terça-feira, 7 de abril de 2015

157/G- conversa- Felipe, o Belo, Nogaret e os Templários Rei ou Monarca- Parte 8/G

157/G- conversa- Felipe, o Belo, Nogaret e os Templários    Rei ou Monarca- Parte 8/G
Antes do Hiato:
Continuação...
Diante disso a pressão aumentou vinda da Europa, principalmente do Papa, para que a Ordem dos Templários se aglutinasse com as outras ordens militares.
Que unidas elas elegessem um Rei, e que ele fosse o novo Rei de Jerusalém quando a Terra Santa fosse Reconquistada.
Continuou o impasse entre as Ordens e “em 6 de junho, os líderes dos Templários e dos Hospitalários foram oficialmente convidados pelo Papa para discutirem essa fusão, com a data da reunião agendada como Dia de Todos os Santos de 1306, em Poitiers, França”.
E é aqui que entra Felipe, o Belo.
Como veremos...

 O Belo
O Feio Nogaret.

Felipe Capeto, sem o de, était un homme très ambitieuse, T.L.: ‘era um homem muito ambicioso’, e viu nessa fusão a oportunidade de se tornar um Grande Soberano, Monarca sobre terras da Europa e do Levante, um Rex Bellator, ou Rei da Guerra, mais de Molay rejeitou a ideia.
Ora, Felipe Capeto, apesar de “profundamente em dívida para com os Templários”, subiu nos cascos com o orgulho ferido, afinal ele era neto de São Luís, um Rei - cavaleiro das Cruzadas (après tout, il était le petit-fils de Saint-Louis, un Roi- chevalier des croisades).
Ora, os Templários tinham fama de riquíssimos e a Dupla Felipe/Nogaret precisava de dinheiro, partiram para o ataque.
À socapa Guilherme de Nogaret preparava um Decreto Real contra os Cavaleiros Templários, contra a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, Pauperes commilitones Christi Templique Salomonici, a famosa Ordem dos Templários.
Bonifácio VIII morto, Bento XI provavelmente envenenado por ordem da Dupla Felipe/ Nogaret, Bertrand de Got era agora o Papa Clemente V, na Cidade de Poitiers, fazia o jogo da Dupla Felipe/Nogaret. 
Com eles estavam:
Guillaume de Plaisians, Conselheiro do Rei;
Guillaume Humbert, ou Guillaume de Paris, frade dominicano, Grande Inquisidor da França, Arcebispo de Sens, e confessor do Rei, esfaqueado até a morte logo após o assassinato do último Grão-Mestre dos Templários, Jacques de Molay;
Enguerrand de Marigny, o enforcado, Chamberlain (camareiro) e Ministro do Rei, já qualificado em outra conversa.
Nicolas de Lyre, um irmão menor dos franciscanos, teólogo e exegeta.


Templários em ação. 
Quadro da situação a época:

1-      15.000 Templários em armas, sendo 1.500 cavaleiros, a disposição do Papa, o que fortalecia o Sumo Pontífice e era um obstáculo para as Tropas pagas de França.
2-      O Reino de França com gravíssimas dificuldades financeiras – apesar do confisco dos bens judaicos e dos bens dos banqueiros lombardos os principais financiadores do Rei.
3-      A ineficácia da desvalorização da moeda, do aumento de imposto, e dos novos impostos sobre o Clero e a Nobreza.
4-      Aumento do custo de vida, dos aluguéis, e de outros bens, que geraram uma revolta popular em Paris, 30 de dezembro 1306, tendo Felipe, o Belo, ficado sitiado na Maison du Temple, o Templo, sede da Ordem na França, onde tinha ido porque estava devendo a ordem até os fios de cabelos de sua esposa e precisava negociar com os seus credores principais. 

