segunda-feira, 20 de abril de 2015

165/ B- conversa- Louis XIV, né Louis-Dieudonné, Premier fils de France, un « miracle ».

                                                
Versalhes.
Versalhes ou Versailles
Hoje uma comuna francesa situada no departamento de Yvelines na região Ile-de-France

“Versailles foi originalmente uma aldeia muito pobre situada entre a mata e os pântanos do vale do Galie, « val de Gallie, ou e Val-de-Galie », um vale do rio “ Le Ru de Gally”, um afluente da margem direita do Mauldre, outro pequeno rio, afluente da margem esquerda do Sena”.
“Ao norte da aldeia, estava uma floresta carvalhos, que serviram os sacrifícios druidas”.
“O nome é mencionado na forma latinizada Versalias em 1074”.
“A primeira menção atestada Versailles remonta ao ano de 1038, em uma carta da abadia de Saint-Par de Chartres, que citava um certo "Hugo versaliis”, afrancesando Hugues de Versailles, que seria o primeiro Senhor de Versailles, o primeiro a ser reconhecido como Seigneur de Versailles”.
“No século XIV, aparece Gilles de Versailles exercendo o cargo de oficial, ou meirinho, de justiça do Rei - la charge de bailli du Roi. ”

A Família de Loménie (La famille de Loménie tire son nom de la terra de Lolmeno sita ad ulmum de cruce , ou « la terre de Loménie située près de l'orme de la croix ») é originaria de Flavignac, hoje uma comuna francesa situada no departamento de Haute-Vienne , na região de Nova Aquitânia, cujas raízes de nobreza são conhecidas nos assentamentos ( Registro de territórios rurais ) da Abbaye Saint-Pierre-Saint-Paul de Solignac a partir do século XIII. Eles foram Senhores de muitas terras, de muitos conventos e priorados, bem como do Château de Faye, em Flavignac.
Para nosso “Tratado” o de Loménie importante é Martial de Loménie, um vassalo de Jeanne III de Albret (Juana III de Navarra) Rainha de Navarra e Viscondessa de Limoges, entre outros Títulos, já que entre os domínios dessa Soberana Protestante estava o Viscondado de Limoges.
Chamo atenção que Jeanne III de Albret e seu marido Antoine de Bourbon, Primeiro Príncipe de Sangue e Duque de Vendôme, Rei jure uxoris de Navarra, foram os pais de Henrique IV, o Grande, já acima citado.
Os Reis de Navarra levaram, Martial de Loménie para a Corte de Franças, onde ele obteve grande êxito, tanto que foi nomeado secretário do Rei na Grande Chancelaria França (La Grande chancellerie de France) e no Conselho do Rei (Conseil du Roi de France).
Graças a um intenso trafico de influência Martial de Loménie ficou riquíssimo e “em 1561, Martial de Loménie, o Secretário de Estado das Finanças de Charles IX, Rei da França de 5 de dezembro de 1560 – até 30 de maio de 1574 (13 anos 5 meses e 25 dias), se tornou o único Senhor de Versailles”.
Charles IX, quarto Rei de França da Casa de Valois, do Ramo  Orléans-Angoulême - o primeiro dessa Linha foi o avô desse Soberano, Francisco I, Rei de França de 01 de janeiro de 1515 - 31 de março 1547 (32 anos 2 meses e 30 dias)- era o quinto dos dez filhos e o terceiro filho de Henrique II e Catherine de Médicis, herdou um Reino “ dilacerado por Guerras Religiosas, uma série de oito conflitos onde se opuseram de um lado os católicos de outro os protestantes , também conhecido como huguenotes”.
Martial de Loménie era protestante e acabou preso.
O Domínio de Versalhes era cobiçado por Albert de Gondi (em italiano:  Albèrto Gondi), primeiro Duque de Retz, O Marechal de Retz, diplomata, militar de origem italiana, conhecida por ser um dos principais homens de confiança Rainha da França Catherine de Médicis.
O Marechal de Retz foi a prisão e de maneira truculenta arrancou de Martial de Loménie a “ compra, por 35.000 libras” do Domínio de Versalhes.
Charles IX, foi o patrocinador de um dos mais negros episódios da História de França “ Le massacre de la Saint-Barthélemy” (O Massacre de São Bartolomeu  foi o assassinato em massa dos protestantes iniciado em Paris na noite de 24 de agosto de 1572, o dia de São Bartolomeu (apóstolo), prolongado por vários dias não só na capital , mas por mais de vinte cidades do território do Reino de França durante as semanas seguintes”).
E assim Martial de Loménie foi eliminado na Noite de São Bartolomeu, deixando viúva e filhos pequenos”, todavia ele não consta da minha lista de assassinados em Paris.




