segunda-feira, 30 de março de 2015

157/E- conversa- Felipe, o Belo, Nogaret e os Templários Rei ou Monarca- Parte 8/E

157/E- conversa- Felipe, o Belo, Nogaret e os Templários    Rei ou Monarca- Parte 8/E
  

Templários
Continuação:
Felipe continuava a precisar de dinheiro e Nogaret tomou as seguintes providencias...
1-       Preparou um decreto real contra os judeus, as vítimas preferidas dos cristãos em todos os tempos, que foi publicado em 21 de julho de 1306. Nele constavam: A desapropriação e confisco dos bens judaicos, a prisão dos judeus, a expulsão dos judeus da França. Foi um horror. Nogaret assiste pessoalmente essas ações e segundo alguns até lucra financeiramente com elas, o que eu não duvido. Muitos bravos judeus morrerão em meio a essa barbárie
2-      A partir de setembro de 1307, Nogaret agora Garde du Sceau, où il succède à Pierre de Belleperche (Guarda do Selo [Real] sucedendo a Pierre de Belleperche), prepara o decreto real contra os Templários, com a desapropriação e confisco de seus bens e a prisão dos membros da Ordem.
Os Templários.
Até os nossos dias os Templários continuam despertando curiosidade, seu tesouro é procurado, as buscas pelos seus segredos não cessam, romances são escritos sobre eles, filmes são feito, etc. etc. e tal....
Para mim eram um bando da pior espécie.
Comentaram crimes que até hoje a Cristandade paga por eles.
As mortes na sede do Charlie Hebdo, em Paris, no seio da França cultural, é prova do que digo.
Os Papas do Vaticano, os Bispos de Roma, a Cidade Eterna, se penitenciam pelos erros deles, mas foi graças a um deles que a Ordem ganhou vida.
Vamos ver...
Lista dos Grão-Mestres:



Armand de Périgord foi morto ou capturado na batalha de La Forbie.
Richard de Bures comandou os Templários até a eleição de Guillame de Sonnac, sua posição como Grão-Mestre é contestada.

  


Timbre dos Templários

A “Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici”, ou Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, ou Cavaleiros Templários, ou Ordem do Templo, ou Ordre du Temple ou Templiers, ou Order of the Temple or Templars, Orden des Tempels oder der Templer, Orden del Templo o Templarios, להזמינו של בית המקדש או טמפלרים, Ordine del Tempio o Templari, Орден Храма или тамплиеров, ترتيب الهيكل أو فرسان الهيكل, Temple ya Tapınakçıların Sipariş, ou...
...simplesmente como Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria.

Guillaume de la Tour nomeado Comandante dos turcopolier ou Turcoples, corpo de arqueiros montados em cavalos árabes, vestidos como árabes,

“Cavalaria medieval é a instituição dos cavaleiros nobres cristãos, os cavaleiros, com ideais de serviço dotado de grande amor cristão, de coragem, de lealdade, de generosidade, atuando sempre com Honra tanto na guerra, quanto na Pax, mas que nem sempre agiram de acordo com esses ideais”.
“No tempo de Carlos Magno, guerreiros montados se tornaram a unidade militar de elite dos francos e essa inovação se espalhou pela Europa. Lutar de um cavalo era mais nobre, mais glorioso, do que lutar a pé. Por causa do alto custo dos cavalos, armas e armaduras, somente os ricos nobres podiam lutar dessa maneira”.
“No final da Idade Média, os Reis criaram as Ordens de Cavalaria, para assim “aglutinar” os Cavaleiros em torno de Sua Real Pessoa, e isso, é claro, trazia prestígio aos seus membros/cavaleiros”.
“As Ordens militares e religiosas, quase idênticas as Ordens de cavalaria, nasceram oficialmente motivadas pela necessidade de proteger os peregrinos cristãos em suas viagens a Terra Santa, o que naturalmente envolveu combates com os muçulmanos”.
Foram elas:
1118 /1119, militarizada em 1120 - Ordem dos Templários
1136 - Ordem de São João de Jerusalém (ou dos Hospitalários, atual Ordem de Malta)
1142 - Ordem de São Lázaro de Jerusalém
1154 - Ordem de Alcântara
1158- Ordem de Calatrava
1160 - Ordem de Santiago
1176 - Ordem de Avis (ramo da Ordem de Calatrava, pelo menos no seu início)
1190 - Ordem Constantiniana de São Jorge
1193 - Ordem Teutónica de Santa Maria de Jerusalém
1218 - Ordem de Nossa Senhora das Mercês
1246 - Ordem dos Cavaleiros da Concórdia
1317 - Ordem de Nossa Senhora de Montesa (herdeira da Ordem dos Templários em Aragão).
1319 - Ordem de Cristo (herdeira da Ordem dos Templários em Portugal, formada pelo grão-mestre da Ordem de Avis)

