segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Carlota Joaquina- Sexta Parte

Carlota Joaquina, A Megera de Queluz
Uma portadora do “ Sinal da Maldade”
Sexta Parte

A vovó que tratou do casamento de Dom Carlota Joaquina com Dom João foi Dona Mariana Victoria de Borbón y Farnesio, a filha mais velha de Felipe V, petit-fils de France, segundo filho de Luís, o Grande Delfim de França e Maria Ana de Baviera, portanto neto de Luís XIV, o Rei Sol, e de e Maria Teresa da Áustria (a Casa da Áustria eram os Habsburgos espanhóis), nascida Infanta de Espanha, filha de Felipe IV, Rei de Espanha, e de Isabel de Bourbon( Élisabeth de France) essa a filha mais velha de Henrique IV, Rei de França e Maria de Médici.
A mãe de Dona Mariana Victoria era Isabel de Farnesio, em italiano: Elisabetta Farnese, em espanhol: Isabel de Farnesio, era filha de Odoardo II Farnese, duca di Parma, e de Dorotea Sofia di Neuburg.
Eram todos parentes, primos como se pode ver nas Arvores Genealógicas abaixo:







Dona Mariana Victoria de Borbón y Farnesio e Dom José I, Rei de Portugal e dos Algarves, etc., casaram em 19 de janeiro 1729, e foram pais de:
  

Dona Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, gozou dos seguintes Títulos e estilos:
a-     17 de dezembro de 1734 – 31 de julho de 1750:
Sua Alteza Real, A Princesa da Beira, Duquesa de Barcelos;
b-     31 de julho de 1750 – 24 de fevereiro de 1777:
Sua Alteza Real, A Princesa do Brasil, Duquesa de Bragança, etc.
c-     24 de fevereiro de 1777 – 16 de dezembro de 1815:
Sua Majestade Fidelíssima, pela Graça de Deus, Maria I, Rainha de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhora da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc.;
d-     16 de dezembro de 1815 – 20 de março de 1816:
Sua Majestade Fidelíssima, pela Graça de Deus, Maria I, Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhora da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc.

Recapitulando:
Dona Maria nasceu a 17 de dezembro de 1734 no Paço da Ribeira, em Lisboa. Filha do senhor Dom José I, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc.
Sua mãe foi Sua Majestade Dona María Ana Josefa de Áustria, nascida Arquiduquesa de Áustria, filha do imperador Leopoldo I, da Casa dos Habsburgos, e da sua terceira mulher Leonor Madalena Teresa de Neuburg,
(Eleonore Magdalene Therese von Pfalz-Neuburg), condessa Palatino de Neuburg.
Como era costume em Portugal a Princesa Herdeira do Trono casava com um tio, e Dona Maria casou com o irmão de seu pai, Dom Pedro Clemente Francisco José António de Bragança, Infante de Portugal, Senhor do Infantado, Grão-Prior do Crato, Duque de Beja, posteriormente Príncipe consorte do Brasil e Rei de Portugal de jure uxoris, significa "em direito de uma mulher ou de sal esposa", foi o quarto filho do Rei Dom João V, o Perdulário, e da Rainha Dona Maria Ana.
O casamento foi realizado no Palácio de Nossa Senhora da Ajuda, em Lisboa, a 6 de julho de 1760.
Quando Maria ascendeu ao trono, passou a ser o Rei Dom Pedro III, sendo ainda o 19.º Duque de Bragança, 16º Duque de Guimarães e 14.º Duque de Barcelos, 12.º Marquês de Vila Viçosa, 20º Conde de Barcelos, 16.º Conde de Guimarães, de Ourém, de Faria, e de Neiva, 22.º Conde de Arraiolos.
Seus Títulos e estilos
a-      5 de julho de 1717 – 6 de junho de 1760:
Sua Alteza, O Sereníssimo Infante Pedro de Portugal
b-     6 de junho de 1760 – 24 de fevereiro de 1777:
Sua Alteza Real, O Príncipe Consorte do Brasil
c-     24 de fevereiro de 1777 – 25 de maio de 1786: Sua Majestade Fidelíssima,
pela Graça de Deus, Pedro III, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc.
Tiveram quatro filhos e três filhas.
1-     José, Duque de Bragança e Príncipe do Brasil (1761-1788), casou com a tia, a Infanta Maria Benedita de Bragança.
2-     João de Bragança, nado-morto no Paço de Nossa Senhora d'Ajuda, Lisboa, 20 de outubro de 1762.
3-     João Francisco de Paula Domingos António Carlos Cipriano de Bragança nascido em Lisboa a 16 de setembro e morto em Lisboa a 10 de outubro de 1763.
4-     João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança (futuro João VI)
5-     Mariana Vitória Josefa Francisca Xavier de Paula Antonieta Joana Domingas Gabriela de Bragança nascida no Palácio de Queluz a 15 de dezembro de 1768, falecida no complexo do El Monasterio de San Lorenzo de El Escorial em 2 de novembro de 1788, tendo tido dois filhos e uma filha.
Casou-se com Gabriel António Francisco Xavier João Nepomuceno José Serafim Pascoal Salvador de Bourbon e Saxônia, Infante de Espanha, nascido no Palacio Real de Portici, Reggia di PorticiPortici, hoje Portici é uma comuna italiana da região da Campania, província de Nápoles, naquela altura Reino de Nápoles, a 12 de maio de 1752 e falecido do complexo do El Monasterio de San Lorenzo de El Escorial  a 23 de novembro de 1788, quarto filho de Carlos III, Rei da Espanha e de sua esposa Maria Amália de Saxônia.
El Monasterio de San Lorenzo de El Escorial é complexo que inclui um Palácio Real – hoje Residência Histórica da família Real e Museu Real, uma Basílica dedicada a San Lorenzo e o local de enterro dos Reis de Espanha no Panteão, uma grandiosa Biblioteca do Renascimento espanhol fundado por Felipe II denominada la Escurialense o la Laurentina, e um Mosteiro - atualmente é ocupado por monges da Ordem de Santo Agostinho, construído entre 1563 e 1584.
6-     Maria Clementina Francisca Xavier de Paula Ana Josefa Antónia Domingas Feliciana Joana Michaela Julia de Bragança, nascida em Queluz em 9 de junho de 1774 e morta em Lisboa em 27 de junho de 1776.
7-     Maria Isabel de Bragança nascida em Queluz 12 de dezembro de 1776 e morta em Lisboa em 14 de janeiro de 1777.

