quinta-feira, 19 de março de 2015

150 - conversa- REI ou Monarca- Parte 1.


"Elizabeth Segunda, pela Graça de Deus, do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de seus outros Reinos e Territórios Rainha, Chefe da Comunidade Britânica, Defensor da Fé".



Coroa Real de Portugal


150 - conversa- REI ou Monarca- Parte 1.


Significado de Rei - s.m. Chefe de Estado investido de realeza; Príncipe soberano de um reino; Monarca, Soberano: alguns países da Europa ainda são governados por Reis.
Rei absoluto, Monarca que governa discricionariamente, em regime de autocracia ou absolutismo.
Rei dos deuses, Zeus ou Júpiter.
Reis dos Reis, título dos Reis persas, partos e dos soberanos da Etiópia.
Rei dos judeus, Jesus Cristo.
Rei morto, Rei posto, diz-se quando morre algum Rei e logo é aclamado seu sucessor.
Sinônimos de Rei: Monarca.
Feminino de Rei: Rainha.
Rainha pode ser uma soberana “no seu próprio direito”, ela é a Herdeira do Trono (Elizabeth II, da Inglaterra foi um Princesa Herdeira de seu pai, o Rei Jorge VI).
A esposa de um Rei é denominada de Rainha- consorte (a mãe da Rainha Elizabeth II, foi a Rainha-consorte do Rei Jorge VI)”.
O marido de uma Rainha reinante pode ser elevado a condição de Rei- consorte, por Jure uxoris – pelo " direito de uma mulher"- foi o caso de Dona Maria I, Rainha de Portugal, que deu a Dom Pedro III, seu marido e tio, o Título de Rei consorte.
Comumente o marido da Rainha reinante é elevado a condição de Príncipe –consorte, como é o caso deo marido da Rainha Elizabeth II, o Príncipe Felipe, Duque de Edimburgo.
A família do Rei é denominada de Família Real, além de ser uma Dinastia Real.
Estilos reais:
Sua Majestade (abreviatura S. M.) — utilizado usualmente por aqueles que ostentam o título nobiliárquico de Rei ou Rainha, como no Reino Unido ou no Reino da Dinamarca.
Sua Majestade Imperial e Real (S. M. I. R.) — tratamento aos que são simultaneamente Imperador e Rei, é mais característico dos Imperadores de Áustria ao serem também reis da Hungria, e ao Kaiser (Imperador) da Alemanha, por ter o título de Rei da Prússia.
Sua Majestade Imperial e Fidelíssima (S. M. I.& F.) — tratamento que foi utilizado pelos Reis de Portugal, quando estes também imperavam sobre o Brasil como soberanos do império; Estes monarcas incluíram Dom João VI e Dom Pedro I.
Sua Majestade Imperial (S. M. I.) — usado por Imperadores, Imperadoras e Imperatrizes.
Sua Graciosíssima Majestade ou Sua Majestade Britânica — usado como fórmula de tratamento para referir-se aos Reis da Grã-Bretanha e posteriormente aos Monarcas do Reino Unido.
Sua Majestade & Graça (S.M.&G.) - tratamento duplo que foi ostentado pelos Reis da Inglaterra quando estes eram também Reis da Escócia.
Sua Majestade Católica — tratamento que corresponde tradicionalmente ao Rei ou a Rainha reinante de Espanha com exclusividade (não ao seu ou sua consorte).
Sacra Cesárea Católica Real Majestade (S. C. C. R. M.) — tratamento utilizado pelo Imperador do Sacro Império Romano-Germânico Carlos V, como Imperador e Rei, por ser o Rei Carlos I de Espanha.
Sua Majestade Cristianíssima  que, também, usava o “Très chrétien”, ou Muito Cristão — tratamento utilizado pelo Rei da França.
Sua Majestade Fidelíssima — tratamento utilizado pelo Rei de Portugal.
Sua Majestade Fidelíssima (abreviação: S.M.F.) ou Fidelíssimo foi um tratamento concedido a El-rei D. João V no século XVIII pelo Papa Bento XIV, em 1748, para ser usado pelos soberanos de Portugal. O tratamento continuou a ser usado pelos soberanos reinantes que lhe sucederam.
Sua Majestade Apostólica — tratamento utilizado pelo Rei da Hungria.
Sua Majestade Imperial e Real Apostólica (S.M.I.&R.A.) - tratamento duplo usado pelos Imperadores da Áustria. Este tratamento se tornou famoso mundialmente durante o reinado de Francisco José I da Áustria e deixou de existir com o fim da monarquia da Áustria-Hungria.