Armes de la Maison de Gondi
D'or, à deux masses d'armes de sable

Família Gondi.
Família de notáveis ​​e nobres, origem italiana que foi de Florença para a França.
Seus membros foram priores e membros do Grande Conselho da República de Florença, embaixadores em Roma e na Espanha, bem como banqueiros.
Os Gondi se mesclaram por casamento com os Medici e Salviati, entre outras famílias da Nobreza da península italiana.
Dois grandes ramos da família tornaram-se francês, e os seus membros entraram a nobreza francesa, recebendo as Titularidades de Cardeais da Santa Igreja Católica, sendo Bispos e Arcebispos de Paris, de Duques de Retz, de Marqueses de Belle-Île et des Îles d'Hyères, de Condes de Joigny, de Barões de Codun, Marechais de França, bem como senhores de diversos senhorios, Governadores de várias localidades. Os membros mais famosos da família Gondi são, na verdade, de um desses dois ramos franceses:  o ramo de Retz.
Família Gondi agora está extinta há quase três séculos, o seu último representante, Marie-Antoinette Catherine de Gondi, religiosa, morreu em 1716.
Fonte: le portail du Royaume de France



Albert de Gondi
duc de Retz.

Albèrto Gondi, afrancesado para Alberto di Gondi, italiano de Florença, foi Pair de France,
Chevalier des Ordres du Roi, Duque de Retz, seigneur de Noisy-le-Roi, du Perron et de Machecoul, comte puis marquis de Belle-Île et des Îles d'Hyères,Gouverneur de Nantes, Gouverneur de la ville et citadelle de Metz, Gouverneur de Provence, Général des galères de France, Maréchal de France.
Filho de Antonio "Guidobaldo" Gondi, um banqueiro em Lyon, a serviço tanto da Igreja, como do Rei, por casamento seigneur du Perron, pois casou com Marie-Catherine de Pierrevive, dame du Perron et d'Armentières, Dama de Honra de Catarina de Medici, e governanta dos Príncipes Reais, filhos dessa extraordinária Rainha.
Portanto, Alberto di Gondi, fez carreira em tempos de Henrique II e Catarina de Medici, florentina como ele.
Em 4 de setembro de 1565, ele casa com Claude Catherine de Clermont, Baronesa de Retz e Dampierre, e se tornam pais de 10 filhos, a saber:
1-      Charles de Gondi, Marquês de Belle Isle, général des Galères de France;
2-      Claude Marguerite de Gondi;
3-      Louise de Gondi;
4-      Henri de Gondi, Bispo de Paris, Primaz da França, Comandante da Ordem do Espírito Santo, criado cardeal sacerdote no consistório de 26 de março de 1618 pelo Papa Paulo V, ele nunca foi a Roma para receber barrete cardinalício e o título;
5-      Philippe Emmanuel de Gondi, Conde de Joigny , Marquês de Belle-Ile , Barão de Montmirel, senhor de Dampierre e Villepreux ;
6-      Jean François de Gondi, primeiro Arcebispo de Paris (Em 1622, ele foi nomeado para a Diocese de Paris, que dependia da Arquidiocese de Sens, mas em 22 de outubro de 1622 o Papa Gregório XV levanta a diocese de Paris à categoria de arquidiocese), ele detinha os Títulos de senhor de Marly-le-Chastel , Noisy , Bailly e Versailles (que ele vendeu em 8 de abril de 1632 para Luís XIII).
7-      Françoise de Gondi;
8-      Gabrielle de Gondi;
9-      Hippolyte de Gondi;
10-   Madeleine de Gondi.