Mais, a que nos interessa nessa conversa é a que foi fundada em 1118, militarizada em 1120, ou seja, Ordem dos Templários.

Ficha rápida:
Subordinação: Ao Papado
Sede/ Quartel-general: Monte do Templo, Jerusalém.
Missão: Defender militarmente os Cristãos e o Cristianismo ocidental.
Criação: 1118/1119
Extinção: 1312
Patrono: São Bernardo de Claraval
Lema:
Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória (Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória),
Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam (non nobis Domine non nobis sed nomini tuo da gloriam)  
Vestimentas:    Manto branco com uma cruz vermelha
Símbolo:  Dois cavaleiros cavalgando um único cavalo
Guerras/batalhas:
As Cruzadas (todas),
Cerco de Ascalon (1153),
Batalha de Montgisard (1177)
Batalha de Marj Ayyun (1179)
Batalha de Hattin (1187),
Cerco de Acre (1190-1191),
Batalha de Arsuf (1191),
Cerco de Al-Damus (1210)
Batalha de Legnica (1241),
Cerco de Acre (1291)
Reconquista da Península Ibérica.

Efetivo:                20 000 membros em seu apogeu, 10% dos quais eram cavaleiros de origem nobre.
Comando:
I-                    Primeiro Grão-Mestre:   Hugo de Payens – nasceu em Troyes, no hoje departamento de Aube, Região Champagne-Ardenne, França, em 1070, e faleceu em Jerusalém em 24 de maio de 1136, com 66 anos. Foi co-fundador com Godofredo de Saint-Omer, Payen de Montdidier, Archambaud de St. Agnan, Andre de Montbard, Geoffrey de Bison, e dois homens registrados apenas pelos nomes de Rossal e Gondamer. Tornou-se seu primeiro Grão-Mestre. Com Saint Bernard de Fontaine, abbé de Clairvaux, ou São Bernardo de Claraval, Abade de Clairvaux, Doutor da Igreja (Doctor Mellifluus), e reformador da ordem cisterciense, uma ordem monástica católica, criou a Latin Rule – “um documento com 72 cláusulas que regulava o "comportamento específico para a Ordem dos Templários", ou seja, o comportamento ideal de um cavaleiro templário”.
“As circunstâncias de sua morte – supostamente morreu de velhice, pois 66 anos naquela época era muita idade-  não são registrados em qualquer crônica, mas os Templários comemoravam todos os anos no dia 24 de maio. A fábula conta que ele foi sepultado na Igreja de San Giacomo em Ferrara. Ele foi sucedido como Grão-Mestre por Robert de Craon, Senhor do Craon, filho de Renaud de Bourguignon e Ennoguen de Vitre .
A nobre família de Craon é uma antiga família França, conhecido a partir do século XI, originários da cidade de Craon, hoje no departamento de Mayenne , Região Pays de la Loire.
Último Grão-Mestre: Jacques de Molay -  nasceu em Molay, no departamento de Haute-Saône, Região Franche-Comté, mas naquela época fazia parte do Condado de Borgonha, governado por Otto III, como parte do Sacro Império Romano Germânico em 1244, e morreu na fogueira, em Paris, na Ilha dos Judeus, em meio ao Rio Sena, em 18 de março 1314, sendo o 23 º e último Grão-Mestre da Ordem do Templo.
Depois de lutar na Terra Santa, foi eleito Grão-Mestre da Ordem do Templo em 20 de abril de 1292.

