terça-feira, 23 de junho de 2015

Continuação - Dinastia Trastámara.

Continuação - Dinastia Trastámara.



Joana a Louca e Filipe o Belo
Detalhes do Juízo Final
Triptych* de Zierikzee,
Pelo Mestre de Affligem, um pintor de Flandres
Royal Museums de Belas Artes da Bélgica
1 de janeiro de 1505
*Um tríptico, é geralmente, um conjunto de três pinturas unidas por uma moldura tríplice (dando o aspecto de serem uma obra), ou somente três pinturas juntas formando uma única imagem. Considerada uma criação cristã, é atualmente não somente utilizado em quadros devocionais, pois, muitos artistas usam principalmente em pequenas coleções.
Existem trípticos dobráveis e outros completamente rígidos. Os dobráveis, são na verdade um painel com duas portas (uma de cada lado), que podem fechar escondendo assim as três imagens, semelhante a um oratório, feito por sinal para pinturas pequenas ou leves (ao lado um exemplo de tríptico dobrável). Os rígidos são utilizados mais para serem colocadas obras grandes que não devem ser movimentadas devido ao seu peso ou somente pinturas pesadas.

Juana I de Castilla, llamada «la Loca» (Juana I de Castela, chamada de “ A Louca”) casou em 20 de outubro 1496 com Felipe I de Castilla, llamado «el Hermoso» (Felipe I de Castela, chamado "O Belo"), nascido Arquiduque da Austria, primogênito de Maximiliano I, Sacro Imperador Romano e Maria de Borgonha, no escopo dos Habsburgos da política dos ‘casamentos vantajosos’, como veremos.


Frederico III de Habsburgo

O pai de Maximiliano foi Frederico III de Habsburgo, filho de Ernesto, o de Ferro, Duque da Áustria Interior - Estíria, Caríntia e Carniola - (Ernst der Eiserne, Herzog von Innerösterreich - Steier, Kärnten, Krain).
A mãe de Maximiliano foi Dona Leonor de Portugal, Infanta de Portugal, filha de Dom Duarte I, Rei de Portugal, e de Dona Leonor de Aragão, essa filha de Don Fernando I, Rei de Aragão, com Leonor Urraca de Castela, a famosa Condessa de Albuquerque, da Casa Real de Trastámara e Aragão.
Dom Duarte I, Rei de Portugal, da Dinastia de Avis, era um soberano rico, graças “ao comércio de açúcar das ilhas atlânticas, de escravos, d’ouro, da malagueta da costa africana, pois o nosso querido Portugal do século XV estava em franco crescimento económico”, portanto casar com um filho, ou uma filha, sua era realizar um “casamento vantajoso”.
“Casarem em 16 de março de 1452, em Roma, e os dois foram coroados na Basílica de São Pedro pelo Papa Nicolau V Imperador e Imperatriz do Sacro Império Romano Germânico. Frederico III foi o último imperador do Sacro Império Romano a ser coroado em Roma”.
O Dote serviu para consolidar o Poder de Frederico III.
E Frederico a seguir cobriu Eleonore Helena von Portugal, Kaiserin consort des Heiligen Reiches, Königin von Deutschland und Erzherzogin Gemahl von Österreich, de filhos:
Arquiduque Cristóvão (16 de novembro de 1455 - 21 de março de 1456)
Maximiliano I, Sacro Imperador Romano (22 de março de 1459 - 12 de janeiro de 1519)
Arquiduquesa Helena (03 de novembro de 1460 - 28 de fevereiro de 1461)
Arquiduquesa Kunigunde (16 de março de 1465 - 06 de agosto de 1520), casou com Albert IV, Duque da Baviera
Arquiduque João (9 de agosto 1466- 10 de fevereiro de 1467),
Eleanor morreu em Wiener Neustadt, localidade ao sul de Viena, em 03 de setembro de 1467, e está sepultada e, enterrado no Mosteiro cisterciense de Neukloster, em Neukloster, distrito de Nordwestmecklenburg, estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

Carlos, o Temerário.

