segunda-feira, 16 de março de 2015

143- conversa- Imperadores dos Franceses da Família Buonaparte- Maria Letizia Ramolino Madame Mère - Parte 2.


Maria Letizia Ramolino
Madame Mère
Mãe de Sua Majestade Imperial o Imperador
« Pourvu que ça dure !”
Frase que numa TL é "Vamos esperar que dura! ", que ela empregou evocando a riqueza e a glória conquistada pelos membros de sua família corsa.

Os Ramolino descendem de um dos Ramos da família dos Condes de Collalto ( Contes di Collalto ),  Nobres cuja as origens remontam aos Longobardos
Em 1108 os Condes de Collalto construiu o Castelo da cidade de Collalto, Susegana, Província de Treviso.
O Conti di Collalto era patrizi veneziani (Patrício de Veneza).
O primeiro Ramolino na Córsega, que se estabeleceu em Ajaccio, era casado com a filha de um dos Doges de Genova.

Genealogia simplifica de Maria-Letizia Ramolino:


Armas dos Romalinos

Giovanni Girolamo Ramolino (1645 -?)  casou com (1645–?) Maria Laetitia Boggiano são pais de Giovanni Agostino Ramolino casou com Angela Maria Peri.
Angela Maria Peri e filha de Andrea Peri (1669–?) e de Maria Maddalena Colonna d'Istria.
Giovanni Agsotino Ramolina e Angela Peri são pais de Giovanni Geronimo Ramolino (1723–1755) que casou com Angela Maria Pietrasanta (1725–1790);
 Angela Maria Pietrasanta (1725–1790) é filha de Giuseppe Maria Pietrasanta e de Maria Josephine Malerba.
Giuseppe Maria Pietrasanta é filho de Giovanni Antonio Pietrasanta.
Giovanni Geronimo Ramolino (1723–1755) casado com Angela Maria Pietrasanta (1725–1790) são os pais de Maria - Letizia Ramolino que casou com Carlo Maria Buonaparte e são pais do Imperador Napoleão I.
Angela Maria Pietrasanta viúva de Giovanni Geronimo Ramolino, casou com e François Fesch, um oficial suíço, pais do Cardeal Joseph Fesch, Cardeal-Presbítero de S. Lourenço em Lucina, Cardeal-Presbítero de S. Maria della Vittoria, Primaz das Gálias,  Arcebispo de Lyon, Grand aumônier de l'Empire( Grande Capelão do Império), Sénateur du Premier Empire(Senador do Primero Império), Par de França nos Cem Dias (Pair des Cent-Jours).  

