domingo, 19 de abril de 2015

164/ E- conversa- Os Médici emplacaram Maria de Médici a Henrique IV.

164/ E- conversa-  Henrique IV, o apostata - Rei ou Monarca.



Entrada de Henry IV em Paris,
22 de março de 1594,
Anônimo. 


Maria de' Medici
Rainha de França
De 27 de Dezembro de 1600 até 14 de Maio de 1610.
Nasceu em Florença, 26 de Abril de 1575 e faleceu em Colónia, 3 de Julho de 1642
Por Frans Pourbus filho ou Frans II, pintor flamengo
 Filho de Frans Pourbus o velho e neto de Pieter Pourbus.

Mais, os Médici emplacaram a sua Maria, Maria de' Medici, em italiano.
Continuação...
Foi nessa confusão que nasceu Maria de Medici...

Em nossa conversa de número 56 eu falei muito sobre Maria de Medici, aconselho ao meu interlocutor a dar uma olhadinha lá.
Assim está publicada:
56 - CONVERSA- Armand Jean du Plessis, Cardeal-duque de Richelieu e de Fronsac, homem a serviço da Monarquia absoluta e pela França. Parte II
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014




 Casamento de Maria de Médici e Henrique IV.
Por Peter Paul Rubens
Que pinta a cerimônia de casamento por procuração de Marie de Médici com Henrique IV.
Na catedral de Florença, em 5 de outubro de 1600. O cardeal Peitro Aldobrandini preside o ritual, no entanto desde Henry IV estava ocupado demais para comparecer ao seu próprio casamento, o tio da noiva, o Grão-Duque Ferdinand da Toscana estava em seu lugar e é representada aqui ao colocar o anel de casamento no dedo de sua sobrinha.




Coroação de Maria de Médici.
Por Peter Paul Rubens
A senhora de porte forte, ao centro, logo atrás da nova Rainha e a Rainha Margot, primeira mulher do Rei, que está no fundo, no alto, a direita, num pequeno camarote.

Eles tiveram os seguintes filhos:

1-      Luís XIII de França, Rei de França e Navarra, * Fontainebleau, 27 de setembro de 1601 – + Paris, 14 de maio de 1643. Em Novembro de 1615 casou com Ana de Áustria, Ana María Mauricia de Austria y Austria, que nasceu no Palácio de Benavente, em Valladolid, Espanha, e foi batizada Ana María Mauricia. Foi a filha mais velha de Felipe III e de Margarida da Áustria. Era Infanta de Espanha e de Portugal, Arquiduquesa da Áustria, Princesa de Borgonha e dos Países Baixos. A entrega da princesa se deu em 19 de novembro de 1615, na ilha dos Faisões, sendo que a irmã do Rei, Isabel de Bourbon, fille de France, foi entregue pelo Duque de Guise aos espanhóis, enquanto esses a entregavam. Pais de Luís XIV e de Felipe I d'Orleans, Monsieur.
2-      Isabel de Bourbon, Élisabeth de France, fille de France, depois Isabel de Borbón - Fontainebleau, * 22 de Novembro de 1602 — + Madrid, 6 de outubro de 1644, “alegre, formosa, aficionada ao teatro, festas, mecenato, um pouco frívola. Em Novembro de 1615 casou com Felipe Domingo Víctor de la Cruz, Príncipe de Asturias, futuro Felipe IV de España, llamado «el Grande» o «el Rey Planeta», Rey de España, Nápoles, Sicilia y Cerdeña, Rey de Portugal, Soberano de los Países Bajos y conde de Borgoña y Duque de Milán. A entrega da Princesa se deu em 19 de novembro de 1615 na ilha dos Faisões, sendo Isabel entregue pelo Duque de Guise, enquanto os espanhóis entregavam a Infanta Ana d´Áustria para casar com Luís XIII. Ela passou a ser Consorte em todos os Títulos do marido.
3-      Cristina Maria de Bourbon, Christine de France, também chamada de Chrestienne, depois Cristina di Borbone-Francia, * Paris, 10 de fevereiro de 1606 — + Turim, 27 de dezembro de 1663.
Em 10 de Fevereiro de 1619, casou com Vittorio Amedeo I di Savoia, Marchese di Saluzzo, Duca di Savoia, Principe di Piemonte e Conte d'Aosta, Moriana e Nizza, Re titolare di Cipro e Gerusalemme, e ela sua Consorte em todos os Títulos.
4-      Nicolau Henrique de França, Nicolas ou Nicolas-Henri de France, *Fontainebleau, 16 de abril de 1607 — + Castelo de Saint-Germain-en-Laye,17 de novembro de 1611, com 4 anos, foi Monsieur d’Orléans, Duque de Orleans, desde o seu nascimento até sua morte. Héritier présomptif des trônes de France et de Navarre, de 14 de maio de 1610 até 17 de novembro de 1611, 1 ano, 6 meses e 3 dias.
5-      Gaston Jean-Baptiste de Bourbon, Gaston de France, fils de France, * Fontainebleau, 25 de abril de 1608 — + Castelo de Blois, 2 de fevereiro de 1660, com a morte do irmão Monsieur, depois « Grand Monsieur », ao nascer Duc d’Anjou, em apanágio Duc d'Orléans, de Chartres, de Valois, et d'Alençon, Comte de Blois, de Montlehery et de Limours, Baron d'Amboise et Seigneur de Montargis. Casou em Nantes em 6 de agosto de 1626 com Ana Maria de Bourbon, a riquíssima Mademoiselle de Montpensier, princesse du sang, fille des époux richissimes Henri de Bourbon-Montpensier et Henriette-Catherine de Joyeuse. São pais da inefável « Grande Mademoiselle ». Segunda núpcia casou com Marguerite de Vaudémont, ou Marguerite de Lorraine, filha de Francisco de Lorena, Conde de Vaudémont, depois Duque de Lorraine e Bar, e da também milionária Christine de Salm, filha dos Príncipes soberanos de Salm, secretamente na noite de 02-03 janeiro de 1632.
6-      Henriqueta Maria de Bourbon, Henriette Marie de France, Henrietta Maria of France, * Palácio do Louvre, 25 de novembro de 1609 - + Château de Colombes, Colombes, 10 de setembro de 1669 (59 anos).   Casou em 13 de Junho de 1625 com Charles I of England, By the Grace of God, King of England, Scotland, France and Ireland, Defender of the Faith, etc., que foi decapitado no Palácio de Whitehall, onde um cadafalso de execução foi erguido em frente da Banqueting House, no dia 30 de janeiro de 1649. Foram pais do restaurado Charles II of England, sendo Soberano de 29 de maio de 1660, até 6 de fevereiro de 1685, tendo sido Ungido e Coroado em 23 de abril de 1661.

