quinta-feira, 10 de novembro de 2016

“François Hollande semble un épicier failli”, Bernadette Chirac



Jacques Chirac, ex-Presidente da República Francesa, “ sofre de anosognosia, uma doença que provoca “sérios lapsos de memória” e impede o doente até “de se lembrar, que se esqueceu” de algo. O relatório médico refere ainda que a doença é irreversível e que está cientificamente ligada à doença de Alzheimer. Desde que abandonou o Eliseu, Chirac foi hospitalizado em várias ocasiões. Em dezembro de 2015 passou duas semanas internado. Em 2005, Chirac foi vítima de um acidente vascular cerebral que o enfraqueceu”.
“ Anosognosia é um estado neurológico caracterizado pela incapacidade de uma pessoa estar consciente da sua própria doença. A anosognosia foi descrita pela primeira vez por Joseph Babinski, em 1914”.

Jacques René Chirac, nasceu em 29 de novembro de 1932, está com 83 anos, no 5e arrondissement de Paris, a área mais antiga da cidade, onde as “ "escolas" diferentes da Universidade de Paris foram instaladas e dão assim origem ao nome "Quartier Latin", portanto, um bairro acadêmico e intelectual (muitos editores e livrarias), mas, também, é uma área turística graças a concentração de restaurantes entre o Sena e o Boulevard Saint-Germain, entre o Boulevard Saint-Michel e a rue Saint-Jacques. É também um distrito de vida noturna ativa (bares na rue Mouffetard e na rue Descartes). ”
Mademoiselle Bernadette Thérèse Marie Chodron de Courcel, hoje Madame Bernadette Thérèse Marie Chirac, é descendente de famílias da aristocracia francesa (a paterna é rica e enobrecida por Napoleão III e seu avô materno é Louis de Brondeau d’Urtières, Conde de Brondeau), nascida no 16e arrondissement de Paris, com “ seus inúmeros museus e lugares notáveis como o Trocadero ou o Bois de Boulogne, além de embaixadas e consulados, bem como das instalações desportivas famosos em todo o mundo, como o Parc des Princes ou o estádio de Roland Garros”, em 18 de maio de 1933, estando com 83 anos.
Jacques Chirac e Madame Bernadette eram estudantes no L'Institut d'études politiques de Paris (IEP de Paris), « Sciences Po », se conheceram na Escola, e enfrentando a resistência da família da noiva se casaram em16 de março de 1956.
“ Os Chodron de Courcel se recusam a realizar um casamento solene na Basílica de Sainte-Clotilde, onde as famílias da alta sociedade do Faubourg Saint-Germain tradicionalmente se casavam, e a cerimônia foi realizada na capela do Menino Jesus, 29 rue Las Cases, o anexo da igreja, então reservado para catequese e cerimônias mais íntimas”.
“ Juntos, eles têm duas filhas, Laurence, nascida em 4 de março de 1958 e falecida no dia 14 de abril de 2016, e Claude, nascida em 6 de dezembro de 1962, que se tornará assessora de comunicações a seu pai”.
Como o casamento foi realizado por ambição e não por amor -  « pas qu'un mariage d'amour mais un mariage d'ambition » - Chirac teve amantes, sendo a mais famosa Jacqueline Chabridon, uma jornalista do Le Figaro, chegando a pensar em se divorciar de Madame Bernadette, porem foi desaconselhado por amigos que o alertaram que o Povo Frances não elegeria um divorciado para Presidente da República, e com isso ele rompeu o relacionamento com a jornalista.
Madame Bernadette Chirac entrou, morou, dignificou sua estadia no Palais de l'Élysée, ou Palácio do Eliseu, “no 55, rue du Faubourg-Saint-Honoré à Paris, 8e arrondissement, a residência oficial do Presidente da República Francesa a partir da II e República.
Em 16 de maio de 2007, depois de 11 anos 11 meses e 29 dias, o Casal Chirac abandonou o Palais de l'Élysée, deixando o belo palácio nas mãos de Nicolas Sarkozy, presidente eleito da República Francesa, que ainda não havia se casado com a belíssima Carla Gilberta Bruni Tedeschi, ou simplesmente Carla Bruni, hoje Carla Bruni-Sarkozy, nome que passou a usar após a cerimônia realizada em “2 de fevereiro de 2008, no Salão Verde do Palácio do Eliseu, sem proclamas, mas com a permissão do Ministério Público, para não perturbar a ordem pública".
O Casal Chirac mudou-se para um “grande e luxuoso apartamento no no 3 Quai Voltaire,  7e arrondissement, Paris, emprestado por Ayman Hariri, filho de Rafik Hariri, ex-presidente do Conselho de Ministros do Líbano, assassinado em 14 de fevereiro de 2005, em Beirute, Líbano”.
Madame Bernadette Chirac apoiou abertamente a Nicolas Sarkozy e nunca escondeu sua aversão visceral a François Hollande (François Gérard Georges Nicolas Hollande, nascido em Ruão, no departamento do Sena Marítimo, na região da Alta Normandia, numa família de classe média, em 12 de agosto de 1954, filho do doutor Georges Gustave Hollande, um otorrinolaringologista, Nicole Frédérique Marguerite Tribert, assistente social militante de esquerda)  a ponto de  se referir ao candidato do PS – Partido Socialista, sempre de maneira critica dizendo: “François Hollande semble un épicier failli”, ou seja, “ François Hollande parece um merceeiro falido”.
Eu não sabia disso até ontem, mas sempre disse que Hollande parecia fisicamente um “ boucher”, ou seja, um açougueiro.
E é esse épicier ou boucher, péssimo governante de uma França em grave crise moral, ética, cultural, social, financeira, vivendo ao sabor dos humores dos terroristas islâmico, o homem errado na hora errada, que reconhece a vitória inconteste de Donald J Trump de maneira critica.
Quem é ele?
Ser o vingt-quatrième Président de la République Française, le septième président de la République française dans la Cinquième République, ou seja, o vigésimo quarto Presidente da República Francesa, o sétimo Presidente da República Francesa na Quinta República, não lhe dá respaldo para criticar nenhuma autoridade eleita livremente por um povo de outra Nação, especialmente uma Nação amiga como EUA que salvou a França nas duas Guerras Mundiais.
Hollande com sua aparência de um merceeiro falido, sem nenhuma vocação para Estadista, que vive a reboque de Frau Angela Merkel, colocando a França aos pés da Alemanha, é uma calamidade para o POVO FRANCÊS.

E tenho dito.

Jorge Eduardo Garcia


10/11/16