O Soberano ficou furioso com a situação porque enquanto isso o Tesouro dos Templários era abastecido com os recursos oriundos dos pedágios aduaneiros, das banalidades (tributo pago pelo servo para a utilização de bens de propriedade do senhor feudal, pela utilização de equipamentos e instalações do senhorio (celeiros, fornos, moinhos, pontes, etc.), da agricultura, da pecuária, de outros negócios internacionais, e do Sistema Bancário por eles criados desde o início da Ordem.
Com raiva, Felipe, O Belo, mandou “vinte e oito líderes da revolta para a forca em 5 de Janeiro de 1307”.
E essa raiva gerou mais cobiça sobre os Bens dos Templários, além do que não queria pagar o que estava devendo a Ordem.
Um belo dia certo Esquieu de Floyran, condenado por assassinato, dividiu a cela com um ex- Templário, também condenado a forca, que falou horrores sobre a Ordem e ele abriu o “bocão” para as autoridades.
O ex- Templários revelou que na Ordem “a heresia campeava, a pratica de rituais obscenos era corriqueira (leia-se orgias sexuais), a sodomia no dia a dia corria solta, bem como a negação de Cristo cuspindo no Crucifixo, e outras coisas maléficas a mais”.  (Eu não divido da sodomia, muito homem junto sem mulher, sei não. Não é sadio. As demais acusações eu tenho dúvidas furibundas).
Jaime II, Rei de Aragão, se recusou a pagar, pois tais informações, mas a Dupla Felipe/Nogaret exultou, pois agora tinham argumentos para armar uma causa contra a Ordem do Templo, por isso mãos à obra.
“Guilherme de Nogaret pagou regiamente pelas informações de Esquieu Floyran e começou um trabalho de difusão entre a população das Heresias dos Templários, da negação de Cristo, do cuspir na cruz, das relações carnais entre irmãos, dos beijos obscenos que eles trocavam em qualquer lugar até mesmo antes das batalhas, etc. e tal.”
Nos dias de hoje Nogaret seria acusado de homofónico, e graças as novelas da TV os outros itens não seriam considerados como pecado, como heresias, mas como opção de cada pessoa naquilo em que crê, de acordo com sua Fé, ou falta dela, afinal Madonna dançou crucificada, não é mesmo?  
Madonna - Live To Tell - Confessions  =  https://youtu.be/1F6oxlCvyv4
Ou
Madonna - Like A Prayer  = https://youtu.be/79fzeNUqQbQ

Além de:
Terça, 18 de abril de 2006, 14h42 Atualizada às 15h13
Madonna brinca com religião e lança "crucifixo" em show
Madonna vai "brincar" com o cristianismo e utilizará um enorme "crucifixo para discoteca" no palco de seu novo show. A informação é do jornal New York Post.
 Leia mais: Madonna terá "bola de diamantes" de US$ 10 mi na nova turnê
Antes mesmo de ser confirmada, a notícia já está recebendo a desaprovação de alguns católicos americanos. Desde que a nota foi veiculada no jornal, muitas comunidades religiosas na Internet já ganharam postagens de protesto.
Apesar da polêmica, não é a primeira vez que a cantora tenta provocar a Igreja Católica. No clipe Like a Prayer, Madonna beija um santo negro e na turnê Blond Ambition criou um bloco inteiramente voltado para este tema.
Ainda não se sabe como será este novo objeto, apenas que servirá como decoração de palco da nova turnê, que entre outras coisas, terá um globo de diamantes e cristais swarovski avaliado em US$ 10 milhões.
Redação Terra


Templários torturados. 

Como vemos, os tempos mudaram muito.
 O Grão-Mestre.

