segunda-feira, 23 de março de 2015

154 - conversa- São Luis de França - Rei ou Monarca- Parte 5.

154 - conversa- Rei ou Monarca- Parte 5.
Alguns Reis de França:




A coroação de São Luís IX
Século XIII.

 

Luís IX, Rei de França
São Luís - desde a sua canonização pela Igreja Católica em 1297.
Louis IX, Roi de France.
 Saint Louis - depuis sa canonisation par l' Église catholique en 1297 


Quarto filho de Louis VIII e Branca de Castela, ele sucedeu seu pai sob a regência de sua mãe até sua maioria no 1235. Sagrado Reims 29 novembro 1226. Ele busca, ao contrário de seus dois antecessores, a paz com a Inglaterra, Henrique III e assinou com o Tratado de Paris, que termina o conflito. Muito piedoso, ele está ansioso para levar a Paz a todo o seu reino, para isso proibiu conflitos armados entre os senhores feudais e duelos, e para melhor conhecer os anseios de seus súditos autoriza a criação do Parlamento. Doente promete a Deus uma Cruzada contra os mouros, os infiéis.
 O objetivo é resolver a questão da repatriação de seu corpo, que foi aprovado pela Igreja do uso de Mos Teutonicus. Canonizado em 1297

 
Margarida da Provença

Ficha rápida:   Sa majesté Louis IX, dit Saint Louis.
Nome: Louis de France, Luís de França.
Filiação: Louis VIII, dit « le Lion », Rei de França, o oitavo Soberano de França da Dinastia Capetos Diretos, e de Branca de Castela, filha de Alfonso VIII, Rei de Castela e de Eleanor da Inglaterra, essa filha de filha de Henrique II, Rei da Inglaterra, e da celebre Rainha –consorte e Duquesa Eleanor de Aquitânia.
Local e Data de nascimento: no Castelo de Poissy, a 30 quilômetros de Paris, França, no dia 25 de abril de 1214.
Família ou Dinastia Real: Capetos, Capetos Diretos.
Função e Títulos:
a-      Conde de Artois de 8 de novembro de 1226, aos 12 anos, até 1237.
b-      Rei de França, Roi de France.
c-       Rei-soldado Cruzado.
Começo do reinado: 8 de novembro de 1226 e o final foi em 25 de agosto de 1270, portanto
43 anos, 9 meses e 17 dias.
Unção e Coração, local e data: Na Catedral de Reims, em 29 de novembro de 1226.
Predecessor no Trono: Louis VIII, seu pai.
Sucessor no Trono: Philippe III, seu filho.
Local, data do casamento e nome da esposa:
1-      Na Cathédrale Saint-Étienne de Sens, na cidade de Sens, hoje departamento de Yonne;
2-      Dia 27 de maio de 1234;
3-      Marguerite de Provence, ou Margarida da Provença, filha de Raymond-Bérenger IV, Conde de Provence e de Forcalquier e de Beatrice di Savoia, fila de Tommaso I di Savoia, alcunhado de l'Amico dei Comuni, Conte di Savoia, d'Aosta e Moriana, e de Beatrice di Ginevra, filha de Guilherme, Conde de Genebra e de Marguerite de Faucigny.
Local, motivo e data de falecimento: Túnis, na Tunísia, disenteria, no dia 25 de agosto de 1270, com 56 anos.
Filhos com Margarida da Provença:

