segunda-feira, 15 de junho de 2015

Dos filhos nascidos ilegítimos do Reis


Introdução:

Filiação ilegítima é um termo hoje em desuso que designava a prole nascida fora dos laços do matrimônio. Outros termos utilizados para definir tal relação entre pais e filhos é bastardia e filiação adulterina ou filiação natural.
Os direitos e o estatuto legal dos bastardos foram variados em diversas culturas, em diversas épocas.
Estes geralmente não tinham direito à herança dos pais ou das mães, mas frequentemente recebiam doações ou honras dos pais ou irmãos legítimos, ou os testamentos dos pais podiam determinar uma herança específica.
Daí que as acusações de bastardia serviam para retirar rivais do caminho das sucessões ou heranças dos pais.
Significado de Bastardo: adj. e s.m. Nascido de pais não legitimamente casados.
Significado de Ilegítimo: adj. e s.m. Que foi concebido fora do casamento; diz-se daqueles que nasceram fora do âmbito do matrimônio: filho ilegítimo.
Significado de Filho Natural: Filho de pais que não eram casados, não provem de um casamento civil.

“Os filhos naturais da maioria dos Reis portugueses receberam um tipo qualquer de doações, honras ou cargos no país - títulos nobiliárquicos e terras, ingresso em uma ordem de cavalaria, elevação ao bispado quando ao serviço eclesiástico, elevados cargos militares, etc., e o futuro das filhas ilegítimas era muitas vezes assegurado com um casamento com um nobre menor ou com a entrada num convento”.
No caso da Sociedade Colonial, Real, Imperial, Republicana, no ou do Brasil, tanto as regras portuguesas, baseadas na Tradição católica Romana, quanto o Termo (Filiação ilegítima) eram sobejamente usados, contudo, depois da promulgação do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002), após o cumprimento de sua vacatio legis de um ano, em 11 de janeiro de 2003, não há mais nenhum tipo de diferença e de direitos entre os filhos concebidos dentro ou fora do casamento”.

Luís XIV legitimou seus filhos com Louise Françoise Le Blanc de La Baume, Duquesa de La Valliere:
1-      Marie Anne de Bourbon, "a primeira Mademoiselle de Blois".
2-      Louis de Bourbon, Conde de Vermandois.
Luís XIV legitimou seus filhos com Françoise Athénaïs de Rochechouart de Mortemart, Marquise de Montespan, Madame de Montespan.
I-                    Louis Auguste de Bourbon, Duque de Maine.
II-                  Louise Françoise de Bourbon, "Mademoiselle de Nantes".
III-                Françoise-Marie de Bourbon, "a segunda Mademoiselle de Blois".
IV-               Louis-Alexandre, Conde de Toulouse

Dom Pedro I legitimou Dona “Isabel Maria de Alcântara Brasileira, nascida no Rio de Janeiro, 23 de maio de 1824, e falecida em Murnau am Staffelsee, Alta Baviera, Alemanha, 3 de novembro de 1898), sua filha e da Marquesa de Santos, nascida Dona Domitília de Castro e Canto Melo, lhe concedendo o título nobiliárquico de Duquesa de Goiás e o direito de ser tratada por "Sua Alteza, a Duquesa de Goiás”, um tratamento inesperado e mesmo irregular pelas tradições monárquicas ibéricas”.



Napoleão, o Mutum-de-penacho



Napoleão Bonaparte teve os seguintes filhos bastardos

Napoleão também teve pelo menos dois filhos ilegítimos, que ambos tinham descendentes:
I-                    De Catherine Éléonore Denuelle de la Plaigne:
Charles Léon, Conde Léon.
II-                  Da Condessa Marie Walewska:

Alexandre, Conde Walewski

Alexandre-Florian-Joseph Colonna Walewski, Conde Walewski e do Império por decreto de 5 de maio e cartas de patente de 15 de junho de 1812.
Duque do Império em 1866, por decreto de seu primo, Napoleão III, Imperador dos Franceses.
Foi considerado a princípio como filho do Conde o Atanásio Walewski, marido idoso de Maria Walewska.
Em setembro de 1814 acompanhou sua mãe até a Ilha de Elba para visitar seu pai biológico.
Maria Walewska, viúva em 1814 de seu primeiro marido, concorda em se casar no dia 7 de setembro de 1816, em St. Gudule de Bruxelas, com o Conde Philippe Antoine d'Ornano, Marechal de França, Conde d'Ornano do Império Francês, Grã-Cruz da Legião de Honra, primo de Napoleão, que adotou a Alexandre-Florian-Joseph Colonna Walewski.
Enquanto Napoleão II dizia que Maria Luiza não era mulher para seu pai, e sim a Imperatriz Joséphine, inclusive se queixando de que se fosse a primeira Imperatriz sua mãe, ele não estaria exilado na Corte da Austria, Alexandre Walewski afirmava sobre sua mãe, Maria Walewska:
“Minha mãe era uma das mulheres mais notáveis ​​que já existiram. "
É a vida, dois irmãos, duas mães tão diferente.
São seus descendentes os membros das famílias Colonna, Ornano, Montagu, di Ricci, Poniatowsk.


