quarta-feira, 6 de maio de 2015

183 C - Elizabeth I, é a maior das Rainhas da Inglaterra.

183 C - Elizabeth I, é a maior das Rainhas da Inglaterra.

Continuação...



Juventude melancolia”
Representada pelo Conde de Essex
1588, em miniatura por Nicholas Hilliard


Elizabeth Tudor, a Gloriana, a Rainha Virgem, no final de sua vida sofreu de melancolia.
Um jovem petulante, Robert Devereux, 2.º Conde de Essex, com 22 anos, em 1587, tornou-se seu “favorito “e olha que ela já tinha 54 anos.
Sua bisavó materna Maria Bolena era irmã de Ana Bolena, a mãe da Rainha Elizabeth I, portanto eram primos distantes, mas parentes.
Ela achava muita graça nele, mas ele “politicamente ambicioso, em 1601, liderou um fracassado golpe de Estado contra o governo e foi condenado por traição, e em 25 de fevereiro de 1601, com 35 anos de idade, “, foi decapitado na Torre Verde, tornando-se a última pessoa a ser decapitado na Torre de Londres”.
Naquela época escreveu não leu, o cangote o machado comeu.



Henry Wriothesley,
Terceiro Conde de Southampton,
Conspirador chefe do fracassado golpe no qual Essex estava envolvido.
Uma estranha e afeminada figura.


Mais, a velha Elizabeth, sofrida pelas vicissitudes da vida, segundo seus contemporâneos, não tinha mais prazer e o "seu prazer era sentar-se no escuro, e às vezes chorando, derramando lágrimas por Essex".
Todos os seus amigos morreram.
Seu fiel William Cecil, 1ºBarão Burghley, The Right Honourable Lord Burghley, KG, PC, morreu em 4 de agosto de 1598, sendo substituído nos afazeres por seu filho, Robert Cecil, 1º Conde de Salisbury, cavaleiro da Ordem da Jarreteira, e outros Títulos e funções, que negociou a sucessão com Jamie VI, Rei da Escócia, da Casa Stuart, pois Elizabeth se recusava a nomear sucessor.





Gravura da Rainha Elizabeth I
com William Cecil e Sir Francis Walsingham
por William Faithorne , 1655

Sir Francis Walsingham, era o secretário principal e seu “ espião”, morreu em 6 de abril 1590, deixando a Rainha mais sozinha.
Saúde de Elizabeth, apesar da depressão grave,só deu sinal de fraqueza no outono de 1602, quando uma série de mortes entre seus amigos mergulhou-a em uma melancolia plena, que dava pena de se ver.
A morte de Catherine Howard, Condessa de Nottingham, foi um duríssimo golpe.

No começo de março, Elizabeth caiu gravemente doente, morrendo em 24 de março de 1603 em Richmond Palace, entre duas e três horas da manhã.




Cortejo do funeral de Elizabeth, 28 de abril de 1603,
o caixão foi levado para a Abadia de Westminster em um carro fúnebre puxado por quatro cavalos pendurados com veludo preto
com bandeiras de seus antepassados ​​reais
Em exposição no National Maritime Museum , London,

“O caixão de Elizabeth foi levado rio abaixo durante a noite para Whitehall, em uma barca iluminada com tochas”.
Nas palavras do cronista John Stow:
Westminster ficou superlotada por uma multidão. Todos os tipos de pessoas deixaram suas casas para ver sua Rainha falecida, e quando eles viram seu corpo imóvel, deitado em cima do caixão, gemiam e choravam, num gemido geral, uníssimo, como nunca ninguém ainda tinha visto, ou como a memória do homem lembra-se.
“Elizabeth foi enterrada na Abadia de Westminster em um túmulo que ela divide com sua meia-irmã, Maria I, a sanguinária”.
A inscrição latina sobre a campa é:
"Regno consortes & urna, hic obdormimus Elizabetha et Maria sorores, in spe resurrectionis".
T.L.: “ Consortes da Nação & tumba, aqui dormimos, Isabel e Maria, irmãs, na esperança da ressurreição".
  
Conclusão:
Na década de 1620, houve um ressurgimento nostálgico do culto de Elizabeth.
A Era Elisabetana a destacou como uma heroína da causa protestante mundial e a governante de uma Idade de Ouro para os ingleses, que reflete até os nossos dias.
“Elizabeth estabeleceu uma Igreja Inglesa e ajudou a moldar uma identidade nacional, que continua a vigorar até hoje”.
“Elizabeth acreditava que a Fé era pessoal”.
“Sua memória também foi revivida durante as guerras napoleônicas, quando a Nação novamente se viu à beira da invasão”.
Não haveria Era Vitoriana se não tivesse existido a Era Elisabetana.
Durante as duas Grandes Guerras Mundiais “em meados do século 20 (1914-1918 & 1939 – 1945), Elizabeth era um símbolo da resistência nacional à ameaça estrangeira”.
“Elizabeth adotou uma política externa pragmática, mas defensiva, entretanto o seu reinado levantou o status da Inglaterra de um pequeno reino em uma ilha, para uma potência transcontinental”.
“Elizabeth deu condições aos capitalistas da City of London, a famosa City de nossos dias, de dominarem por séculos o comércio e as finanças multinacionais, isso séculos e séculos antes do advento da Internet”.
Elizabeth sempre trabalhou com o Parlamento e com conselheiros nos quais ela podia confiar, de com eles não ter cerimonias e dizer a pura verdade, o que estava passando em sua mente, logo apreciava conselhos honestos, e com isso criou um novo estilo de governo nunca antes vistos nos reinos europeus, onde a cavilação e a hipocrisia campeavam.
Lutava para conquistar o amor de seus súditos.
Elizabeth acreditava que Deus a havia escolhido e a protegendo.
Em uma oração, ela ofereceu graças a Deus dizendo:
[At a time] when wars and seditions with grievous persecutions have vexed almost all kings and countries rounds about me, my reign hath been peacable, and my realm a receptacle to thy afflicted Church. The love of my people hath appeared firm, and the devices of my enemies frustrate.
Que cada leitor busque a tradução que mais lhe convier, mas eu digo sem medo:

Elizabeth I, é a maior das Rainhas da Inglaterra.




Elizabeth I, anciã
Tempo dorme em sua direita e morte olha por cima do ombro esquerdo
Dois putti seguram a coroa sobre a sua cabeça.
Anônimo, pintado depois de 1620.
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Putto (do latim putus ou do italiano puttus, menino) é um termo que, no campo das artes, se refere a pinturas ou esculturas de um menino nu, geralmente gordinho e representado frequentemente com asas. Derivado da figura do Cupido jovem, simboliza o amor e pureza. Usado também no plural: "putti".