1-      Blanche, ou Branca, nascida em 11 de julho de 1240, após seis anos de casamento, ela morreu com a idade de três anos;
2-      Isabelle, Izabel, nascida em 18 de março 1242, casou com Thibaud II em 1258, torna-se Rainha consorte de Navarra. Seu marido morreu durante a Oitava Cruzada, não tiveram filhos;
3-      Louis, Luís, há uma controvérsia sobre sua data de nascimento que tanto pode ser 21 de setembro de 1243 ou 24 de fevereiro de 1244. Príncipe Herdeiro da Coroa, ficou noivo de Izabel de Aragão, pelo Tratado de Corbeil, assinado em 12 de maio 1258, entre os embaixadores de São Luís, Rei de França, e de Jaime I, el Conquistador, Rei de Aragão.
Não chegou a casar porque morreu de apendicite em Paris, ou no 11 de janeiro ou dia 2 de fevereiro de 1260, com 17 ou 16 anos.
Enquanto seu pai estava na Sétima Cruzada, ele exerceu "nominalmente" poder, pela primeira vez sob a regência de sua avó, Branca de Castela, e, em seguida, sob seu tio, Alphonse de Poitiers, irmão de São Luís, Príncipe de Sangue, Conde de Poitiers, de Saintongem, de Auvergne, e de Toulouse. Sob o reinado de Luís XVIII, em 1817, suas cinzas foram transferidas para a Basílica de São Denis.
4-      Philippe, ou Felipe, futuro Philippe III, dit « Philippe le Hardi, Felipe, O Temerário ou Ousado, nascido em 1 de maio de 1245. Ele tornou-se o Príncipe Herdeiro pela morte do irmão Louis, e casou com a prometida desse, Isabel de Aragão, filha de Jaime I de Aragão e Iolanda da Hungria, em 28 de maio de 1262, em Clermont-Ferrand, hoje uma cidade a região administrativa de Auvérnia, no departamento Puy-de-Dômecom. Deste casamento nasceram:
a-      Luís (1264-1276);
b-      Filipe IV de França (1268 - 29 de novembro de 1314), também chamado de Filipe, o Belo, Rei de França como Filipe IV de 1285 até sua morte e também Rei de Navarra como Filipe I de 1284 até 1305 em virtude de seu casamento com Joana I, Rainha de Navarra. De quem falaremos em outra Conversa;
c-       Roberto (1269-1276);
d-      Carlos, Conde de Valois (12 de março de 1270 - 16 de dezembro de 1325).
 Viúvo, Felipe casou com em segundas núpcias com Maria de Brabante, filha de              Henrique III de Brabante e Adelaide da Borgonha, no dia 21 de Agosto de 1274, no Castelo de Vincennes, Château de Vincennes), o mais importante castelo-forte real francês que subsiste, Filipe casou-se. Desta união nasceram:
e-      Luís, Conde d'Évreux (Maio de 1276 - 19 de Maio de 1319);
f-       Branca de França (1278 - 19 de Março de 1305), casada em 1300 com Rudolf, ou Rodolfo, de Habsburgo, Rei da Boémia e Duque da Áustria;
g-      Margarida de França (1282 - 14 de Fevereiro de 1317), casada em 1299 com o Rei Eduardo I de Inglaterra.
5-      Jean, João, nascido em 1248 e morreu quase imediatamente;
6-      Jean Tristan, João Tristão, nascido em abril 1250, durante o cativeiro de seu pai, tomado como refém pelos muçulmanos. Seu nome do meio é dado em referência à tristeza das circunstâncias. Conde de Valois em apanágio.
Em 1266 casou-se com Yolande de Bourgogne e tornou-se Conde-consorte de Nevers após a morte de Eudes de Borgonha. Ele faleceu em 3 de agosto de 1270, durante a Oitava Cruzada, não deixaram descendência;
7-      Pierre, ou Pierre d'Alençon, Pedro, em apanágio e pariato Conde de Alençon de Perche, Senhor dos senhorios de (seigneuries) de Mortagne-au-Perche de Bellême, nascido em 29 de junho de 1251 no Château-Pèlerin, na Terra Santa, quando seus pais faziam uma peregrinação. Em 1271 ou 1273, ele se casou com Jeanne de Blois- Châtillon, filha de Jean de Châtillon, Conde de Blois, de Chartres e de Dunois, seigneur d'Avesnes, de Guise, e Alix de Bretagne. Ela estava prometida desde1263, com a idade de 9 anos, e ele com 8 anos.
Tiveram filhos que morreram pequeninos, a saber:
Louis (1276-1277);
Philippe (1278-1279).
Pierre d'Alençon foi a Nápoles, Itália, colaborar com seu tio, Carlos de Anjou, Rei de Nápoles e Sicília, Conde de Anjou e Maine, Conde de Provence por seu casamento com Beatriz de Provence, que estava em apuros.
Faleceu durante essa campanha no dia 6 de abril de 1283, em Salerno, na Itália. Seu copo foi trazido de volta a França, sepultado na Église des Cordeliers de Paris, no Convento de Cordeliers. Seu coração foi depositado no Convento dos Jacobinos (rue Saint-Jacques), mosteiro dominicano fundada no início do século XIII. Com sua morte seus Títulos em apanágio voltaram para a Coroa, e sua viúva, Jeanne de Blois- Châtillon, teve que vender Chartres a Felipe, o Belo, e o resto de seus bens foi parar nas mãos de seus primos, pois não tinha filhos vivos.
8-      Blanche, a segunda Branca, nascida em 1253, no Château-Pèlerin, na Terra Santa, quando seus pais faziam uma peregrinação. Seu pai a queria freira, mas ela casou com
o Infante Fernando de la Cerda , Príncipe Herdeiro de Castela e Leão, e tiveram filhos:
a-      Alfonso de la Cerda (1270 ap. 1324), conhecido pelo nome de Alfonso de la Cerda, llamado el Desheredado, pois foi deserdado pelo o avô, Dom Afonso X, Rei de Leão e Castela, que preferiu o filho Sancho IV no Trono de Leão e Castela, do que esse neto. Houve uma crise entre a França e Castela por causa desse fato;
b-      Ferdinando II, ou Fernando, de Castela, Princoiep de La Cerda ( 1275 - 1322 ). Ele se casou com Juana Núñez de Lara, chamado de "Palomilla".
9-      Marguerite, nascida em 1254. Ela se casou com um contrato em fevereiro de 1271, Jean I, Duque de Brabante, "o Vitorioso, em 1272. Ela morreu no parto, dando à luz seu primeiro filho, um filho que não vai sobreviver;
10-   Robert de France, nascido em 1257 e morreu em 7 de fevereiro de 1317, Conde de Clermont, senhor de Bourbon, Charolês, Saint-Just e Creil, Grande-camareiro da França, conhecido pelo nome de Robert de Clermont. Em 1272, ele se casou com Beatriz de Borgonha, senhora de Bourbon. Ele é, portanto, o fundador da Casa Capetiniana de Bourbon, e ancestral direto de Henrique IV, o Grande, Rei da França, de quem falaremos em outra conversa;
11-   Agnes, nasceu em 1260 e faleceu em 19 de dezembro de 1325 Ela casou-se por contrato, em julho de 1273, Robert II pertencente à primeira Casa Capetiana de Borgonha, Duque de Borgonha e Rei Titular de Tessalonica.
A Casa Capetiana de Borgonha foi fundada por Robert I (1011 † 1076) que recebeu o Ducado de Borgonha, seu irmão Henrique I, Rei dos Francos de 20 de julho de 1031 até
4 de agosto de 1060, e a Primeira Casa Real de Portugal descende deles, através de Henrique de Borgonha (1066 - 12 de maio 1112) Conde de Portugal a partir de 1093 até sua morte, no cerco de Astorga, pois casou com Teresa Alfónsez de León, Tareja de Portugal, mais conhecida em Portugal apenas por Dona Teresa, filha ilegítima do rei Afonso VI de Leão e de Ximena Moniz, uma nobre castelhana.
Henrique de Borgonha e Dona Teresa, Condes de Portugal, foram os pais de Dom Afonso Henriques, o Pai da Nacionalidade, fundador do reino de Portugal e primeiro Rei de Portugal.

