sábado, 25 de julho de 2015

A origem das terras da Quinta da Boa vista e de seu casarão.



Aterrado de S. Cristóvão - Rio de Janeiro
Moreau, François-René, 1807-1860
Gravura – Brasil – Séc. XIX.

A origem das terras da Quinta da Boa vista e de seu casarão
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A grande sesmaria, terras entre o Rio Comprido até Inhaúma, que pertencia a Companhia de Jesus, os jesuítas, com a expulsão deles foi desmembrada formando três propriedades: Fazenda do Engenho Velho; Fazenda do Engenho Novo e Fazenda de São Cristóvão.
“divididas em diversas propriedades com características de quintas e chácaras com uma ocupação mais efetiva, limite e propriedades definidos, e da antiga Fazenda de São Cristóvão uma das propriedades, a Quinta da Boa Vista, foi adquirida pelo rico negociante da Rua Direita, Antônio Elias Lopes, negociante atacadista de muita iniciativa, enriquecido no tempo em que o comércio exterior do Brasil era monopólio da Metrópole, pôde Elias Antônio Lopes dar-se ao luxo de construir para o seu descanso uma casa-quinta, o terreno escolhido ficava numa elevação que se estendia das margens do rio Maracanã ao mar, entre a enseada de São Cristóvão e de Inhaúma, chamado Quinta da Boa Vista,..” (http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/companhia-de-jesus/fazenda-sao-cristovao.php)
 Fim do Portal São Francisco
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Rio de Janeiro – Cidade Maravilhosa
Sua Historia e Seus Encantos
"TRIBUTO À CIDADE QUE DURANTE 400 ANOS FOI
A MAIS IMPORTANTE DO BRASIL E HOJE TEM SEU
LEGADO ESQUECIDO E ABANDONADO"
Esta página foi desenvolvida por Jane Bomsuccesso Moreira
e Marcíllio André - Rio de Janeiro.

“Quando D. João chegou ao Brasil, em 1808, o negociante atacadista Elias Antônio Lopes, era proprietário da melhor casa-quinta do Século XVIII, que ficava numa elevação como um oásis numa região bastante alagadiça. Elias Antônio Lopes resolveu doar a D. João sua quinta, que na época era um vasto casarão bastante confortável, mas não suficiente para ser residência real. Então, o próprio negociante mandou que um arquiteto inglês, John Johnston, reformasse o prédio. Nesta época foi colocado em sua entrada o Portão Monumental, também um regalo dado a D. João, pelo General Lord Percy, Duque de Northumberland. O portão era semelhante ao que existia em sua residência na Inglaterra e foi colocado à frente do Paço de São Cristóvão”.
Fim de http://www.marcillio.com/



Mas quem era esse Elias Antônio Lopes:

Wikipédia, a enciclopédia livre

“Elias António Lopes (Porto,? - ) foi um traficante de escravos e político luso-brasileiro. Enriqueceu com o tráfico de escravos. Em 1808, presenteou Dom João VI, na sua chegada ao Brasil, com o palácio que havia construído na chácara de São Cristóvão. O palácio, depois chamado de Quinta da Boa Vista, se transformou na residência oficial do monarca. No mesmo ano, foi agraciado comendador da Ordem Militar de Cristo e nomeado tabelião e escrivão da Vila de Parati. Em 1810, foi sagrado cavaleiro da Casa Real e agraciado alcaide-mor e senhor perpétuo do da Vila de São José del-Rei [ hoje Município de Tiradentes.MG]. Depois foi nomeado corretor e provedor da Casa de Seguros da Corte. Por fim, responsável pela arrecadação de impostos em várias localidades”.

Fim da Wikipédia, a enciclopédia livre:

Revista de Historia
Fundação Biblioteca Nacional e parceiros.
http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/caixinha-da-escravidao
Titulo do artigo: “Caixinha da escravidão”
Sub-titulo: “Boa parte da elite brasileira era formada por traficantes de escravos. Seus recursos e apoio político ajudaram a sustentar a Corte de D. João”.
Autor: Rodrigo de Aguiar Amaral
Data: 7/1/2008.

