler, de Himmler, o personagem, para mim, mais repulsivo é Felipe II.
Filho de e Carlos V& I, Rei e Imperador, e da belíssima Dona Isabel de Portugal, filha de Manuel I, Rei de Portugal, e Maria de Trastâmara y Trastâmara , Infanta de Aragão e Castela, filha dos Reis Católicos, Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão.
Nasceu no El Palacio Real de Valladolid, Valladolid, hoje na comunidad autónoma de Castilla y León, em 21 de maio de 1527.
Morreu no Monasterio de San Lorenzo de El Escorial es un complejo que incluye un palacio real, una basílica, un panteón, una biblioteca y un monasterio. Se encuentra en la localidad de San Lorenzo de El Escorial, en la Comunidad de Madrid, no dia 13 de setembro de 1598, com 71 anos de idade.
Para ser preciso “ em «Palacio de los Austrias» ocupa todo el mango de la parrilla de El Escorial y parte del patio Norte, construido en dos pisos alrededor del presbiterio de la Basílica y en torno al Patio de Mascarones”
Católico fanático, mas sexualmente muito ativo como o pai.
Foi o responsável pela maior vergonha que a Espanha passou em sua História, a derrota sofrida pela chamada Invencível Armada, la Grande y Felicísima Armada.
Grande y Felicísima Armada cuja missão era “invadir Inglaterra e destronar Elizabeth I. O ataque ocorreu no contexto da Guerra Anglo-Espanhola de 1585-1604, e falhou. A guerra se espalhou por mais de 16 anos e terminou com o Tratado de Londres de 1604”.


Transferência de soberania sobre a Holanda
em 25 de outubro de 1555 por Carlos V&I a Filipe II.
Pintura de História por Louis Gallait de 1841

Felipe foi:
Ao nascer Príncipe das Espanhas e Arquiduque da Áustria.
E mais:
Príncipe de Girona e Príncipe das Astúrias
Rex Catholicismus , ou Rey Católico
Rei do Chile, Rei de Castela, de Aragón, de Leão, de Navarra, de Granada, de Toledo, da Galiza, de Sevilha, de Córdoba, de Múrcia, de Jaen, Valencia, Maiorca, de Jerusalém de Portugal, dos Algarves e de ambos os lados do mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc., de Algeciras, de Gibraltar, das Duas Sicílias, de Nápoles, da Sardenha, da Córsega, da Inglaterra e Irlanda de jure uxoris com Maria, a Sanguinária, Rei titular da França, das Ilhas Canárias, da Índias, as ilhas e Continental do Mar Oceano ( pela Espanha).
Soberano dos Países Baixos.
Príncipe da Suábia.
Duque da Borgonha, de Milão, Duque de Atenas, de Neopatria, de Lothier, de Brabante, de Limburgo, de Luxemburgo, de Guelders.
Margrave de Oristano, Margrave do Sacro Império Romano.
Conde de Barcelona, de Charolais, Goceano, de Roussillon, de Cerdanya, de Flandres, de Artois, de Hainaut, da Holanda, de Zelândia, de Namur, de Zutphe.
Conde Palatino da Borgonha.
Conde Príncipe  de Habsburgo e do Tirol.
Senhor da Frísia, Salins, Mechelen, as cidades, vilas e terras de Utrecht, Overyssel, Groningen, de Molina, de Biscaia.  
Defensor da Fé e Vigário imperial de Siena
Dominator na Ásia, África
Cavaleiro do Tosão de Ouro
Grão-Mestre da Ordem do Tosão de Ouro
Grão-Mestre da Ordem de Calatrava
Grão-Mestre da Ordem de Alcântara
Grão-Mestre da Ordem de Santiago
Grão-Mestre da Ordem de Montesa
“Em 1584 , no Tratado de Joinville , ele foi denominado "Felipe, pela graça de Deus segundo do seu nome, Rei de Castela, Leão, de Aragão, Portugal, Navarra, Nápoles, Sicília, Jerusalém, Maiorca , Sardenha e as ilhas, Índias e terra firme do mar do oceano ; Arquiduque da Áustria; Duque de Borgonha, Lothier , Brabant, Limburgo , Luxemburgo , Guelders , e Milão, Conde de Habsburgo, Flandres, Artois , e Borgonha , Conde Palatino de Hainault , Holanda e Zeeland , Namur , Drenthe , Zutphen ; Príncipe de "Zvuanem"; Marquês do Sacro Império Romano; Senhor de Frisia , Salland , Mechelen , e das cidades, vilas e terras de Utrecht , Overissel , e Groningen ; Mestre da Ásia e da África "
Na medalha cunhada em 1583 trazia as inscrições " PHILIPP II HISP ET NOVI ORBIS REX "(" Felipe II, Rei da Espanha e do Novo Mundo ") e outras foram cunhadas com a inscrição “NON SUFFICIT ORBIS " (" O mundo não é o suficiente ").
A inscrição " O mundo não é o suficiente” reflete bem o porquê eu considero Felipe repulsivo.


