quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A Quinta da Boa Vista, o Palácio Imperial que nunca deixou de ser Quinta. Parte II

O antigo palácio dos Vice-Reis no Rio Colonial 

Vou me valer de outra pesquisa na Internet, já que esse é apenas um Ensaio, que é o trabalho que consta em   http://www.marcillio.com/rio/hijoaoes.html - D. JOÃO VI NO RIO / O RIO DE JANEIRO JOANINO”, para descrever como era a Mui Leal e Heroica:

“1- O Progresso Cultural do Rio de Janeiro.”
a- “A instalação do corpo burocrático no Rio de Janeiro atraiu para a cidade grande contingente de pessoas, e em dez anos, o número de habitantes da cidade passou de sessenta mil para cento e cinqüenta mil. A cidade contava na épocas com 46 ruas, 4 travessas, 6 becos e 19 largos e praças, logradouros nos quais as pessoas andavam a pé ou a cavalo”.
b- “Com a chegada da Corte os charcos foram aterrados, novas ruas foram abertas e as antigas alargadas, para circulação de novos veículos de grande porte vindos de Lisboa. A cidade, que durante dois séculos pouco se desenvolveu, na época, ampliou-se em direção a S. Cristóvão, Laranjeiras e Botafogo. Houve grande mudança na sua arquitetura que entre outras coisas passou a ostentar janelas envidraçadas, até então pouco utilizada”.
C - “D. João gostava do Brasil e não queria voltar para Portugal, quando Napoleão foi derrotado. Os artistas que trabalhavam para Napoleão ficaram desempregados e D. João mandou para a Europa o Conde da Barca com o objetivo de trazer para o Brasil os artistas franceses. Estes artistas vieram com a Missão Artística Francesa, que chegou ao Brasil em 1816 e que era chefiada pelo pintor Joaquim Lebreton, que havia sido chefe de todos os museus e bibliotecas francesas e foi um dos organizadores do Museu do Louvre”.
“2- Urbanização e Segurança.”
a- “O antigo palácio dos Vice-Reis sede oficial do poder passou a ser o Paço Real da Cidade. A esposa de D. João, Dona Carlota Joaquina e a rainha Dona Maria I se instalaram no Convento do Carmo. Os servidores mais próximos do príncipe foram instalados: no Paço da Cidade, na prisão, de onde os presos foram retirados; num teatro; no Mosteiro de São Bento e na Igreja do Rosário, na atual Rua Uruguaiana. Os fidalgos ocuparam as melhores casas da cidade, de onde os proprietários eram sumariamente expulsos e as casas recebiam uma plaqueta com as letras PR, de Príncipe Regente, mas à qual a população passou a se referir como "ponha-se na rua". Entre 1808 e 1816 foram construídos nos arredores da cidade, cerca de seiscentas casas na zona urbana e cento e cinqüenta fora da cidade”.
b- “Em 1808 a cidade chegava até o Rossio Pequeno, atual Praça Onze, a expansão inicial foi realizada em direção a São Cristóvão. Para se ligar o Paço de São Cristóvão ao centro urbano, foi feita a drenagem do Campo de Santana e seus arredores e foram aterrados o Mangal de São Diogo e a Praia Formosa, surgindo o caminho do Aterro, na região onde hoje fica a Av. Presidente Vargas. Na direção de São Cristóvão surgiram novos bairros: Mata Porcos, atual Estácio de Sá; Catumbi; Gamboa e Rio Comprido, que formavam o que se passou a conhecer como Cidade Nova, em contraste com o centro comercial que passou a ser a Cidade Velha. Os imigrantes e o corpo diplomático preferiram construir suas residências nos novos bairros da Glória, Catete, Flamengo e Botafogo indo até Laranjeiras e Cosme Velho. Os franceses preferiam se instalar na Floresta da Tijuca, com o objetivo de cultivar café. Os ricos preferiam ocupar São Cristóvão e as encostas de Santa Teresa e as residências populares multiplicavam-se nos cortiços do Centro”.


Fim da Parte II