Vamos tratar de Dom José Francisco Xavier de Paula Domingos António Agostinho Anastácio de Bragança, o primogênito, nascido no Palácio da Ajuda, em Lisboa, no dia 21 de agosto de 1761, titulado Príncipe da Beira por seu avô, Dom José I, ao nascer, tornando-se o primeiro homem a receber tal título. Ele era o herdeiro aparente de sua mãe, então titulada Princesa do Brasil e proclamada Princesa- Herdeira da Coroa portuguesa.
Portou os Títulos de 8.º Príncipe do Brasil, 2.º Príncipe da Beira, 14.º Duque de Bragança, 8.º Duque de Barcelos, 13.º Marquês de Vila Viçosa, 21.º Conde de Barcelos, 18.º Conde de Ourém, 15.º Conde de Arraiolos e 15.º Conde de Neiva.
Foi educado por tutores indicados pelo seu avô Dom José I, com certa influência do Marques de Pombal, o que fazia dele um Príncipe Esclarecido, tanto que na contramão de seus primos franceses e da maior parte da Nobreza portuguesa era membro da Maçonaria e anticlerical para desgosto de sua piedosa mãe.
Para mantê-lo equidistante das influencias de outras Dinastias europeias, o senhor Dom José o casou com sua filha mais nova, a Infanta Maria Francisca Benedita.
A noiva tinha 30 anos e o noivo 15 anos de idade, uma diferença de 15 anos.
“ Três dias depois do casamento, o Rei D. José I, seu avô e pai de sua esposa, faleceu, e sua mãe ascendeu ao trono”.
Faleceu de varíola no dia 11 de setembro de 1788, com 27 anos, 11 anos depois de seu casamento, no Palácio da Ajuda em Lisboa, e o casal acabou por não ter filhos.
“ A morte prematura de D. José, em 1788, deixou-a viúva e muito desgostosa. Como consequência, D. Maria Francisca ficou conhecida como a Princesa-viúva”, pois não mais se casou”.