Algumas políticas internas:
Saint Louis aplica a justiça sob o carvalho de Vincennes. 1816
Pierre-Narcisse Guérin, pintor neoclássico francês.
Membro de l’Institut de France – Académie des beaux-arts
 Diretor da Villa Medici, em Roma.
Sétima Cruzada
Data:
1248-1254
Lugar:  
Egito e Palestina
Casus belli:
Recuperação de Jerusalém pelo Kwârizmiens.
Resultado:
Sem alterações territoriais
Os beligerantes:
1-      Do lado Cristão:
              Reino da França
              Ordem do Templo.
2-      Oponentes islâmicos:
A -O Império Aiúbida é o nome que se dá ao Estado muçulmano governado pela      Dinastia dos aiúbidas, durante os séculos XII e XIII, nas regiões dos atuais Síria e Egito;
B-      Os membros da Dinastia Bahri, ma dinastia mameluca de origem turca da etnia kipchak que governou o Egito de 1250 até 1382, quando foi suplantada pela dinastia Burji, outro grupo de mamelucos.
Os Comandantes
São Luís IX, Rei da França.
Al-Malik as-Sâlih Najm ad-Dîn Ayyûb, sultão Aiúbida do Egito e de Damasco;
Al-Malik al-Mu`azzam Tûrân Châh, um dos filhos do sultão Al-Malik;
Al-Muizz Izz ad-Dîn Aybak, o primeiro sultão mameluco do Egito e fundador da Dinastia mameluco Bahri.

Oitava Cruzada
Data:
1270
Lugar:  
“O teatro de operações não era o Levante -  o Oriente Médio, ou seja, Chipre, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Palestina, Síria e Turquia, em termos de agora -  mas antes Túnis, hoje a capital da Tunísia, e o propósito militar era estabelecer uma ‘cabeça de ponte’ para os Cruzados, e para isso se fazia necessária a conversão do Emir da cidade norte-africana”.
Casus belli:
Ameaças que o sultão mameluco Az-Zâhir Rukn ad-Dîn Baybars al-Bunduqdari, Baibars Bunduqdari, também conhecido como Baybars, “A Besta”, fez aos Estados Cruzados no Oriente.
Resultado:
Statu quo ante bellum, literalmente, "o estado em que as coisas estavam antes da guerra".
Os beligerantes:
1-      Do lado Cristão:
Reino da França.
2-      Oponente islâmico:
3-      Emirado Hafisde de Tunis – fundado pela Dinastia de origem berbere Masmoudas, que governou sobre a Ifriqiya, uma parte do território do Norte de África, ou seja, a Tunísia, a leste de Constantine (leste da Argélia) e Tripolitania (oeste da Líbia), entre 1207 e 1574
Os Comandantes
São Luís IX, Rei da França.
Abû `Abd Allah Muhammad al-Mustansir, Sultão de Túnis entre 1249 e 1277.



São Luís.