Os Gondi, sabendo do amor pela caça de Luís XIII e para aumentar sua influência na Corte de França, convidaram várias vezes o Rei para caçar no Domínio de Versalhes, em meio a uma frondosa floresta com uma grande fauna. Desconheço quais as instalações que os Gondi tinha no local, mas creio que deveria ser uma construção que servia como base para os caçadores, nunca esquecendo que naquela altura o uso de barracas não era desconhecido para os Soberanos e nobres, principalmente, durante as guerras, e essas eram mais ou menos constantes. 




Couronnement de Marie de Médicis le 13 mai 1610,
Peter Paul Rubens, vers 1622-1625,
Musée du Louvre



Versalhes ou Versailles
de
Luis XIII


Luís XIII, jovem Rei
Frans Pourbus, o jovem, 
1620

Os Gondi, sabendo do amor pela caça de Luís XIII e para aumentar sua influência na Corte de França, convidaram várias vezes o Rei para caçar no Domínio de Versalhes, em meio a uma frondosa floresta com uma grande fauna.
Os Gondi tinham no local “um velho castelo em ruínas e uma fazenda com vários edifícios”, que  deveriam servia como base para os caçadores, nunca esquecendo que naquela altura o uso de barracas não era desconhecido para os Soberanos e nobres, principalmente, durante as guerras, e essas eram mais ou menos constantes.
Encantado com a floresta, de 1622 a 1624, Luís XIII comprou cerca de 350 hectares para sua caça privada.
O Rei encarregou a Philibert Le Roy- arquiteto e engenheiro militar francês que se tornou famoso em estilos barroco e clássico, e marcar o seu reinado- a construção no topo de uma colina de um modesto pavilhão de caça.
Nesse modesto pavilhão foi que a História de França foi inquestionavelmente mudada, a França como conhecemos hoje deve muito a esse episódio histórico, pois foi nele que aconteceu “ La journée des Dupes- A Jornada dos Logrados”, na noite de 10 para 11 de novembro de 1630, quando mais do que nunca cociente de sua condição de Rei Ungido e Coroado, de Herdeiro de Henrique IV, o “ jovem Luís XIII, que havia vivido 29 anos de opressão, contra todas as probabilidades, contra todas as apostas dos cortesão, contra as aspirações de sua mãe e de sua esposa, Ana d’Austria, forçou a Rainha -Mãe Marie de Medici, e os membros de seu partido,  a partir para o exílio, e reiterou sua total e plena confiança em seu primeiro-ministro, o Cardeal- Duque de Richelieu”.
Mais, Luis XIII queria todo o domínio e em 1632, o Rei comprou de Jean-François de Gondi, Arcebispo de Paris, o Senhor de Versailles.

Voici un extrait de ce dernier contrat de vente:
« Le 8 avril 1632, fut présent l’illustrissime et révérendissime Jean-François de Gondi, archevêque de Paris, seigneur de Versailles, reconnoît avoir vendu, cédé et transporté... à Louis XIII, acceptant pour Sa Majesté, messire Charles de L'Aubespine, garde des sceaux et chancelier des ordres du roi, et messire Antoine Rusé, marquis d'Effiat, surintendant des finances, etc., la terre et seigneurie de Versailles, consistant en vieil château en ruine et une ferme de plusieurs édifices ; consistant ladite ferme en terres labourables, en prés, bois, châtaigneraies, étangs et autres dépendances ; haute, moyenne et basse justice... avec l’annexe de la grange Lessart, appartenances et dépendances d’icelle, sans aucune chose excepter, retenir, ni réserver par ledit sieur archevêque, de ce qu’il a possédé audit lieu de Versailles, et pour d’icelle terre et seigneurie de Versailles, et annexe de la grange Lessart, jouir par Sadite Majesté et ses successeurs rois, comme de choses appartenantes. Cette vente, cession et transport faits, aux charges et devoirs féodaux seulement, moyennant la somme de soixante-mille livres tournois, que ledit sieur archevêque reconnoît avoir reçues de Sadite Majesté, par les mains de..., en pièces de seize sous, de laquelle somme il se tient content, en quitte Sadite Majesté et tout autre, etc.»