“Ao mesmo tempo, Jacques de Molay, o Grão-Mestre da Ordem, ciente desses rumores, solicita uma investigação papal a Clemente V, o que lhe é concedido em 24 de Agosto de 1307. Filipe, o Belo, com pressa, pelos motivos já citados, não espera os resultados da investigação e prepara a prisão na abadia de Maubuisson (anteriormente Notre Dame La Royale) é uma antiga abadia real cisterciense fundada em 1241 por Branca de Castela, localizada em Saint-Ouen-l’Aumône, perto do castelo de Pontoise, no Val-d'Oise”.
A data, 14 de Setembro de 1307, é cheia de significado, pois é o dia da festa da Exaltação da Santa Cruz, e o “cuspir na cruz” era importante na peça de acusação feita por Nogaret contra a Ordem dos Templários.
Chamo atenção que essa Ordem de Prisão era totalmente ilegal, pois pelo Direto Canônico só os Papas poderiam emiti-la em relação a Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici, ou Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, mas a Dupla Felipe? Nogaret não estava nem ai para cor da chita, pois ela precisava de dinheiro e não queria pagar o que devia ao principal credor do Reino de França, ou seja, a dita Ordem dos Templários.
Como já citamos acima, Guillaume Humbert, ou Guillaume de Paris, frade dominicano, Grande Inquisidor da França, Arcebispo de Sens, confessor do Rei, tinha parte ativa no complot contra os Templários e deu total apoio aos atos da Dupla para gáudio de seu patrão, o Rei. 
Clemente V não gosta, Felipe mente dizendo que tinha apoio do Pontífice anterior, Beato Papa Bento XI, o Papa em função se retrai.
A Prisão é decretada e os funcionários do Rei começam a cumpri-la, “começando assim a detenção em massa dos Templários, bem como o confisco de todos os seus bens móveis e imóveis”.
Esse fato é uma vergonha que para mim empana totalmente o reinado de Felipe Capeto, ou “Philippe IV, dit « Philippe le Bel », ou le Roi de Fer”, pois para não pagar o que deve prende, arrebenta, mata.
Repito: UMA VERGONHA.
O Rei Ungido, que se considera escolhido por Deus para reinar por Direito Divino, comete pecados de acordo com, ou contra a, Lei de Deus, os 10 Mandamentos, Êxodo 20. 1 a 17:
3 - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
6 - Não matarás.
8 - Não furtarás.
9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.