História Resumida:

As lutas entre os senhores feudais eram uma realidade, para amenizar o ódio que elas provocavam, São Luís, estabeleceu a chamada “Quarentena do Rei”, « quarantaine-le-roi », ou seja, uma trégua de 40 dias entre o acontecimento, do fato, da discórdia, para só depois de passado esse tempo é que o assunto fosse tratado. Com isso minimizou os efeitos das disputas, verdadeiras guerras, travadas entre eles, os senhores feudais.
Em 1247, ele enviou funcionários reais (des enquêteurs royaux) para várias localidades tendo como finalidade instruir os locais nos negócios da justiça, da administração, da fiscalização (da corrupção, da cobrança das taxas, dos impostos, etc.) e do exército
Introduz
Introduz, para melhor fiscalizar o Reino, e Prebostes (Baillis et prévôts)
Bailiado, área de jurisdição de um Bailio, o representante do Rei encarregado da aplicação da justiça e controle da administração. No sul da França, o termo geralmente utilizado foi sénéchal (Sénéchal) que tinha um escritório chamado sénéchaussée.
Em Portugal ou no Brasil seriam os meirinhos.
Prévôts, ou Prebostes - um agente do Rei, encarregado de ministrar justiça, ou magistrado, responsável pela manutenção da lei e da ordem dentro do Exército, ou tendo como obrigação somente gerir uma propriedade que lhe era confiada.
Divide a França em 20 zonas distintas, os funcionários acima são pelo Rei colocados a frente dessas Divisão administrativa, e pagos pelo Tesouro do Rei.
São Luís define bem as regras para esses seus funcionários, que ele escolhe entre os membros da pequena nobreza ou os burgueses das localidades, para exercerem suas funções naquela localidade.
Nada melhor do que um paisano para conhecer os podres dos outros paisanos.
Um corpo de Oficias ou Funcionários Reais fiscalizavam esses Baillis et Prévôts, e comunicavam os resultados ao corpo de funcionários que estavam em derredor do próprio Rei, ou seja, aos membros do Conselho (le Conseil), que tratava de assuntos político, de la Curia in parliamento, da Curia in compotis, antepassado do Tribunal de Contas.
Em dezembro de 1254, São Luís promulga a « Grande Ordonnance », ou “statutum generale”, ou “statuta sancti Ludovici”, ou « establissement le roi », que reforma totalmente o Governo Real. Foi uma revolução.
Nessa Ordenança para evitar a corrupção que se alastrava, São Luís proibiu que seus funcionários recebessem qualquer tipo de presente para si ou para seus familiares, e estabeleceu que os infratores pegos no pulo do gato seriam punidos com penas seríssimas.  
Muito religioso publicou uma série de medições morais para o povo e proibiu namoros nas tavernas (fechadas para a população local, só aberta para viajantes), jogos de dados, de xadrez, de damas, de gamão, condenava duplamente o jogo de azar e a sorte (loterias), bem como os empréstimos (combatia biblicamente a usura).
Contudo, regulou a prostituição, ordenado que “as prostitutas agora podem exercer sua profissão, mas fora dos muros das cidades e longe de cemitérios, Igrejas, lugares Santos e locais de reunião.” - ver abaixo mais detalhes. Um avanço que nem hoje elas conseguem em muitos países.
Dando ênfase ao Mulheres, determinou que “os direitos das mulheres sobre seu patrimônio e seus dotes deve ser particularmente respeitados e cabe à Corte Real para protegê-los, os diretos das mulheres”.
Era costume na Idade Média – época de uma Igreja Negra, supersticiosa, intolerante ao extremo -   a mulher pagar pelos pecados do marido (relação esposo, esposa), mas São Luís se recusou punir uma esposa pelos pecados do esposo.
Aboliu a “prova de fogo ou de agua” pela qual um condenado provava sua inocência, ou se era realmente um infrator. Uma “prova” muito a gosto da chamada Santa Inquisição.
Santo, santo, mais antissemita. O que empana sua biografia.
Aplica uma Reforma Monetária. Proíbe o uso de "moedas esterlinas", a moeda inglesa, aprova a criação do ‘escudo’ (l’écu). A moeda “La livre parisis (ou livre de Paris)” - uma moeda de utilizada em França desde a Idade Média até o século XVII – bem como “l'écu d'or”, são consideradas ‘moedas fortes’ e o sucesso delas tanto na França, quanto no mercado internacional, vai continuar por muitos séculos.
 Na Idade Média (século XII, século XIII), os responsáveis pela ordem pública, fossem eles senhores feudais laicos, ou senhores eclesiásticos (Papa, Cardeais, Bispos, Abades e Curas) são os responsáveis pela organização da prostituição, considerada pela Santa Madre Igreja como “um mal menor”, e é óbvio que do ‘comercio da luxuria’ eles tiram grandes lucros.
Muitos bordeis pertencem aos eclesiásticos (on trouve même des bordels qui sont propriété des monastères ou des chapitres).
São Luís regula a atividade criando estabelecimentos especializados (bordeis, puteiros, a zona atual que existem em várias cidades, principalmente as do interior do Brasil), “com janelas hermeticamente fechadas e um destacado lampião com uma Luz Vermelha pendurado na porta para que os clientes reconhecessem o local”. (A casa da luz vermelha surgiu daí).
As “meninas “só podiam sair uma vez por semana, dia pré-estabelecido com as autoridades, acompanhadas por “sous-maîtresse de Maison”, leia-se as responsáveis pelo bordel (na minha opinião cafetinas), com um vestuário apropriado para distingui-las de outras mulheres, diferenciados das ditas "mulheres honestas" (distinguer des "honnêtes femmes"). SEI ...
O pragmatismo de São Luís vai mais longe em relação as prostitutas que não só são permitidas, mas subsidiadas por ele durante a “Oitava Cruzada”, pois 13.000 prostitutas foram arregimentadas e pagas pelo Tesouro Real para acompanhar os Cruzados.
NOTA; Na França de hoje a prostituição, os bordeis, são proibidos por lei, em 2013, a Assembleia Nacional aprovou o projeto de lei para punir os clientes da prostituição.
Valha-me São Luís.
Vamos adiante...
                                                                                 