                                         Coroas Imperais de Dom Pedro I e dom Pedro II, Imperadores do Brasil.

Na época do Império Romano, Rex (Rei) era o líder reconhecido em Roma de um povo integrado ou aliado de Roma.
Uma criatura pode ser Rei por herança – Hereditariedade, e nesse caso ela pertence a uma Família Real denominada de Dinastia -  por eleição – no caso das Monarquias eletivas – e por Golpe de Estado, e nesse caso sua legitimidade pode ser contestada – é designado como “usurpador “, ou pode ser aceita pelo povo e Instituições do Reino – futuramente podendo ou não sua Família ser integrada no conceito de Hereditariedade.
Os “atributos da realeza para a Coroação, chamado ‘regalia’ são, o Trono, a coroa, o cetro, a mão da justiça, o orbe, a espada, o anel, o manto ou casaco, os cabelos longos (no passado como os Merovíngios), o discurso ou fala do Trono na terceira pessoa, a ausência de vida e da propriedade privada, etc.”.
Durante a Cerimônia de Coroação há a Sagração:
Basicamente representa a união do secular com o Divino, e é usado os Santo Óleos, uma mistura de azeite e “bálsamo da Judéia”, para com isso dar ao Monarca um carácter Divino, Sagrado, distinguindo-o do resto das criaturas, tornando-o intocável pelo Homem.  
Varia de Nação a Nação o modo de Unção, mas na maioria um determinado sacerdote – no caso da Igreja Cristã um Bispo - o unge o topo da cabeça e as palmas das mãos.
Por esta Unção o novo Rei é considerado entronizado "pela graça de Deus", pois Deus o escolheu.
Quero deixar claro que:
“O rito é um sacramental, ou consuetudinário, não é de jeito nenhum um sacramento”.
Em muitas culturas ele não é mais um simples Homem, mas se torna um Sacerdote, ou uma espécie de sacerdote – já li um escrito em que Luís XIV, por causa do Rito Galicano, uma forma de Liturgia, outrora comum na França (Gália), do século IV ao VIII, se dizia “Vigário de Cristo na Terra”, Título esse usado pelos Papas- já que não é considerado mais uma simples criatura secular, foi Ungido com os Santos Óleos.
Assim a Unção eleva o Rei sobre o resto das outras criaturas e isso é o Direito Divino dos Reis.
Assim, “historicamente, a posição do Rei deriva dos primeiros líderes tribais ou principais de diferentes povos tais como o (em sumério lugal, em semitico o sharrum, em latim rex, em grego o Basileus, em sânscrito o Rajá, em alemão o kuningaz) poderia ser também o tirano de uma cidade-Estado da Antiguidade”.

O Rei ou Rainha exerce o Poder na Monarquia.




Sa majesté très chrétienne Louis XIV, par la grâce de Dieu, Roi de France et de Navarra.


Significado de Monarquia - http://www.dicio.com.br/monarquia/ - s.f. Governo em que o chefe supremo pode ser o Rei ou a Rainha.
Tipo de governo em que o poder supremo é exercido pelo Rei até que ele morra ou renuncie, neste caso, os seus descendentes diretos assumem o poder.
P.ext. Política. Estado em que o poder é exercido pelo Rei, pela Rainha, por seus descendentes ou herdeiros diretos. (Etm. do latim: monarchia.ae)
Sinônimo de Monarquia: reino