Tradução Livre:
Aqui está um trecho do contrato de venda:
"Em 8 de Abril, 1632, o ilustre e reverendo Jean-Francois de Gondi, arcebispo de Paris, senhor de Versailles, reconhece ter vendido, cedido, repassado a ... Luís XIII, para aceitar por Sua Majestade, [ aqui estão] messire Charles L 'Aubespine, Ministro da Justiça e chanceler da ordem do Rei, e Messire Antoine Cunning, Marquês de Effiat, superintendente das finanças, etc., a terra e senhorio de Versailles, consistindo de um velho  castelo em ruínas e uma de fazenda com vários edifícios; compreendendo a referida fazenda em terra arável, prados, madeira, castanha, lagos e outras dependências; [ como o local onde o Senhor realizava] a alta, a média e a baixa justiça [ entre seus servos, ou ,locatários]  ... com o anexo do celeiro Lessart, apetrechos e  dependências , sem exceção, sem retenção, sem reserva, de qualquer coisa pelo Senhor Arcebispo do que ele possuía naquele Senhorio de Versailles, [ assim] o anexo do celeiro Lessart
[podem] passa a ser desfrutados por Sua Majestade e seus sucessores[os] Reis, como as coisas que lhes  pertencem.
Esta venda, cessão, repasses dos encargos e dos direitos feudal, foi realizada pela soma de soixante-mille livres tournois  (sessenta mil libras), ao referido Senhor Arcebispo, que  reconhece ter recebido de sua Majestade  pelas mãos de ..., e que  ele está feliz em quitar a Sua Majestade  e os outros, etc.”.

Versalhes pertence a Luís XIII e a Sua Casa...