Penso que não preciso dizer mais nada, pois o próprio Felipe escreveu, e eu público numa Tradução livre, deu a conhecer, a sua vilania:
“A coisa amarga, uma coisa terrível, uma coisa terrível pensar certamente terrível para ouvir, um crime detestável, um crime execrável, um ato abominável, uma desgraça desprezível, algo muito desumano, mais estranho para toda a humanidade tem, através do relatório mais pessoas credíveis, tocou em nossos ouvidos. [...] Os irmãos da ordem de cavalaria do Templo, o lobo se escondendo sob o disfarce do Cordeiro, e pelo hábito da ordem, miseravelmente insultar a religião de nossa fé, de que necessitam, pelo voto de sua profissão, sem medo de ofender a lei humana, de se envolver com o outro, sem rejeitar assim que eles são necessários. [...] Considerando que a verdade não pode ser totalmente descoberta de outra forma, um veemente suspeita se espalhou para todos os [...] a gente decidiu que todos os membros da ordem do nosso reino seriam presos, sem exceção, mantido em cativeiro e reservadas para o juízo da Igreja, e que todos os seus bens móveis e imóveis seriam apreendidos, colocado sob a nossa mão e fielmente mantido.  "
Jacques de Molay estava no funeral Catherine de Courteney, esposa de Carlos de Valois, o irmão do Rei, e não ac5reditou em tal ato real, pois sua causa já estava em mãos do Papa, ficando tranquilo na ocasião, “assim, nenhuma ação é tomada pelo fim de evitar a prisão”.
O Templo -La maison du Temple avec la porte du Temple
Na manhã de 13 de outubro de 1307, Guilherme de Nogaret e homens armados entram no Templo de Paris, residência de Jacques de Molay, como Mestre da Ordem.
Os 138 Templários presentes não apresentam nenhum tipo de resistência.
Os Templários espalhados pela França agem da mesma maneira.
A prisão é em massa, num total estimado pela Atas em 546 membros da Ordem detidos.
Os prisioneiros são trancados nas prisões de Paris, de Caen- hoje a capital da região de Basse-Normandie , hoje departamento de Calvados- de Rouen - cidade no noroeste da França atravessada pelo Seine , no hoje departamento de Seine-Maritime, capital da região de Haute-Normandie - e no Château de Gisors- no hoje no departamento de Eure e na região de Haute-Normandie - e todos os seus bens são inventariados e colocado sob a custódia do Tesouro Real, leia-se Enguerrand de Marigny.
Em 14 de outubro de 1307, para fornecer crédito para a causa real, Guillaume de Nogaret detalha as acusações contra os Templários em uma reunião de teólogos, clérigos, vários agentes reais e frades Dominicanos, sempre eles.
Clemente V
Clemente V fica indignado e “vai com pressa de Poitiers, onde chegou no domingo 15 de outubro 1307, a realização de um consistório, com o objetivo da criação de um tribunal, onde o Papa e seus cardeais iriam ouvir as queixas e encargos, e que teve como resultado a oposição do Pontífice a Dupla Felipe/Nogaret”.
Clemente V quer manter a supremacia da Santa Sé, acusa que a Inquisição liderada por Guillaume de Paris, Grande Inquisidor da França, não tinha poderes para autorizar essas prisões, muito menos a pedido de um Príncipe, um Príncipe secular.
O Papa não aceita em hipótese alguma “as instruções dadas por Filipe, o Belo, em sua ordem de prisão de 14 de setembro 1307, onde fica revelada a extensões de suas intenções ao escrever:” [...] eles (os comissários reais) irão chamar os comissários da Inquisição e a verdade vai ser examinada cuidadosamente por meio de tortura, se for necessário” ...”.
Felipe usurpa as prerrogativas do Inquisidor mor de França, que agia em nome da Santa Madre Igreja, a Católica, por autorização do Sumo Pontífice, do Vigário de Cristo na Terra, o Líder da Cristandade 
Mais, para manter as aparências, Guillaume de Paris, se encarregou de interrogar o primeiro grupo de trinta e sete Templários, entre eles Jacques de Molay.
Em oração.
Não vou detalhar toda essa vil história, mas transcrever a Cronologia do julgamento dos Templários:
1307:
24 de agosto: O Papa Clemente V concede Jacques de Molay uma investigação papal, na sequência do pedido deste último, consciente das provas recolhidas por rumores de Felipe IV e Guilherme de Nogaret.
14 de setembro: a Dupla Felipe IV / Nogaret envia mensageiros para todos os oficiais de justiça e senescais, dando-lhes orientações para realizar a apreensão de todos os bens móveis e imóveis dos Templários e sua prisão em massa na França.
13 de outubro: Detenção de a maioria dos Templários presentes nas Casas Templárias - commanderies - no Reino da França.
14 de outubro: Guillaume de Nogaret detalha as acusações contra os Templários em uma reunião de teólogos e clérigos.
16 de outubro: Felipe IV escreveu a Jaime II de Aragão, "o Justo", Rey de Aragón, de Valencia, de Sicilia, Conde de Barcelona y Portaestandarte, Almirante y Capitán General de la Santa Iglesia Católica, para informá-lo da prisão.
19 de outubro: Início das audiências em Paris.
24 de outubro: Primeira confissão de Jacques de Molay. Sob tortura.
25 de outubro: Jacques de Molay repetiu a confissão antes de os membros da Universidade de Paris.
26 de outubro: Felipe IV informa Jaime II que foram obtidas as confissões.
27 de outubro: Carta de Clemente V a Filipe IV, expressando sua indignação com a notícia da prisão.
09 de novembro: Confissão de Hugues de Pairaud.
22 de novembro: Clemente V deu a conhecer ao mundo a Bula Pastoralis Praeeminentiae .
24 de dezembro: Na prisão do Castelo de Jacques de Molay retira sua confissão perante os Cardeais enviados pelo Papa.
      Interrogatório de Molay 