Maria-Letizia Ramolino, Madame Mère de l'Empereur, ou simplesmente, Madame Mère.
Maria-Letizia Ramolino, Princesse française et Altesse Impériale, Princesa Francesa e Alteza Imperial.
Maria-Letizia Ramolino era essencialmente corsa.
Maria-Letizia Ramolino teria sido mais feliz, teria gostado mais, teria tido menos problemas na vida, se um de seus filhos sucedesse Pasquale Paoli na chefia da Republica da Córsega do que teve sendo mãe de Napoléon par la grâce de Dieu et les constitutions, Empereur  des Français, Roi d’Italie et Protecteur de la Confédération du Rhin.
« Pourvu que ça dure » numa tradução livre, “Desde que isso dure”, é uma celebre frase atribuída a Madame Mère de l'Empereur que jamais poderia tê-la dito ao ver o filho Imperador, e as Honras e Mercês distribuídas entre os membros de sua Família, simplesmente porque nunca conseguiu falar fluentemente o francês e se algum dia falou algo semelhante deve ter sido em Corsu, a língua córsica, e de modo desdenhoso.
Maria-Letizia Ramolino nasceu Ajaccio, Córsega, em 24 de agosto de 1750, Século XVIII, filha de Giovanni Geronimo Ramolino e de Angela Maria Pietrasanta, fidalgos ricos da pequena Nobreza da Córsega.
A beleza de Maria-Letizia Ramolino era famosa em toda a Córsega.
Mas a que Família pertencia essa ‘bella donna’?
Giovanni Geronimo Ramolino foi Inspetor-Geral das Estradas e Pontes da Córsega e Capitão do Regimento Corso, morrendo em 1755, e sua viúva Angela Maria Pietrasanta, casou com François Fesch, oficial suíço, e eles deram a Maria-Letizia a educação tradicional das meninas da Córsega no Século XVIII, ou seja, condições de desempenharam bem os trabalhos domésticos que uma boa esposa e boa mãe deveriam exercer naqueles tempos. 
Até o começo do Século XX, do II Milênio, e ainda nos dias de hoje em certas culturas, a menina, desde que já menstruem, se casam e muitas delas com homens mais velhos, até para garantir assim o sustento do resto da família.
Na maioria das vezes esses casamentos são arrumados entre as famílias e no caso de jovem Maria-Letizia Ramolino não fugiu a regra e aos 14 anos casou com Carlo Maria Buonaparte de 18 anos no dia 2 de junho de 1764.
Com uma situação financeira estável o Casal Ramolino-Buonaparte começou a procriar.
O primeiro rebento veio no final de 1765 e dez meses mais tarde veio outro, ambos faleceram, alias, eles tiveram treze filhos e só oito chegaram a idade adulta.
Maria- Letizia Ramolino de Buonaparte era corsa ate a medula, queria ver sua ilha livre de qualquer tipo de dominação estrangeira, uma Córsega livre era seu sonho, e foi assim que se tornou partidária de Pasquale Paoli, Babbu di a Patria, o Pai da Pátria Corsa.
Em novembro de 1755, Pasquale Paoli, em um processo de independência de Genova, contudo apoiado pela Grã-Bretanha, proclamou a República da Córsega, outorgando uma Constituição, que incluía o sufrágio feminino, organizando a administração, o judiciário e o exército.
E em sendo assim Carlo Maria Buonaparte que era advogado, politico, e seguia a correnteza e essa estava a favor de Paoli, prestava serviços a causa da Republica da Córsega.
Acontece que o Rei de França era o “dono” da Córsega e não gostou nada dessa Republica, de ver seu patrimônio escorre pelos seus dedos e mandou suas Tropas para acabar com a Independência dos corsos.      
Paoli e seus partidários lutaram com unhas e dentes contra os franceses e o casal Ramolino-Buonaparte foram para linha de frente.
Maria- Letizia Ramolino de Buonaparte estava em sua quarta gravides, a gravides de Napoleonne, o futuro Napoléon Bonaparte.
E 8 para9 de maio de 1769, as Tropas francesas sob o comando do General Noël Jourda, Conde de Vaux  e Marechal de França, um soldado experiente, derrotou os corsos sob Carlo Salicetti na Batalha da Ponte Novu, sobre o Rio Golo, em Castello-di-Rostino, o que debilitou, feriu de morte, a Republica da Córsega e facilitou a conquista pela França de toda a ilha no ano seguinte.