                                                                             Felipe II

Felipe casou com
1-      Dona Maria Manuela de Portugal, Infanta portuguesa, da Dinastia de Avis, filha de João III e Catarina de Áustria, portanto sua prima, que foi Princesa herdeira de Portugal (1527-1535), Princesa-consorte das Astúrias (1543-1545), Duquesa- consorte de Milão (1543 – 1545) e foram pais de:
Carlos Lourenço da Áustria, nasceu em El Palacio Real de Valladolid, Valladolid, hoje na comunidad autónoma de Castilla y León, em 8 de julho de 1545, e faleceu em Madrid, 24 de julho de 1568, Príncipe das Astúrias de 1560 até sua morte em 1568, com 23 anos de idade.
Era doente, fraco, muito enfermiço como bom filho de primos.
2-      Com Maria, a Sanguinária. Sem filhos.
3-      Isabel de Valois, nascida Elizabeth de France, filha do rei Henrique II e Catarina de Médici, Princesa florentina da importante família Medici.  Nasceu no Château de Fontainebleau, no dia 2 de abril de 1545, e faleceu por complicações por causa de um aborto de um filho natimorto no “ «Palacio de los Austrias» no complexo do Monasterio de San Lorenzo de El Escorial, no dia 3 de outubro de 1568. Foram pais de:
a-      Filho natimorto (1560).
b-      Filhas gêmeas morreram pouco depois que nasceram (1564).
c-       Doña Isabella Clara Eugenia de Espanha (12 de agosto de 1566 - 01 de dezembro de 1633), Infanta de España, Archiduquesa de Austria, Soberana de los Países Bajos y de Borgoña, casou-se com Albert VII, Archiduque de Austria, Soberano de los Países Bajos y conde de Borgoña. Anteriormente había sido cardenal de la Iglesia Romana con el título de Santa Cruz de Jerusalén, Virrey e inquisidor general de Portugal, arzobispo de Toledo y Canciller Mayor de Castilla.
d-      Doña Catalina Micaela de Austria, Caterina Michela d’Asburgo, nasceu no “ «Palacio de los Austrias» no complexo do Monasterio de San Lorenzo de El Escorial, no dia 10 de outubro de 1567, e faleceu no Palazzo Madama, «Residencias de la casa real de Saboya», aos 30 anos, em Turim, na Savóia, hoje Itália, no dia 6 de novembro de 1597, casou-se com Carlo Emanuele I, el Grande, di Savoia, Duque de Savóia, conhecido como Bioca d' feu («Cabeza de fuego» ou "Cabeça de fogo").Infanta de Espanha, Arquiduquesa de Austria, Duquesa – consorte de Savóia, e Regente de Savóia durante várias ausências de seu marido.  
4-      Quarta e última esposa foi Anna von Österreich, Doña Ana de Austria, filha de Maximiliano II de Habsburgo, Imperador do Sacro Império e outros Títulos, primo de Felipe II, pois era filho de Ferdinando I, do Sacro Império, irmão de Carlos V&I.
A mãe era María de Austria y Portugal, filha mais velha do Imperador Carlos V&I, e de sua esposa, Dona Isabel de Portugal, filha do Rei D. Manuel I de Portugal, portanto meia-irmã de Felipe II.
Assim a noiva era sobrinha e prima, por isso houve dispensa do Papa Pio V.
Ela nasceu em 1 de novembro de 1549, em Cigales, provincia de Valladolid, la comunidad autónoma de Castilla y León, Espanha.
Faleceu vítima de uma gripe, mas gravida, em Talavera la Real, Badajoz, hoje comunidad autónoma de Extremadura, em 26 de outubro de 1580.
Foram pais de:
a-      Fernando da Austria, Príncipe das Astúrias, nasceu em 4 de dezembro de 1571, e faleceu em – 18 de outubro de 1578, com 6 anos.
b-      Carlos Lorenzo da Austria, Infanta de Espanha, * 12 de agosto de 1573 – † 30 de junho de 1575.
c-       Diego Félix da Austria, Príncipe das Asturias, *15 de agosto de 1575 – † 21 de novembro de 1582, com 7 anos
d-      Felipe III de España, llamado «el Piadoso», Rey de España, Portugal, Nápoles, Sicilia y Cerdeña, Duque de Milán.
e-      María da Austria, Infanta de Espanha, *14 de fevereiro de 1580 – † 5 de agosto de 1583.