“Após um longo período de luto, D. Maria Francisca decidiu construir, com seu próprio dinheiro, o Asilo de Inválidos Militares, em Runa, também chamado Lar dos Veteranos Militares, está localizado na freguesia de Runa, concelho de Torres Vedras, Portugal”.
Dona Maria Francisca Benedita, Infanta de Portugal e Princesa-viúva, faleceu em Lisboa no dia 18 de agosto de 1829, com 83 anos de idade, e depois de 41 anos de viuvez.
Sua irmã a Rainha, Dona Maria, a Pia ou Piedosa, era uma fanática católica e dada a melancolia.
“Seu fervor religioso doentio se manifestou publicamente quando decretou nove dias de luto, adiou os negócios públicos e acompanhou a pé, com uma vela, a procissão de penitência que percorreu Lisboa, depois que ladrões entraram em uma igreja e espalharam hóstias pelo chão”.
A Basílica da Estrela ou Real Basílica e Convento do Santíssimo Coração de Jesus é um templo católico e antigo convento de freiras carmelitas localizado na cidade de Lisboa, na Praça da Estrela, 1200-667 Lisboa, a primeira igreja no mundo dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, mandado por ela construir.
Existe uma história de que Dona Maria I fez voto de erguer uma igreja se tivesse um filho para herdar o trono. O seu desejo foi satisfeito e Dom José Francisco, o primogênito, nasceu no dia 21 de agosto de 1761.
A construção da Basílica da Estrela foi iniciada em 1779, ou seja, 18 anos depois.
O que me faz crer que essa História é lenda, acredito muito mais na versão que li não sei onde, que a Rainha mandou construir a Basílica para aplacar a Ira de Deus contra seu augusto Pai, Dom José, por causa da expulsão dos Jesuítas, e dos desmandos, na sua ótica, do Marquês de Pombal, um anticlerical.
Dona Maria I tinha horror a Sebastião José de Carvalho e Melo, primeiro Conde de Oeiras e Marquês de Pombal, secretário de Estado do Reino durante o reinado de D. José I, o pai de Dona Maria, “sendo considerado, ainda hoje, uma das figuras mais controversas e carismáticas da História Portuguesa”.
Pombal havia a “ A 3 de setembro 1759, curiosamente passado um ano depois da tentativa de regicídio a Dom José, expulsou os jesuítas da metrópole e das colónias, confiscando os seus bens, sob a alegação de que a Companhia de Jesus agia como um poder autónomo dentro do Estado português”, no que fez na minha ótica muito bem. Os Jesuítas são os responsáveis pelo atraso do sócio-econômico-cultural do Brasil. Em nome da defesa dos índios, faziam e desfaziam na Colônia ficando cada ano que passava mais ricos e poderosos. Um cancro putrefato na nascente sociedade brasileira.
“Nomeou o seu irmão Paulo António de Carvalho e Mendonça Presidente do Conselho do Santo Ofício (Inquisição). Assim apesar de a Inquisição não ter sido oficialmente desmantelada, ela sofreu com o governo de Pombal um profundo abalo na sua autonomia, sendo usada como instrumento de poder político do Marques, com a criação de medidas que a levaram à progressiva subordinação à autoridade real.
O Tribunal do Santo Ofício passava a ser pouco mais que uma agência governamental: em 1 de outubro de 1774, publicou um decreto que fazia os veredictos do Santo Ofício dependerem de sanção real. Entretanto, deixariam de se organizar em Portugal os Autos-de-fé.
Em 5 de outubro de 1768 obrigou por decreto a "primeira nobreza da corte" (principais titulares do reino de Portugal, na altura chamados de "puritanos", i.e., aqueles que em prol da limpeza de sangue praticavam uma estricta endogamia, de maneira a evitar que nas suas linhagens entrasse "mancha de nação impura" - judeus ou mouriscos) a casar fora do seu grupo social ou com linhagens com menores garantias de pureza.
Em 25 de maio de 1773 fez promulgar uma lei que extinguia as diferenças entre cristãos-velhos (católicos sem suspeitas de antepassados judeus) e cristãos-novos, tornando inválidos todos os anteriores decretos e leis que discriminavam os cristãos-novos e impunham critérios de "limpeza de sangue".
Passou a ser proibido usar a palavra "cristão-novo", quer por escrito quer oralmente. As penas eram pesadas: para o povo - chicoteamento em praça pública e exílio em Angola; para os nobres - perda de títulos, cargos, pensões ou condecorações; para o clero - expulsão de Portugal.
Pombal introduziu importantes mudanças no sistema de ensino (superior) do reino e das colónias - que até essa época estava sob a responsabilidade da Igreja -, passando-o ao controle do Estado e a Universidade de Coimbra sofreu profunda reforma, sendo modernizada.
Foi criada ainda a Aula do Comércio, implementada em Lisboa em 1759, primeiro estabelecimento de ensino oficial no mundo a ensinar a Contabilidade de uma forma técnico-profissional”.

