domingo, 17 de julho de 2016

Orleans e Bragança? Não só Dinastia de Bragança. Parte 3

Sobre o segundo filho de Dona Isabel e de Gastão, Conde d’Eu:
O senhor Dom Luís Maria Filipe Pedro de Alcântara Gastão Miguel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, O Príncipe Perfeito, em 26 de janeiro de 1878, Príncipe do Brasil, Príncipe de Orleans e Bragança.  Com a abdicação dos direitos dinásticos por parte de seu irmão, como já explicado no artigo na Parte 2, passou a ser Sua Alteza o Príncipe Imperial de jure.  

Dom Luís Maria agora Príncipe Imperial de jure do Brasil, casou com Dona Maria da Graça Pia Chiara Ana de Bourbon-Duas Sicílias, batizada Maria da Graça Pia Clara Ana Teresa Isabela Adelaide Apolônia Ágata Cecília Filomena Antônia Lúcia Cristina Catarina, terceira filha de Dom Afonso de Bourbon-Duas Sicílias, Conde de Caserta, e de sua esposa e prima, Donna Maria Antonieta de Bourbon-Duas Sicílias, em 4 de novembro de 1908, em Cannes, França.
Foi fundado o Ramo de Orleans e Bragança e Bourbon-Duas Sicílias, e nele nasceram:
1-    Dom Pedro Henrique Afonso Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Bourbon (Boulogne-Billancourt, 13 de setembro de 1909 – Vassouras, 5 de julho de 1981), Príncipe de Orléans e Bragança de 1909 a 1921, Príncipe de jure do Grão-Pará de 1909 a 1920, Príncipe Imperial de jure do Brasil de 1920 a 1921 (após a morte do pai) e chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 em diante (após a morte da avó), então com 12 anos de idade, com apoio dos monarquistas e de seu tio, Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, esse Príncipe-titular de Orleans e Bragança, e de conformidade com a Declaração de Bruxelas, ou Pacto de Família, de 26 de abril de 1909.
Para grande parte dos monárquicos brasileiros Dom Pedro Henrique era o verdadeiro Herdeiro do Trono Imperial e o Aclamaram como Sua Majestade Imperial, Dom Pedro III, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Ficando claro que é Imperador de jure.
Casou religiosamente na capela do castelo de Nymphenbourg, em Munique, em 19 de agosto de 1937, com a Princesa Dona Maria, batizada Marie Elisabeth Françoise Josèphe Thérèse, da  Haus von Wittelsbach .
Dona Maria nasceu Nymphenburg em 9 de setembro de 1914, e faleceu, aos 94 anos, na cidade do Rio de Janeiro, 13 de maio de 2011.
Era filha primogênita de Francisco (Franz Maria Luitpold) de Wittelsbach, Príncipe da Baviera, e de Isabel de Croÿ, Princesa de Croÿ.
O casal teve 12 filhos.
Destaco que a Casa de Wittelsbach já não mais reinava na Baviera desde 1918, sendo o último monarca Luís III, Rei da Baviera, Duque da Francônia, Duque na Suábia e Conde Palatino do Reno, avô de Dona Maria.  
Em 1951, Pedro Henrique comprou uma propriedade agrícola, a Fazenda Santa Maria, na cidade de Jacarezinho, interior do Paraná, onde se lançou como agricultor. Em 1965, retornou ao estado do Rio de Janeiro, instalando-se em Vassouras, cidade importante nos tempos do império, quando era polo cafeeiro. No chamado Sítio Santa Maria D. Pedro Henrique residiu até o final de sua vida.
E é por causa desse fato que seu filho, Dom Luiz Gastão Maria José Pio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Wittelsbach (Mandelieu, 6 de junho de 1938), Príncipe de Orléans e Bragança de 1938 a 1981, Príncipe Imperial de jure do Brasil de 1938 a 1981 e atual chefe da Casa Imperial do Brasil, desde 5 de julho de 1981, é considerado como o Pretendente do Ramo de Vassouras.
Os monárquicos fieis a seu pai o Aclamaram Sua Majestade Imperial, Dom Luiz I, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Ficando claro que é Imperador de jure.
Dom Pedro Henrique e Dona Maria da Baviera, são pais de:
Eudes de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1939). Renunciou em 1966; casou-se em primeiras núpcias em 1967, com a quatrocentona Ana Maria de Moraes Barros, filha de Luís de Moraes Barros e Maria do Carmo de Cerqueira César Moraes Barros, de quem se divorciou em 1976, e em segundas núpcias em 1976, com Mercedes Neves da Rocha, filha de Guy de Proença Neves da Rocha e Lia Viegas Willemsens. Ambas as suas esposas têm ascendência na nobreza do Império do Brasil. Com descendência.
Bertrand de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1941). Segundo na linha de sucessão ao trono imperial brasileiro. Sem descendência.
Isabel Maria de Orléans e Bragança (1944). É a sétima na linha de sucessão no trono. Sem descendência.
Pedro de Alcântara Henrique de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1945). Renunciou em 1978; casou-se em 1974 com a quatrocentona Maria de Fátima de Andrada Baptista de Oliveira de Lacerda Rocha, filha de Orlando de Lacerda Rocha e Sílvia Maria de Andrada Baptista de Oliveira, cuja família faz parte da nobreza do Império do Brasil e da nobreza portuguesa. Sua esposa também vem a ser sobrinha-tetraneta de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência (ver independência do Brasil (1822). Com descendência.
Fernando Diniz de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1948). Renunciou em 1975; casou-se em 1975 com Maria da Graça de Siqueira Carvalho Baère de Araújo, filha de Walter Baère de Araújo, coronel-engenheiro do Exército Brasileiro, e de Maria Magdalena de Sousa Carvalho e Siqueira Carvalho. A família de sua esposa pertence à nobreza do Império do Brasil. Com descendência.
Antônio João de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1950). É o terceiro na linha de sucessão; casou-se em 1981 com D. Cristina Maria, Princesa de Ligne. Com descendência. Desconheço a posição de Dom Antônio adquirida por casamento na Corte dos Rei dos Belgas, diferentemente da posição do falecido Dom Pedro Gastão que era tio do Rei em função.
Eleonora de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1953). Casou-se em 1981 com o príncipe Miguel de Ligne, que, desde 2005, tornou-se o Príncipe-titular e chefe da Casa de Ligne, uma das mais antigas famílias nobres belgas.
Francisco Maria José de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1955). Renunciou em 1980; casou-se em 1980 com Cláudia Regina Borges Martins Godinho, filha de Eurico Borges Godinho e de Nilza Leite Martins. Com descendência.
Alberto de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1957). Renunciou em 1982; casou-se em 1983 com Maritza Ribas Bokel, filha de Jaddo Barbosa Bokel e Maritza Bulcão Ribas, cuja família pertence à nobreza do Império do Brasil. Com descendência.
Maria Thereza de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1959). Renunciou em 1995; casou-se em 1995 com Johannes de Jong, aristocrata holandês. Com descendência.
Maria Gabriela de Orléans e Bragança e Wittelsbach (1959). Gêmea da precedente, renunciou em 2003; casou-se em 2003 com Theodoro de Hungria Machado, filho do arquiteto Paulo Eduardo de Hungria Machado e de Sílvia Emília de Melo Franco Sena, de quem se divorciou em 2005. A família de seu marido pertence à nobreza do Império do Brasil. Sem descendência.