O nobre , sem dúvida nenhuma, mais poderoso da época era Carlos, o Temerário, em alemão: Karl der Kühne, de la maison capétienne de Valois-Bourgogne, Duque da Borgonha, Duque de Brabante, Duque de Lothier (título honorário que vai junto com a do Duque de Brabant), Duque de Limburgo, Duque do Luxemburgo, Duque de Gelderland, Conde de Flandres, de Artois, Palatino de Borgonha (Franche-Comté), de Hainaut, de Holland, da Zelândia, de Namur, de Vermandois, de Ponthieu, de Charolais , de Auxerre, de Mâcon, de Boulogne, de Zutphen , e Marquês de Antuérpia.
Sua influência sobre a Picardia (essencialmente, as cidades do Somme), Principado de Liége, o Ducado- Bispado de Utrecht, os Ducados de Cleves, de Lorena, de Bar, de Bouillon, os Condados de Nevers, de Rethel, de Montbéliard, os Bispados de Metz, de Toul, de Verdun, da Basileia, Landgraviato da Alta Alsácia, Sundgau, sul da região da Alsácia (leste França), País de Breisgau, no hoje estado de Baden-Württemberg, era inconteste.
Portanto, Carlos, o Temerário, além de influente era riquíssimo.
Carlos, o Temerário, membro da ‘Segunda Casa de Borgonha - Valois-Bourgogne’ , Príncipe de Sangue Real francês, descendente direto de João II, o Bom (Jean II, le Bom), Rei da França de 22 de agosto de 1350 - 8 de abril de 1364, através de Filipe, o Audaz, « Philippe le Hardi », Príncipe de França, Duque de Touraine, Conde de Flandres e Artois e Conde Palatino da Borgonha, uma das personagens importantes do século XIV, filho mais novo do Rei João II, o seu favorito, e de Bona de Luxemburgo, que recebeu em doação total e hereditária o Ducado de Borgonha, e , simultaneamente, a elevação a Primeiro Par de França, com confirmação e reconhecimento por Carta Patente de 2 de junho de 1364, promulgada por seu irmão, Carlos V, Rei de França.
Carlos, o Temerário, era filho de Filipe III de Borgonha, dito Filipe, o Bom, da terceira geração dos Valois-Bourgogne a frente do governo do Ducado da Borgonha, cujo pai foi apunhalado por ordem de Carlos VII, o Vitorioso, Rei de França, o que o tornou um aliado da Inglaterra, que com a Paz de Gravelines entre Filipe, o Bom e Henrique VI de Inglaterra, que permite a retoma do comércio entre a Inglaterra e Flandres, se torna “o mais poderoso Príncipe da cristandade”.
Por parte de mãe Carlos, o Temerário, era filho de Dona Isabel de Portugal, Infanta de Portugal, única filha de Dom João I, O de Boa Memória pelo legado que deixou, Rei de Portugal e Algarves de 6 de abril de 1385 - 14 de agosto de 1433, Grão-Mestre da Ordem de Avis, fundador da Dinastia de Avis ou Dinastia Joanina, que “ organizou em seu novo Ducado uma Corte refinada e erudita”, e de Filipa de Lencastre - Philippa of Lancaster, filha de João de Gante (John of Gaunt), primeiro Duque de Lancaster, esse filho de Eduardo III, Rei da Inglaterra e Felipa de Hainaut,  e sua primeira esposa Blanche de Lancaster, ambos  da Casa Plantageneta já que eram primos.
Dona Isabel de Portugal era irmã dos ilustres Príncipes lusitanos:
1-      Duarte I, Rei de Portugal, sucessor do pai no Trono português, poeta e escritor
2-      Pedro, Duque de Coimbra, foi um dos Infantes mais esclarecidos do seu tempo, o "Infante das Sete partidas". Tendo recebido nelas o feudo de Treviso, com o título de Duque de Treviso, pelo imperador Segismundo da Hungria, e investido cavaleiro da Ordem da Jarreteira pelo seu tio Henrique IV, Rei da Inglaterra. Foi Regente durante a minoridade do seu sobrinho, o futuro Rei D. Afonso V e morreu na Batalha de Alfarrobeira, lutando contra esse mesmo sobrinho.
Batalha essa onde também faleceu Álvaro Vaz de Almada, Conde de Abranches, valido do Infante Dom Pedro. O Conde “que «encarnou» completamente o espírito de cavalaria medieval, que se ainda vivia na época no Ocidente e não só, e através da sua vida podemos ver o muito que ela continha. Isso na forma de pensar, pelo que se debateu e como agiu nas várias circunstâncias, e como os outros reagiram”.