Maria- Letizia estava na luta sob o comando da Capitã Serpentini, o que demostrava o caráter igualitário dessa Republica cuja Constituição sofreu influência direta do Iluminismo e teve que fugir pelas montanhas, uma aventura que se tornou muito penosa para uma mulher que estava prestes a dar a luz, com de facto deu ao chegar a Ajaccio.
Deu a luz a Napoleonne, ao General Bonaparte, e esse fato dele estar no ventre de sua mãe em batalhas, no meio de uma guerra, abrilhanta sua Linda, sua biografia, da brilho em sua áurea de General Vencedor, Imperator, como Cesar Augusto e Carlos Magno. 
Em Ajaccio ela dá a luz a mais filho, cuida deles e da casa dos Buonaparte segundo os ensinamentos que recebeu na infância.
É uma mãe severa e o chicote come solto quando necessário na disciplina dos filhos.
Com o novo Establishment, Carlo Maria Buonaparte, faz prova de Fidalguia de mais de duzentos anos junto a Chancelaria, criada por Ordenança Real (ordonnance royale) de 20 de setembro de 1769, no Conselho Superior da Córsega (conseil supérieur de la Corse) .
E parte para Versalhes e Paris a fim de melhorar sua situação como veremos no capitulo a ele dedicado, porem morre de câncer em 24 de fevereiro de 1785, deixando Maria-Letizia viúva aos 35 anos.
Começa a luta para não só manter a família unida como, também, garantir o seu sustento, é o começo dos anos das vacas magras.
Alugou o andar superior de sua casa em Ajaccio para o Arcediago (Arquidiácono) Lucien, tio de Carlo Maria Buonaparte, que ao morrer lhe deixa uma boa herança em 1791, o que lhe deu certo alivio.
Em 1793 as coisas não andavam lá muito boa para o lado dos Buonaparte, já não eram tão chegados de Pasquale Paoli como foram, pois tomaram partido da Revolução Francesa de 1879, e Maria-Letizia com os filhos se mudaram para Marselha, onde passaram por muitas necessidades, chegando às vezes a só terem uma sopa rala para comer.
Mais a Matriarca Corsa não se deixou abater.
Com o pouco que ganhavam os filhos José e Napoleão, ela mantinha a casa e os demais filhos, numa austeridade franciscana.
Como “não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe” a Família Buonaparte  acabou sendo hospedada no Hotel Cipières, antiga propriedade do Cavaleiro Louis Antoine de Cipières - que havia emigrado já que era um Deputado da Nobreza nos Estados Gerais  convocados por Luis XVI em 2  abril  1789 por Louis XVI – pela Municipalidade de Marselha de setembro de 1794 até maio 1797, até que Napoelão os levou para morar na Villa Pusterla-Crivelli-Arconati, residência do século XVIII, localizado Mombello , Limbiate, na hoje Província de Monza e Brianza , na Itália.
Eram os tempos da Republica Cisalpina, uma das Republicas chamadas de Republica Irmã (Républiques soeurs), criada em 26 de junho de 1797 e que durou até 18 de março de 1805, quando Napoleão proclamou o Reino da Itália e se Corou com a Coroa dos Longobardos, outra usada por Carlos Magno, de quem o Pequeno Corso se considerava sucessor.
E assim, as coisas começaram a melhorar para Maria-Letizia Ramolino, que passou a ser altamente beneficiada financeiramente pelo filho, acumulado uma grande riqueza, riqueza essa que administrou com grande saber.
A Mamma Buonaparte, la Mère Bonaparte, a Mãe Bonaparte, pois Napoleão havia afrancesado o nome em1796, é uma mulher de valores fortes e não suporta a escolhida de seu filho Napoleão, Marie-Josèphe-Rose de Tascher de La Pagerie, mas conhecida como Joséphine de Beauharnais, em bom português, Imperatriz Josefina.
Joséphine de Beauharnais, Rose para alguns e La Crioulle, para outros, nasceu na Ilha da Martinica, em  23 de junho de 1763, Nobre de nascimento, era uma bela mulher morena, de estatura mediana, magra, olhos castanhos, uma cabeça magnifica ornada com sedosos cabelos castanhos, rosto adornado com um pequeno nariz simétrico, sobre uma boca sensual, que mantinha sempre fechada por causa dos seus dentes ruins, de voz suave e bem modulada, agradável, com um estilo próprio, acima de tudo educada para a vida elegante de salão.
Os Bonapartes eram exatamente oposto dela. 
Falavam alto, eram espalhafatosos, de elegância mais do que duvidosa, e se comportavam como verdadeiros “novos-ricos”, apesar de sua reconhecida nobreza datada do Medievo. 