Com vemos Felipe gostava disso à beça, quase morreu lá para os lados do morro do Encantado.



Cadeira de rodas de Felipe II

1595

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: CARLOS V&I E A DIVISÃO DA DINASTIA DOS HABSBURGOS

CONVERSANDO ALEGREMENTE SOBRE A HISTÓRIA.: CARLOS V&I E A DIVISÃO DA DINASTIA DOS HABSBURGOS:

CARLOS V&I E A DIVISÃO DA DINASTIA DOS HABSBURGOS

A Casa da Austria
Die Habsburger (auch Haus Habsburg)

"Pavão Habsburg" na cauda os domínios da Casa de Habsburgo, 1555.



Karl V. mit Ihrem Lieblingshund
Carlos V com o seu Cão favorito
por Jakob Seisenegger,
no Kunsthistorisches Museum
Museu de História da Arte em Viena




Brasão d’Armas de Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano




Brasão d’Armas de Carlos I, Rei de Espanha


Don Carlos por la gracia de Dios Rey de Romanos Emperador Semper Augusto.
Doña Joana su madre y el mesmo Don Carlos por la mesma gracia Reyes de Castilla, de Leon, de Aragon, de las dos Sicilias, de Ierusalen, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valencia, de Galicia, de Mallorcas, de Sevilla, de Cerdeña, de Cordova, de Corcega, de Murcia, de Jaen, de los Algarbes, de Algezira, de Gibraltar, de las Islas de Canaria, de las Indias islas y tierra firme del Mar Oceano,
Condes de Barcelona,
Señores de Vizcaya e de Molina,
Duques de Atenas e de Neopatria,
Condes de Ruysellon e de Cerdenia,
Marques de Oristan e de Gorciano,
Archiduques de Austria,
Duques de Borgoña de Bravante.

Karl der Fünfte, von Gottes Gnaden erwählter Römischer Kaiser, zu allen Zeiten Mehrer des Reiches, in Germanien, zu Kastilien, Aragon, León, beider Sizilien, Jerusalem, Ungarn, Dalmatien, Kroatien, Navarra, Granada, Toledo, Valencia, Galizien, Mallorca, Sevilla, Sardinien, Córdoba, Korsika, Murcia, Jaén, Algerien, Algeciras, Gibraltar, der Kanarischen und Indianischen Inseln und des Festlandes, des Ozeanischen Meers &c. König, Erzherzog zu Österreich, Herzog zu Burgund, zu Lothringen, zu Brabant, zu Steyr, zu Kärnten, zu Krain, zu Limburg, zu Luxemburg, zu Geldern, zu Kalabrien, zu Athen, zu Neopatria und zu Württemberg &c. Graf zu Habsburg, zu Flandern, zu Tirol, zu Görz, zu Barcelona, zu Artois und zu Burgund &c. Pfalzgraf zu Hennegau, zu Holland, zu Seeland, zu Pfirt, zu Kyburg, zu Namur, zu Roussillon, zu Cerdagne und zu Zutphen &c. Landgraf im Elsass, Markgraf zu Burgau, zu Oristan, zu Goziani und des Heiligen Römischen Reiches, Fürst zu Schwaben, zu Katalonien, zu Asturien &c. Herr zu Friesland und der Windischen Mark, zu Pordenone, zu Biscaya, zu Monia, zu Salins, zu Tripolis und zu Mecheln &c.