“Segundo conta a crónica de Rui de Pina (Guarda, 1440  — 1522) foi um cronista e diplomata português a serviço de Dom João II, “entre as quais se destaca a representação dos interesses portugueses em Barcelona, após a viagem de descoberta de Colombo, procurando delimitar, em negociações que prenunciavam já o Tratado de Tordesilhas, os domínios destinados a Portugal e aqueles destinados a Espanha”) , morre heroicamente com um brado da sua boca sabendo da sua "sorte" e que não podia fugir a ela para não cair em desonra, por ter feito um pacto de sangue com o seu "príncipe" e maior amigo antes dela começar, que desde então ficou célebre:
 "Meu corpo sinto que não podes mais, e tu, minh'alma já tarda; é fartar vilanagem".
3-      Henrique, O Navegador, Infante de Sagres, Duque de Viseu, senhor da Covilhã - porta da Serra da Estrela, investiu a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia
4-      João, Infante de Portugal, 3.º Condestável de Portugal, Mestre da Ordem de Santiago, 1.º Senhor de Reguengos, Colares e Bela, e avô de Isabel, a Católica, Rainha de Castela
5-      Beato Fernando, o Infante Santo, 1º Senhor de Salvaterra de Magos, hoje concelho de Salvaterra de Magos, e de Atouguia da Baleia (uma freguesia portuguesa do concelho de Peniche).
Beatificado em 1470, pelo Papa Paulo II, com festas em 5 de junho.
O Infante Santo faleceu como refém no cativeiro muçulmano em Fez, diante da recusa do Infante Dom Henrique em devolver Ceuta, sacrificado assim aos interesses do país. Faleceu em Fez, 5 de junho de 1443.
Ele sabia que ia morrer nas mãos dos mouros, tanto que “ao despedir-se do seu irmão Dom Henrique, lhe terá dito:
"Rogai por mim a El-Rei, que é a última vez que nos veremos!".
O Infante Santo está sepultado na Capela do Fundador no Mosteiro da Batalha, onde hoje repousam ao lado dos pais e irmãos.
Esses Príncipes eram membros da “Ínclita Geração” - é o epíteto dado na História de Portugal aos filhos do rei João I de Portugal (1356-1433) e de Filipa de Lencastre (1360-1415).1 Foi cunhado pelo poeta Luís de Camões em "Os Lusíadas" (Canto IV, estância 50):
"Mas, pera defensão dos Lusitanos,
Deixou, quem o levou, quem governasse
E aumentasse a terra mais que dantes:
Ínclita geração, altos Infantes."
A expressão refere-se ao valor individual destes príncipes - os que chegaram à idade adulta, uma vez que os dois primeiros filhos do casal morreram ainda crianças - que se destacaram em sua época pelo seu elevado grau de educação, valor militar, grande sabedoria e predominância na vida pública portuguesa.
Com essas Linhagens Carlos, o Temerário, só podia ser o que foi:
Um Príncipe poderoso orgulhoso de suas Linhagens.
Carlos casou 3 vezes: 
1-      Catarina (Catherine) de França, filha de Carlos VII, Rei de França e de Marie d'Anjou. Ela com 12 anos e ele com 6 anos. Ela morreu com 18 anos.
2-      Isabelle de Bourbon, filha de filha de Carlos I de Bourbon, Duque de Bourbon e Agnes da Borgonha, uma Princesa de sangue real, descendente de São Luís, por Roberto de Clermont, o fundador da Casa Capetiana de Bourbon. Ela levou como dote o senhorio de Château-Chinon, que mais tarde tornou-se o Condado de Chateaux-Chinon, uma antiga fortaleza feudal no centro da atual região de Bourgogne. Foram pais de:
Marie de Bourgogne, Maria, a Rica, Duquesa da Borgonha, herdeira única de todos os Títulos, feudos, e senhorios do pai. (Duchesse de Bourgogne et de Brabant, comtesse de Flandre, de Hainaut et de Hollande…, Fille unique du Duc de Bourgogne Charles le Téméraire
3-      Margarida de York e Margaret Plantageneta, Princesa da Casa de York- Inglaterra, irmã dos Reis Eduardo IV e Ricardo III de Inglaterra.



