sexta-feira, 17 de abril de 2015

164 - conversa- Henrique IV Rei ou Apostata?

164 - conversa-  Henrique IV Rei ou Apostata? 


HENRICUS QUARTUS D(EI) G(RATIA) REX FRANCORUM ET NAVARRAE
“Considerado um usurpador por alguns católicos e um traidor por alguns protestantes, tornou-se alvo de pelo menos 12 tentativas de assassinatos”


Significado de Apostatar= v.i. Abandonar, abjurar a religião, a doutrina que professava.
Deixar o partido, renunciar aos princípios em que acreditava; desertar.
Sinônimo de apostatar: abdicar, abjurar, perjurar e resignar
Significado de Apóstata = adj. e s.m. e s.f. Que ou quem abandonou sua religião.
Padre ou monge que, sem autorização eclesiástica, abandona o sacerdócio, a ordem ou o convento. Fig. Pessoa que renega as opiniões ou partido de que participava para esposar ideias contrárias; desertor.
Significado de Abjuração = s.f. Ação ou efeito de abjurar (renunciar); abjuramento.
Sinônimos de abjuração: abjuramento, apostasia, deserção e retratação.

Portanto, abjuração é uma renúncia, sobretudo quando se trata de uma conversão ao catolicismo. Trata-se de renunciar de alguma coisa em troca de outra, e a abjuração de Henrique de Bourbon, Rei de Navarra, depois Rei de França, em São Diniz, no ano de 1593, é por demais famosa e escandalosa, ao meu ver.

Essa é a História resumida de Henri de Bourbon, premier prince du sang, filho de Antoine de Bourbon, Duc de Vendôme, e de Juana de Albret, que governou como Juana III de Navarra, Reina de Navarra en Baja Navarra, princesse de Boisbelle,duchesse d'Albret, comtesse de Foix, du Périgord, de Rodez, d'Armagnac, de Fézensac, de Bigorre, de Dreux, de Gause, du Perche, de L'Isle-Jourdain, de Porhoët, de Pardiac et de Guînes, vicomtesse de Limoges, de Béarn, de Tartas, de Lomagne, de Maremne, de Fézensaguet, de Dax, de Brulhois, de Cressey et d'Auvillars,baronne de Castelnau, de Caussade et de Montmiral, dame de La Flèche, de Baugé, de Nérac, de Sully, de Craon, de La Chapelle des Aix-d'Angilon, d'Argent, de Clermont, de Villezon, d'Orval, d'Espineuil, de Château-Meillant, de Montrond, de Bruyères, de Dun-Le-Roi, de Saint-Gondom, de Corberin, de Chalucet, de Sainte-Hermine, de Prahec, de Lussac, de Champagne, de Blois et de Chisay.
Neto paterno de: Charles de Bourbon, Conde e depois Duque de Vendôme, da Casa de Bourbon, " descendant de saint Louis ", e de Françoise d'Alençon, filha filha de René, Duque d’Alençon e Conde de Perche e da Dame Margaret de Lorena.
Neto materno de: Enrique II, Rei de Navarra en Baja Navarra, copríncipe de Andorra, Conde de Foix, de Périgord, de Bigorra y de Albret y Vizconde de Bearn, Tursan, Gabardan, Tartas y Limoges, e de Marguerite de Navarre, nascida Marguerite d’Angoulême, a Margarida das Margaridas, a décima musa, irmã do Rei Francisco I de França.  
Joana, rainha de Navarra, se converteu ao Calvinismo, tornou-se Protestante, por influência de Théodore de Bèze, sucessor de Jean Calvino, humanista, teólogo protestante, tradutor da Bíblia, e Conselheiro do Príncipe de Condé, de quem falaremos mais tarde.
Por Ordenança de 19 de julho de 1561 autorizou o Calvinismo no seu Reino, publicou o Catecismo de Calvino (catéchisme de Calvin) e as novas Ordenanças Eclesiásticas na língua do povo, fundou a Académie protestante à Orthez, tradução do Nouveau Testament par Jean de Liçarrague para o Basco, etc.... e expulsou os católicos de seus domínios.
“Em 1568, ela se tornou chefe do movimento protestante e leva o Príncipe Henrique de Navarra, seu filho, com idade entre quinze a La Rochelle, bastião protestante”.
Negocia com os príncipes protestante, mas acaba voltando para a Navarra sem muito sucesso em agosto de 1571, por causa da assinatura do Tratado ou Paz de Saint-Germain-en-Laye, de 8 de agosto, entre o líder protestante, amiral Gaspard de Coligny, o Almirante de Coligny, e o Rei Carlos IX de França, neto de Francisco I, filho de Catarina de Médici.
Sábia, intui que o casamento de seu filho, Henrique, com a filha de Catarina de Médici, Margot, a futura Rainha Margot, traria grandes vantagens políticas para seu Reino e para seu filho e o apoiou (ela havia se oposto a ideia inicialmente).  
O Contrato de Casamento sai, mas Margot não precisará, por força dele, se converter ao protestantismo, o que por si só é uma aberração religiosa, principalmente para aqueles que abraçaram livremente Sã Doutrina como o Soberano de Navarra e noivo da ocasião, pois como nos ensina vários versículos das Cartas de Paulo:
Aos Coríntios, capitulo 11:
11.3   Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo.
11.11   No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher.
Da Primeira Carta de Pedro,” escrita aos "estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia", cinco províncias romanas da Ásia Menor”, capitulo 3: 
3.1   Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa,
3.2   ao observar o vosso honesto comportamento cheio de temor.
3.3   Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário;
3.4   seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus.
3.5   Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido,
3.6   como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.
3.7   Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.
3.8   Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes,
3.9   não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.