Chegada de Saint Louis, em Nicósia

 Contudo, São Luís trata da Fé Católica de seus súditos.
Ordena e financia a construção de inúmeros conventos, igrejas e mosteiros, participa da construção das Catedrais de Chartres, Amiens, Reims, Rouen, Beauvais, Auxerre, Notre-Dame de Paris, para embeleza-los organiza oficinas de manuscritos, de trabalhos em marfim, de bordado, de tapeçarias, de lapidação de pedras preciosas, de joias, e objetos litúrgicos.
Sobre sua influência surge uma ‘arquitetura sofisticada’, chamada de « style curial » , desconheço uma tradução.
Transforma Paris Medieval, que vai abaixo com Napoleão III graças a Deus, em uma “capitale artistique avec une architecture elegante” – T.L.: Paris torna-se uma capital da arte com uma arquitetura elegante.
Robert de Sorbon,” nascido em 09 de outubro 1201 em Sorbon pequena cidade das Ardenas, e faleceu no dia 15 de agosto 1274, em Paris, é um teólogo francês”, mas era capelão/confessor de São Luís.   
Juntos organizam, ou fundaram, em 1253, le Collège de Sorbonne, ou Maison de Sorbonne (domus de Sorbonna), uma instituição de ensino que veio a ser juntamente como le College de Navarre (Colégio de Navarra) de 1304, fundado pela Rainha Joana I de Navarra, esposa de Filipe, o Belo, o cerne de La Sorbonne, ou Universidade de Paris, uma das mais respeitadas Universidades do planeta.
Como vemos Sorbonne vem de Sorbon...
Organiza Les Hospices, locais de recolhimento de pobres e enfermos.

São Luís IX receber as relíquias sagradas,
 Crônicas de St. Denis , século XIV

Beato adquiriu a “coroa de espinho de Cristo, uma parcela significativa da Vera Cruz, a Santa Esponja, a esponja que o soldado deu de beber vinagre a Jesus Crucificado (Evangelho de João, Capítulo XIX:29 – “Estava ali um vaso cheio de vinagre; ensopando nele uma esponja e pondo-a em um hissopo, chegaram-lha à boca”), e um pedaço de ferro que afirmavam ser parte da Santa Lança, a lança que perfurou Jesus na Cruz (Evangelho de João, Capítulo XIX:34 – “ mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”)”.
Nota: Eu particularmente não acredito nessas relíquias de jeito nenhum. Elas são fruto da esperteza dos nativos de Jerusalém.
Para abriga-las manda construir La Sainte-Chapelle, dite aussi Sainte-Chapelle du Palais, est une chapelle palatiale édifiée sur l’île de la Cité, à Paris (Santa-Capela, também chamado de Santa Capela do Palácio construído na Ilha de la Cité em Paris)” como um verdadeiro santuário para a veneração das relíquias”;
La Sainte-Chapelle foi construída anexada ao Palais de la Cité (Palácio da Cidade), na Île de la Cité, que era a residência e sede do Poder dos Reis da França, do século X ao XIV, e não na residência de São Luís, que era Le Château de Vincennes, um château- fort ou uma une forteresse (fortaleza), na cidade de Vincennes, onde existia os Bosques de Vincennes, situada cerca de oito quilômetros do Ile de la Cité, Paris.




Château de Vincennes
Fortaleza e Residência Real.