1308:
Fevereiro: Clemente V suspende a ação dos inquisidores no caso dos Templários. Sete perguntas para mestres de teologia em Paris.
24 e 29 de março: Convocação dos Estados Gerais
25 de março: A resposta dos mestres de teologia para as sete perguntas.
5-15 maio: Reunião dos Estados Gerais em Tours.
26 de maio: Chegada de Filipe, o Belo, em Poitiers para encontrar o Papa.
29 de maio: Primeiro discurso de Guillaume de Plaisians ante o Consistório convocado por Clemente V.
14 de junho: Segundo discurso de Guillaume de Plaisians ante o Consistório convocado por Clemente V.
27 de junho: Filipe, o Belo, envia 72 Templários selecionado ao Papa, para darem falsos testemunhos.
05 de julho: Clemente V deu a conhecer ao mundo a Bula “fulminante” Subit Assidue - Sofre devotados. (Direito Canônico termo usado para uma Bula Papali especial, uma Bula fulminate)
12 de agosto: Clemente V deu a conhecer ao mundo as Bulas Faciens misericordiam- demonstrando amor- e a Regnans in coelis – T.L.: Reinado nos céus ou Reina o Céu:

1-      Faciens misericordiam, foi lida em voz alta em conclave de Cardeais no dia 12 de Agosto de 1308, no âmbito do julgamento da Ordem do Templo.
O documento cria comissões papais encarregadas de investigar as ações dos Templários. Convocou um concílio ecumênico para 1310 afim de discutir problemas urgentes do cristianismo, como a organização de uma nova Cruzada. Em relação aos Templários, a Bula ordenou a coleta de depoimentos de Templários em toda a cristandade, que seriam recolhidos e levados ao Papa para a determinação sobre o destino da Ordem, nesse concilio ecumênico de 1310. A Bula deixa claro que o destino dos Templários cabe ao Papa resolve-lo.
A Comissão Papal em Paris consistiu em:
Gilles Aycelin (Arcebispo de Narbonne)
Guillaume Durand (Bispo de Mende)
William Bonnet (Bispo de Bayeux)
Raynaud La Porte (Bispo de Limoges)
John Montlaur (Bispo de Maguelone)
Matthew Napoli (Proto- notário apostólico)
João de Mantua (Arquidiácono de Trento)
William Argan (Deão da igreja de Aix)
2-      Regnans in coelis, que detalha melhor o próximo concílio ecumênico. Embora direcionado para convocar em 1310, mais que poderia ser adiado – o concilio-  devido à duração do processo contra os Templários. O concilio acabou acontecendo em 1311-1312 em Vienne, Isère, sudeste da França.
3-       
Esse Concilio foi convocado para a cidade de Vienne (Viena) então cidade no âmbito do Sacro Império Romano Germânico, mas que hoje está localizada no sudeste da França, na confluência dos rios Ródano e gere, no departamento de Isère na região Rhône-Alpes.
Não confundir com Viena da Áustria.

