quarta-feira, 29 de julho de 2015

7 de setembro? Não, não. 2 de setembro é que foi proclamada a Independência do Brasil.

7 de setembro?
Não, não. 2 de setembro é que foi proclamada a Independência do Brasil.



Arquiduquesa, Princesa-Regente, Imperatriz-consorte, e durante oito dias, em 1826, Rainha consorte de Portugal.


A Erzherzogin Maria Leopoldine Josepha Caroline von Österreich é “a mais pura, a mais excelente das mulheres”
Ferdnand Dénis, seu conterrâneo e contemporâneo.

Citação em “A Imperatriz Leopoldina sua vida e sua época”.  
De Carlos H Oberacker Jr
Conselho Federal de Cultura, 1973.

Com a iminência de uma guerra civil que pretendia separar a Província de São Paulo do resto do Brasil, D. Pedro passou o poder a Dona Leopoldina no dia 13 de agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com todos os poderes legais para governar o país durante a sua ausência e partiu para apaziguar São Paulo.
No dia 14, foi contornar a crise na província
Neste ínterim, a Princesa Regente recebeu notícias que Portugal estava preparando uma ação contra o Brasil e, sem tempo para aguardar a chegada de D. Pedro, D. Leopoldina, aconselhada pelo Ministro das Relações Exteriores José Bonifácio e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal.
Bonifácio convocou o oficial de sua confiança, Paulo Bregaro, para levar a sua carta e a de Leopoldina para D. Pedro em São Paulo.
A história, a partir do momento em que Dom Pedro recebe as cartas, é bastante conhecida.
Não teve a gargalhada do quadro de Pedro Américo, pintado em 1888, uma das imagens da Independência mais divulgadas nos livros escolares.
Nem aconteceu literalmente às margens do riacho Ipiranga, como está no Hino Nacional.
O príncipe bradou o seu célebre grito de “Independência ou Morte! ”, no alto da colina próxima ao riacho, onde sua tropa esperava que ele se aliviasse de um súbito mal-estar intestinal.         
 Cláudio Fragata Lopes - “Leopoldina nos bastidores do grito”.
Galileu, 1998

Eu duvido que tenha bradado alguma coisa, até porque Dom Pedro, como o pai, o senhor Dom João VI, queria a união das duas coroas, dois reinos independentes, mas um só Monarca, ambos não concebiam Portugal sem o Brasil, e o Brasil sem Portugal, e a Historia prova essa minha afirmação.
Dom Pedro era um aventureiro, criado solto como um burrinho no pasto, tanto que:
Não houve uma preocupação por parte de seus pais a respeito de sua educação. Criado solto na Quinta da Boa Vista ou na fazenda Santa Cruz, Pedro andava sozinho na mata, brigava a pau e soco com outras crianças, bolinava as escravas. Ali se tornou um exímio, mas imprudente cavaleiro. Quanto à sua cultura intelectual, a de D. Pedro não era superior à dos mais instruídos dos seus súditos.
Andava o príncipe com roupas de algodão e chapéu de palha, tomava banho nu na praia do Flamengo, ria, debochava e zombava de quem quer que fosse. Comia com as mãos...
“Pedro não se incomoda com a sujeira, com o mau cheiro, com a estreiteza de pensamento. Ele nem se percebe de que vive num estábulo”, escreveu à irmã Maria Luísa. (Imperatriz dos Franceses, segunda esposa de Napoleão Bonaparte)
Gloria Kaiser - “Dona Leopoldina – Uma Habsburgo no Trono do Brasil”.
São Paulo: 
Editora Nova Fronteira,
1998.
A atitude de D. Leopoldina, defendendo os interesses brasileiros, acha-se eloquentemente estampada na carta que escreveu a D. Pedro, por ocasião da independência do Brasil. “É preciso que volte com a maior brevidade. Esteja persuadido de que não é só o amor que me faz desejar mais que nunca sua pronta presença, mas sim as circunstâncias em que se acha o amado Brasil. Só a sua presença, muita energia e rigor podem salvá-lo da ruína.
Leopoldo BibianoXavier- “ Revivendo o Brasil-Império”.
São Paulo
 Artpress
1991.

Esse estudo está apresentado sob o título ” Uma dama nos trópicos” no site:
De autoria de Gilmar Moreira Gonçalves
Professor e pesquisador da FAFIC, Cataguases-MG




Dona Leopoldina, então Princesa Real-Regente do Reino do Brasil, preside a reunião do Conselho de Ministros em 2 de setembro de 1822.
Georgina de Albuquerque (1885-1962)
Senado Federal- Brasília - DF


 Porque transcrevi esse site?

Para provar:
1-      Que foi Dona Leopoldina quem fez de facto e de direito a Independência do Brasil “usando de seus atributos de chefe interina do governo, [pois] reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822 com o Conselho de Estado, assinando o decreto da Independência, declarando o Brasil separado de Portugal”;
2-      Que o dia de nossa independência política foi na realidade o dia do decreto assinado por Dona Leopoldina, ou seja, de 2 de setembro de 1822, e não o dia do recebimento das cartas vindas do Rio de Janeiro através de Paulo Bregaro, que eu nem sei se foi realmente 7 de setembro. Dizem que foi, pois, o Príncipe Real estava com “mal-estar intestinal”, leia-se ‘ dor de barriga’, vulgarmente conhecida como “ caganeira”, e ia toda hora no mato para se aliviar, um fato inesquecível para sua comitiva.

Isso posto, nós os brasileiros, temos que muito que agradecer a essa Filha de Reis, Mulher de Rei, Mãe de Reis, por ter se transformado na Mãe do Brasil, na Mãe da Nacionalidade Brasileira.  

Obrigado Caroline Josepha Leopoldine von Habsburg-Lothringen, por casamento de Bragança.

Jorge Eduardo Fontes Garcia

São Paulo 29/07/15




Juramento solene da Imperatriz Dona Maria Leopoldina à Constituição do Brasil, 1824.



Brasão de Dona Leopoldina
Imperatriz do Brasil.



Retrato de Sua Majestade Imperial, a Imperatriz do Brasil
A Mãe da Nacionalidade Brasileira

 por Luís Schlappriz.