 Palais de la Cité 

Palais de la Cité (Palácio da Cidade), antiga residência dos Condes de Paris, foi remodelado por
Eudes, Conde de Paris e Marquês de Nêustria, Rei dos Francos, de 29 de Fevereiro de 888 - 03 de janeiro de 898, portanto 9 anos, 10 meses e 5 dias, o primeiro da Dinastia dos Robertians, e seu sobrinho, Hugo Capeto, estabeleceu no palácio a "Curia Regis" (o Conselho Real) e diversos serviços de sua administração.
Por ser a sede do Poder dos Reis de França, São Luís que fazia de tudo para ligar a Pessoa do Rei ao Divino, a sua condição de Sagrado, de Rei por Direito de Divino -pela graça de Deus- de associar-se a glória Rei de Deus, o escolheu em detrimento de sua residência permanente, copiando assim os Imperadores Bizantinos e os Imperadores do Sacro Império, que mandaram erguer suas Capelas nos palácios sede de seu Poderes, respectivamente, o Palais de Boucoléon, nas margens do Mar de Mármara, Constantinopla, e o de Palais d'Aix-la-Chapelle, Alemanha, construído por Carlos Magno.
Durante a Revolução Francesa de 1789, a Sainte-Chapelle foi devastada e as relíquias foram destruídas ou dispersas, para depois ser restaurada nomeado do século XIX (em torno de 1855) e os trabalhos de restauração continuam até nossos dias.
A “coroa de espinho de Cristo, uma parcela significativa da Vera Cruz, a Santa Esponja, e um pedaço de ferro que afirmavam ser parte da Santa Lança, a lança que perfurou Jesus na Cruz”, em 1804, foram entregues ao Arcebispo de Paris e mantida na Catedral de Notre-Dame de Paris.
São Luís é santo, mas não agiu conforme os cristãos devem agir em relação aos judeus, o povo de Jesus Cristo, muito pelo contrário seguiu as ideias anti-biblicas de Igreja Católica Apostólica Romana de que “os judeus mataram Jesus”, esquecendo-se que se fazia necessário o Sacrifício Vicário de Cristo, a imolação do Cordeiro de Deus, para que o Criador achasse Graça na Criação, no Homem, na Humanidade.
Apesar de que “Saint Louis fait la différence entre le judaïsme , qu'il considère comme une vraie religion, et ou l' islam , qu'il considère comme un semblant de religion”.
Tradução Livre:
“Saint Louis fez a diferença entre o judaísmo, o que ele considera uma religião verdadeira, e o Islam, que ele considera um simulacro de religião”.
São Luís “por muito tempo se recusou a fazer cumprir as medidas anti-judaicas decididas pela Roma, especialmente por causa da integração dos judeus na comunidade francesa”, e “mantém a esperança de convertê-los e protege-los quando eles são injustamente atacados”.
O Papa Gregório IX, nascido Ugolino di Anagni, organizador da maldita “Inquisição com o objetivo de reprimir as heresias, com a promulgação da bula "Licet ad capiendos" em 20 de abril de 1233, dirigida aos dominicanos, que passaram a liderar o trabalho de investigação, julgamento, condenação e absolvição dos hereges”.
Gregório IX influenciado por Nicolas Donin de La Rochelle, um judeu convertido ao cristianismo,
que anteriormente fora “condenado ao ostracismo ( no cristianismo seria excomunhão)  pelo Rabino Yehiel ben Joseph (Yechiel de Paris), Rosh Yeshiva da Yechivah de Paris (centro de estudo da Torá e Talmud no judaísmo) por ter questionado repetidamente a validade da Torá Oral (Torah SheBe'al Pe)”, que fora até Roma para denunciar o Talmunde como uma obra que atacava a honestidade de Maria, mãe de Jesus, e principalmente a Divindade de Jesus, convocou os Príncipes a tomarem providencias e  ordenou o recolhimento do exemplares do Livro pelos franciscanos e dominicanos para serem queimados.
Na França, em março de 1240, São Luís “ordenou que os quatro dos rabinos mais ilustres da França - Yechiel de Paris, Moisés de Coucy, Judá de Melun, e Samuel ben Solomon de Château-Thierry – debatessem a questão com Nicolas Donin de La Rochelle, agora um frade franciscano, mas eles perderam – um caso claro de cavilação e má-fé- e os exemplares do Talmude foram queimados, junto com outros pergaminhos religiosos num total de 10 a 12 mil exemplares”.
“Em 9 de Maio de 1244, o novo Papa, Inocêncio IV, parabenizou o Rei por sua ação e incentiva para queimar cópias restantes”.
Uma pena, até porque na maioria dos outros lugares na Europa a ordem do Papa Gregório foi ignorada.
Não ficou só nisso:
Os piores inimigos do Judaísmo sem sombra de dúvidas são os judeus convertidos, mais um como veremos faz mal ao Povo Escolhido.
Seu nome?
Pablo Christiani (em catalan: Pau Cristià; em latim: Paulus Christianus), Paulo Cristão.
Nascido Saul, em meio a família judia devota, quando se converteu ao cristianismo e se tornou um dominicano foi batizado com o nome de Paulo, tornando-se Paulus Christianus .
“Seguiu o exemplo de Nicolas Donin na tentativa de proibir o Talmude”.
Convenceu ao Papa Clemente IV, que escreveu ao Bispo de Tarragona, que censurou o Talmude.
“Em 1269, Christiani intercedeu junto a São Luís e convenceu-o a promulgar um decreto canônico – baseado nas ordenanças do IV Concílio de Latrão de 1215 - exigindo que os judeus usassem sinais distintivos e que ouvissem os seus sermões”.
“Pelo decreto um crachá no peito – o Rouelle que é um pano de cor amarela, imposta aos judeus como um sinal distintivo por autoridades civis após o Concílio de Latrão, em 1215-  e um chapéu especial - véu nomeado Oralia-  para as mulheres. Aqueles que se recusavam eram obrigados a pagar uma multa. Estes sinais foram impostos para que os judeus ficassem diferenciados do resto da população. Os judeus devem também deixar de viver com os cristãos; é o nascimento do conceito de gueto (o próprio termo aparece em Itália de dois séculos mais tarde)”.
Maldita política de criação de Guetos Judaicos, eu as abomino por toda a Eternidade.
Como crente no Senhor Jesus eu tenho vergonha por esses atos feitos em nome do Cristianismo. Tenho vergonha e peço perdão aos judeus e a Deus nosso Senhor, o D-us de Israel.
                                                                              
                                                                               

Judeu usando o emblema- Rouelle ou estrela amarela, o emblema obrigatório dos judeus implementado por São Luís na França e empregue pela última vez pelo governo de Vichy.




