terça-feira, 28 de julho de 2015

A Quinta da Boa Vista, o Palácio Imperial que nunca deixou de ser Quinta. introdução


A Quinta em tempos do comerciante português Elias Antônio Lopes,



A Quinta da Boa Vista, em tempos de Dom João VI


Parte I
Quinta é uma grande propriedade destinada à lavoura ou à criação de gado, sinônimo de fazenda, de herdade, e essa é uma analise de uma delas que foi transformada em Paço Real e depois em Palácio Imperial, sem nunca ter perdido as suas caraterísticas primitivas.



Quinta da Boa Vista, já com a escadaria.

“A Quinta da Boa Vista localiza-se no bairro de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Nos séculos XVI e XVII, a área onde atualmente se localiza a Quinta, integrava uma fazenda dos Jesuítas nos arredores da cidade do Rio de Janeiro. Com a expulsão da Ordem em 1759, a propriedade foi desmembrada, tendo passado à posse de particulares. Quando da chegada da Família Real ao Brasil em 1808, a Quinta pertencia ao comerciante português Elias Antônio Lopes, que havia feito erguer, por volta de 1803, um casarão sobre uma colina, da qual se tinha uma boa vista da baía de Guanabara – o que deu origem ao atual nome da Quinta”.
“Dada a carência de espaços residenciais no Rio de Janeiro e diante da chegada da Família Real em 1808, Elias doou a sua propriedade ao Príncipe-Regente D. João, que decidiu transformá-la em Residência Real. Este foi um belo golpe de estratégia de Elias pois sendo conhecido por ter a melhor casa do Rio e ao oferecer tal tesouro ao Príncipe, foi recompensado com outra propriedade que, embora fosse mais simples em estrutura era bastante boa comparada com a possibilidade de não ter nenhuma caso não tivesse avançado tão habilidosamente. O Príncipe sentiu-se muito honrado com o gesto e a Quinta passaria a ser a sua morada permanente no Brasil”.
“À época, a área da Quinta ainda estava cercada por manguezais e a comunicação por terra com a cidade era difícil. Mais tarde, os trechos alagadiços foram aterrados e os caminhos por terra aprimorados”.
Adaptação e Reformas:
“A reforma mais importante iniciou-se à época das núpcias do Príncipe D. Pedro com Maria Leopoldina de Áustria (1816), estendendo-se até 1821. Foi encarregado do projeto o arquiteto inglês, John Johnston, que, além da reforma do Paço, fez instalar um portão monumental em sua entrada, presente de casamento do general Hugh Percy, 2.° Duque de Northumberland. O portão, inspirado no pórtico de Robert Adams para a "Sion House", residência daquele nobre na Inglaterra, é moldado em uma espécie de terracota, denominada "Coade stone", fabricada pela empresa inglesa Coade & Sealy”.
Segundo consta do “ Rei do Brasil- Vida de Dom João VI”, de Pedro Calmon, Livraria José Olympio –Editora. Rua do Ouvidor, 110 – Rio, quando do reconhecimento de nossa independência politica o Governo Imperial Brasileiro teria que pagar a Portugal a quantia vultosa de dois milhões de libras esterlinas, que seriam emprestadas pela Inglaterra e ao Rei Dom João a indenização de duzentos e cinquenta mil libras como indenização pelas suas propriedades que aqui ficaram.
Confirmado por:
 “Com a Independência do Brasil, D. Pedro I encarregou das obras do agora Paço Imperial o arquiteto português Manuel da Costa (1822-1826), posteriormente substituído pelo francês Pedro José Pezerát (1826-1831), creditado como autor do projeto em estilo neoclássico do edifício.
As obras foram continuadas a partir de 1847 pelo brasileiro Manuel Araújo de Porto- Alegre, que harmonizou as fachadas do edifício, seguido pelo alemão Theodore Marx (1857 e 1868). Entre 1857 e 1861 o pintor italiano Mario Bragaldi decorou vários dos aposentos interiores”, esses somente os de Aparato, o íntimos continuaram como sempre foram desde a época do Senhor Dom João.
Aqui terminam o Ciclo de Adaptação e Reformas do Casarão.
“Entre as reformas que este Imperador (Dom Pedro II) empreendeu na propriedade contam-se as enormes obras de embelezamento dos jardins, executadas por volta de 1869, com projeto do paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, as quais, muitas características originais permanecem até os dias atuais, como a Alameda das Sapucaias, um lago onde hoje pode-se andar de pedalinhos e outro onde se encontra uma gruta artificial onde pode-se alugar canoas a remo”, como vemos são obras exteriores.
“Com o advento da República, a Quinta sediou os trabalhos da Assembleia Nacional responsável pela Constituição Brasileira de 1891. Por outro lado, o palácio foi desprovido de suas características internas originais, destruídas ou vendidas após a Proclamação da República”, mas esse é outro assunto do qual Rui Barbosa é o grande responsável.
Porque quero apresentar um pequeno Ensaio afirmando a inaptidão de Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, descendente das Casas Imperais e Reais, os de Habsburgo (von Habsburg) e os de Bragança e Bourbon (de Borbón y Borbón) para manter a Liturgia que a Monarquia necessita em torno de seu Soberano.

E é isso aí...


















Jorge Eduardo Fontes Garcia