O pavilhão de caça foi ampliado e completamente transformado entre 1632 e 1634, o trabalho iniciado por Philibert Le Roy será concluído até Jacques Boyceau e Jacques de Menours.
A fachada de tijolos para encadeamento pedra branca coberta com um telhado de ardósia adornada com claraboias, é típico do estilo conhecido como "Louis XIII".
Com a morte de Luís XIII, em 14 de maio de 1643, a vila ao redor do pavilhão tinha 1.000 habitantes.
Era o refúgio do Rei Luiz XIII, pois com seus favoritos dedicava ao que mais gostava de fazer que era caçar e ter relações sexuais com eles, os favoritos, longe do olhar da Corte no Palais du Louvre, no Château de Saint-Germain-en-Laye, no Palais Royal, ou em outro qualquer Hôtel particulier que seus membros estivessem reunidos, esquecendo que a língua do povo não tem tamanho, nem se limita a um espaço físico. 
A Corte sabia o que la se fazia.
Com os negócios nas mãos de Richelieu, Luís XIII, podia viver ali como um simples mortal, não tão mortal assim.
Era ideia de Luiz XIII abdicar assim que Luís, o filho, alcança-se a maioridade e ir morar no pavilhão de caça de Versalhes, infelizmente morreu prematuramente aos 42 anos de idade, tendo seu filho e herdeiro do Trono apenas 5 anos.
Luís Dieudonné visitou algumas vezes o chalé de caça e se apaixonou pelo local, creio que nele se sentiu seguro (“o rompimento da Fronda dos Príncipes, em Paris, forçou o jovem Rei e sua mãe, a Regente, a ficar por três meses em Poitiers, de outubro 1651 a janeiro de 1652, na acidentada viagem de retorno, Luís e Ana de Áustria, jantaram em Versailles, no dia 27 de abril de 1652).
Tenho ou não tenho razão?
Ali era domínio de seu pai, terra dele, e ninguém, nem os príncipes, nem nenhum membro da nobreza, nem o Clero, só Deus que lhe tinha feito nascer para ser o Rei de França e da Navarra, poderia tirar Versalhes dele.
Se sentiu seguro, tenho a certeza. 
O “interesse do Rei pelo domínio de seu pai se manifesta claramente, pois quatro meses após o seu casamento com Maria Teresa da Áustria, irá com sua esposa a Versalhes, em 25 de outubro de 1660, para caçar”.
Aos 23 anos de idade, 18 anos depois da morte do pai, depois da morte de Jules Mazarin, em 9 de março de 1661, Luís Dieudonné fazia o que queria, tanto que “de 1661 a 1662, Luiz XIV começa a adequação do Pavilhão de Caça, reformando o piso térreo e o primeiro andar, que é dividido em acomodações reais ou principescas, servido por novas escadas”.
Na época de Luís XIII não havia acomodações para senhoras, as rainhas iam lá e voltavam para Paris no mesmo dia.
Lembremos da sua finalidade fim, pois não???
Essa nova construção serve não só para as caçadas, mas, também, para as festas do Rei.
Tanto que manda fazer obras para poder acomodar os 600 hóspedes convidados para a festa denominada “Plaisirs de l’Île enchantée”, que aconteceu entre os dias 7 a 13 de Maio de 1664, em homenagem a Ana da Áustria, a Rainha Mãe, e Maria Teresa de Espanha, a esposa de Luís XIV, e a sua favorita, Louise de La Vallière.
Nessa nova construção, a partir de 1664, Luís XIV passa vários dias com o seu Conselho e com alguns membros privilegiados da Corte, pois não havia local para acomodar muita gente.
De 1669-1672, a ampliação do edifício, está sob a responsabilidade de Louis Le Vau, ou Le Vau, que “projetou as extensões do castelo com vista para os jardins, e reformulou a entrada tornando-a mais larga, e de André Le Nostre, ou Le Nôtre, os projetos dos parques e jardins, e do pintor e decorador Charles Le Brun”.
Não satisfeito, com a reformas no agora chamado de Château –Vieux, resolvem construir outro – Château- Neuf – ao redor dessa construção original, já modificada, por pura economia.
Nesse novo complexo são construídos num primeiro andar, o piano nobile, virados para o Norte, le Grand appartement du Roi, os apartamentos do Rei, virados para o Sul, le Grand appartement de la reine, os apartamentos da Rainha.
Os aposentos do Delfin, também, são nesse andar.
No res do chão para SM a Rainha-Mãe, para Monsieur e Madame, irmão e cunhada de Sua Majestade.
Na parte Oeste um terraço, o qual foi destruído mais tarde para dar lugar à Galerie des Glaces, Galeria dos Espelhos, que adorna as laterais desse Blog.
“No segundo andar, aposentos foram construídos para outros membros da Família Real e membros super selecionados da Corte”.
Mais, era preciso mais.
E só depois do Traité de Nimègue, entre as Províncias Unidas e França, ponto final da guerra com a Holanda, em 10 de agosto 1678, que Luís Dieudonné, que tinha medo do povo de Paris, decidiu mudar para Versalhes, para lá estabelecer uma Corte digna dos Reis de França e da Navarra.
Escreveu um contemporâneo: “il a décidé de faire de Versailles sa résidence principale et d’y transporter le siège de la Court e tu gouvernement”, T.L.: “ele decidiu fazer Versalhes a sua residência principal e transportar a sede da Corte e todo o governo”.
O que foi feito em 6 de maio de 1682.
E é nesse momento que começa uma Grande Mudança na História da Humanidade, uma mudança que transformou totalmente as relações da Realeza com os povos sobre os quais reinava “ por Direito Divino”, ou mesmo por eleições entre pares, já que foi dado o início ao processo de neutralização da Nobreza, de transformação de Nobreza rebelde em Nobreza Cortesã, sendo o Palácio de Versalhes  o palco da materialização do Absolutismo de Luís XIV, um Soberano para lá de consciente de que era Rei por Direito Divino.
Mas para que tal Grande Mudança tivesse êxito era preciso um Código de Conduta, uma Regra Fixa, quase imutável, e ele – o Código- tinha que ter por base La POLITESSE.

E Luís Dieudonné as mãos à Obra

Continua....


Versailles 






 

O Palácio de Versalhes possui 2.153 janelas, 67 escadas,352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque.
Le Vau, não conclui as obras, após sua morte, Jules Hardouin-Mansart tornou-se, em 1678, o arquiteto responsável por dar continuidade ao projeto de expansão do palácio.
Galerie des Glaces, ou Galeria de Espelhos, não é um simples corredor, e na realidade uma sala com 73m de comprimento, 12,30m de altura e iluminada por dezessete janelas que têm a sua frente, espelhos que refletem a vista dos jardins.