“Como se pode imaginar, as relações dos traficantes não se restringiam aos escravos e à gente comum. Quando D. João chegou ao Rio de Janeiro, encontrou esta elite de negociantes já credora das principais famílias da terra. Na cidade que se tornara residência real, boa parte das lojas, armazéns, casas térreas, sobrados e prédios urbanos pertenciam a eles. Isso sem contar os terrenos, sítios e fazendas que faziam parte do seu diversificado rol de investimentos. Num destes terrenos, em São Cristóvão, o traficante Elias Antônio construiu respeitável residência. O local era imenso e, para os padrões brasileiros, suntuoso”.
“O Palácio da Boa Vista (depois Paço de São Cristóvão e atual sede do Museu Nacional), foi oferecido pelo comerciante a D. João. Seria uma residência bem mais apropriada ao monarca, que até então morava na sede do vice-reino do Brasil, atual Paço Imperial, na Praça XV. O príncipe-regente aceitou o mimo de bom grado. Um pouco afastado da corte, o palácio atendia a diversas funções de trabalho e lazer da casa real, recebendo transformações ao longo dos reinados de D. João, D. Pedro I e D. Pedro II”.
“A doação do palácio a D. João demonstra a ligação da corte com a nata de comerciantes da cidade. Com negócios no Oriente, África e diversas regiões do Brasil, Elias Antônio Lopes estava entre os mais importantes mercadores do Rio de Janeiro. E esta não havia sido sua primeira doação à família real. Logo após o desembarque da comitiva lusitana, em 7 de março de 1808, d. João passou diversas listas de “subscrições voluntárias” para remediar as necessidades financeiras da Corte. A primeira lista traz o nome de Lopes e de vários outros traficantes de escravos, como José Ignácio Vaz Vieira. Ambos, apesar de praticarem atividades nada enobrecedoras para o perfil aristocrático (que desprezava a atividade comercial), souberam se articular com a família real, a ponto de receberem o cobiçado hábito da Ordem de Cristo. Elias Antônio Lopes, que faleceu em 1815, viveu apenas sete anos ao lado de sua majestade, tempo suficiente para frequentar a vida palaciana e receber favores reais como a nomeação de Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e o título do Conselho de Sua Majestade”. Revista de História - www.revistadehistoria.com.br
O autor do texto acima é Rodrigo de Aguiar Amaral é doutorando em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor na Pós-Graduação em História da África e do Brasil das Faculdades Integradas Simonsen e autor da dissertação Nos Limites da Escravidão urbana: A vida dos pequenos senhores de escravos na Urbes do Rio de Janeiro, c.1800-c.1860 (UFRJ, 2006).
Fim da Revista de Historia
Fundação Biblioteca Nacional e parceiros.



Muito que bem.
O Comércio escravo era legal e lucrativo, apesar de ser uma vergonha para a Humanidade, sua existência ou não entrará ate na futura pauta do Congresso de Viena, como veremos. 

