quinta-feira, 18 de junho de 2015

REIS IBÉRICOS - dos Trastámara a Felipe VI




“Ibéria é o nome dado à ilha constituída por Portugal e Espanha antes da sua transformação em península, e quando a sua junção com a Europa, há muitos milhões de anos. ”
“Ibéria é o nome pelo qual os gregos conheciam desde tempos remotos o que hoje chamamos Península Ibérica”.
“O historiador grego Heródoto cita o topônimo Ibéria, mas Estrabão comentou que, enquanto autores anteriores colocavam a fronteira da Ibéria para além do rio Ródano, no seu tempo a fronteira estava situada nos Pirenéus”.
“Outros historiadores afirmam que a designação "Ibéria" seria utilizada pelos gregos para designar a área costeira entre o rio Ródano e o rio Iber”.
“O rio Iber teria assim estado na origem do termo Ibéria. O rio Iber é o atual rio Ebro, na Catalunha”.
“O termo Ibéria é grego e o termo Hispânia é latino”.
                                                                                                         Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ib%C3%A9ria

História de Espanha:
O nome de Espanha, evolução da designação do Império Romano Hispania era, até ao século XVIII, apenas descritivo da Península Ibérica, não se referindo a um país ou Estado específico, mas ao conjunto de todo o território ibérico e dos países que nele se incluíam. 
A forma de governo era conhecida como aeque principaliter, os reinos eram governados cada um de forma independente, como se tivesse cada reino o seu próprio rei, cada reino mantinha o seu próprio sistema legal, a sua língua, os seus foros e os seus privilégios.
Os termos "as Espanhas" e "Espanha" não eram equivalentes e eram usados com muita precisão.
A constituição de 1812 adopta o nome As Espanhas para a nova nação.
O termo As Espanhas referia-se a um conjunto de unidades jurídico-politicas, isto é, referia-se a um conjunto de reinos independentes, primeiramente apenas aos reinos cristãos da península Ibérica, depois apenas aos reinos unidos sobre a mesma monarquia.
A constituição de 1876 adota pela primeira vez o nome Espanha.
O termo Espanha referia-se a um espaço geográfico e cultural que englobava diversos reinos independentes.


Carlos V & I, Sacro Imperador Romano-Germânico, Rei da Germânia (formalmente Rei dos Romanos) e Itália, Rei de Espanha, de Nápoles, da Sardenha e Sicília, Senhor dos Países Baixos, Duque de Borgonha, etc.etc.etc...
Rey de España es fecho par la gracia de Dios, Rey de Romanos y Emperador del mundo. Junto con su madre Juana : CAROLUS ET JOHANA REGES HISPANIARUM *ET INDIARUM.
·         «Rey de las Españas»
Por Ticiano Vecellio
Pintor italiano
Um dos principais representantes da escola veneziana no Renascimento
(1473 a 1490 até + 1576)
Die Alte Pinakothek
Munique, Baviera, Alemanha.

A partir de Carlos V o uso do título Rei das Espanhas, referia-se à parte da Espanha que não incluía Portugal, mas esta designação era apenas uma forma de designar coletivamente um extenso número de reinos, uma abreviação, que não tinha validade jurídica, para uma longa lista de Títulos Reais cuja forma oficial era Rei de Castela, de Leão, de Aragão, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, de Maiorca, de Minorca, de Sevilha, etc.



Filipe II de Espanha
Por Sofonisba Anguissola
Pintora renascentista italiana
Museo del Prado

Felipe II, filho de Carlos, por ter herdado a Coroa de Portugal e do Algarves, além do Império Ultramarino Português, passou a ostentar entre seus Títulos o de “Rei de Portugal e dos Algarves de ambos os lados do mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc.”.
Assim: Don Philip , pela graça de Deus, o Rei de Castela, Leão, de Aragão, as duas Sicílias, de Jerusalém, de Navarra, Granada, Toledo, Valência, Galiza, Mallorca, Menorca, Sevilha , Sardenha, Cordoba, Córsega, Murcia, Jaén, Algarve, Algeciras, Gibraltar, as Ilhas Canárias, no Oriente e Índias Ocidentais, Ilhas e Oceano Terrafirme o Continente, o arquiduque da Áustria, duque de Borgonha, Brabant, e Neopatria Atenas e Milão, conde de Absburg, Flanders, Tirol e Barcelona, ​​Senhor da Biscaia e Molina, etc.



King Felipe VI General Captain of the Air Force - Photo Patroiminal Nacional

O atual monarca, Felipe VI, usa os Títulos de:
Rei de Espanha
Rei de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias * (Nápoles e Sicília), de Jerusalém *, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valencia, da Galiza, de Maiorca, de Sevilha, de Sardenha *, de Córdoba, da Córsega *, de Murcia, de Minorca, de Jaén, dos Algarves *, de Algeciras, de Gibraltar, de Ilhas Canárias, da Índias Orientais * e Índias Ocidentais * e das Ilhas e continente do Mar Oceano *;
Arquiduque da Áustria *;
Duque de Borgonha *, de Brabant *, de Milão *, de Atenas *, de Neopatras * e de Limburg *;
Conde de Habsburg *, de Flandres *, de Tirol *, de Roussillon * e de Barcelona;
Senhor da Biscaia e de Molina
Os itens com * representam “os títulos e dignidades, geralmente de entidades históricas, que têm sido tradicionalmente associados com a Coroa espanhola”.
O Título de Reyes Católicos – Reis Católicos- foi concedida pessoalmente a Isabel de Castela e Fernando de Aragão por Alexandre VI através da Bula “Se convenit” de 19 de dezembro de 1496.
Carlos V&I recebeu através da Bula “et aeternum Pacificus”, de 1 de abril de 1517, do Papa Leão X, a confirmação de que poderia usá-lo, ser o Rei Católico das Espanhas.
Seu filho, Felipe II, também, usou, e daí por diante todos os Reis de Espanha usaram.
Portanto, se o atual Rei, Felipe VI, quiser usá-lo, pela Tradição, pode.
No entanto, ele por ser Soberano dos espanhóis de todos os credos, não usa o “Rei Católico” de jeito e maneira.
Destaco que a maioria de seus Títulos é meramente honorífica.

Eu não vou aos reinos que faziam parte da Hispania, nem tão pouco aos primeiros reinos cristãos, chegarei até a Dinastia Trastámara.

Veremos na continuação...