Edito de Nantes, “foi um documento histórico assinado a 13 de abril de 1598, que concedia aos huguenotes a garantia de tolerância religiosa após 36 anos de perseguição e massacres por todo o país, com destaque para o Massacre da noite de São Bartolomeu de 1572. Com este édito ficava estipulado que a confissão católica permanecia a religião oficial do Estado mas era agora oferecida aos calvinistas franceses a liberdade de praticarem o seu próprio culto. Nos séculos XVI e XVII o édito ficou conhecido como "édito de pacificação”.
O decreto autorizava a liberdade de culto, com certos limites, aos protestantes calvinistas.4 A promulgação deste édito colocou fim às guerras religiosas na França que assolaram o país durante o século XVI. Henrique IV, também protestante, tinha-se convertido ao catolicismo para poder subir ao trono. O primeiro artigo do édito é um artigo de amnistia que coloca fim à guerra civil:
Que a memória de todos os acontecimentos ocorridos entre uns e outros depois do começo do mês de março de 1585 e durante as convulsões precedentes dos mesmos, até ao nosso advento à coroa, fiquem dissipados e assumidos como coisa não sucedida. Não será possível nem será permitido aos nossos procuradores-gerais, nem a nenhuma outra pessoa pública ou privada, em nenhuma altura, nem lugar, nem ocasião, qualquer que seja, fazer menção de tal, nem processar ou perseguir ninguém em nenhum tribunal ou jurisdição.
A 23 de outubro de 1685, o rei Luís XIV da França revogaria o Édito de Nantes com o Édito de Fontainebleau - contrariando a vontade do Papa Inocêncio XI e da Cúria Romana. Os huguenotes voltariam a ser perseguidos e muitos deles fugiriam para o estrangeiro: para a Prússia, para os Estados Unidos e África do Sul. A imigração dos huguenotes causou problemas econômicos ao país.


O fim do reinado de Henrique IV foi marcado por tensões com os Habsburgos e a retomada das hostilidades contra a Espanha. O Rei de França mobiliza seus exércitos parados a 10 anos. Sua política em relação aos Huguenotes/protestante, graças ao Edito de Nantes, descontentava a gregos e troianos, havendo, até, descontentes no entourage da Rainha Maria de Medici, de família da nobreza papal, o que fazia com que a posição do Soberano se enfraquecesse na Corte e no exterior.
Uma eclosão de uma guerra europeia não agradou o Papa Paulo V, nascido Camillo Borghese, 233º Papa, o que condenou as teorias de Copérnico e vetou as obras de Galileu Galilei, mas os sacerdotes estavam indóceis, seus sermões eram virulentos, os ataques ao Reide França eram frequentes.  
Em 14 de maio de 1610, à Paris, na rue de la Ferronnerie, Henrique de Bourbon, Par la grâce de Dieu, Roi de France et de Navarre, etc.etc.etc., morreu esfaqueado por François Ravaillac, um fanático católico.
A investigação feita após o crime concluiu que a ação isolada de um louco. Uma revisão de arquivos século XX no entanto concluiu que era um plano, para entregar a Regência a Maria de Medici, pois Luís XIII anda não tinha alcançada a minoridade legal.
Depois de autópsia e embalsamamento (seu coração colocado em uma urna de chumbo contido em um relicário de prata é enviado para a Igreja St. Louis de La Flèche, por promessa do Rei ao colégio jesuíta de La Flèche, o corpo é exposto no Louvre, depois é sepultado na Basílica Saint-Denis em 1 de julho de 1610, após várias semanas de cerimônias fúnebres.
Seu filho mais velho Luís, futuro Louis XIII, proclama a Regência de sua mãe, a Rainha Maria de Medici.
Os conspiradores venceram.
Porém não levaram graças a Armand Jean du Plessis de Richelieu, dit le cardinal de Richelieu, cardinal-duc de Richelieu et duc de Fronsac, Ministro do jovem Rei.

  

Maria de Médici
Pintura de Antoon van Dyck
1631




L'assassinat de Henri IV, rue de la Ferronnerie à Paris
Assassination of Henry IV (Henry IV, King of France; François Ravaillac), by Gaspar Bouttats, given to the National Portrait Gallery, London in 1931.

Fim...