domingo, 17 de julho de 2016

Orleans e Bragança? Não só Dinastia de Bragança. Parte 2

Isabel e Gastão d’Eu

Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon Duas Sicílias uma Princesa desprovida de qualidades de Soberana, principalmente de uma Nação complexa como o Brasil.
Dona Isabel nasceu não para ser "Sua Alteza Imperial, a Princesa Imperial", muito menos “Sua Majestade Imperial Dona Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil", mas sim para ser “Isabel, Condessa d'Eu", como assinava suas cartas a partir de 15 de outubro de 1864, data de seu casamento na Capela Imperial do Rio de Janeiro, cerimonia oficializada por D. Romualdo Antônio de Seixas, o Arcebispo da Bahia, com Sua Alteza Real Luís Filipe Maria Fernando Gastão, Conde d'Eu (Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston, Prince français), até a dia de sua morte em 14 de novembro de 1921.
Isabel e Gaston casaram em 1864, mas somente em 15 de outubro de 1875 nasceu seu primeiro filho e Herdeiro, o senhor Dom Pedro de Alcântara Luís Filipe Maria Gastão Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, Sua Alteza Imperial o Príncipe do Grão-Pará (1875–1891), o segundo na linha de sucessão do Trono Brasileiro. Foi Príncipe Imperial do Brasil (1891–1908) e Príncipe-titular de Orléans e Bragança.
A seguir, o senhor Dom Luís Maria Filipe Pedro de Alcântara Gastão Miguel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, O Príncipe Perfeito, em 26 de janeiro de 1878, Príncipe do Brasil, Príncipe de Orleans e Bragança.  Com a abdicação dos direitos dinásticos por parte de seu irmão ( vide abaixo) passou a ser Sua Alteza o Príncipe Imperial de jure.
Depois o senhor Dom Antônio Gastão Filipe Francisco de Assis Maria Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, nascido em Paris no dia 9 de agosto de 1881, Príncipe do Brasil e Príncipe de Orléans e Bragança. “ - D. Antônio alistou-se como tenente dos hussardos do exército imperial e real do Império Austro-húngaro, atividade que exerceu de 1908 a 1914 e, depois, em 1918, com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), alistou-se na Marinha Real Britânica, servindo como piloto de aviões.
Faleceu numa queda de avião perto de Londres, em manobras de exercícios militares quotidianos, após o término da guerra, da qual havia saído ileso. Está enterrado na capela real de Dreux, mausoléu dos Orléans, na França.
Morreu solteiro.

Como vemos Dona Isabel e o Conde d’Eu fundaram o Ramo de Orleans e Bragança da Dinastia de Bragança, a Casa Imperial Brasileira.
Dom Pedro de Alcântara e Dom Luís Maria, também se casaram criaram descendência a saber:

Primeiro: Após oito anos de namoro e noivado, Dom Pedro de Alcântara casou-se em Versalhes, França, em 14 de novembro de 1908, com a condessa checa Elisabeth Dobrzensky de Dobrzenicz, filha de Johann-Wenzel, Conde Dobrzensky von Dobrzenicz, proveniente de uma antiga família nobre da Boêmia - àquela época a Boêmia encontrava-se sob a soberania do Império Austro-húngaro, e de Isabel, Baronesa Kottulin und Krzischkowitz e Condessa Kottulinsky.
“Dona Elisabeth, apesar de ser uma excelente figura, não era membro de Casa Dinástica Reinante, por isso Dona Isabel, como chefe da Casa Imperial do Brasil, exigiu a renúncia do filho aos seus Direitos Dinásticos. Assim, os estilos e direitos dinásticos brasileiros passaram a seu irmão Luís Maria Filipe, ao passo que Pedro de Alcântara manteve-se como Príncipe-titular de Orléans-Bragança, garantindo-se assim que tanto ele quanto seus descendentes poderiam casar-se com nobres sem o ser morganaticamente”.
Foi fundado o Ramo de Orleans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz na Dinastia de Bragança, e nele nasceram:
a-   Dona Isabel Maria Amélia Luísa Vitória Teresa Joana Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz (Castelo d'Eu, Sena Marítimo, 13 de agosto de 1911 — 5 de julho de 2003), Condessa consorte de Paris por casamento com seu primo Henri de Orleans (5 de julho de 1908 — 19 de junho de 1999), membro da Maison capétienne d’Orléans, Conde de Paris, Prince du sang de France, Duc d'Orléans, de Chartres, de Valois, de Nemours, de Montpensier, Dauphin d'Auvergne, Prince de Joinville et sénéchal héréditaire de Champagne, Marquis de Coucy et de Folembray, Comte de Soissons, de Dourdan, de Romorantin, Baron de Beaujolais, etc..
Monseigneur le « comte de Paris » era o Herdeiro presuntivo do Trono de França, pelo partido orleanista, pois era filho de Pedro Clemente Maria, Duque de Orleans e de Guise, e de Isabel Maria das Mercedes Laura d'Orleans, Princesa de França. Do casal descende os Príncipes de Orleans, Príncipes que portam Títulos de Cortesia;
b-  Dom Pedro de Alcântara Gastão João Maria Filipe Lourenço Humberto Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz, mais conhecido como Dom Pedro Gastão (Castelo d’Eu, França, 19 de fevereiro de 1913 — Villamanrique de la Condesa, Espanha, 27 de dezembro de 2007), Príncipe-titular de Orléans e Bragança, e o único descendente varão de Dom Pedro II que teve seu título de Príncipe reconhecido oficialmente por uma Monarquia no Poder de uma Nação, no caso a Espanha, e porquê?
Porque casou com Dona María de la Esperanza Amalia Raniera María Rosario Luisa Gonzaga de Borbón y Orleans.
Quem era a noiva?
Filha do Infante Carlos de Borbón e sua segunda esposa, a Princesa Louise de Orleans, nascida Princesa da França. Neta por via paterna do príncipe Alfonso de Bourbon os Sicílias, Conde de Caserta e chefe da Casa Real das Duas Sicílias e princesa Maria Antonieta das Duas Sicílias. Maternalmente era a neta do Príncipe Felipe de Orleans, Conde de Paris e chefe da Casa Real da França, e Princesa Maria Isabel de Orleans. Sua irmã era Maria de las Mercedes, Condessa de Barcelona e mãe de Dom Juan Carlos I, Rei da Espanha. Ao nascer por graça, ou concessão, de Alfonso XIII, Rei de Espanha, tinha as mesmas Honras, Mercês, Dignidades, dos Infantes de Espanha.
Portanto por casamento Dom Pedro Gastão era tio do Rei de Espanha, tio avô do atual Monarca, Dom Filipe VI, e o que faz de seus filhos membros da atuante Nobreza de Espanha.
Pedro Carlos porta o Título de Príncipe Titular de Orleans-Bragança, e recebeu o nome de batismo de Pedro Lourenço João Carlos Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, nascido em 31 de outubro, 1945, no Rio de Janeiro, Brasil. Ele é o chefe da Casa de Petrópolis, um ramo da Dinastia Imperial Brasileira, como tal, um dos Pretendentes ao Trono do Brasil.
Já seus irmãos Maria da Glória, Eduardo Alfonso, Manuel Alvaro, Cristina Maria, e Francisco Humberto, tem como sobrenome Orleans e Bragança y Borbón-Dos Sicilias, segundo os registros nobiliárquicos espanhóis.
Portam o Título de Príncipes de Orleans e Bragança por direito próprio (ver Declaração de Bruxelas, ou Pacto de Família, de 26 de abril de 1909, assinada por diversos dinastias orleanistas, para além de Luís Filipe Roberto, Duque de Orléans e então chefe da Casa de Orléans, de Gastão, Conde d’Eu, e de seus três filhos: D. Pedro de Alcântara, D. Luís Maria Filipe e D. Antônio Gastão).
c-    Dona Maria Francisca Amélia Luísa Vitória Teresa Isabel Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz (Castelo d’Eu, 8 de setembro de 1914 — Lisboa, 15 de janeiro de 1968) e é dela que descende o atual Pretendente ao Trono de Portugal e Algarves, Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança. Explico:
Dona Francisca, como era chamada, casou no Rio de Janeiro no civil em 13 de outubro de 1942, e no religioso dois dias depois, aos 15 de outubro, na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, com Dom Duarte Nuno de Bragança, pretendente ao Trono português.
O casal teve além de Dom Duarte Pio, os filhos Miguel Rafael de Bragança (Berna, 3 de dezembro de 1946) —Duque de jure de Viseu.
Henrique Nuno de Bragança (Berna, 6 de novembro de 1949) —Duque de jure de Coimbra.
d-  Dom João Maria Felipe Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança e Dobrzensky de Dobrzenicz (Boulogne-Billancourt, Altos do Sena, 15 de outubro de 1916 — Rio de Janeiro, 27 de junho de 2005), Príncipe de Orléans e Bragança.
Casou com a Princesa Dona Fátima Scherifa Chirine, (Cairo, 19 de abril de 1923 – Rio de Janeiro, 14 de março de 1990) filha de Ismail Chirine Bey e Aicha Mussallam. Chirine já era divorciada de Hassan Omar Toussoun, Príncipe de Alexandria, e foram pais de João Henrique de Orléans e Bragança, príncipe de Orléans e Bragança, popularmente conhecido como Dom Joãozinho, ou Príncipe Dom Joãozinho, ou Príncipe João de Orléans e Bragança (25 de abril de 1954). Para muitos Dom Joãozinho, também, é Pretendente ao Trono Imperial, e por isso consideram que ele chefia o Ramo de Paraty da Dinastia Imperial Brasileira.
e-   Dona Teresa Teodora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Orléans e Bragança Dobrzensky de Dobrzenicz Martorell y Calderó (Boulogne-sur-Seine, 18 de junho de 1919 — Estoril, 18 de abril de 2011). No dia 7 de outubro de 1957, em Sintra, Portugal, ela desposou Ernesto António Maria Martorell y Calderó (1921-1985), um rico empresário espanhol. Eles tiveram duas filhas, Elisabeth (1959) e Núria (1960).

Continua...