 Vemos que nem ele era bom calvinista, nem ela boa católica.
Henri de Navarre et Marguerite de Valois
Roi et Reine de Navarre.
Miniature du livre d'heures de Catherine de Médici.

O casamento aconteceu em 18 agosto de 1572, “diante de um padre nos degraus em frente à porta da Igreja de Notre Dame, conforme costume na Idade Média”.
Começa aqui uma controvérsia, pois alguns historiadores afirmam que para casar Henrique abjurou o protestantismo, e outros que “Henrique não podia entrar numa igreja, por isso a união foi realizada nos degraus de Notre Dame”.
Mais, outros ainda afirmam categoricamente que depois de uma pantomima realizada para celebrar o casamento, sendo o Rei e seus irmãos os atores vestidos de guerreiras amazonas, a “Henrique de Navarra foi dada a escolha de ser morto, de viver em prisão perpétua, ou se converter ao catolicismo. Ele escolheu o catolicismo e foi poupado”.
Pouco importa, o que importa é que Juana III d'Albret, Reina de Navarra en Baja Navarra, não estava presente na cerimônia, nem tão pouco nas celebrações que conforme os costumes duraram vários dias, pois morreu de tuberculose em 9 de junho de 1572.
Sua morte súbita, enfraqueceu o partido protestante, chamado de partido huguenote, pouco antes do Massacre de São Bartolomeu, noite que falaremos a seguir.



Le Massacre de la Saint-Barthélemy,
François Dubois - pintor francês protestante,
Que escapou do Massacre e fugiu para Genebra, onde morreu em 1584.
O cadáver lançado pela janela é o do Almirante de Coligny.
O Massacre:
Chamo atenção que o casamento de Henrique e Margot ocorreu em 18 agosto de 1572 e que “celebrações que conforme os costumes duraram vários dias”, ora entre o casório e o Dia de São Bartolomeu, um dos apóstolos de Jesus Cristo, comemorado em 24 de agosto, se passaram somente 6 dias, portanto os franceses ou ainda estavam em festa, ou numa tremenda de uma ressaca.
Vamos as festas:
Depois de um almoço nupcial, quatro dias de bailes, mascaradas e banquetes, se seguiram, seguiu.
“A noite no dia do casamento, um baile de máscaras magnífico foi realizado, que incluiu a realização de uma pantomima chamada de “Paradise de l'amour", ou “Paraíso do Amor".”.
Eis o roteiro:
Rei Carlos IX e seus dois irmãos defenderam doze angelicais ninfas contra os huguenotes. Eles despacharam os, liderados por Henrique de Navarra, para o Inferno, "um grande número de demônios e diabinhos ", ato continua “as ninfas dançaram um balé cheio de sexualidade”.
“Apareceram o Rei e seus cavaleiros, em meio a explosões de pólvora, que venceram os tais demônios e diabinhos, e resgataram ao cunhado e todos os huguenotes que estavam no Inferno”. 
 “Para finalizar apareceu o barqueiro Caronte, em seu barco, numa atuação estilo apoteose”.
Nada, mais de mau gosto do que essa pantomima chamada de “Paradise de l'amour".
Coligny sofre um atentado e os grandes festejos são suspensos.
“Apesar disso, o Rei e seus irmãos vestidos de guerreiras amazonas, outros membros de turbantes e túnicas douradas no papel de turcos, fizeram uma outra pantomima, que eram elas e os turcos lutando contra as forças do novo cunhado”.
Para variar de mau gosto.
No que me faz crer que a União foi programada para que os principais líderes do partido huguenotes estivessem em Paris para celebração, e assim facilitar o massacre pelos católicos. 