« Charles par la divine clémence Empereur des Romains, toujours Auguste, roi de Germanie, de Castille, de Léon, de Grenade, d’Aragon, de Navarre, de Naples, de Sicile, de Majorque, de Sardaigne, des îles Indes et terres fermes de la mer Océane, archiduc d’Autriche, duc de Bourgogne, de Brabant, de Limbourg, de Luxembourg et de Gueldre, comte de Flandres, d’Artois, de Bourgogne Palatin, de Hainaut, de Hollande, de Zélande, de Ferrette, de Haguenau, de Namur et de Zutphen, prince de Zulbanc, marquis de Saint-Empire, seigneur de Frise, de Salins, de Malines, le dominateur en Asie et en Afrique, roi de la Nouvelle-Espagne, du Pérou, de la Nouvelle-Grenade et du Rio de la Plata et suzerain des vice-rois de ces mêmes pays. »

Principais Títulos de Carlos V&I:


  Armadura equestre do Imperador Carlos 

                                                       Títulos
                                          Início e fim do uso deles
25 de setembro de 1506
16 de janeiro de 1556
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
Duque de Lothier (Alta Lotaríngia)
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
25 de setembro de 1506
05 de fevereiro de 1556
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
Conde de Charolais
25 de setembro de 1506
21 de setembro de 1558
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
25 de setembro de 1506
25 de outubro de 1555
12 de setembro de 1543
25 de outubro de 1555
12 de setembro de 1543
25 de outubro de 1555
14 de março de 1516
16 de janeiro de 1556
14 de março de 1516
16 de janeiro de 1556
14 de março de 1516
16 de janeiro de 1556
14 de março de 1516
25 de julho de 1554
28 de junho de 1519
24 de fevereiro de 1530
24 de fevereiro de 1530
24 de fevereiro de 1558
12 de janeiro de 1519
12 de janeiro de 1521


 Territorios controlados en Europa por Carlos I de España en 1519. Debido a la concentración de títulos en manos de Carlos I, Francia pasa a estar en una posición geopolítica complicada.
 Posesiones de Carlos V, emperador del Sacro Imperio Romano Germánico, que reinó en los reinos hispánicos como Carlos I.    Castilla    Aragón    Posesiones borgoñones    Herencias de territorios austríacos    Sacro Imperio Romano



Carlos velho e novo
destaque para o queixo 

Carlos era da figura alta e poderosa, mas não grande demais, com corpo escultural, bonitas pernas, braços fortes, irradiava majestade, com sua tez pálida, com a cabeça alongada, característica da linha austríaca de Habsburgo, e cabelos louros avermelhado.
Carlos tinha um problema de dicção, murmurava palavras, que não eram bem compreendidas, por causa de sua queixada. Seu queixo era grande e saliente (a parte de baixo era muito para frente, e a superior muito para trás), por isso sua boca não fechava completamente, já que havia uma diferença de dois dedos entre a parte inferior e a parte superior.
Era ciclotímico, ou seja, seu humor era instável, ficando dias em silêncio absoluto.
“A ciclotimia é considerada uma versão mais branda do distúrbio bipolar, uma vez que os episódios de hipomania e depressão tendem a ser de menor duração (cerca de quatro dias ou menos) e de menor gravidade”.
Era extremante cruel, e como era muito religioso o louvor a Deus é que lhe dava autocontrole,
Sofria diabetes (essa maldita doença que consome por dentro de maneira silenciosa, e que a mim também faz sofrer), de asma, de gota, essa doença o atormentou a maior parte de sua vida adulta, o que gerou a destruição da massa óssea, de complicações gastrointestinais, pois era muito guloso, e tinha grandes hemorroidas, o que o tornava insuportável viajar a cavalo, com isso era carregado em uma pequena liteira.
Em 2006, essas informações medicas vieram a luz através dos estudos dos restos mortais de Carlos preservados na Igreja do mosteiro de San Lorenzo de El Escorial.
Sabe-se que Carlos tinha grande apetite tanto na mesa (tomava cerveja no café d’amanhã), como sexual.