Jacques de Molay
  
Jacques de Molay nasceu no seio de uma família de pequena e foi armado cavaleiro aos 21 anos, em 1265, como ele foi executado em 1314 aos 70 anos, fica assim provado ele nasceu em 1244.
Recebeu a Ordenação, em 1265, como um cavaleiro templário, na capela da Commanderie de Beaune, uma célula dos Templários em Beaune, na época Condado da Borgonha, hoje no o departamento de Côte-d'Or, Região da Borgonha(Bourgogne), por Humbert de Pairaud, Visitador, ou seja, um alto dignitário da Ordem dos Templários na França e nas Inglaterra, na presença de Amaury de La Roche, Comandante e Mestre Província Templária de França, amigo e confidente de Luís IX , Rei de França, o nosso bem e bem intencionado São Luís.
“Quarenta e dois anos mais tarde, durante o seu julgamento, ele terá que responder à acusação de ter participado nesta ocasião um ritual de iniciação ultrajante”.
Em 1291, os islamitas mamelucos, sob o comando de Al-Ashraf Salah ad-Dîn Khalil ben Qala'ûn, Sultão mameluco Bahri do Egito, atacam os cristãos na Terra Santa, Molay lá está.
Jacques de Molay estava presente ao cerco de dois meses de Saint Jean d'Acre, e quando ela caiu em 17 de maio de 1291, viu o Grão-mestre Guillaume de Beaujeu levar uma flechada, e sua morte em consequência dela, como, também, ouviu as últimas palavras lendárias de seu líder que foram: « je ne m'enfuis pas, je suis mort », T.L.: “Eu não fugi, eu morri”
Estava Molay em meios aos Templários quando eles fugiram para Chipre.
Em Chipre foi confirmado Thibaud Gaudin, que era Grande Comandante do Templo, como o vigésimo segundo (22º) Grão-Mestre da Ordem dos Templários, pois ele já havia sido eleito em Sidon, mas seu comando só durou de agosto 1291 até sua morte em 16 de abril de 1292. Na ocasião, Jacques de Molay foi nomeado marechal, para suceder Pierre de Sevry, que morreu em Saint Jean d'Acre.
Detalhe: Antes da Queda de Saint Jean d'Acre, Thibaud Gaudin, Grande Comandante do Templo, por ordem de Guillaume de Beaujeu levou para Sidon o tesouro da ordem.
Sidon é hoje a terceira maior cidade do Líbano, está localizada ao Sul, na costa do Mar Mediterrâneo.
“Thibaud Gaudin tentou reorganizar todos os Templários após a devastação das recentes batalhas, mas a tarefa se mostrou assustadora e ele morreu em 1292, deixando uma tarefa de reconstrução para seu sucessor, Jacques de Molay.
Junto com Molay foram eleitos ou nomeados para as diversas tarefas da Liderança:
a-      Baldwin de Landrin foi nomeado Marechal,
b-      Berenguer de Saint-Just foi nomeado Comandante da terra,
c-       Guillaume de la Tour nomeado Comandante dos turcopolier ou Turcoples, corpo de arqueiros montados em cavalos árabes, vestidos como árabes,
d-      Raymond de Barber nomeado Vice-Marechal - Vitii Marescallus,
e-      Marin de Lou nomeado tesoureiro.
A situação da Ordem é complicada, até porque não recebem mais dos Soberanos europeus a ajuda de custo que recebiam, e o Papado estava sempre em dificuldades financeiras, sendo sustentado pelos representantes das Grandes famílias que calcavam as escadas do Trono de São Pedro. Roma era uma bagunça, bagunçada.
Molay, agora Grão-mestre, começou em sua peregrinação pelas Cortes da Europa na primavera de 1293, numa tentativa de conseguir apoio para Reconquista da Terra Santa – reconquista porcaria nenhuma porque aquela Terra nunca foi domínio dos cristãos, mas sim dos judeus e árabes desde que recordamur historica memoria – e fortalecimento da Base Templária em Chipre, para isso teve  entrevistas com o Papa Bonifácio VIII , Eduardo I, Rei da Inglaterra , Jaime I , Rei de Aragão e Carlos  II, Rei de Nápoles , mas não obteve nenhum tipo de compromisso firme para uma nova Cruzada.
Foi-lhe sugerido, a partir do Papado, fundir os Templários com uma das outras ordens militares, a Ordem dos Hospitalários, mas ouve resistência de parta a parte.
“No outono de 1296, de Molay estava de volta a Chipre” de mãos vazias em relação a Cruzada de Reconquista, mas com o direito garantido de importar das propriedades Templárias na Europa para Chipre mantimentos, armas, cavalos, e de cambiar dinheiro.
Henrique II de Lusignan, Rei de Chipre, primeiro Rei Titular de Jerusalém (após a queda do Acre) já havia se indisposto com Guillaume de Beaujeu, e com o retorno de Molay encrespou mais ainda com os Templários, contudo... queria ajudar ao Templários, pois desejava obter a Coroa de Jerusalém para colocar em sua cabeça naquela Cidade Santa, por isso colaborou de 1299 até 1303 com de Molay nos preparativos para as Guerras de Reconquista.
Em 20 de julho de 1300, uma pequena frota de 16 navios, comandada pelo Almirante Baudouin de Picquigny, parte das Forças militares lideradas por Henrique II de Lusignan, Rei de Chipre, primeiro Rei Titular de Jerusalém, acompanhado por seu irmão, Amalric, Senhor de Tiro, Jcaques de Molay e os líderes da Ordem, mais o embaixador de Mahmud Ghaza, Ghaza Khan, um mongol que foi o sétimo governante do Ilcanato no Irã entre 1295 a 1304.
Ilcanato, um dos quatro estados sucessores do Império Mongol, “centrado na Pérsia, englobava terras dos atuais Irã, Iraque, leste da Turquia, Afeganistão, oeste do Paquistão e Azerbaijão. Se limitava ao norte com a Horda de Ouro e o mar Cáspio, a nordeste com o canato de Djaghatai, a sul com o golfo Pérsico, a leste com o sultanato de Delhi e a oeste com os territórios dominados pelos mamelucos do Egito”.