13 de agosto: Clemente V deixou Poitiers.
17-20 agosto: Depoimento dos dignitários da Ordem aos Cardeais reunidos no Château de Chinon, ou Castelo de Chinon, La forteresse royale de Chinon, em Chinon, hoje no departamento de Indre-et-Loire, na região Central do Loire.  
1309 :
Março: Clemente V mudou-se para residência semipermanente de Avignon, ficando assim mais a mercê dos humores da Dupla Felipe/Nogaret.  Abertura de comissões diocesanas.
08 de agosto: a abertura da investigação pela Comissão Apostólica.
22 de novembro: Primeira sessão da Comissão Apostólica.
26 de novembro: Primeiro depoimento de Jacques de Molay perante a Comissão Apostólica.
28 de novembro: Segundo depoimento de Jacques de Molay. Encerramento da primeira sessão da a Comissão Apostólica.
1310:
 03 de fevereiro: Abertura da segunda sessão da Comissão Apostólica.
2 de março: Terceiro depoimento de Jacques de Molay perante a Comissão Apostólica.
14 de março: Leitura da peça de acusação contendo 127 artigos.
28 de março: Grande encontro de defensores da Ordem no jardim do Bispo de Paris.
04 de abril: Clemente V deu a conhecer ao mundo a Bula fulminante Alma mater, e sua finalidade era adiar a data do início do Concílio de Viena e já que os trabalhos das comissões não haviam sido efetivamente concluídos.
7 de abril: Defesa da Ordem liderada por Pierre de Bologna e Renaud de Provins.
12 maio: Execução de 54 Templários perto de Paris.
30 de maio: Encerramento da segunda sessão da Comissão Apostólica.
03 de novembro: Abertura da terceira sessão da Comissão Apostólica.
1311
26 de maio: Os últimos depoimentos perante a Comissão Apostólica.
05 de junho: A Comissão Apostólica fecha caso.
16 de outubro: A abertura do Concílio de Viena. 7 Templários se apresentam pedindo para defender a ordem.
1312
20 de março: A chegada de Filipe, o Belo, em Viena.
22 de março: Clemente V deu a conhecer ao mundo a Bula fulminante Vox in Excelso, onde o santo padre “estabelece formalmente a dissolução da Ordem do Templo, mas não condena seus membros”.
02 de maio: Clemente V deu a conhecer ao mundo a Bula fulminante Ad providam, onde o Papa Clemente V, com o de acordo dos 200 Bispos presentes ao Conselho de Vienne, transferiu todos os bens dos Templários para a Ordem de São João de Jerusalém, os Cavaleiros Hospitalários, menos os bens moveis e imóveis nos Domínios dos Reis de Castela, Aragão, de Portugal e Mallorca
06 de maio: Clemente V deu a conhecer ao mundo a Bula fulminante Considerantes Dudum, onde o Sumo Pontífice condena por Heresia – ou aceita a condenação por Heresia apontada pelas ‘forças ocultas’ -  os Templários absolvendo alguns e condenado a morte outros. Contudo, os destinos dos Altos Dignitários – Molay incluso- eram da alçada única do próprio Papa.

1313
21 de março: A Dupla Felipe/Nogaret não estava nada satisfeita, estava furiosa com o fato, pois afinal ela não tinha...
...Convocado uma assembleia dos Estados Gerais...
...apesar de não terem nenhum direito para tal, os membros dos Estados Gerais apoiaram a eliminação dos Templários em massa...
... que diante desse fato, habilmente, a Dupla pede ao Papa a criação de uma nova Ordem de Cavalaria para substituí-los, o que era cavilação pura, pois Felipe, o Belo, queria mesmo é ser o Rex Bellator, ou Rei da Guerra, na liderança de uma Ordem para aumentar assim o seu Poder frente a Cristandade e, também, influenciar nas decisões do Papado a seu bel prazer...
... Fora abocanhar o Tesouro dos Templários.
Assim, para apaziguar os ânimos da Dupla Felipe/Nogaret os Dignitários da Ordem de São João de Jerusalém, os Cavaleiros Hospitalários, que ficaram com a ‘fortuna Templária’, revelaram sua disposição de compensarem a Felipe, o Belo, com uma “bonificação” de 200.000 libras ouro.
Dezembro: o Papa nomeia nova comissão de três cardeais para julgar Jacques de Molay, Grão-Mestre da Ordem, Hugues de Pairaud, Mestre da França, Geoffroy de Gonneville, Mestre da Aquitânia e Poitou, e Geoffroy de Charnay, Mestre da Normandia.

Molay..
1314
11 ou 18 de março; O resultado do Tribunal Papal:
Condenados à prisão perpetua:
Hugues de Pairaud, Mestre da França, Geoffroy de Gonneville, Mestre da Aquitânia e Poitou.
Condenados a morte:
Jacques de Molay, Grão-Mestre da Ordem, e Geoffroy de Charnay, Mestre da Normandia
Rapidinho, com maior pressa, para não haver contramarchas, Felipe, o Belo, os envia para a fogueira erguida na Île aux Juifs, chamada Ilha dos Cavaleiros Templários, “localizada a oeste da l' île de la Cité, na parte sul da atual Praça du Vert-Galant , perto do Palácio da Cidade e de frente para o rio até a Torre Nesle, uma terra do Abadia de Saint-Germain-des-Prés , que também é proprietária da ilha”. 
“Île aux Juifs foi anexada por ordem de Henrique IV a l' île de la Cité”.

Continua....
Miniatura na Chroniques de France Ou de St Denis