quarta-feira, 6 de maio de 2015

183 B - Legitimidade o tormento dos Tudor.

183 B - Elizabeth I, a maior das Rainhas da Inglaterra.

Continuação...

Legitimidade o tormento dos Tudor.


Uma ilustração d’ armadura de Henrique VII

Os Tudor buscaram sua legitimidade ao Trono da Inglaterra desde o casamento de Henrique VII, Conde de Richmond e líder da Casa de Lancaster, com Elizabeth de York, pois essa era a filha de Eduardo IV, descendente direto de Edmund of Langley, 1st Duke of York, 1st Earl of Cambridge, KG, filho de Eduardo III Plantageneta e Felipe de Hainaut, Reis da Inglaterra.

 Elizabeth de York

Legitimidade é um termo utilizado em Teoria Geral do Direito, em Ciência Política e em Filosofia Política que define a qualidade de uma norma (em Teoria Geral do Direito) ou de um governo (Teoria Geral do Estado) ser conforme a um mandato legal, à Justiça, à Razão ou a qualquer outro mandato ético-legal.
Em outras palavras, a legitimidade é o critério utilizado para se verificar se determinada norma se adequa ao sistema jurídico ao qual se alega que esta faz parte.
Em Ciência Política é o conceito com o qual se julga a capacidade de um determinado poder para conseguir obediência sem necessidade de recorrer à coerção, que supõe a ameaça da força, de tal forma que um Estado é legítimo se existe um consenso entre os membros da comunidade política para aceitar a autoridade vigente.

A vitória de Henrique, Conde de Richmond, na Batalha de Bosworth Field, ou The Battle of Bosworth, 22 de agosto de 1485, a última e mais significativa batalha da Guerra das Rosas, a guerra civil entre a Casa de Lencastre e a Casa de York, elevou a Família Tudor, a Casa de Tudor, The Tudors, que tem sua origem registrada no século XII, e foi extinta em 1603, ao Trono da Inglaterra e da Irlanda.
A radix mater dos Tudors estava plantada na vila de Penmynydd em Anglesey, Gales do Norte, tanto que eles eram conhecidos como The Tudors of Penmynydd, os Tudors de Penmynydd.
Quem a plantou foi Ednyfed Fychan ap Cynwrig, ou Ednyfed Fychan (* 1170- +1246), guerreiro que se tornou Senescal ao Reino de Gwynedd, norte do País de Gales, servindo Llywelyn, o Grande, e a seu filho Dafydd ap Llywelyn, com sua mulher Gwenllian ferch (filha de) Rhys ap Gruffydd, ou ap Gruffudd, em inglês "Griffith", que nasceu por volta de 1132 e faleceu em 28 de abril de 1197, com 65 anos, foi o Soberano do Reino de Deheubarth, no sul do País de Gales, a partir de 1155 até 1197.

The House of Dinefwr was a royal house of Wales (A Casa de Dinefwr foi uma casa real de Gales) era a Dinastia de Rhys ap Gruffydd, fundada em 854 d.C. por Cadell ap Rhodri, Príncipe de Seisyllwg.
Seus Títulos foram: Rei dos Bretões ou Britânicos, Rei de Dyfed, Rei de Deheubarth, Rei de Powys, Príncipe de Seisyllwg, Príncipe de Gwynedd, Príncipe de Deheubart.
E em assim sendo, na verdade, a origem dos Tudors remonta ao Século IX.

Mais, vamos lá...

Ednyfed Fychan e Gwenllian ferch Rhys foram pais de:

Goronwy, Senhor da Tref-Gastell, que casou com Morfydd ferch Meurig, filha de Meurig de Gwent, descendente do último Rei de Gwent (reinou 1081-1091), foram pais de:

Goronwy e Morfydd foram pais de:

Tudur Hen, Senhor do Penmynydd, que casou com Angharad ferch Ithel Fychan, filha de Ithel Fychan ap Ithel Gan, Senhor do Englefield, foram pais de:

Goronwy ap Tudur, que casou com Gwerfyl ferch Madog, filha de Madog ap Dafydd, Barão de Hendwr, foram pais de:

Tudur Fychan, que casou com Margaret ferch Thomas, filha de Thomas ap Llewelyn, Lord of Is Coed, Gales do Sul, foram pais de:

Maredudd ap Tudur, que casou com Margaret ferch Dafydd, filha de Dafydd Fychan, Lord of Anglesey, e foram pais de:

Sir Owen Tudor, em galês Owain ap Maredudd ap Tewdwr, que casou com Catherine de Valois ou de France, Rainha-viúva de Henrique V, Rei da Inglaterra, Rainha -mãe de Henrique VI, Rei da Inglaterra, e filha de Carlos VI, Rei de França, e foram pais de:

1-      Edmond Tudor (*cerca de 1430- +1456), casou com Margaret Beaufort, uma descendente de John of Gaunt, Duque de Lancaster, e herdeira dos ricos Beaufort.
Seu único filho se tornou Rei da Inglaterra sob o nome de Henrique VII e fundou a Dinastia REAL dos Tudors.
2-      Jasper Tudor (*cerca de 1431- +1495), Conde de Pembroke, depois Duque de Bedford, cavaleiro da Ordem da Jarreteira, senhor do Castelo de Cardiff. Casou com Catherine Woodvile, irmã mais nova de Elizabeth Woodville, Rainha- viúva de Eduardo IV.
3-      Margaret, morreu jovem, talvez freira.

Em 1485, quando Henrique VII Tudor desembarcou em Pembrokeshire, local do Pembroke Castle, onde ele havia nascido, em 28 de janeiro de 1457, no País de Gales, buscando seu reconhecimento como Rei, alegou essa Linhagem nobre galesa, sua descendência de Rhys ap Gruffydd, ou ap Gruffudd, em inglês "Griffith", da Dinastia ou The House of Dinefwr, fundada em 854 d.C. por Cadell ap Rhodri, Príncipe de Seisyllwg.
Aliás, na Batalha de Bosworth Field, de                22 de agosto de 1485, acima citada, Henrique Tudor, ainda Conde de Richmond, empunhou e lutou sob a Bandeira com Dragão, a Bandeira de Gales. Ver abaixo:


Bandeira de Gales




Brasão d’Armas de Henrique VII



The Tudor Rose: a combination of the Red Rose of Lancaster and the White Rose of York

Após a sua ascensão ao Trono da Inglaterra, Henrique passou a ter Direto as Armas do Reino inglês.  Com seu casamento com Elizabeth de York, ele que tinha sangue Lancaster, acoplou a rosa vermelha com a rosa branca, criando assim um novo emblema, emblema esse que passou a ser o de sua Família Dinástica, os Tudor.
O suporte a direita (dextra) do Escudo, mas a esquerda (sinistra) de quem vê o Brasão d’Armas de Henrique VII é o Dragão de Gales.
A Rosa de Tudor, uma junção da rosa vermelha e branca das casas reais Lencastre e Iorque respectivamente.
Suporte é a designação, dada na heráldica, a cada uma das figuras que sustenta ou guarda o escudo de um Brasão d’ Armas.
2- Suporte (em sentido restrito): é uma figura que representa uma entidade não humana, tal como um animal, um vegetal ou um objeto inanimado. Na heráldica de alguns países, os suportes (em sentido restrito) apenas incluem os animais.
“A dextra (do latim dextra, -æ, «direita») refere-se ao lado esquerdo do escudo, e a sinistra (do latim sinistra, -æ, «esquerda») ao lado direito, tal como este é visto pelo observador”.
“A razão porque isto sucede prende-se com o facto de a descrição se referir ao ponto de vista do portador do escudo, e não do seu observador”.

Para Henrique VII o exposto acima o Legitimava para ascender o Trono Inglês, e portar a Coroa da Inglaterra, e, também, ser Lord ou Senhor da Irlanda, mas para sua neta, não foi bem assim...

Continua...


Henrique VII e seus filhos após a morte de Elizabeth de York
O Rei permaneceu em isolamento durante seis semanas após sua morte e provavelmente usava vestes como estas durante o luto.

O jovem Henrique VIII no canto superior esquerdo.