Viveu pouco junto a sua esposa, Dona Isabel de Portugal, com quem casou no dia 11 de março de 1526, no Alcazar de Sevilha, mas o suficiente para fazer 6 filhos, a saber:
1-      Felipe, o filho querido de Carlos V&I (21 de maio de 1527 - 13 de setembro de 1598), sucedeu a seu pai no Trono de Espanha, juntamente com suas possessões na América, os Países Baixos, Milão, Sardenha, Nápoles e Sicília, com o nome de Felipe II;
2-      Maria (21 de junho de 1528 - 26 de fevereiro de 1603), que em 1548 se casou com   Maximiliano II de Habsburgo, seu primo-irmão, filho de Ferdinando I do Sacro Império Romano e Ana Jagiello da Hungria e Bohemia;
3-      João (22 de março de 1529 - 1530)
4-      Fernando (19 de outubro de 1535 - 20 de março de 1538), Conde de Flandres;
5-      Joana (24 de junho de 1537 - 07 de setembro de 1573), que em 1552 se casou com seu primo João Manuel, Príncipe herdeiro de Portugal, e são os pais de Dom Sebastião, o Desejado, Rei de Portugal;
6-      Juan (30 de abril de 1539), natimorto, Dona Isabel de Portugal morreu de complicações no parto no dia seguinte, isso é, em 1 de maio de 1539.
Fora do casamento
Fora do casamento Carlos V&I teve uma filha com Johanna Maria van der Gheynst, de Oudenaarde, província de Flandres Oriental, Bélgica, a formosa e competente Margarida de Parma (1522-1586), Duquesa consorte de di Parma e Piacenza e Castro, por seu casamento com Octavio Farnesio, duca di Parma e Piacenza e il terzo duca di Castro, em 1559 nomeada Governadora dos Países Baixos Habsburguianos.
Fora do casamento, Carlos V&I teve uma filha com uma nobre dama de Nassau de nome Juana da Austria, de quem nada descobri.
Fora do casamento Carlos V&I teve uma filha com Orsolina della Penna, "a mais bela de Perugia ", mulher do nobiluomo Sinidaldo Copeschi di Montefalcone, que foi Tadea da Áustria, e “o que sabe sobre ela é que vivia em Roma, e em 1562 enviou um mensageiro ao seu irmão, Filipe II, para reconhecê-la como uma filha do Imperador”.

Don Juan de Austria

Fora do casamento Carlos V&I teve um filho com Barbara Blomberg, uma cantora de Ratisbona, hoje na região administrativa do Alto Palatinado, na Baviera, Alemanha, o celebre Don Juan de Austria, mas como a mãe logo casou com Jerónimo Píramo Kegell (Jerôme Pyramus Kegel), ele foi chamado de «Jerónimo» ou «Jeromín», nome de seu padrasto, e é com esse nome que ele foi trazido para a Espanha em junho de 1550.
No verão de 1554 passou a viver no castelo de Don Luis de Quijada, em Villagarcia de Campos, em Valladolid, e sua esposa, doña Magdalena de Ulloa, passou a cria-lo e educa-lo, com ajuda de Guillén Prieto, mestre em latim, do capelão García de Morales, e o escudeiro Juan Galarza.
Codicilo, é um documento que encerra certas disposições de última vontade, escrito, datado e assinado pelo próprio codicilante. Assemelha-se a um testamento, embora seja geralmente menor e seja menos formal a sua feitura, e remonta ao direito romano.
Carlos escreveu um “codicilo”, pouco antes de abdicar, datado de 6 de junho de 1554, no qual afirmava:
 «Por quanto estando yo en Alemania, después que embiudé, huve un hijo natural de una muger soltera, el que se llama Gerónimo».
T.L.: “ Quando eu estava na Alemanha, depois que enviuvei, tive um filho natural de uma mulher solteira, ele se chama Gerônimo”. 
Já estando no Monasterio de Yuste, Carlos ordenou a Don Luis de Quijada que trouxesse Gerônimo para viver ao pé de si.
Depois, Felipe II, seguindo o conselho de Carlos, expressa no codicilo de 1554, reconheceu a criança como um membro da família real. Eles mudaram o nome para Don Juan de Áustria. Foi lhe concedida “ Casa”, dirigida por Don Luis de Quijada, todavia não foi elevado a Infante de Espanha. Nas cerimonias oficiais sua posição era antes dos Grandes de Espanha, mas depois dos membros da Família Real, ou seja, uma posição protocolar intermediaria.
Era tratado como «Excelentísimo Señor»“ e não “ Alteza”.
Era sexualmente muito ativo e teve filhos naturais.
Com Maria de Mendoza, dama de honra de Joana da Áustria, princesa viúva de Portugal, mãe de Dom Sebastião, Rei de Portugal, teve uma filha, doña María Ana de Austria y de Mendoza, que foi “abadesa perpetua del cisterciense Monasterio de Santa María la Real de Las Huelgas, el 8 de agosto de 1611, la mayor dignidad eclesiástica a que una mujer podía aspirar”, onde morreu em 1621, aos 61 anos de idade. Ela nasceu em 1568, no Palacio Ducal de Pastrana, Guadalajara, hoje comunidade autónoma de Castilla-La Mancha, de propriedade de Doña Ana de Mendoza y de la Cerda, Princesa de Éboli, Duquesa de Pastrana y Condesa de Mélito, de  “una de las familias castellanas más poderosas de la época: los Mendoza, e esposa de Ruy Gómez de Silva (en portugués Rui Gomes da Silva), Príncipe de Éboli, duque de Pastrana y conde de Melito”, elevado por Felipe II.
Apesar das diferenças com Felipe II, Don Juan da Austria foi Governador dos Países Baixos Habsburguianos para seu irmão, e comandante da Santa Liga das Nações.



