quinta-feira, 9 de abril de 2015

159 - conversa- Guerre d'Italia del XVI secolo - Rei ou Monarca.

159 - conversa-  Guerre d'Italia del XVI secolo - Rei ou Monarca.


Ingresso delle truppe francesi a Napoli, il 22 febbraio 1495,
dalla Cronaca figurata del Quattrocento
di Melchiorre Ferraiolo
Primeira Guerra Italiana

Carlo VIII di Francia.

Luís XII como Duque d’Orleans participou da Primeira Guerra Italiana de 1494-1497, ou a Guerra Italiana de 1494, também conhecida como “la guerre du plâtre”, ou “Guerra di Gesso ", ou  “Guerra de Gesso",  cujo motivo eram as reivindicações do Rei de França, Carlos VIII, ao Trono de Nápoles, alegando ter direitos a essa Coroa por ser Herdeiro de Renato I, o Bom, le bon Roi René, Rei de Nápoles, Duque de Anjou, Duque de Bar e de Lorena, Conde de Provença, Rei Titular de Jerusalém, de Aragão e Catalunha, incluindo a Sicília, Maiorca e Córsega, a princípio apoiado pelo Papa Inocêncio VIII, nascido Giovanni Battista Cybo, que havia excomungado Ferdinando I de Aragão, Rei de Nápoles, de 27 de junho de 1458 até 25 de janeiro de 1494, por esse ter se recusado a pagar “dividas feudais” ao Papado, e  que lhe ofereceu –a ele Rei de França- o Reino de Nápoles. 
No vai e vem da política papal, Inocêncio revoga a excomunhão de Fernando, mas a oferta de Nápoles se tornou "o pomo da discórdia”, “o motivo da discórdia”, entre os Estados europeus a época. 
Isabella d'Aragona

Ferdinando I de Aragão, Rei de Nápoles, morreu em 25 de janeiro de 1494, e foi sucedido por seu filho Alfonso II de Aragão, Rei de Nápoles e Duque da Calábria.
Ludovico Sforza, il Moro, não teve acesso ao trono de Milão, seu sonho dourado, “e após o assassinato do irmão, Galeazzo Maria Sforza, quando a coroa passou para seu sobrinho, de 7 anos, Gian Galeazzo Sforza, tomou o controle do governo de Milão, sempre tentando ser de facto o Duque”.
Por fim, Ludovico deu a Maximiliano de Habsburgo, Imperador Sacro, a mão de sua sobrinha (junto com um magnifico, rico, substancial dote de 400.000 ducados), principessa Bianca Maria Sforza, filha do falecido Galeazzo Maria Sforza e irmã de Gian Galeazzo Sforza, que se casaram em 16 de março de 1494, no HalI, no Tyrol, sendo pelo noivo reconhecido como Duque de Milão de facto. Esse casamento deu a Maximiliano a oportunidade de “de fazer valer à Soberania Imperial sobre Milão” o que desagradou ao Reino de França.
Entretanto, Alfonso II de Aragão, Rei de Nápoles e Duque da Calábria, também, queria o Ducado de Milão – sua filha Isabella d'Aragona, ou Izabel de Aragão, era casada com o Duque Gian Galeazzo Sforza, e estava exilada pelo Il Moro no Castelo de Pavia para mantê-los longe do governo -  e imediatamente declarou guerra à Ludovico.

Ludovico il Moro nella Pala Sforzesca,
Pinacoteca di Brera, Milano

Para contrabalançar Ludovico il Moro convenceu a Étienne de Vesc, concierge du Palais d'Amboise, seigneur de Caromb, Sénéchal de Carcassonne, e Sénéchal de Beaucaire,  um cortesão francês “que estava tomado pela ambição, sede de grandeza e títulos”, mas que tinha grande influência sobre Carlos VIII, a fazer ‘ a cabeça’ do jovem Rei de França para que ele aceitasse o Reino de Nápoles oferecido pelo Papa.
O Cardeal Giuliano della Rovere, futuro Papa Júlio II, um dos maiores líderes da Igreja de Cristo, inimigo do novo Papa Alexandre VI, também pediu a invasão francesa para derrubar seu adversário


Giulio II, nato Giuliano della Rovere
"il Papa guerriero" o "il Papa terribile",
dei più celebri pontefici del Rinascimento

Júlio II, nascido Giuliano della Rovere
"O Guerreiro Papa" ou "o Papa Terrível "
o mais famoso pontífice  da Renascença