Monarquia é um sistema político que tem um monarca como líder do Estado. O significado de monarquia é também o rei e a família real de um determinado país. Neste caso, a monarquia é o mesmo que a realeza. A monarquia hereditária é o sistema mais comum de escolha de um monarca.
Segundo a tradição aristotélica, monarquia é a forma política em que o poder supremo do estado se concentra na vontade de uma só pessoa. Quando a legitimidade era considerada como provinda de um direito divino sobrenatural, a soberania era exercida como um direito próprio.
O mito do "direito divino" dos reis assentava na ideia de que Deus escolhia o rei para estar no poder, e este só era responsável perante Ele.
Monarquia Constitucional
A monarquia constitucional surgiu na Europa, nos finais do século XVIII, depois da Revolução Francesa, apesar de algumas das suas ideias não serem desconhecidas pela monarquia britânica desde o século XVI. Desde meados do século XIX, a monarquia constitucional apresenta com frequência uma forma democrática de Estado, com regras constitucionais que decorrem dessa forma.
Na Monarquia Constitucional ou Monarquia Parlamentar existe um Parlamento (eleito pelo povo) que exerce o Poder Legislativo. Não tendo papel legislativo, o rei tem a função de garantir o normal funcionamento das instituições. Como chefe do Governo é eleito um primeiro-ministro cujas ações são fiscalizadas por um parlamento. O Japão é a monarquia mais antiga do mundo e possui o sistema de governo parlamentarista.
Monarquia Absoluta
Monarquia absoluta foi a forma de governo dominante em grande parte dos estados europeus entre os séculos XVI e XVIII. Neste tipo de monarquia, o rei era o chefe supremo da nação, exercendo o Poder Executivo e Legislativo. Era o principal responsável pelo destino do povo. A célebre frase “o Estado sou eu”, de autoria do rei francês Luís XIV, reproduz a forma de governar dos monarcas absolutistas desse período.
A monarquia absoluta foi estabelecida em face das dificuldades de responsabilização dos grandes senhores feudais que condicionavam excessivamente o seu apoio ao rei. Durante o século XVIII, a monarquia absoluta mudou de caráter, foram tentadas reformas no sentido de introduzir novos organismos necessários (despotismo esclarecido).
Monarquia Eletiva
Uma outra forma de governo monárquico, é a Monarquia Eletiva, na qual o chefe de governo é eleito por votação e tem cargo vitalício. A Cidade do Vaticano é exemplo de uma Monarquia Eletiva, sendo o Papa o líder supremo.

 “Um monarca exerce a posição de chefe de Estado e de governo, ou somente de chefe de Estado, de uma Nação, em caráter vitalício e/ou hereditário. A palavra "monarca" deriva do grego monos archon, significando governante único”.
Significado de Monarca -s.m. Nome genérico de um chefe ou soberano de um Estado monárquico: rei, imperador, sultão etc.
Sinônimos de Monarca: Rei, Imperador, Sultão, Raja, Grão-Duque, Príncipes –Soberanos, e outros... http://www.dicio.com.br/monarca/


Sua Majestade Fidelíssima Dom Manuel II, Pela Graça de Deus e pela Constituição da Monarquia, Rei de Portugal e dos Algarves, de ambos os lados do mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia, e na Índia, etc.

Ainda na Monarquia:
Outros métodos de nomeação do Rei:
Dinastia: o filho mais velho, ou filha, se torna o Rei ou a Rainha com a morte ou abdicação, ou renúncia, do Monarca em função. Na ausência de descendência direta, a Coroa cai para o herdeiro mais próximo seguinte várias regras e muitas vezes uma fonte de disputa.
Descrição: Rei em função designa ou nomeia seu sucessor.
Eleição: o Rei é eleito pelos seus pares e entre eles. Pares são os nobres do reino em questão. De acordo com a tradição dos Francos, Hugo Capeto, o fundador da dinastia que leva seu nome, foi eleito em 987. O trono da Polônia era eletivo.
A autoproclamação: um indivíduo toma o poder por qualquer meio e proclama-se Rei, que pode se tornar fundador de uma Dinastia. Na maioria das vezes, historicamente falando, eram chamados de usurpadores.
Um rei ou rainha permanece no cargo até sua morte, o seu testemunho, ou sua abdicação, ou deposição, o caso de Dom Pedro II, Imperador do Brasil, de El-Rei Dom Manuel II, de Portugal, O Patriota, O Rei-Saudade, O Desventurado.
Continua....



  
                                             Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Manuel II, no exílio, com os Trajes de Cavaleiro da Ordem da Jarreteira