Blason d’Armes
Marie de Bourgogne
Deux grandes parties:
1-      Le premier (gauche) pour Maximilien Ier de Habsbourg coupé du parti d'Autriche ancien et d'Autriche moderne, et du tiercé en pal de Styrie, de Carinthie et de Carniole, sur le tout de Tyrol.
2-      Le deuxieme (doit) écartelé en 1 et 4 d'azur semé de fleurs de lys d'or à la bordure componée d'argent et de gueules et en 2 parti de bandé d'or et d'azur de six pièces, à la bordure de gueules et de sable au lion d'or, armé et lampassé de gueules et en 3 parti de bandé d'or et d'azur de six pièces, à la bordure de gueules et d'argent au lion de gueules armé et lampassé d'or. Sur le tout d'or au lion de sable armé et lampassé de gueules

Ora, Frederico III tinha criado para si e sua família o conceito de que a Austria, leia-se os Habsburgos, tinha que governar o mundo, tanto que adotou como Divisa AEIOU, que corresponde ao Latina "Austria é imperar orbi universo", em alemão: “ales isto Österreich Erdreich Untertan (que significa " Cabe a Áustria para governar o mundo "), com isso foi buscar pilares para sua política de “ Casamento vantajosos”, já que afirmava aos quatro ventos “Lassen Sie andere tun die Kriege, aber du, glückliches Österreich, soll heiraten”, T.L.: Deixe que os outros façam as guerras, mas você, feliz Áustria, deve se casar”, e encontrou em Maria da Borgonha, a Riquíssima Maria, e de nobilíssimas famílias, o que procurava. 




Frederick III, Holy Roman Emperor and Eleanor of Portugal, Holy Roman Empress

Detalhe:
A mulher de Frederico III era Dona Leonor de Portugal, filha de um dos Príncipes da Ínclita Geração, El Rey Dom Duarte I, O Rei Filosofo, que era irmão da mãe de Carlos, o Temerário, a Dona Isabel de Portugal, Duquesa consorte da Borgonha, portanto, Maximiliano e Maria eram primos.
Em Gante, em neerlandês e alemão Gent e em francês Gand, hoje uma cidade e município belga, capital da província da Flandres Oriental, no dia 19 de agosto de 1477, é realizado o casamento de Maximiliano e Maria.
Les États bourguignons (belge, luxembourgeoise, allemande ou « romain-germanique », os Estados da Borgonha, isso é, a Bélgica, Luxemburgo, Alemanha ou "Romano-Germânico", passam definitivamente, e por muito tempo, para o domínio da Casa de Habsburgo, os Arquiduques Hereditários da Austria.
A França está parcialmente cercada, só faltando o outro lado dos Montes Pireneus, nas Espanhas, para ter suas fronteiras totalmente dominadas por uma Dinastia hostil a dos Capetos, do ramo da Casa de Valois, Les Valois directs. 
Logo, isso será resolvido.


Dupla MM- Maximiliano e Maria.
Ilustração do Weißkunig
Hans Burgkmair der Ältere
Hans Burgkmair, o velho (1473 - 1531)
Pintor alemão e impressor de xilogravuras.