2-    Dom Luís Gastão Antônio Maria Filipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Bourbon, batizado Luís Antônio Maria Gaston Miguel Gabriel Rafael Gonzaga Filippo d'Orléans-Braganza e Borbone, (Cannes, 19 de fevereiro de 1911 – Neuilly-sur-Seine, 8 de agosto de 1931) Príncipe imperial de jure do Brasil e Príncipe de Orléans e Bragança.
“ Dom Luís ascendeu ao título de Príncipe Imperial de jure em 1921, quando a Princesa Isabel faleceu, e seu irmão mais velho, Pedro Henrique, então Príncipe Imperial assumiu a posição de Chefe da Casa Imperial Brasileira, e por via de consequência Aclamado Sua Majestade Imperial, Dom Pedro III, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil. Ficando claro que é Imperador de jure.
3-    Dona Pia Maria de Orléans e Bragança e Bourbon, batizada Maria Pia Raniera Isabella Vittoria Antonietta Amelia Teresa Gerarda Raimunda Michaela Anna Gabriella Raffaela Gonzaga d'Orléans-Braganza e Borbone,  (Boulogne-Billancourt, 4 de março de 1913 – Castelo Le Lude, 24 de outubro de 2000), Princesa Imperial de jure do Brasil por morte de seu irmão Dom Luís Gastão, Princesa de Orléans e Bragança.
Casou-se em Paris, 12 de agosto de 1948, com René Jean Marie Nicolas de Nicolay, o Conde de Nicolay (Castelo de Le Lude, 17 de janeiro, 1910 - Paris, 24 de novembro 1954 ), filho de Jean Marie Aymard de Nicolay, Marques de Goussainville , e sua esposa, a Marquesa Anne Marie Leonie Yvonne Georgine. Eles tiveram dois filhos:
a-    Louis Jean Nicolay, Marques de Goussainville( Le Mans , 18 de setembro 1949 ). Ele casou-se em Luxemburgo, 23 de agosto 1980, com a Condessa Barbara Anne Marie d'Ursel de Bousies, a filha do Conde Alfred Michel Marie Isabelle d'Ursel de Bousies. Eles tiveram:
Antoine, Conde de Nicolay * 07.09.1988
Arnoud, Conde de Nicolay * 25.08.1991
Marie-Adelaide, Condessa de Nicolay * 16.08.1982, casou com Charles-Antoine de Liedekerke
Marguerite, Condessa de Nicolay * 22.07.1984, casou com  Alban Miller Mackay

b-   Robert Maria Pio Benoit de Nicolay ( Neuilly-sur-Seine , 17 de fevereiro 1952 ). Casou-se em Paris, 5 de fevereiro, de 1983, com Laetitia Nathalie Marie Jeanne Yvonne, a Princesa Murat, filha do Príncipe Louis Napoleon Maurizio Joachim Murat e de Inès d' Albert de Luynes.
Eles tiveram:
Irène, Condessa di Nicolay * 06.11.1985
Louise, Condessa di Nicolay * 15.03.1987
Elvira, Condessa di Nicolay * 07.08.1988
René, Conde de Nicolay * 29.04.1991
Christian, Conde de Nicolay * 11.01.2002

           Nota: “ Dona Pia Maria conservou para si o título de Princesa do Brasil, mesmo tendo contraído união desigual, por seu casamento ter sido morganático. Ressalta-se, contudo, que a precedência brasileira, bem como a francesa – pelo Principado de Orleans-Bragança de acordo com a Declaração de Bruxelas, ou Pacto de Família, de 26 de abril de 1909 -  não seriam, de qualquer forma, transmitidos a seus descendentes, por se tratar de Princesa casada com estrangeiro e Conde não membro da Realeza.

Continua...