Apresentação de Don Juan de Áustria para o imperador Carlos V, em Yuste
Por Eduardo Rosales (Eduardo Rosales Gallinas pintor purista del siglo XIX español)
1869.

Carlos foi o responsável pela Divisão da Casa, formado assim o Ramo dos Habsburgos austríacos e o ramo dos Habsburgos espanhóis, chamada de casa da Austria, e porquê? Como?
Por abdicação de seu vastíssimo Império.
 Carlos havia consolidado o Poder dos Habsburgos no Sacro Império, na Itália, nos os Países Baixos e, principalmente, na Espanha e seu nascente Império de ultramar.
 A Europa o temia.
Os Príncipes germânicos tinham lutado sozinhos em uma verdadeira guerra civil dentro do Sacro Império, primeiro na Liga dos Cavaleiros, depois na Guerra dos Camponeses, contra as desordens do clero luterano, depois a rebelião dos anabatistas, por isso estavam se rebelando contra Der Kaiser des Heiligen Römischen Reiches Deutscher Nation, ou o Imperador do Sacro Império Romano de Nação Germânica, que na ocasião era Carlos de Gand, da Dinastia dos Habsburgos.
Carlos, cruel, não teve dúvida marchou contra os Príncipes e como resultado entregou os destinos dos Império nas mãos de seu irmão, Fernando I de Habsburgo, o outro Imperador.   
Mais, as coisas estavam complicadas na Europa, na África, na América, etc. e tal, então, velho, cansado, hemorroidário, abdicou em seu filho, Felipe II, no dia 16 de janeiro de 1556, as Coroas da Espanha, do Império espanhol em formação, dos domínios na península Itálica e a do seu amado Países Baixos.
A seguir, “Carlos pediu aos eleitores para aceitarem sua abdicação, e elegerem Fernando como seu sucessor, o que foi feito em 28 de fevereiro de 1558, sendo que deixou ao irmão as propriedades dos Habsburgo na Alemanha”.
Continuou em Bruxelas negociando com os Estados Gerais dos Países Baixos, e só depois é que com suas duas irmãs (Leonor de Áustria e Maria da Hungria) viajou para a Espanha, recolhendo-se ao Monasterio de Yuste, um misto de convento e palácio da Orden de San Jerónimo, perto da cidade de Cuacos de Yuste, na região de La Vera, a nordeste da província de Cáceres, Espanha.
Carlos morreu em “21 de setembro de 1558 de malária, após um mês de agonia e febres, causada pela picada de um mosquito da água estagnada de uma das lagoas circunvizinhas ao mosteiro”.


Assim Fernando de Habsburgo y Trastámara, que nasceu no palácio do arcebispo de Alcala de Henares, em 10 de março de 1503, o neto favorito Fernando, o Católico, Rei das Espanhas, que foi educado na Espanha por esse seu avô para sucede-lo, passou a ser o Chefe da Casa de Habsburgo na Austria e domínios na Europa central Habsburguianos, como, também, no des Heiligen Römischen Reiches Deutscher Nation, ou Sacro Império Romano de Nação Germânica, ou seja, Chefe do Habsburgos da Austria.

Felipe II.

E Felipe II de España, llamado «el Prudente», Rey de España, Portugal, Nápoles, Sicilia, Cerdeña, Duque de Milán, soberano de los Países Bajos y Duque de Borgoña, rey de Inglaterra e Irlanda iure uxoris de Maria, la sangrenta, passou a ser o Chefe dos Habsburgo em Espanha, chamada de La Casa de Austria, el nombre con el que se conoce a la dinastía Habsburgo reinante en la Monarquía Hispánica en los siglos XVI y XVIII.




Árbol genealógico de los reyes de España y familia de la casa de Austria (en azul).



Continua...