terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

126 - Pedro, o Grande,3 - Conversa – os Imperadores da Rússia



Retrato de Pedro I, o Grande por Godfrey Kneller (1698).
 Este retrato era um presente de Pedro a Guilherme III, William III, Rei da Inglaterra, quando de sua visita a Londres.
O Czar é aqui mostrado usando uma armadura com um ouro bordado, casaco forrado de arminho, sua coroa sobre uma almofada em um nicho; navios podem ser vistas em manobras através de uma janela.


126 - Pedro, o Grande,3 - Conversa – os Imperadores da Rússia 

A Dinastia Romanov III.
História da Rússia monárquica.
Pedro I, o Grande (22 de outubro 1721 - 28 de janeiro de 1725)
Пётр I Великий (22 октября 1721 — 28 января 1725)

Com Sophia derrotada, Pedro vai para Moscou.
Encontra o irmão, Ivan V, Иоа́нн (Ива́н) V Алексе́евич, que já dava sinais de decrepitude, descrito pelos embaixadores estrangeiros como senil, paralítico, quase cego, em seus despachos, e sabe-se que ele tinha sérias e deficiências mentais e físicas, na Catedral de Assunção, Успенский собор, onde o Czar mais velho, (Sênior) dá a Pedro, o mais novo, todo o Poder para governar.
Assim, desde 1689, Ivan V não participou no conselho, embora até sua morte, em 8 de fevereiro de 1696, continuou a ser considerado Czar, o Soberano de Toda a Rússia, respeitado pelo irmão, o governante de facto.
Praskovia Fyodorovna Saltykova, Прасковья Фёдоровна Салтыкова, esposa de Ivan V, tinha boa convivência com seu cunhado Pedro e ela era que estava presente, junto com ele, nas recepções oficiais.
Os atos de governo passaram para as mãos Rainha Natalia, pois Pedro não constava da burocracia do dia a dia, e ela tinha excelentes auxiliares.
Depois da morte da mãe, ele legou a autoridade de governar no dia a dia a Leo Kirillovitch Naryshkin Лев Кири́ллович Нары́шкин, seu tio, irmão da rainha Natalia, e Boris Alexeevich Golitsyn, ou Galitzine, Князь Бори́с Алексе́евич Голи́цын
Pedro continuou a Guerra com o Império Otomano e a Criméia, um país ainda independente, e resolveu atacar a Fortaleza turca de Azov, localizado na confluência do rio Don ao Mar de Azov.
A primeira campanha, 1695, foi um fracasso, “devido à falta de frota marítima e a relutância do exército russo para operar longe de suas bases de abastecimento”.
“. No entanto, no outono de 1695 começaram os preparativos para a nova campanha. Em Voronezh, Воро́неж, começou a construção acelerada de uma respeitável Frota de Guerra russa, com vários vasos, ou galeras, de guerra.
Em pouco tempo construiu uma frota de navios e em maio de 1696, o exército russo, com 40.000 homens, sob o comando do Generalíssimo Aleksei Shein, Алексей Семёнович Шеин, sitia a Fortaleza de Azov.
A bordo da galera    «Го́то Предестина́ция», a Providencia de Deus, com 58 canhões, três mastros, estava Pedro, o Grande, em uniforme de Capitão.
Conquista de Azov, em 1696
Robert Kerr Porter

Sem esperar a tempestade que se aproxima e podia ser ruim para a Frota russa, 19 de julho de 1696 a sempre inimiga Fortaleza turca de Azov se rendeu.
O resultado das campanhas de Azov foi além da captura da Fortaleza, a fundação da cidade e construção do porto de Taganrog, em Taganrog - uma cidade na região de Rostov, importante porto na costa do Mar de Azov- que possibilitaria um ataque na península da Criméia, a partir do mar, e o aumento da proteção das fronteiras meridionais da Rússia.
E mais, Pedro compreendeu o que já sabia, ou seja, que a Rússia necessitava muito do know, da expertise, do conhecimento, dos estrangeiros, pois muitos com ele trabalharam para o sucesso de sua marinha e exército, e resolveu enviar nobres para estuda na Europa Ocidental, bem como ele próprio continuar viajando.
Entretanto, o navio de guerra «Кре́пость», Fortaleza, com 46 canhões, três mastros, 110 pessoas a bordo, foi despachado para em Istambul, lá chegando em & de setembro de 1699.
Levava a bordo uma embaixada “para negociar a paz, e a própria existência de tal navio convenceu o Sultão de Constantinopla que era melhor mesmo assinar a paz com o Imperador da Rússia. Em julho de 1700, o Кре́пость, Fortaleza, partiu com destino as aguas da Fortaleza russa de Azov.
Fim de Pedro, o Grande,3






«Го́то Предестина́ция», a Providencia de Deus