O Marquês de Pombal e o Brasil:

“ Em 1755 e 1759, foram criadas, respectivamente, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e a Companhia Geral de Comércio de Pernambuco e Paraíba, empresas monopolistas destinadas a dinamizar as atividades económicas no Norte e Nordeste da colónia.
Em 1759, o regime de capitanias hereditárias foi definitivamente extinto, com a sua incorporação aos domínios da Coroa portuguesa. Quatro anos depois, em 1763, a sede do governo-geral da colónia foi transferida de Salvador da Bahia para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo económico do Nordeste para a região Centro-Sul.
Com a expulsão violenta dos jesuítas do império português, o Marquês determinou que a educação na colónia passasse a ser transmitida por leigos nas chamadas Aulas Régias. Até então, o ensino formal estivera a cargo da Igreja. O ministro regulamentou ainda o funcionamento das missões, afastando os padres de sua administração, e criou, em 1757, o Diretório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos.
Complementando esse "pacote" de medidas, o marquês procurou dar maior uniformidade cultural à colónia, proibindo a utilização do Nheengatu, a língua geral (uma mistura das línguas nativas com o português, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigatório o uso do idioma português.
Também estimulou a miscigenação com os indígenas no país, proibindo a escravização dos mesmos como uma das medidas, já que percebeu que a única forma de manter uma colónia tão grande sem perdê-la para outros países europeus era povoá-lo com súditos da coroa portuguesa.
No entanto, na região mineira, instituiu a derrama em 1765, com a finalidade de obrigar os mineradores a pagarem os impostos atrasados. A derrama foi um dos factos que motivou depois a Inconfidência Mineira”.

Um dos mais excelentes livros escrito em torno de Pombal e sua relação com o Brasil é sem dúvida nenhuma “ O Brasil na Administração Pombalina (economia e Política Externa) ” do Visconde de Carnaxide - António Baptista de Sousa Pedroso, 2º visconde de Carnaxide.

Processo dos Távoras:

“Na sequência do terramoto de Lisboa - O terremoto fez-se sentir na manhã de 1 de novembro de 1755 às 9:30 ou 9:40 da manhã, dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos - ficou só menos de dois anos mais como Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra.
O rei D. José I deu ao seu primeiro-ministro poderes acrescidos, tornando-o numa espécie de ditador, e fê-lo Conselheiro de Estado e Comendador de Santa Marinha da Mata de Lobos e de São Miguel das Três Minas, ambas na Ordem de Cristo.
À medida que o seu poder cresceu, os seus inimigos aumentaram e as disputas com a alta nobreza tornaram-se frequentes.
Em 1758 D. José I é ferido numa tentativa de regicídio.
A família de Távora e o Duque de Aveiro foram acusados como implicados no atentado e executados após um rápido julgamento. Nessa altura Sebastião de Melo não mostrou qualquer misericórdia, tendo perseguido cada um dos envolvidos.
Com este golpe final, o poder da nobreza foi decisivamente contrariado, marcando uma vitória sobre os seus inimigos, aqueles que tinham força para se oporem a si e ao rei. Pela sua acção rápida, D. José I atribuiu ao seu leal ministro o título de Senhor Donatário das vilas de Oeiras e seu termo e de Pombal, com o título de Conde de Oeiras, em 1759.
A 3 de Setembro 1759, um ano depois da tentativa de regicídio a D. José, expulsou os jesuítas da metrópole e das colónias, confiscando seus bens, sob a alegação de que a Companhia de Jesus agia como um poder autónomo dentro do Estado português e as suas ligações internacionais eram um entrave ao fortalecimento do poder régio.
No seguimento do caso Távora, o novo Conde de Oeiras não conheceu qualquer nova oposição. Adquirindo o título de Marquês de Pombal em 1770, teve quase exclusivamente o poder de governar Portugal até à morte de D. José I em 1777.
O Processo dos Távoras culminou numa execução pública em Belém. Foram espancados e depois queimados Dom Francisco de Távora e seus dois filhos, José Maria e Luís Bernardo. Brás Romeiro, grande amigo de Luís Bernardo também não escapou. Também foram logo presos o Duque de Aveiro, um dos seus criados e um irmão desse criado, e a Marquesa de Távora, D. Leonor, que foi decapitada.
O resto da família Távora, Aveiro, Alorna e Atouguia, entre eles o bispo de Coimbra D. Miguel da Anunciação, foram presos sendo mais tarde mandados libertar por D. Maria I, que nunca viu este processo com bons olhos, acreditando na inocência dos Távoras e restantes acusados, em prol de benefícios obscuros.

