domingo, 10 de janeiro de 2016

Carlota Joaquina - Terceira Parte.

Carlota Joaquina, A Megera de Queluz
Uma portadora do “ Sinal da Maldade”
Terceira Parte

“ Nenhuma outra consorte espanhola foi tão odiada, acusada ou abusada como a moralmente corrupta, portanto com o “ Sinal da Maldade”, do que Doña María Luisa, “ una mujer fea, llena de vicios y dada la grosería”, mas Reina consorte de España, era neta de Luís XV. Teve numerosos amantes enquanto seu marido se ocupava em armar e desarmar relógios”.

Carlota a cavalo 

Mais, voltemos ao assunto, a filha desta odiada criatura que trazia dentro de si “ Sinal da Maldade”.
Doña Carlota Joaquina Teresa Cayetana de Borbón y Borbón-Parma, Infanta de España, como a mãe “ una mujer fea, llena de vicios y dada la grosería”.
T.L.: Uma mulher feia, cheia de vícios e dada a grosserias.

Palacio Real de Aranjuez,

Nascida no Palacio Real de Aranjuez, uma das residências da família real espanhola, localizada no Sitio real e Villa de Aranjuez (Madrid), em 25 de abril de 1775.
E nasceu com o “ Sinal da Maldade ”, a aglutinação do “ Sinal de Caim com a Maldição de Cam”.
Além do que tinha o fogo sexual da mãe e do bisavô.
“ Gostava disso a peça, quase morreu afogada lá para os lados da enseada de Botafogo”.
“ Os primeiros anos de sua vida foram passados com seu avô Carlos III, Rei de Espanha de 10 de agosto de 1759 a 14 de dezembro de 1788, para quem era a menina dos seus olhos, todavia sempre foi considerada um “peão no jogo da política dos casamentos vantajosos”.
Dona Maria Victoria de Bourbon, nascida Infanta de Espanha e Rainha consorte de Dom José I de Bragança, Rei de Portugal, foi visitar o irmão Carlos III, Rei de Espanha e outros Títulos, quando os Soberanos “ discutiram entre outras coisas os benefícios que trariam para as duas Cortes os casamentos de seus Príncipes-Infantes.
Na conversa entre os irmãos surgiram os nomes de:

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I-    Gabriel de Borbón y Sajonia, Infante de España, filho do proprio Carlos III com Maria Amália da Saxônia - María Amalia de Sajonia –com a neta de Dona Maria Victoria, ou seja, a Infanta de Portugal Dona Maria Ana Vitória Josefa de Bragança, filha da Rainha Dona Maria I e de seu marido, Dom Pedro III;

Dom João VI, anônimo. 
II-                  Do outro neto de Dona Maria Victoria, Dom João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança, então Infante de Portugal, Duque de Beja, Senhor da Casa do Infantado – o futuro Dom João VI- com a Infanta de Espanha Doña Carlota Joaquina Teresa Cayetana de Borbón y Borbón-Parma, ou seja, a nossa Dona Carlota Joaquina. 