Tinha sido amante de Barras, Paul François Jean Nicolas, Visconde de Barras, membro do Diretório que governou a França de 1795 até 1799, que lhe sustentou depois que ela saiu da prisão, onde tinha ido parar por ser uma aristocrata durante o Regime do Terror imposto por Maximiliano de Robespierre.
Josefina era “um belo ornamento de salão” que soube tirar proveito das relações que estabeleceu com os grandes e influentes da época, principalmente os financistas, como a: Louis Fréron, Emmanuel-Joseph Sieyès, Jean-Baptiste Louvet de Couvray, Jean-Frédéric Perregaux , Gabriel-Julien Ouvrard , entre outros.
Quando Napoleão lhe comunicou que iam casar com Josefina, uma viúva com dois filhos, além do que e apesar das amizades que essa tinha ela era pobre, tanto que sua casa nas encostas de Montmartre, Rue Chantereine, decorada com uma mistura de Caribe e Estilo Diretório, tinha poucos moveis, poucos talhares, poucos pratos, e um serviço para lá de precário, o que refletia a situação financeira da dona e que servia mesmo como um salão sócio-politico-cultural em tempos dos Incroyables e Merveilleuses, Madame Bonaparte se revoltou, não concordou com a escolha do filho, afinal havia Désirée Clary, filha do rico negociante de Marselha, François Clary,  e irmã de Julie Clary, casada desde 1 de agosto de 1794, em Cuges-les-Pins ( Bouches-du-Rhône ), com José Bonaparte, aquém Napoleão havia prometido casamento e que ela considerava excelente casamento para o filho.
Proibiu os filhos de irem a cerimonia, não foi, nem tão pouco felicitou os filhos, era coerente com sua formação corsa.
Josefina para ela era uma devassa, amante do luxo e da extravagância.  
Depois desse casamento a intimidade entre mãe e filho ficou abalada, e as visitas se escassearam.
A bem da verdade Mme Laétitia, a Mamma Buonaparte, não aprovava, também, o comportamento de sua prole, deslumbrada com o Poder e com as coisas mundanas.
Retirou-se para o Castelo de Pont-sur-Seine, na Região de Champagne-Ardenne, residindo nele de 1805 até 1814, de onde vinha somente a Paris para tratar de sues assuntos financeiros ficando hospedada no Hotel de Brienne, «le palais de Madame, Mère de l'Empereur» e vendido por ela em 1817 , me tempos de Luís XVIII, para ser a residência oficial do Ministro da Guerra e que hoje tem o status de  Monuments Historiques ( Monumento Histórico da França) desde 21 de janeiro de 1993.
Napoleão resolve se Coroar como Imperador dos Franceses na Catedral de Notre-Dame de Paris, que estava em reformas, não na A Catedral de Reims, onde vinte e nove Reis da França foram coroados entre 1027 e 11 de junho de 1775, dia da Coroação de Luis XVI.
A data marcada foi 2 de dezembro de 1804, na presença de um submisso, verdadeiramente oprimido e acanhado Papa Pio VII,  e Mme Laétitia não compareceu a Cerimonia.
Nem deu bola para o fato de estar desgostando o filho e sua Família, agora havida por Tronos, Coroas, Honras e Mercês e viajou para Roma.
Muito menos por ter sido elevada a condição de Alteza Imperial e de ter recebido o pomposo Titulo de “Madame, Mère de l'Empereur” em 23 de marco de 1805.
Um Napoleão deslumbrado, mas aborrecidíssimo com a atitude de sua mãe, ordenou a  Jacques-Louis David , pintor revolucionário e oficial do Primeiro Império, que ao pintar a cena de sua Coroação inclui-se com destaque a sua mãe, o que foi feito, como podemos ver no quadro “Sacre de l'empereur Napoléon et couronnement de l'impératrice Joséphine, à Notre-Dame de Paris, le 2 décembre 1804”, ou simplesmente, Le Sacre de Napoléon, a Coroação de Napoleão,  que esta no Museu do Louvre, pintado  entre 1805 e 1807.
Todavia, segundo alguns escritores, foi ela que perguntou a David se poderia coloca-la num lugar de destaque, pois não havia participado da Coroação por não queria fazer vênia a Josefina, bem com o em protesto por Napoleão ter brigado com Luciano Bonaparte, seu filho e irmão do novo Imperador.
Não sei qual dos dois fatos é verdade, mas descrevo os dois como prova de minha tentativa de ser o mais fiel possível a Historia dos Buonaparte.