São Luís IX, doente fazendo o voto de que faria uma Cruzada caso se restabelecesse
Gravura do Século XIV


    São Luís, Cruzado.
Santinho da Igreja Católica. 

Sétima Cruzada:
Deixando sua mãe, a rainha viúva Branca de Castela como Regente , com plena potestas (em françês : pleins pouvoirs, ou plenos poderes)– ela não deixou de exercer o Poder, mesmo depois da maioridade de São Luís- saiu de Paris em Junho de 1248 com destino a Aigues-Mortes, um porto fluvial no Languedoc-Roussillon, local transformado por ele em porto especial para o embarque de suas tropas – usou para o embarque delas nas duas Cruzadas que participou- de onde partiu para o Oriente Próximo em 28 de agosto de 1248, acompanhado de sua esposa, Marguerite de Provence, acima já qualificada, seus irmãos:
a-      Robert I- Conde d’Artois;
b-      Charles d'Anjou e sal esposa Béatrice de Provence- Carlos era Conde de Anjou do Maine, de Provence e Forcalquier, futuramente Rei de Nápoles, da Sicília, e Titular de Jerusalém, autoproclamado Rei da Albânia, Príncipe da Acaia;
c-       Alphonse de Poitiers, Conde de onde de Poitiers, de Saintonge e Auvergne, futuro Conde-consorte de Toulouse, e sua esposa, Jeanne de Toulouse.

E mais:
Raymond VII de Toulouse, Duque de Narbonne, Marquês de Gothia e Provence, Conde de Toulouse e Saint-Gilles, pai de Jeanne de Toulouse, esposa de Alphonse de Poitiers, Conde de onde de Poitiers, de Saintonge e Auvergne, futuro Conde-consorte de Toulouse.
Um exército de 2.500 cavaleiros em armas com respectivos lacaios, 10.000 homens de infantarias e 5.000 arqueiros, num total estimado de cerca de 25.000 homens e 8.000 cavalos, um número bastante considerável para o tempo.
De acordo com Louis-Sébastien Le Nain de Tillemont, historiador do século XVII, a Frota Real era composta de trinta e oito grandes navios - talvez caravelas, pois os barcos na Idade Média, não eram diferentes do Período Romano-  e centenas de barcos menores.
“Os navios foram encomendados para os genoveses, venezianos e estaleiros de Marselha, estima-se que centenas de barcos foram adquiridos, construídos ou fretado pelos franceses para as duas cruzadas (sétima e oitava)”.
Em 17 de setembro de 1248, São Luís IX, sua família e seu exército desembarcou na ilha de Chipre, onde ficou até 30 de maio de 1249.
Toma Damietta, localizada às margens Mar Mediterrâneo, próximo à desembocadura de uma das grandes ramificações do delta do Nilo, a 191 km ao norte do Cairo, em 5 de Junho de 1249.
A princípio são bem sucedidos, como na Batalha de Mansura, de 8 a 11 de Fevereiro de 1250, pois derrotaram os muçulmanos.
“Apesar de sua vitória, os Cruzados estão fracos, por causa de vários surtos de disenteria, de tifo e escorbuto, agravados pela seca, e porque os muçulmanos se apoderaram das provisões alimentares”.
São Luís, também, estava sofrendo de disenteria, mas recusou-se a deixar as suas tropas, “e com isso, os cruzados são esmagados em 6 de abril de 1250, durante a Batalha de Fariskur, quando os egípcios saíram vitoriosos, e São Luís IX foi capturado com seu exército”.
“Por um enorme resgate (parcialmente pago pela Ordem dos Templários, a outra parte a Rainha Margaret de Provence, que estava atuando como o chefe do exército Cruzado, conseguiu trazer da Europa em tempo recorde) e a rendição de Damietta, cuja captura tinha sido a única verdadeira vitória da Cruzada, São Luís e os seus foram libertados”.
Considera-se que a Batalha de Fariskur, de em 6 de abril de 1250, marcou o fim da Sétima Cruzada.
Pouco depois de libertado São Luís começou sua Peregrinação pela Terra Santa.
Robert, Conde d’Artois, irmão do Rei, morreu durante a Batalha de Mansura ,em 9 de fevereiro de 1250, pois executou uma ‘carga’ contra a vontade de seu irmão, São Luís.  
Charles d'Anjou e Alphonse de Poitiers, retornam a França, para dar apoio a Regente-Mãe do Rei e deles.
 No dia 27 de novembro de 1252, Luís recebe a notícia da morte da mãe, e depois de 4 anos na Terra Santa, 24 ou 25 de abril de 1254, navegou de volta para a França.  
Em 10 de julho de 1254, ele desembarcou em Salins-d'Hyères, viajou para Aix-en-Provence para uma peregrinação dedicada a Maria Madalena, após várias paradas em diferentes cidades da França, ele entrou com a Bandeira e a Cruz na Basílica de Saint-Denis. Finalmente, ele fez a sua entrada em Paris em 7 de Setembro de 1254, onde é particularmente bem recebido pelo povo.