As negociações casamento duraram vários anos, iniciadas pelos irmãos soberanos, até que finalmente se chegou a bons termos.
O representante do Rei de Espanha era Don José Moñino y Redondo, Conde de Floridablanca, e o dos Reis de Portugal era Dom Henrique de Meneses, 7.º Conde da Ericeira e 3.º Marquês de Louriçal, senhor da Ericeira, 5.º senhor de Ancião, 11.º senhor do Louriçal.
E assim em:
1- 2 de maio de 1784 ocorreu a assinatura, em Aranjuez, Espanha, dos Artigos preliminares para o Tratado Matrimonial dos Príncipes;
2- 10 de  março de 1785 ocorreu a assinatura do Tratado matrimonial do Infante Dom João, futuro Dom João VI, com a Infanta de Espanha Dona Carlota Joaquina;
3- As apresentações aconteceram no dia 8 de maio de 1785 na cidade portuguesa de Vila Viçosa na fronteira com a Espanha;
4- 9 de maio de 1785 na mesma Vila Viçosa é dada a benção matrimonial pela Santa Madre Igreja ao enlace matrimonial entre o Infante Dom João [18 anos ] que assim se casa com D. Carlota Joaquina de Borbón [10 anos];
5- No dia 23 de maio de 1785 no Palácio Real de Aranjuez, uma das residências do Rei de Espanha, situado no Real Sítio e Vila de Aranjuez, Madrid, acontece as bênçãos da Santa Madre Igreja ao enlace matrimonial do Infante de Espanha Gabriel de Borbón [33 anos] com a Infanta de Portugal Dona Maria Ana Vitoria [17 anos], que já haviam contraído matrimonio por procuração em Lisboa, no dia 12 de abril de 1785;
6- Contudo as negociações não estavam terminadas, e em 20 de outubro de 1791 é assinado um acordo entre a Rainha de Portugal, Dona Maria I e o Rei de Espanha, Carlos IV, sobre os dotes dos nubentes.

Os festejos duraram quatro dias, durante o dia se realizavam torneios e touradas, e a noite havia reuniões musicais que na época se chamavam "serenins", bailes e representações líricas.
“Dentro desses festejos a senhora Dona Carlota agrediu o esposo, mordeu- lhe fortemente a orelha e atirou um castiçal no rosto do marido”.
“ Depois desse episódio, foi feito um ato adicional ao contrato de casamento, permitindo que Dona Carlota pudesse ter sua primeira relação sexual com o marido aos 14 anos podendo voltar atrás caso assim ela quisesse ou seja: se ela quisesse fazer sexo antes dos 14 anos, poderia”.
“Um certo Padre José Agostinho de Macedo, imprimiu uns folhetos contando esse caso da noite de núpcias de forma brincalhona e sarcástica com o título: "O gato que cheirou e não comeu" (…); a Princesa, indignada com o escrito mandou dar uma surra de chicote nas nádegas do padre, despi-lo em praça pública e aplicar uma "seringada" de pimenta do reino no seu clérigo traseiro e depois soltá-lo nu no Bairro das Marafonas”, daí é que surgiu o dito “ pimenta no cu dos outros é refresco’.
“O Padre José Agostinho foi socorrido por uma atriz cômica do Teatro da Rua dos Condes, Maria da Luz que depois veio a ser amante do vigário humilhado”, o que demostrou o sangre caliente, señal de la maldad, de la futura reina de Portugal y Emperatriz de Brasil.
A vida sexual do casal só começou realmente cinco anos depois, quando Carlota menstruou pela primeira vez, e assim “ a consumação teve de esperar até o dia 5 de abril de 1790”.
Dom João era um moço garboso e como bom lusitano, ou luso descendente, depois de uma certa idade engorda, cria pança, uma caraterística da Raça que Dominou o Mundo, e que com seu trabalho ainda contribui para o enriquecimento da Humanidade.
Foram pais de:


1-     A Infanta de Portugal Dona Maria Teresa Francisca de Assis Antónia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Miguela Rafaela Isabel Gonzaga ( * Queluz, 29 de Abril de 1793 — +Trieste, norte da Península Italiana então possessão do Império Austríaco 17 de Janeiro de 1874), casada em primeiras núpcias com D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança, Infante de Portugal e de Espanha, e pela segunda vez com Carlos de Bourbon, Conde de Molina, também Infante de Espanha e seu cunhado. Era Miguelista, e quando de sua morte estava tanto exilada de Portugal, quanto da Espanha, por causa das travessuras de seu segundo marido. Princesa da Beira, perdendo-o com o nascimento de seu irmão Dom Francisco António, o abaixo citado. Deixou descendência;

2-     Dom Francisco António Pio de Bragança (* 21 de Março de 1795 -  +11 de Junho de 1801, com 6 anos de idade, recebendo o Título de Príncipe da Beira. Com sua morte passou a ser o herdeiro do Trono o seu irmão mais novo, Dom Pedro de Alcântara de Bragança. Ver abaixo;