Mas pelo sim ou pelo não, ela continuou amealhando sua fortuna, pois gato escaldado tem medo de agua fria, e ela já tinha conhecido a pobreza e ai eu acredito que ela pensasse que “tudo aquilo” podia terminar um dia, como terminou e tanto isso é verdade que no livro  “ A família  de Napoleão”, de 1986, de autoria de Desmond Seward, um escritor britânico nascido em Paris em 1935, esta escrito um pensamento dela “Meu filho tem uma boa posição , mas que pode não continuar para sempre. Quem sabe se todos esses Reis não vão algum dia vir a mim implorando por pão?”. Dito e feito.   
Contudo, durante o período de bonança ela fez muita caridade, inclusive supervisionando as Caridades Imperais, e tratou dos assuntos da sua querida Córsega natal.
Só sai de seus cuidados para restabelecer a paz entre seus filhos, fazendo com que o novo Imperador distribuísse da forma mais igualitária possível às benesses entre os irmãos.
Quando da Queda do Primeiro Império Napoleônico, Napoleão é forçado a abdicar, garante não só uma renda para si, como também, para a mãe - 300.000 francos por ano-  e alguns dos envolvidos no Tratado de Fontainebleau, pediram a Luis XVIII que a deixa-se viver em uma de suas propriedades na França, quiçá o Castelo de Pont-sur-Seine ou mesmo Hotel de Brienne, por ela já esta numa idade avançada para época.
Ela não aceitou a ideia e partiu atrás de seu filho Napoleão para seu exilio na Ilha de Elba (L'isola d'Elba), do Arquipélago Toscano, situada entre o Mar da Ligúria e o Mar Tirreno.
Como a França não pagava a Napoleão os dois milhões de francos acordado pelo Tratado de Fontainebleau, nesses dez messes que ele passou  “exilado” , ela o sustentou bem como a sua pequena Corte,  alias como previra, enquanto durou o confinamento na ilha.
Mme Laétitia era uma mulher pratica e vendeu todas as suas propriedades na França, e se mudou para Roma, pois o Papa Pio VII, lhe concedeu asilo junto com seu meio-irmão, o Cardeal Fesch.
Como era muito rica morou primeiro no Palácio Falconieri. E depois no  Palácio Rinuccini, e nunca abandonou a Cidade Eterna, apesar de continuar tratando de assuntos da sua Família.
Foi incansável nas petições  aos Soberanos da Santa Aliança, aos ungidos pelo Congresso de Viena, em favor do filho exilado em Santa Helena, uma ilha insalubre em meio ao Oceano Atlântico.
Abalada com as mortes dos filhos, Elisa em 1820, Napoleão em 1821, e Paulina em 1825, tomou luto, luto esse que usou ate o fim da vida.
Com o tempo ficou cada dia mais devota, isso numa Roma papal.
Perdeu os dentes, ficou invalida e depois a visão, vivendo por muitos anos cega de todo.
Em 2 de fevereiro de 1836 veio a falecer aos 85 anos de idade.
Foi sepultada em Corneto, hoje Tarquinia , na Província de Viterbo , na Região de Lazio, Itália.
Seus restos mortais foram transferidos em 1851 para sua Ajaccio natal,  e em 1860 colocados na Capela Imperial, mandada construir por seu neto, filho de Luis, Napoleão III. Alguém escreveu sobre ela:
“Uma mãe, muitas vezes dominante, Madame Mère era uma mulher pragmática e cuidadosa que combinou a capacidade de desfrutar de luxo sem culpa, mas também para planejar o futuro e viver sem exorbitância. Ela permaneceu corso no pensamento e palavra, preferindo falar italiano em vez do francês, uma língua que, apesar de quase duas décadas de vida no país, ela falou mal e não conseguia escrever. Apesar do ódio e amargura destinado a seu filho Letizia permaneceu uma figura surpreendentemente popular, provavelmente porque ela não tinha as excentricidades e ambições de seus filhos”.
Daí que Maria-Letizia Ramolino, Madame Mère de l'Empereur, ou simplesmente, Madame Mère;
Maria-Letizia Ramolino, Princesse française et Altesse Impériale, Princesa Francesa e Alteza Imperial;
Maria-Letizia Ramolino, viúva de Carlo Maria Buonaparte;
Maria –Letizia Ramolino di Buonaparte sobre quem seu filho mais famoso, Napoleão, dize “«Cuando ella muera, sólo me quedarán inferiores» (só conheço a frase em espanhol.

Tem a minha mais sincera admiração.   

Sua Alteza Imperial e Real
Maria Letizia Ramolino, Mãe de Sua Majestade Imperial o Imperador
em seu leito de morte.