O Rei de França invadiu a Península Italiana com um grande exército de 25.000 homens, incluindo 8.000 mercenários suíços e o primeiro trem de artilharia.
Auxiliado por Luís, Duque d’Orleans, venceu a Batalha de Rapallo, na República de Genova, de 5 de setembro de 1494.
Em 19 de outubro, o exército composto de francos, suíços e milaneses do Rei de França sitiou a fortaleza de Mordano, hoje cidade metropolitana de Bolonha, na região da Emilia-Romagna, Província de Bolonha, que foi bombardeada, tomada, e os habitantes sobreviventes massacrados.
Passou por Florença, chegou a Roma a 27 de dezembro de 1494, e Papa, cercado em Sant’Angelo, não teve escolha a não ser entregar a cidade.
Em Roma, o embaixador espanhol Antonio de Fonseca, mostrou ao Rei de França uma das cláusulas do Tratado de Barcelona que o proibia atacar as fortalezas do Papa e pediu-lhe para abrir negociações diplomáticas com o Rei de Nápoles, agora Ferdinando II d'Aragona, Ferdinando II de Aragão, filho de filho de Alfonso II e Ippolita Maria Sforza, neto do Rei Ferdinando I, o detentor do Trono de Jerusalém.
Carlos VIII riu e o desprezou, Antonio de Fonseca jogou sobre ele o documento e saiu galhardamente do salão que estava em rebuliço por causa de seu ato.
Bravo embaixador, no Brasil não se faz mais embaixadores assim... São todos uns carneiros.
Em 8 de janeiro de 1495 os franceses começaram a marcha em direção ao Reino de Nápoles
Carlos VIII entrou em Nápoles em 22 de Fevereiro de 1495, fixando residência no antigo Castel Capuano, o palácio fortificado dos Reis Normandos
Entretanto, por todo o caminho seus oficiais requisitavam casas que eram marcadas na porta com gesso, o que apelidou essa guerra de “Guerra de Gesso”.
 Ferdinando II saiu a tempo de Nápoles, atravessou o Estreito de Messina e refugiou-se na Isola d'Ischia, uma ilha na baía de Nápoles (região da Campania), no mar Tirreno, a pouca distância das ilhas de Prócida e Vivara.
Mais, a política italiana era cheia de cavilação, aliais é até hoje, e Ludovico il Moro muda de lado e procura Veneza para formar um Liga anti-francesa, Lega Antifrancese, a Liga de Veneza, cujo ápice é a battaglia di Fornovo ebbe luogo il 6 luglio 1495, a batalha de Fornovo ocorreu 6 de julho de 1495, de curta duração (cerca de uma hora), mas sangrenta (um total de cerca de três mil mortes), teve um resultado incerto, pois é considerada que houve um vitória estratégica francesa, e uma vitória tática italiana.

Battaglia di Fornovo

 Fornovo, ou Fornovo di Taro, está ao sudoeste da Província de Parma, na Região de Emilia Romagna, Itália.
Essa Liga tinha o apoio de Papa Alexandre VI, Maximiliano da Áustria, Imperador Sacro e Rei dos Romanos, Fernando de Aragão, Henrique VII de Inglaterra, a cidade de Florença, de Mântua, e suas tropas era liderada pelo Capitão-general Francesco II Gonzaga, Marquês de Mântua
Bem antes da Batalha de Fornovo, Carlos VIII já havia deixado Nápoles, com várias e várias obras de arte, com destaque (para ele) de sua recém adquirida coleção de desenhos eróticos, “proclamando que o seu único desejo era um retorno seguro para a França”.
“Além do mais, o exército do Rei de França foi atingido pela sífilis que eclodiu na cidade de Nápoles, e que graças ao exército francês se espalhou por toda a Europa. A doença era então conhecida durante a maior parte da Europa como “le mal français “, ou o mal francês, mas na França, no entanto, foi chamado de "o vérole de Nápoles”, vérole é varíola, mas, também, pode ser sífilis. 
Aquela coleção de desenhos eróticos foi perdida quando Carlos VIII fugiu depois da Batalha de Fornovo do campo de luta, na noite entre 7 e 8 de julho, para o Ducado de Asti, na hoje região do Piemonte, província de Asti, e fechado em seus muros fez ouvido de mercador aos apelos de Luís, Duque d’Orleans, cercado em Novora pelas tropas de Ludovico il Moro, que capitulou em 25 de setembro.
Carlos VIII foi para Turim e de lá em 9 de Outubro de 1495, assinou um acordo com vencedores recentes, depois do qual se retirou do norte da Itália, para acabar com as hostilidades na área.
“Carlos deixou a Itália sem qualquer ganho e morreu dois anos e meio depois de deixar a França uma grande dívida e perder as províncias francesas que retornaram somente após séculos. A expedição, no entanto, promoveu contatos culturais entre a França e a Itália, energizando artes e das letras francesas”.
“A Itália foi a grande perdedora, pois se tornou um campo de batalha durante décadas”.

 



Coat of Arms of Charles VIII of France