3-     Infanta de Portugal Dona Maria Isabel Francisca de Assis Antónia Carlota Joana Josefa Xavier de Paula Micaela Rafaela Isabel Gonzaga de Bragança e Bourbon (* (Queluz, 19 de maio de 1797 — + Aranjuez, Madri, 26 de dezembro de 1818), Rainha de Espanha e outros Títulos, pois casou-se com Fernando VII, Rei de Espanha. Uma filha natimorta (26 de dezembro de 1818), e as complicações do segundo parto provocaram seu falecimento, no Palácio Real de Aranjuez.

4-     Dom Pedro I & IV, Imperador do Brasil e Rei de Portugal (1798-1834), casou com:


a-      Maria Leopoldine Josepha Caroline des Hauses Habsburg-Lothringen, Erzherzogin von Österreich, apelidada de Poldl, ou seja,  Dona Maria Leopoldina Josefa Carolina da Casa de Habsburgo-Lorena, Arquiduquesa da Áustria, nossa querida Dona Leopoldina, a Mãe do Brasil, (* 22 de janeiro de 1797, em Viena da Áustria e † 11 de dezembro de 1826 na Imperial Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro). Deixou descendência;

b-     Amélie Auguste Eugénie Napoléone de Beauharnais, Princesse de Leuchtenberg, nascida quando seu pai, Eugène Rose de Beauharnais era o Vice-Rei da Itália em nome de seu pai adotivo Napoleão I, Rei da Itália e Imperador dos Franceses, em Milão no dia 31 de julho de 1812, e faleceu no dia 26 de janeiro de 1873 em Lisboa, no Reino de Portugal passando por dificuldades financeiras. Foi de 1829 -  1831 Sua Majestade Imperial a Imperatriz do Brasil, e de 1831 -  1873 Sua Majestade Imperial a Duquesa de Bragança. Deixou descendência: Dona Maria Amélia Augusta Eugénia Josefina Luísa Teodolinda Heloísa Francisca Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga, Princesa do Brasil, (*Paris, 1 de dezembro de 1831 – + Funchal, 4 de fevereiro de 1853), cognominada "A Princesa Flor".



5-     Infanta de Portugal, por casamento Infanta de Espanha, Dona Maria Francisca de Assis da Maternidade Xavier de Paula e de Alcântara Antónia Joaquina Gonzaga Carlota Mónica Senhorinha Sotera e Caia de Bragança e Bourbon, por mim denominada “ A Portentosa”.
Nasceu no Palácio de Queluz, no dia 22 de abril de 1800 e veio a falecer na Reitoria de Alverstoke, um vilarejo em Gosport, Hampshire, Inglaterra, sendo seu corpo está sepultado na capela-mor da Igreja Católica dessa mesma cidade. Em Cadiz, no dia 4 de setembro de 1816, casou-se por procuração com o Infante de Espanha Don Carlos María Isidro de Borbón, seu tio materno, e em 5 de setembro no Palácio Real de Madri receberam as bênçãos da Santa Madre Igreja. Tiveram 3 filhos que foram criados por sua irmã a Infanta de Portugal Dona Maria Teresa, segunda esposa de seu marido, Dom Carlos;

6-     Infanta de Portugal Dona Isabel Maria da Conceição Joana Gualberta Ana Francisca de Assis Xavier de Paula de Alcântara Antónia Rafaela Micaela Gabriela Joaquina Gon­zaga de Bragança e Bourbon (*Lisboa, 4 de julho de 1801 — + Lisboa, 22 de abril de 1876), Regente de Portugal
6 de março de 1826 até 26 de fevereiro de 1828 nomeada por seu pai, Dom João VI, que morreu 4 dias depois da nomeação. Não casou e no fim da vida se à Igreja Católica.

