terça-feira, 28 de julho de 2015

Mais da Quinta da Boa Vista - Parte III




A Quinta da Boa Vista, era o Palácio Imperial que nunca deixou de ser Quinta.
Parte III


A Quinta da Boa Vista era o Palácio Imperial do Brasil, a morada de Sua Majestade Imperial Dom Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, mas um palácio que não demostrava a riqueza e a pujança de nosso País.
A casa apalacetada que la existia era velha, canhestra, capenga, sem condições para que a Pompa e Circunstância tão necessária a uma Corte de um Soberano por lá desse o ar de sua graça, como nos casos de Queluz, Versalhes, Hermitage, Saint-James, Buckingham, Schönbrunn, ou mesmo a republicana Casa Branca em Washington, D.C., como podemos constatar ate os dias de hoje.
Iam os íntimos, os serviçais diretos, o Gabinete Governamental quando era necessário e alguns outros poucos, além dos escravos, é claro.
Festas, recepções, isso nem pensar.
Triste Monarquia que seu Soberano não se expõe entre Pompas e Circunstâncias.
No Primeiro Impérios um palacete mais digno do que a morada imperial foi construído falo do da Marquesa de Santos.
“Palacete do Caminho Novo, a antiga residência da Marquesa de Santos, por esse motivo, é também conhecido como Solar da Marquesa de Santos”.
“É um edifício de dois pavimentos em estilo neoclássico com traços do barroco colonial, uma vez que foi uma ampliação de uma construção anterior”.
“Foi erguido próximo do Palácio da Quinta da Boa Vista, com um projeto de Pierre-Joseph Pézerat, tendo as obras supervisionadas por Pedro Alexandre Cravoé”.
“Tem um pórtico coroado por frontão clássico centralizado, ladeado por dois volumes laterais idênticos. A decoração interna é requintada e foi entregue a artistas de renome na época, como Francisco Pedro do Amaral. Na parte traseira possui um jardim com espelho d'água e estatuária decorativa, criado por Auguste François Marie Glaziou”.
“O palacete foi habitado pela Marquesa a partir de 1826, mas apenas por poucos anos, até o rompimento de sua ligação com o Imperador, o que aconteceu em 1829”.




Só no Brasil a casa de uma amante foi transformada em um museu tão importante quanto o do Primeiro Império, no Museu do Primeiro Reinado.



Basta visitarmos o hoje Museu do Primeiro Reinado ali instalado e mais adiante o Museu Nacional do Brasil, que veremos a diferença entre um e outro, pois no primeiro habitava o Luxo, a Pompa e a Circunstância.
E olha que a Republica fez obras na antiga Quinta para ali instalar o Museu e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) faz o que pode para torna-lo, vamos dizer, viável, mas por falta de recursos é uma tristeza.
Destaco que Pierre-Joseph Pézerat, que substituiu a Manuel da Costa nas obras da Quinta encomendadas por Dom Pedro I, é o responsável pelo projeto em estilo neoclássico da fachada principal da Residência Imperial.
Mais, mesmo com essa fachada neoclássica mixuruca a Quinta da Boa Vista, era o Palácio Imperial que nunca deixou de ser Quinta.



Palácio de Schönbrunn (em alemão, Schloss Schönbrunn)



Palácio Real de Queluz


 Sala dos Embaixadores com os Tronos. 

Podíamos imaginar que a exemplo da Corte de seu primo, o Imperador da Áustria, em Schönbrunn, Dom Pedro II aproveitasse os espaçosos jardins projetado pelo paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, por volta de 1869, para proporcionar ao povo em geral belos espetáculos pirotécnicos, mas não, ledo engano, fogos de artifícios só no Campo de da Aclamação, hoje Praça da República, assim mesmo não custeado pelo bolso imperial, sim pelos comerciantes estabelecidos na Praça do Rio de Janeiro, ou pela Câmara.



A Casa de Dona Carlota Joaquina
Rainha consorte de Portugal
Imperatriz consorte do Brasil (de jure)
Infanta de Espanha


Carlota Joaquina em 1824 por,
João Baptista Ribeiro
Pintor, desenhador, gravador, lente de Desenho
Diretor da Academia Politécnica do Porto.

Os particulares, como os Marqueses de Abrantes a princípio na Gloria, depois na antiga casa reformada de Dona Carlota Joaquina na enseada de Botafogo, ou o Senador do Império José Tomás Nabuco de Araújo Filho e sua mulher, Dona Ana Benigna de Sá Barreto, pais de Joaquim Nabuco, na praia do Flamengo, davam esplendidas festas em suas residências apalacetadas, até com a presença do Imperador, da Imperatriz e membros da Família Real.
Dom Pedro II não proporcionava nada nem em São Cristóvão, muito menos em Petrópolis, a verdadeira casa da família.



Miguel Calmon du Pin e Almeida, Visconde com grandeza por decreto de 18 de julho de 1841, e Marquês de Abrantes por decreto de 3 de dezembro de 1854, (Santo Amaro da Purificação, Bahia, 23 de outubro de 1796 — Rio de Janeiro, 13 de setembro de 1865) foi político e diplomata brasileiro- Ministro Plenipotenciário junto a Corte de Viena, em 1836, e em Missão especial em Berlin, em 1844.
Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil,
Grande do Império, Veador de S. M. a Imperatriz, Dignitário da I. Ordem da Rosa, Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro, da de Conceição de Villa Viçosa, de Portugal, da Real Ordem Constantina das Duas Sicilias, da de S. Mauricio e S. Lazaro, e da de Leopoldo, da Bélgica.
Era sócio do Instituto Histórico e Geographico Brasileiro, comissário do Governo no Instituto dos Surdos-Mudos, Provedor da Santa Casa de Misericórdia, Presidente da Imperial Academia de Música, organizador da Caixa de Amortização.
Em 1866, por Victor Meirelles.
Casou com Dona Maria Carolina da Piedade Pereira Baía, filha do Barão de Meriti, que se tornou a melhor anfitriã do Segundo Império.
Viúva casou novamente com Joaquim Antônio de Araújo e Silva, primeiro e único Barão com grandeza de Catete e Joaquim Antônio de Araújo e Silva, primeiro e único barão com grandeza de Catete e visconde da Silva, Visconde da Silva, comendador das ordens de Cristo e de Nossa Senhora de Vila Viçosa e de oficial da Imperial Ordem da Rosa.


José Tomás Nabuco de Araújo Filho
Magistrado e político brasileiro
Deputado geral, presidente de província, ministro da Justiça e senador do Império do Brasil



Dona Ana Benigna de Sá Barreto
Filha de:
Francisco António de Sá Barreto
Maria José Felicidade Barreto
Casamentos em Recife, Pernambuco, 07.03.1840
Filhos:
Sizenando Barreto Nabuco de Araújo * 1841
 Maria Januária de Barros
Maria Barreto Nabuco de Araújo * 1843
Nestor Barreto Nabuco de Araújo * 1844
Rita de Cássia Barreto Nabuco de Araújo * 23.05.1846
 Hilário Soares de Gouvêa
Victor Barreto Nabuco de Araújo * 1848
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo * 19.08.1849
 Evelina Torres Soares Ribeiro
Maria Carolina Barreto Nabuco de Araújo * 1854

Com isso a Quinta da Boa Vista, era o Palácio Imperial que nunca deixou de ser Quinta.

Final da Parte III