Saindo para a Oitava Cruzada e o cerco de Túnis,
Grandes Chroniques de France .


Oitava Cruzada e da morte do rei
O fracasso da Sétima Cruzada, é interpretado como castigo divino pelo Rei São Luís.
Em 1266, atormentado, com a saúde frágil, ele comunica ao Papa Clemente IV que realizará outra, mas essa comunicação foi secreta, mas em 25 de março de 1267, na Festa da Anunciação, comunicou a sua Corte.
“Este anúncio coloca o Papa Clemente IV em apuros, pois ele quer que São Luís em seu reino para manter a paz no Ocidente”.
Em 9 de fevereiro 1268, comunica a todos que vai sair no mês de maio 1270.
Ele conta com o auxílio do irmão, Carlos de Anjou, que se tornou Rei da Sicília, dando-lhe assim uma boa base para as operações e mais perto de Chipre, já que quer chegar Túnis, na hoje Tunísia, e transformar a cidade em ‘cabeça de ponte’ para a invasão do Egito.
Para isso crê que pode converter o soberano local, Abû `Abd Allah Muhammad al-Mustansir, Sultão de Túnis, se dá mal.
Em março de 1270, Luís vai para Aigues-Mortes.
Encontra com Thibaut, Rei de Navarra, e outros cruzados.
Enquanto se aguarda a chegada dos navios, uma grande disputa irrompeu entre os franceses e os catalães, que resultou em uma centena de mortos, sobreviventes rebeldes enforcados.
Luís e os Cruzados vão para o mar em 1 de julho de 1270, e na Nau Real estava o primeiro “Almirante da França, de nome Florent de Varennes, seigneur de Varennes”.
Desembarcaram na Costa Africana no pior momento possível, calor e seca braba, e grande parte do exército ficou doente por causa de água potável.
Tomam Cartago, e impõem cerco a Túnis e espera de reforços de seu irmão Carlos de Anjou.
“O sultão, que não dá nenhum sinal de qualquer intenção de converter-se, preparou a sua cidade a sofrer um assento e seus homens atacaram os cruzados”.
Sobe as Tropas Cruzadas se abate uma epidemia de disenteria.
O Príncipe Jean, apelidado Jean Tristan, Conde de Valois e Conde consorte de Nevers, nascido em Damietta em 8 de abril de 1250, quarto filho de São Luís e de Marguerite de Provence, morre de disenteria em 3 de agosto de 1270.

A morte de São Luís
Crônicas de St. Denis.

A seguir é o próprio Rei que morre da mesma doença em 25 de agosto de 1270.
Philippe, ou Felipe, Philippe III, dit « Philippe le Hardi, Felipe, O Temerário ou Ousado, nascido em 1 de maio de 1245, é aclamado Rei de França.
Sentido- se incapaz de comandar as tropas ela passa o Comando da Cruzada a seu tio, Carlos ou Charles de Anjou, que negocia com Abû `Abd Allah Muhammad al-Mustansir, Sultão de Túnis, e uma trégua de dez anos, o que lhe permitiu voltar para a França.
Philippe, ou Felipe, recebe ainda um pagamento do tributo doa Cidade de Túnis em troca da saída dos Crusados.
O Tratado de 28 de outubro de 1270 foi assinado pelos Reis da França, Sicília, Navarra e seus Barões um lado, e Abû `Abd Allah Muhammad al-Mustansir, Sultão de Túnis do outro.
O cerco é levantado.
O Sultão do Egito cancela envio de Tropas para ajudar o Sultão de Tunis.
Depois de “longa jornada, em que vê morrer Thibaud de Champagne, Rei de Navarra, a Rainha Isabel de Aragão, Alphonse de Poitiers e Jeanne de Toulouse, Filipe III e o exército chegam a Paris em 21 de maio 1271”.
O caixão de Luís IX ficou exposto na Cadetral de Notre Dame e o funeral foi realizado na Basílica de Saint-Denis em 22 de Maio do mesmo ano.
Para o translado do corpo de São Luís foi usado o método “mos teutonicus”, um processo envolveu a remoção da carne do corpo, de modo que os ossos do falecido poderiam ser transportados de forma higiénica de terras distantes de volta para casa”,
E assim se conta a História de Luís Capeto, São Luís, o nono do mesmo nome dessa Dinastia a reinar sobre a Bela França de antanho.
Hoje, os membros descendentes dos ramos dos Capetos gostam de afirmar que são dessedentes de São Luís e, também, de Henrique IV, Rei de França e de Navarra, Duque de Bourbon, ou seja, de um santo e de um bandalho....
Vamos conferir...



  
São Luís e Henrique IV.