7- Infante de Portugal Dom Miguel Maria do Patrocínio João Carlos Francisco de Assis Xavier de Paula Pedro de Alcântara António Rafael Gabriel Joaquim José Gonzaga Evaristo de Bragança e Bourbon, pelos seus cognomes vemos que mercê um capitulo abaixo, contudo eu penso que ele foi o herdeiro direto do “ Sinal da Maldade” de sua mãe, a saber; O Absolutista, O Tradicionalista, O Usurpador (para os liberais), O Sacrificado (para os legitimistas). Foi o Rei de Portugal de 11 de julho de 1828, coroado no mesmo dia, mais seu reinado terminou em 26 de maio de 1834.
Nasceu no Palácio de Queluz no dia 26 de outubro de 1802, e morreu no exilio pela “Lei do Banimento, Carta de Lei de 19 de dezembro de 1834 de Dona Maria Segunda, por Graça de Deos, Rainha de Portugal, Algarves, e seus Dominios”, em Jagdschloss Karlshöhe, Esselbach, Reino de Württemberg, 14 de novembro de 1866.
Casado com Adelaide de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg; com descendência do casamento e com duas filhas naturais legitimadas;


8- Infanta de Portugal Dona Maria da Assunção Ana Joana Josefa Luísa Gonzaga Francisca de Assis Xavier de Paula Joaquina Antónia de São Tiago de Bragança e Bourbon (* Palacio de Queluz, 25 de junho de 1805 – + Santarém, 7 de janeiro de 1834)); sem descendência. “Entre os seus irmãos, foi sempre o seu dileto o senhor Dom Miguel, e tão viva se tornou a afeição que os unia que as paixões políticas do tempo não perderam o ensejo de propalar a esse respeito boatos escandalosos. Dona Maria da Assunção foi quem se conservou sempre ao lado dele quando este assumiu a coroa do Reino de Portugal. Quando os Liberais ocuparam Lisboa, a Infanta retirou-se para Santarém com as tropas Miguelistas, onde faleceu vitima dum ataque de cólera-morbo, epidemia que se havia declarado em Portugal. Inúmeras fontes bibliográficas e testemunhos da época dão conta de que a Infanta Dona Maria da Assunção de Bragança, teria sido, à semelhança dos seus irmãos, Dom Miguel e a Infanta Dona Ana de Jesus Maria, apenas mais uma filha bastarda reconhecida pelo Rei Dom João VI de Portugal, fruto das famosas ligações adúlteras de sua mãe, Dona Carlota Joaquina de Bourbon, com os seus amantes e criados. Segundo estas, o próprio Rei D. João VI terá confirmado não ter tido relações sexuais com a sua esposa durante mais de dois anos e meio antes do nascimento dos três últimos filhos, tempo durante o qual o Rei e a Rainha terão vivido numa permanente guerrilha conjugal e só se encontravam em raras ocasiões oficiais. Laura Permon, a Duquesa de Abrantes por Napoleão I e mulher do General Junot, declarou publicamente que: "O erário público pagava a um apontador para apontar as datas do acasalamento real, mas ele tinha pouco trabalho. Isso não impedia Dona Carlota Joaquina de ter filhos com regularidade e, ao mesmo tempo advogar inocência e dizer que era fiel a Dom João VI, gerando assim filhos da Imaculada Conceição." [...] "Mas uma coisa é saber-se que não era o pai, outra é dizer quem era o pai, porque Dona Carlota Joaquina, não era fiel nem ao marido nem aos amantes".