Maria da Borgonha e Maximiliano, Imperador Sacro, são pais de:
1-      Felipe I de Castilla, llamado «el Hermoso», Arquiduque da Austria, nasceu em Bruges, Flandres, Bélgica, em 22 de julho de 1478 e faleceu na mesma cidade em 25 de setembro de 1506, sucedeu sua mãe como Philippe IV da Borgonha, e tornou-se Filipe I de Castela, pelo casamento com Joana de Castela, a Louca, filha de Fernando de Aragão, e Isabel de Castela, os Reis Católicos. Foi Duque de Borgonha, de Brabante, de Limburgo, de Luxemburgo, Conde de Flandres, Habsburgo, Hainaut, Holanda e Zelândia, Tirol e Artois, senhor de Antuérpia e de Malinas (Mechelen (em flamengo), Malines (em francês)), entre outras cidades...
2-      Margarida, Arquiduquesa da Austria, Princesa de Borgonha, fille de France, infante d'Espagne et duchesse de Savoie, nasceu em Bruxelas no dia 10 de janeiro de 1480, e faleceu em Mechelen ou Malinas, no dia 1 de dezembro de 1530), casada com:
a) Juan ou João, Príncipe das Astúrias, filho e herdeiro do Rei Fernando II de Aragão e da Rainha Isabel I de Castela;
b) Filiberto II, Duque de Savóia.
        3- Francisco, Arquiduque da Austria, *2 de setembro de 1481 - + 26 de dezembro de 1481.





Imperador Maximiliano I e seu filho Filipe, o Belo, sua esposa Maria de Borgonha, seus netos Ferdinando I, Carlos V&I - Imperador e Rei, e Luís II - Ludwig II (Czech Ludvik Jagiello) - seu neto por casamento com Doña Maria, filha de Felipe, o Belo, e Joana, a Louca.
Ora, ora, Maximiliano I casou seu Herdeiro, Felipe, o Belo, com a Infanta Joana de Trastámara y Trastámara.
Casou sua filha Margarida com Juan de Aragón, heredero de las coronas de Aragón y Castilla. Fue, por tanto, Príncipe de Asturias y Gerona, Duque de Montblanc, Conde de Cervera y señor de Balaguer- João de Aragão, herdeiro das coroas de Aragão e Castela. Era, portanto, Príncipe das Astúrias e Girona, Duque de Montblanc, Conde de Cervera e Senhor de Balaguer.
Cercava assim a França dos Valois.
E mais, tornava sua Casa mais rica ainda e poderosa, riquíssima e poderosíssima.
Juan e Margarida casaram em abril de 1497, em La Catedral de Santa María de Burgos, hoje Castela e Leão, Espanha, mas “Seis meses depois de seu casamento, 4 de outubro, morreu de varíola em Salamanca. Margarida, cumprido o tempo, deu à luz uma filha que morreu no parto.
A Herança das Espanhas passou para a irmã mais velha do de cujus, Doña Isabel de Aragón, Infanta de Castela e Aragão, elevada a Princesa das Astúrias e Girona em 6 de outubro de 1497, que se tornou Rainha consorte de Portugal (de Dom Manuel I, o Venturoso) em 13 de setembro de 1497, pois “concordou em casar com Manuel, na condição de ele expulsar todos os judeus que não se convertem ao cristianismo a partir de Portugal, e ele concordou com seu ultimato”.
Por motivos dinásticos, Dona Isabel retornou gravida para Zaragoza, onde os Reis Católicos haviam convocado as Cortes tendo como finalidade reconhece-la com Herdeira de Aragão, já que em Castela uma mulher podia reinar, ou então fazer do rebento que ela estava esperando, no caso de ser homem, o Herdeiro das Coroas das Espanhas.
Em 23 de agosto, ela dá à luz um menino chamado Miguel de la Paz, falecendo uma hora após o nascimento de seu filho, no Palacio arzobispal de Zaragoza, residência habitual dos Reis da Coroa de Aragão.
“ Don Miguel de la Paz de Portugal (en português: Dom Miguel da Paz de Avis y Trastámara), nascido em Zaragoza, no dia 23 de agosto de 1498, e falecido, nos braços de sua avó. Doña Isabel, em Granada, no dia 19 de julho de 1500, com 1 ano e 329 dias, foi durante sua curta vida o Príncipe Herdeiro de Portugal, Príncipe das Astúrias, e Príncipe de Girona, como tal Herdeiro das Coroas das Espanhas”.
Assim, com a morte de seus irmãos e cunhados João e Isabel seu sobrinho Miguel de la Paz, o casal Felipe, o Belo, e Joana, Juana I de Castilla, llamada «la Loca», se tornaram Herdeiros das Coroas de Castela e Aragão, Herdeiros das Coroas das Espanhas. 


Continua... 


 Brasão de Armas de Don Miguel de la Paz de Portugal