Philippe Antoine, comte d'Ornano, Maréchal de France
Jean-Adolphe Beaucé
Pintor francês que ilustrou muitas cenas de batalha e obras de Alexandre Dumas, como Os Três Mosqueteiros, A Dama de Monsoreau ou Le Vicomte Bragelonne.


E de acordo com fontes mais ou menos disputadas:
III-                Jules Barthélemy-Saint-Hilaire, um filósofo, jornalista, estadista francês, cuja mãe permanece desconhecida.
IV-               Emily Louise Marie Françoise Joséphine Pellapra, filha de Françoise-Marie-Emilie Le Roy, e oficialmente de seu marido, Henry de Pellapra, financista rico, no Império um Receptor de Finanças. Casou com o Conde Louis-Marie Brigode. Viúva com o Príncipe Joseph de Riquet de Caraman, Príncipe de Chimay, um filho de Thérésa Cabarrus (Madame Tallien).
V-                 Eugen Alexander von Mühlfeld Megerle, filho Victoria Kraus, nascida na Áustria.
VI-               Auguste Alfred Pelletier de Bouhelier.
VII-             Julie Marie Elisabeth Caroline Josephine Napoleone Montholon, nascida na Ilha de Santa Helena, no dia 26 de janeiro de 1818, que faleceu em Bruxelas em 30 de setembro de 1819, filha de Marquesa Albina de Montholon, esposa de Charles Tristan de Montholon, Marechal De Campo, Conde e Marquês de Montholon, por Napoleão III, um dos secretários do Imperador, um de seus herdeiros, que publicou o “Contos do cativeiro do Imperador Napoleão em Santa Helena”, em 1846.

Biografia do único filho legitimo de Napoleão:

    


Wappen des Herzogs von Reichstadt


Napoleão II 

Napoleão e o Rei de Roma

Imperador dos Franceses: 22 de junho de 1815 - 7 de julho de 1815 - 15 dias
Antecessor:       Napoleão I
Sucessor:            Luís XVIII (Rei da França da Restauração)
Rei de Roma, Herdeiro do Trono Francês com o Título de Príncipe Imperial: 20 de março de 1811 - 22 de junho de 1815 - 4 anos, 4 meses e 2 dias
Antecessor:       Título criado
Sucessor como Príncipe Imperial: José Bonaparte e depois Luís Napoleão Bonaparte, futuro Napoleão III
Duque Soberano de Reichstadt – na Cenário do Império Austríaco: 22 de julho de 1818 - 22 de julho de 1832-
(14 anos)
Antecessor:       Título criado
Sucessor:            extinto

Dinastia: Maison Bonaparte
Nome: Napoléon François Charles Joseph Bonaparte
Data e Local de nascimento: 20 de março de 1811, Palais des Tuileries, Paris, capital do então Império francês
Data e Local da morte: 22 de julho de 1832, Palácio de Schönbrunn (em alemão, Schloss Schönbrunn), Viena, capital do Império Austríaco, com 21 anos de tuberculose.
Sepultado: Resto do corpo no Hotel des Invalides, Paris, França, por especial obséquio de Adolfo Hitler, Führer do III Reich Germânico. O coração e entranhas continuaram em Viena.
Pai:        Napoleão I 
Mãe:     Maria Luísa, Arquiduquesa da Áustria, Imperatriz Consorte dos Franceses, Rainha Consorte da Itália, Duquesa de Parma, Piacenza e Guastalla - Maria Ludovica Leopoldina Francisca Theresa Josepha Lucia de Habsbourg-Lorraine, Archiduchesse d'Autriche, Princesse de Hongrie et de Bohême, filha do Imperador Francisco I, da Áustria, Hungria, Boemia, etc., e de Maria Teresa Carolina Giuseppina, Principessa di Napoli e Sicilia.
Herdeiro do Trono Imperial francês como SAI Príncipe Imperial:           Joseph Bonaparte, que havia sido Rei de Nápoles e da Espanha, de 22 de junho de 1815 - 7 de julho de 1815, por 15 dias.




Napoleon Franz Joseph Karl Bonaparte
Napoleon II
Herzog von Reichstadt



Muito bem.

Os casamentos eram realizados por interesses dinásticos, poucos eram por amor, e menos ainda eram os que davam realmente certo.
Os casos extraconjugais faziam parte da vida dos Soberanos.


  

Maximiliano I da Baviera
 Por Joseph Stieler
Influencia napoleônica no Trajo de Coroação.