Todos esses atos foram certíssimos para evolução de Portugal e de seu Império transcontinental.
Pombal fez florescer um novo conceito na História portuguesa, o chamado Pombalismo.
O Pombalismo era uma doutrina política segundo a qual, toda a governação vai no sentido de racionalizar o estado e de Portugal superar atrasos vários na sua economia, CONCEITO que a Terra de meus Avoengos hoje necessita ressuscitar.
A Nobreza odiava Pombal, Dom Pedro III odiava Pombal, e Dona Maria I odiava Pombal por tudo que fez, principalmente expulsado os Jesuítas.
A Rainha Dona Maria I ficou muito afetada pelos eventos, destaque a impiedade mostrada para com a família Távora, e assumindo o Governo retirou-lhe todos os poderes e expulsou-o de Lisboa. Foi emitido um decreto proibindo a sua presença a uma distância inferior a 20 milhas da capital.
Segundo consta Dona D. Maria I tinha ataques de raiva apenas ao ouvir o nome do antigo primeiro-ministro de seu pai.
“Se passasse em viagem por uma das suas propriedades, o Marquês era obrigado por decreto a afastar-se de casa, mas o Marquês de Pombal morreu pacificamente na sua propriedade em 8 de maio de 1782. Os seus últimos dias de vida foram vividos em Pombal e na Quinta da Gramela, propriedade que herdara de seu tio, o arciprestre Paulo de Carvalho e Ataíde, em 1713”.

Os sinais de loucura.

A Aclamação de Dona Maria como Rainha de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhora da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc., ocorreu no dia 13 de maio de 1777.
 Em 11 de setembro de 1788 morre de varíola o seu querido primogênito Dom José Francisco, a Rainha ensandeceu.
Sua depressão contagia a Corte portuguesa.
No dia 5 de maio de 1789 os Estados Gerais de França composto de três Estados ou Ordens – O Clero, a Nobreza e os Comuns -  se reúnem no Palacio Versalhes convocados por Luís XVI, Rei de França e de Navarra, é o início dos Movimentos que culminou com a Revolução Francesa de 1789.
Dona Maria I tem um forte ataque de nervos ao saber que em “5 de outubro de 1789, uma multidão enfurecida de mulheres parisienses marchou em direção ao Palácio de Versalhes, onde a Família Real vivia, para matar a Rainha Maria Antonieta, “sa cousine”, e concede asilo a numerosos aristocratas franceses fugidos”.
Em 13 de agosto de 1792, Louis XVI, son cousin, é enviado preso à Torre do Templo, uma antiga fortaleza em Paris, outro ataque de nervos muito mais sério e grave do que o anterior.
“ Em 10 de fevereiro de 1792, em documento assinado por dezessete médicos, Dona Maria I foi declarada incapaz de gerir o reino, não havendo previsão de melhora em seu quadro. ”
Soube por quem não se sabe, mas que foi uma grande de um ‘amigo da onça’, que “na segunda-feira, 21 de janeiro de 1793, Luís XVI foi decapitado pela guilhotina na Place de la Révolution, atual Place de la Concorde, mergulha na loucura definitivamente. Acabaram-se definitivamente os lampejos de sanidade”.
Via revolucionários por todas as partes, ficou em um estado lamentável.
A Corte Portuguesa que já era macambúzia, ficou mais sorumbática ainda.
Em meio a ela Dona Carlota Joaquina, com 17 anos, estava em plena efervescência, em pleno rebuliço, com os hormônios a flor da pele.
Mais, o bonachão e sábio do Dom João não, estava como sempre cauteloso ante os acontecimentos que o cercava.
Fazia questão de dar a impressão que a Augusta Mãe ainda governava.
“ Dom João se mostrou relutante em assumir decididamente as rédeas do poder, rejeitando a ideia de uma regência formalizada, abrindo assim caminho para elementos da nobreza formarem uma corrente que pretendia governar de facto o reino através de um Conselho”.
Para piorar “ circularam rumores de que Dom João exibia sintomas da mesma insanidade, especulando-se se ele também se veria impedido de reinar”.
Mias que era a incentivadora desses boatos?
A amalucada pela ambição, violenta, notória ninfomaníaca, Dona Carlota Joaquina.
Dom José Xavier de Noronha Camões de Albuquerque de Sousa Moniz, um ilustre nobre português e um monárquico fervoroso, o 6.º conde de Vila Verde, o 4.º Marquês de Angeja,  o décimo-sexto morgado de Vila Verde dos Francos,  “ propôs a abertura de um inquérito e a prisão dos implicados, e a princesa só não pagou mais caro porque D. João, desejando evitar um escândalo público, opôs-se à sua prisão, preferindo confinar os movimentos da esposa ao Palácio de Queluz, enquanto ele mesmo ia morar para o Palácio de Mafra, separando-se dela”.
Em Queluz ela deu vazão as suas taras - tinha orgasmos sucessivos e apavorantes, chegando mesmo a morder violentamente seus parceiros, tirando sangue com suas dentadas bastante doloridas - até a Migração para o Rio de Janeiro.

Final da Sexta Parte.