terça-feira, 5 de maio de 2015

181 – Elizabeth I e o expansionismo inglês.

181 – Elizabeth I e o expansionismo inglês.

Felipe II de España
Sofonisba Anguissola
31 de diciembre de 1564



Personagens:

Espanhóis & Católicos:

1-      Felipe II de España – Rey de España, Portugal y los Algarves, Nápoles, Sicilia, Cerdeña, Duque de Milán, soberano de los Países Bajos y Duque de Borgoña, Rey de Inglaterra e Irlanda jure uxoris por su matrimonio con María I, entre 1554 y 1558;
2-       Alonso Pérez de Guzmán el Bueno y Zúñiga – XII señor de Sanlúcar, X Conde de Niebla, VII Duque de Medina Sidonia y V Marqués de Cazaza;
3-      Alessandro Farnese - Duca di Parma e Piacenza e Castro, Governatore dei Paesi Bassi asburgici (Governador dos Habsburgo nos Países Baixos);
4-      Juan Martínez de Recalde - Almirante de la Flota de invasión y segundo al mando de la Armada Española, y mandó el San Juan de Portugal. Él era un caballero de la Orden de Santiago;
5-      Miguel de Oquendo y Segura - Almirante General, Lugarteniente de la Grande y Felicísima Armada/ Armada Invencible;
6-      Martín de Bertendona y Goronda - un marino y Almirante. A partir de 1587 tomó parte activa en los preparativos de la Grande y Felicísima Armada, asumiendo el mando de la Escuadra de Levante o Escuadra de Italia. Su nave era en aquel tiempo La Ragazzona, un poderoso galeón;
7-      Pedro de Valdés y Menéndez de Lavandera - Maestre de Campo y Almirante. Capitán General de la "Armada de los galeones de la Carrera de Indias". Capitán General de la Armada de Flandes. Almirante del escuadrón de Andalucía en la posteriormente llamada Armada Invencible. Su galeón, “Nuestra Señora del Rosario”, y fue apresado por los ingleses, permaneciendo prisionero en la Torre de Londres durante siete años. General y Gobernador por Mar y Tierra en Ultramar. Gobernador de Cuba ( 1602-1607).

Ingleses & Protestantes:

I-                    Elizabeth I - By the Grace of God, Queen of England, France and Ireland, Defender of the Faith, etc.;
II-                  Charles Howard, 1st Earl of Nottingham (Conde de Nottingham), Baron Howard of Effingham, Lord High Admiral, Lord Steward, Custos Rotulorum of Surrey, Lord Tenente de Surrey, Justice in Eyre
south of the Trent ( 1597–1624);
III-                Sir Francis Drake, Franciscus Draco ("Francis the Dragon") - second-in-command of the English fleet, vice admiral and Pirate, sea captain, privateer, navigator, slaver, and politician of the Elizabethan era. Drake carried out the second circumnavigation of the world in a single expedition, from 1577 to 1580;
IV-               Almirante Sir John Hawkins – “Como tesoureiro (1577) e um controlador (1589), da Marinha Real , Hawkins reequipou navios mais antigos e ajudou a projetar os navios mais rápidos, todos eles resistiram a Invencível Armada. Um dos marinheiros mais importante da Inglaterra do século 16, Hawkins foi o arquiteto-chefe de a Marinha elizabetana. Na batalha em que a Armada Espanhola foi derrotada em 1588, Hawkins serviu como vice-almirante. Ele foi condecorado por bravura. Mais tarde, ele concebeu o bloqueio naval para interceptar espanhóis navios do tesouro que saem do México e América do Sul”;
V-                 Justinus van Nassau, único filho ilegítimo de William de Orange, Príncipe de Orange, Conde de Nassau-Dillenburg. Justinus foi Tenente - Almirante da Zelândia, e capturou dois galeões da Invencível Armada. Comandante do exército holandês conhecido por seu sucesso defender Breda contra os espanhóis. Breda é uma cidade na parte sul da Holanda.


A Grande y Felicísima Armada,  Armada Invencible, e sua contribuição para o expansionismo inglês:

Felipe II de España, llamado «el Prudente», Rey de España, Portugal, Nápoles, Sicilia, Cerdeña, Duque de Milán, soberano de los Países Bajos y Duque de Borgoña, etc., tinha perdido a boquinha de ser Rei da Inglaterra e Irlanda jure uxoris por su matrimonio con María I, entre 1554 y 1558, pois ela morreu e Elizabeth não quis casar com ela.
Tinha raiva, também, pois a nova Rainha era anglicana, e ela católico fervoroso.
Tinha raiva, também, porque os piratas ingleses, com o beneplácito de sua Rainha, atacavam e roubavam seus galeões carregados de ouro e riquezas das Américas.
Queria colocar Maria Stuart, a infeliz Rainha da Escócia no Trono inglês, pois ela era católica.
Quis acabar com essa História e mandou construir a Invencível Armada, ou seja, a Grande y Felicísima Armada,  Armada Invencible, “para destronar Elizabeth I e invadir Inglaterra”.
“Grande parte dos pilotos, marinheiros e soldados da Invencível Armada eram portugueses, apesar de serem comandados por espanhóis. Tal facto gerou controvérsia na altura, dado que os portugueses, ainda pouco acostumados com as consequências da união dinástica com o Império Espanhol, não se sentiam à vontade a combater em navios do seu país e serem comandados por espanhóis”.
Na Nau Capitania São Martinho - 48 canhões pesados em dois pavimentos, além de vários canhões menores, tendo a bordo o comandante-em-chefe, Don Alonso Pérez de Guzmán el Bueno y Zúñiga, Duque de Medina Sidonia, XII señor de Sanlúcar, X conde de Niebla, capitán general del mar Océano (comandante de la Armada) e comandante en jefe de la Grande y Felicísima Armada (Armada Invencible), e Maestre Francisco Arias de Bobadilla, o oficial do exército sênior. Um dos navios conseguiu voltar para a Espanha.
Na Nau Vice- Capitania São João de Portugal -50 canhões, tendo a bordo o Almirante de la Flota de invasión, segundo-em-comando da Armada Espanhola, Don Juan Martínez de Recalde, cavaleiro da Ordem de Santiago, esse navio pertencia ao Esquadra de Portugal, apreendida logo depois de Felipe se tornar Rei de Portugal, composta de Doze navios (marinheiros total de 1.293; 3.330 soldados no total).
A Invencível Armada era composta de várias Esquadras (ou esquadrões) ligadas a Coroa de Espanha, a saber:
Além da Esquadra Portuguesa composta de 12 navios, e 4 navios do Esquadrão de cozinhas, haviam:
a-      Esquadrão da Biscaia com 14 navios (marinheiros total de 863; soldados total de 1.937);
b-      Esquadrão de Castela com 16 navios (marinheiros total de 1.719; 2.458 soldados no total);
c-       Esquadrão da Andaluzia 11 navios (marinheiros total de 780; soldados no total 2325);
d-      Esquadrão de Guipuzcoa com 14 navios (marinheiros total de 616; soldados no total 1992);
e-      Esquadrão do Levante com 10 navios de comercio no Mar Mediterrânicos agregados na Sicília e em Lisboa (marinheiros total de 767 soldados; no total 2780);
f-       Esquadrão de Nápoles com 4 navios;
g-      Esquadrão de Urcas com 25 navios (marinheiros total de 608; soldados no total 3121);
h-      Esquadrão de Pataches e Zabras com 22 navios (marinheiros total de 574; 479 soldados no total);
Complemento da Frota:
i-        132 navios.
j-        8.766 marinheiros.
k-      21.556 soldados.
l-        2.088 remadores condenados as galés.  

Partida de Lisboa em 25 de maio de 1588, a “gigantesca frota estava fundeada no estuário do Tejo se preparando para a invasão”.
Em 24 de junho, nas costas de La Coruña, Galícia, na costa noroeste da Península Ibérica, fortes vendavais dividem a Invencível Armada. (Alguns barcos até o sudeste da Inglaterra, e outros para o Golfo da Biscaia)
O Duque de Medina-Sidonia suplica ao Rei Felipe II que cancele a operação. Ao que “o Rei respondeu com raiva, chamado atenção dele e cobrando-lhe dedicação a missão que fora encarregado de realizar”.    
Levou um mês o reagrupamento da Armada, e com isso “as condições meteorológicas que eram tão ruins, tornaram-se pior”.
Um navio inglês viu uma das naus espanholas (la «Grande») e avisou a Plymouth Hoe, nas Costa de Plymouth, onde Francis Drake estava acantonado “enquanto aguardava a maré mudar para poder zarpar com a Frota Inglesa, em direção a Armada Espanhola”.
Tendo sido comunicado que a Frota Inglesa ainda estava fundeada em Plymouth, Almirante Juan Martinez de Recalde, vice comandante da Invencível Armada, solicita ao Duque de Medina Sidonia ordens para realizar um ataque em grande escala no porto de Plymouth.
A ordem lhe é negada.
Medina Sidonia continuou rumando para os Países Baixos para se encontrar com o Duque de Parma e se juntar às tropas oriundas do Flandres.
Os ingleses conseguem zarpar.
E ai...
“A Batalha Naval de Gravelines, em 29 de julho de 1588, foi o maior feito dessa guerra naval. Gravelines é um pequeno porto, então parte da Flandres na Holanda espanhola, perto da fronteira com a França, o território espanhol mais próximo da Inglaterra. Cinco navios espanhóis foram perdidos, e muitos outros navios espanhóis foram gravemente danificados. Durante as primeiras horas da batalha várias ações individuais desesperadas foram impetradas contra os navios ingleses. O plano espanhol para juntar o exército vindo da Península Ibérica com o exército do Duque de Parma tinha falhado. A Inglaterra não tinha como ser invadida”.  
Só cabia a retirada e Medina Sidonia a ordenou.
A Invencível Armada foi obrigada a contornar as Ilhas Britânicas.
Na viagem de volta, devido às tempestades, navios se perderam
 O episódio da armada foi uma grave derrota política e estratégica para a coroa espanhola e teve grande impacto positivo para a identidade nacional inglesa.
Ao saber da grande derrota Felipe II exclamou:
«Yo envié a mis naves a pelear contra los hombres, no contra los elementos».
T.L.:
"Eu mandei meus navios para lutar contra os homens, e não contra os elementos".

Desse momento em diante a Inglaterra surgiu como potência naval, condição de Portugal e Espanha desde a Era dos Descobrimentos.

Era impossível qualquer novo plano de ataque naval e de invasão da Inglaterra.
O vasto Império Espanhol, com o português incluso, onde o Sol nunca se punha, estava vulnerável, e a Inglaterra soube aproveitar dessa nova realidade.
Ricos senhores se uniram em torno da Rainha Elizabeth e lançaram os alicerces do Império Britânico.

And God Save the Queen




 Elizabeth I
Atribuído a Isaac Oliver

cerca de 1600-1602