Um detalhe:
Maximilian Maria Michael Johann Baptist Franz de Paula Joseph Kaspar Ignatius Nepomuk, primeiro Duque da Baviera, Conde Palatino do Reno, Duque de Jülich e Berg, Príncipe- eleitor do Sacro Império Romano Germânico,
Por meio de uma aliança com o Imperador Napoleão I, com a França napoleônica, viu seu Ducado da Baviera ser reconhecido como Reino da Baviera, sendo ele elevado ao rango de Rei, com o nome de Maximilian Joseph I, da Dinastia de Wittelsbach, em 1 de janeiro de 1806.
O Reino da Baviera se tornou um membro importante do “Der Rheinbund”, Confédération du Rhin, da Confederação do Reno, e Maximilian Joseph I junto com Napoleão patrocinaram um União Matrimonial, a de
Augusta Amélia Ludovica Georgia de Wittelsbach, Princesa da Baviera, com Eugênio de Beauharnais, Príncipe do Império Francês, Vice-Rei da Itália, filho legitimo da Imperatriz Joséphine e adotivo do Imperador dos Franceses.
Augusta Amélia era filha de Maximiliano I José com Augusta Guilhermina de Hesse-Darmstadt que morreu em 1796.
Viúvo, em 9 de março de 1797, com Frederica Carolina Guilhermina de Baden, filha de e Carlos Luís, príncipe hereditário de Baden, e de sua esposa, Amália de Hesse-Darmstadt.
 Maximiliano I José e Frederica Carolina são os pais de Sofia Frederica Dorotéia Guilhermina, que casou em 4 de novembro de 1824 com Franz Karl Joseph, Arquiduque da Áustria, um homem sem ambição e geralmente ineficaz, terceiro filho do Imperador Francisco I e Maria Teresa Carolina Giuseppina, nata Principessa di Napoli e Sicilia.
Como Francisco I e Maria Teresa Carolina Giuseppina são os pais de Maria Luiza, segunda esposa do Imperador Napoleão, o Arquiduque Franz Karl Joseph, era tio materno de Napoleão II, o que fazia de sua esposa tia do Príncipe Imperial dos Franceses.
Sofia da Baviera, tinha um remoto elo familiar com Napoleão II, pois seu cunhado Eugenio de Beauharnais era irmão adotivo do deposto Imperador dos Franceses.


As filhas de Maximiliano I, Ludovica, Sophie e Marie


Ninguém manda nas ‘coisas do coração’, e não foi diferente com Napoleão II e sua tia Sofia, Arquiduquesa da Áustria, Princesa da Baviera, uma ferrenha Bonapartista.
Frédérique Sophie Dorothée Wilhelmine de Wittelsbach, Duchesse de Bavière puis Archiduchesse d'Autriche.


Sophie Friederike Dorothea Wilhelmine von Bayern, Erzherzogin von Österreich.
Sophie Friederike Dorothee Wilhelmine, Princess of Bavaria, Archduchess of Austria.
София Фридерика Доротея Вильгельмина Баварская. Принцесса Баварская эрцгерцогиня Австрийская

Sofia Frederica Dorotéia Guilhermina, Arquiduquesa da Áustria, Princesa da Baviera
Em qualquer dessas línguas acima ela deu um pulo do gato, pulou a cerca, deu um sapeca iaiá, com seu sobrinho, o belo, o carismático, o etéreo, o enigmático, François Charles Joseph Bonaparte, somente seis anos mais velha.
Segundo vários e vários historiadores desse amor nasceu:
Ferdinand Maximilian Joseph Maria von Österreich.
06 de julho de 1832 - 10 de abril de 1864: Sua Alteza Imperial e Real Príncipe Imperial & Arquiduque Maximiliano da Áustria, Príncipe Real da Hungria e Bohemia
10 de abril de 1864 - 19 de junho de 1867: Sua Majestade Imperial O imperador do México.



Sua Majestade Imperial Don Maximiliano I
Pela graça de Deus e a vontade do povo, o Imperador do México.
Por Franz Xaver Winterhalter
De Baden, hoje Alemanha
Napoleão II pegou tuberculose, e o único membro da Família Imperial Austríaca que ficou ao seu lado, durante todo o período da doença até a hora da morte, foi sua tia Sofia, Arquiduquesa da Áustria, Princesa da Baviera, uma ferrenha bonapartista, seu amor de alcova.
Compreende-se esse amor de uma jovem mulher por um jovem homem, principalmente, pela áurea de mistério e dor na qual ele era envolvido.  
Deveriam haver milhares de moças pela Europa afora que compartilhava platonicamente desses sentimentos que dominaram a bela Sophia, que casou por obrigação com um primo tolo, e viveu com dor e amargura pela perda do ente querido na flor da idade, o que a transformou numa mulher amarga e rancorosa, a Imperatriz Sissi que o diga.


Continua.....




Em pé da esquerda para direita:
Maximiliano I, Imperador do México, Francisco José I, Imperador da Áustria, Charlotte, Imperatriz do México, Luís Vítor, Carlos Luís
Sentadas:
Imperatriz Elisabeth, "Sissi", Sofia, Arquiduquesa da Áustria, e o arquiduque Francisco Carlos da Áustria.
As crianças:
Gisele Marie Louise e Rodolfo, Príncipe Herdeiro da Áustria