 Essa Armada conseguiu invadir Rosetta, no Delta do Nilo, Alexandria, no Egito, Acre, hoje norte da planície costeira do norte Israel na extremidade norte da Baía de Haifa, Tortosa , hoje Tartus na costa da Síria, e Maraclea , localidade onde havia um Castelo cruzado destruídos pelos mamelucos,  antes de retornar a Chipre.
Eles deixaram a Ilha de Ruad, hoje Ilha de Arvad ou Arwad, a única ilha habitada nas costas da Síria, como cabeça de ponte para a futura invasão, mas ela foi tomada pelos mamelucos em   26 de Setembro de 1302.
“O nome Arvad é conhecido na Bíblia como o progenitor do arvadeus, um povo cananeus”.
Quando uma luta pelo poder eclodiu entre o Rei Henrique II e seu irmão Amalric, os Templários apoiaram Amalric, que assumiu as Coroas de Chipre e Titular de Jerusalém e exilou seu irmão exilado em 1306.
Diante disso a pressão aumentou vinda da Europa, principalmente do Papa, para que a Ordem dos Templários se aglutinasse com as outras ordens militares.
Que unidas elas elegessem um Rei, e que ele fosse o novo Rei de Jerusalém quando a Terra Santa fosse Reconquistada.
Continuou o impasse entre as Ordens e “em 6 de junho, os líderes dos Templários e dos Hospitalários foram oficialmente convidados pelo Papa para discutirem essas questões, com a data da reunião agendada como Dia de Todos os Santos de 1306, em Poitiers, França”.
E é aqui que entra Felipe, o Belo.

Continua....