9- Infanta de Portugal Dona Ana de Jesus Maria Luís Gonzaga Joaquina Micaela Rafaela Francisca Xavier de Paula de Bragança e Bourbon, (* Palacio de Mafra, 23 de outubro de 1806 - + Roma, 22 de junho de 1857.
Foi a última filha bastarda reconhecida (ver Questão da paternidade da 1ª Marquesa de Loulé). No dia 5 de dezembro de 1827, no Palácio Real de Queluz, Dona Ana de Jesus Maria desposou o general, político, maçon e nobre D. Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto, então titulado como 9.º conde de Vale de Reis e 2.° marquês de Loulé (mais tarde, ele tornar-se-ia 1.º duque de Loulé). O casal não quis envolver-se na disputa de D. Miguel pelo Trono Português. Preferiram exilar-se e viajaram então por alguns anos pela Europa, período em que nasceram os restantes filhos. O casamento, nunca dissolvido, acabou em separação em 1835. Dona Ana de Jesus Maria continuou a viver em Roma, na Itália, onde veio a morrer, vinte e dois anos depois. Por causa disso, ela nunca se tornou Duquesa de Loulé.
Observação: O Marquesado de Loulé foi criado em 6 de julho de 1799 por D. Maria I de Portugal, a favor de Agostinho Domingos José de Mendoça Rolim de Moura Barreto.
Ducado de Loulé foi criado de juro e herdade em 3 de outubro de 1862 por Dom Luís I, Rei de Portugal, a favor do 2.º marquês de Loulé e 9.º conde de Vale de Reis, Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barreto.
Com o casamento do 2.º Marquês e 1.º Duque de Loulé com Dona Ana de Jesus Maria, os descendentes de ambos passaram a gozar do tratamento de Dom.
Pelas pinturas Dona Ana de Jesus Maria era uma bonita mulher, diferente do resto da família, só pode mesmo ter pai diferente. A chamo de “ A Infanta Bonita”.
 

  Dom Nuno José Severo de Mendonça Rolim de Moura Barreto,
primeiro Duque de Loulé.

Gostaria de destacar:
“ Segundo vários autores e inclusive os relatos da própria época, a Infanta Dona Maria da Assunção era filha do jardineiro do palácio da Rainha, ou de um outro serviçal do Ramalhão (o palácio localizado perto de Sintra, onde Dona Carlota Joaquina vivia separada do seu real esposo) ”.
“ Que para Raul Brandão, por exemplo, João dos Santos, o cocheiro e jardineiro da Quinta do Ramalhão, era o pai de D. Maria da Assunção e de D. Ana de Jesus Maria, enquanto o D. Miguel era o filho do Marquês de Marialva”.
“Por seu lado, Alberto Pimentel assegura que "...passa como certo que dos nove filhos que D. Carlota Joaquina dera à luz, apenas os primeiros quatro tiveram por pai D. João VI".
“ A própria Duquesa de Abrantes, no entanto, não deixou de sublinhar nas suas "Memórias" a própria "diversidade cómica" da descendência do Rei Dom João VI: "O que é notável nesta família de Portugal é não haver um único filho parecido com a irmã ou o irmão... e completava sobre Carlota Joaquina “a sua fealdade, seus cabelos sujos e revoltos, seus lábios muito finos e arroxeados adornados por um buço espesso, seus dentes", "desiguais como a flauta de Pã". Chegando ao ponto de escrever que "Não podia convencer-me de que ela era uma mulher e, entretanto, sabia de fatos nessa época que provavam fartamente o contrário"- ABRANTES, Duquesa de; Recordações de uma estada em Portugal. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal, 2008. pp 78.
Laure de St.-Martin Permon, a Duquesa de Abrantes por ser duquesa consorte de Abrantes, título concedido por Napoleão I por altura das Invasões Francesas. Nasceu em 1784 e faleceu em 1838. Foi uma personalidade mundana, casada com o General Junot, comandante da I Invasão Francesa a Portugal. Conhecida pela Incrível Laura, escreveu «Souvenírs d´une ambassa de et d'un séjour en Espagne et en Portugal de 1808 à 1811». Teve também colaboração em publicações periódicas. Este título nobiliárquico de Duque de Abrantes, ao contrário de outro que foi antes concedido pelo Rei de Portugal, não tem validade em Portugal.
Por isso tudo descrito acima o matrimônio, é claro, foi um fracasso.



Fim da Terceira Parte