Wikipédia, a enciclopédia livre

A Quinta da Boa Vista localiza-se no bairro de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Constitui atualmente um parque público de grande valor histórico. Nas dependências da Quinta localizam-se ainda o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro e o Museu Nacional do Brasil, instalado no local do antigo Paço de São Cristóvão (também conhecido como Palácio Imperial ou Palácio de São Cristóvão), sendo este edifício um magnífico palácio em estilo neoclássico, utilizado no século XIX como residência pela Família Imperial Brasileira.
Antecedentes
Nos séculos XVI e XVII, a área onde atualmente se localiza a Quinta, integrava uma fazenda dos Jesuítas nos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Com a expulsão da Ordem em 1759, a propriedade foi desmembrada, tendo passado à posse de particulares.
Quando da chegada da Família Real ao Brasil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta.
Residência Real
Dada a carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro e diante da chegada da Família Real em 1808, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-Regente D. João, que decidiu transformá-la em Residência Real. Este foi um belo golpe de estratégia de Elias, pois sendo conhecido por ter a melhor casa do Rio e ao oferecer tal tesouro ao Príncipe, foi recompensado com outra propriedade que, embora fosse mais simples em estrutura era bastante boa comparada com a possibilidade de não ter nenhuma caso não tivesse avançado tão habilidosamente. O Príncipe sentiu-se muito honrado com o gesto e a Quinta passaria a ser a sua morada permanente no Brasil.
À época, a área da Quinta ainda estava cercada por manguezais e a comunicação por terra com a cidade era difícil. Mais tarde, os trechos alagadiços foram aterrados e os caminhos por terra aprimorados.
Para acomodar a Família Real, o casarão da Quinta, mesmo sendo vasto e confortável, necessitou ser adaptado. A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do Príncipe D. Pedro com Maria Leopoldina de Áustria (1816), estendendo-se até 1821. Foi encarregado do projeto o arquiteto inglês, John Johnston, que, além da reforma do paço, fez instalar um portão monumental em sua entrada, presente de casamento do general Hugh Percy, 2.° Duque de Northumberland. O portão, inspirado no pórtico de Robert Adams para a "Sion House", residência daquele nobre na Inglaterra, é moldado em uma espécie de terracota, denominada "Coade stone", fabricada pela empresa inglesa Coade & Sealy.
Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, esse portão encontra-se atualmente destacado, como entrada principal, no Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, nas dependências da Quinta.
É de destacar a linha arquitetônica deste paço em próxima semelhança do Palácio da Ajuda que deixado para trás em Lisboa acabou por ficar inacabado, ganhando o da Quinta da Boa Vista o relevo merecido como nova capital dos Reinos.
Residência Imperial
Com a Independência do Brasil, D. Pedro I encarregou das obras do agora Paço Imperial o arquiteto português Manuel da Costa (1822-1826), posteriormente substituído pelo francês Pedro José Pezerát (1826-1831), creditado como autor do projeto em estilo neoclássico do edifício.
O Paço, que tinha apenas um torreão no lado Norte da fachada principal, ganhou outro simétrico, no lado Sul, e um terceiro pavimento começou a ser erguido sobre os dois já existentes. As obras foram continuadas a partir de 1847 pelo brasileiro Manuel Araújo de Porto-Alegre, que harmonizou as fachadas do edifício, seguido pelo alemão Theodore Marx (1857 e 1868). Entre 1857 e 1861 o pintor italiano Mario Bragaldi decorou vários dos aposentos interiores.
Após o casamento em 1817, D. Pedro e a Imperatriz, D. Leopoldina, passaram a residir no Paço. Ali nasceram a futura Rainha de Portugal, D. Maria II (4 de abril de 1819), e o futuro Imperador do Brasil, D. Pedro II (2 de dezembro de 1825). Também ali veio a falecer, em 1826, a Imperatriz, de parto.
Próximo à Quinta, em um casarão presenteado por D. Pedro I, vivia Domitília de Castro e Canto Melo, Marquesa de Santos, favorita do Imperador, com quem teve vários filhos.
Na Quinta cresceu, foi educado e viveu D. Pedro II. Entre as reformas que este Imperador empreendeu na propriedade contam-se as enormes obras de embelezamento dos jardins, executadas por volta de 1869, com projeto do paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, as quais, muitas características originais permanecem até os dias atuais, como a Alameda das Sapucaias, um lago onde hoje pode-se andar de pedalinhos e outro onde se encontra uma gruta artificial onde pode-se alugar canoas a remo.
No Paço nasceu, em 29 de julho de 1846, a Princesa Isabel, filha de D. Pedro II com D. Teresa Cristina.
A República Velha
Com o advento da República, a Quinta sediou os trabalhos da Assembleia Nacional responsável pela Constituição Brasileira de 1891. Em 1892, o diretor do Museu Nacional do Brasil, Ladislau Neto, conseguiu que a instituição fosse transferida do Campo de Santana para o Palácio. À época, os jardins conheceram um longo período de abandono, mas, em 1909, o presidente Nilo Peçanha mandou restaurá-los e cercá-los, conservando as características que lhe foram dadas por Glaziou.
Por outro lado, o palácio foi desprovido de suas características internas originais, destruídas ou vendidas após a Proclamação da República.
Atualmente, a Quinta da Boa Vista funciona como um parque, abrigando o Jardim Zoológico da Cidade, o Museu da Fauna e, no antigo paço, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O prédio do palácio, em péssimo estado de conservação durante décadas, está sendo restaurado neste momento e já recuperou as cores e ornamentos originais da grande fachada. Obras no telhado, em algumas salas e nas fachadas laterais também encontram-se em fase de execução neste momento.
Porém, nos jardins, algumas das características dadas por Glaziou vem sendo gradualmente perdidas, com o plantio continuo de árvores de diversas espécies sobre os gramados da quinta, pela Prefeitura Cidade do Rio de Janeiro, sem quaisquer estudos históricos ou paisagísticos para sua implantação, descaracterizando o parque. Além de alguns monumentos depredados, como o monumento em homenagem ao centenário natalício de D. Pedro II, em frente ao paço, cujas inscrições encontram-se muito deterioradas.
Fim da Wikipédia.



Penso que esta mais do que explicada a origem das terras da Quinta da Boa vista e de seu casarão construído pelo comerciante de escravo Elias Antônio Lopes.
Dentro de meu raciocínio já exposto de que as Casas como as pessoas são amaldiçoadas, o Casarão da Quinta se enquadra perfeitamente nele, ora quem negocia com seres humanos de maneira tão cruel, os navios negreiros são uma das vergonhas da Humanidade, por mais que se prospera, que ficasse rico, não era uma criatura abençoada por Deus já que semeava desgraça e pela Lei da Semeadura iria colher desgraça.
Foi o ouro obtido com o sangue dos africanos que pagou pela argamassa utilizada na construção e ele – o sangue – clamou e ainda clama, ou Museu Nacional é uma maravilha?
Ninguém pôde, nem pode, nem poderá ser feliz no Palácio/ casarão da Quinta da Boa vista, ninguém como veremos.

São Paulo, na Avenida Paulista, 2/04/2013



Jorge Eduardo Fontes Garcia.