Assistir “La Reine Margot”. https://youtu.be/gE9rJ_5GPTk
Um filme francês, italiano e alemão de 1994, do gênero drama histórico, dirigido por Patrice Chéreau. O roteiro foi escrito por Danièle Thompson e Patrice Chéreau, baseado no famoso romance de Alexandre Dumas, La Reine Margot, de 1845. O filme conta a história dos últimos anos da Casa de Valois como casa real de França, e as perseguições religiosas aos protestantes, incluindo o Massacre de São Bartolomeu, em 24 de Agosto de 1572.
Elenco:
Isabelle Adjani.... Margot
Daniel Auteuil.... Henri de Navarre
Jean-Hugues Anglade.... Carlos IX
Vincent Perez.... La Môle
Virna Lisi.... Catarina de Médicis
Dominique Blanc.... Henriette de Nevers
Pascal Greggory.... Anjou
Claudio Amendola.... Coconnas
Miguel Bosé.... Guise
Asia Argento.... Charlotte de Sauve
Julien Rassam.... Alençon
Thomas Kretschmann.... Nançay
Jean-Claude Brialy.... Gaspar II de Coligny
Jean-Philippe Écoffrey.... Condé
Premiação:
Prêmio César 1995 (França)
Venceu nas categorias de melhor atriz (Isabelle Adjani), melhor fotografia (Philippe Rousselot), melhor figurino (Moidele Bickel), melhor atorcoadjuante (Jean-Hugues Anglade) e melhor atriz coadjuvante (Virna Lisi).
Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor edição (François Gédigier e Hélène Viard), melhor música (Goran Bregovic), melhor desenho de produção (Richard Peduzzi e Olivier Radot), melhor atriz coadjuvante (Dominique Blanc) e melhor roteiro original ou adaptado (Patrice Chéreau e Danièle Thompson).
Festival de Cannes 1994 (França)
Recebeu o Prêmio do Júri.
Venceu na categoria de melhor atriz (Virna Lisi).
Indicado à Palma de Ouro.
Oscar 1995 (EUA)
Indicado na categoria de melhor figurino (Moidele Bickel).
BAFTA 1996 (Reino Unido)
Indicado na categoria de melhor filme em língua não inglesa.
Globo de Ouro 1995 (EUA)
Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Le Massacre:
Massacre de la Saint-Barthélemy, o Massacre de São Bartolomeu, foi uma matança de protestantes por ordem do Rei de França, realizada por membros da Família Real, pela Nobreza Católica, e seus simpatizantes, em 24 de agosto de 1572, em Paris, no dia de São Bartolomeu, um evento apoiado pelo Clero.
As ruas de Paris e de outras 12 cidades, como Toulouse, Bordéus, Lyon, Bourges, Ruão, Orleans, ficaram vermelhas por causa do sangue derramado.
“2.000 vítimas por um apologista católico, 70.000, por um apologista huguenote, o Duque de Sully, que escapou por pouco da morte”.
“A cabeça do Almirante Gaspar de Coligny, líder huguenote, que estava deitado em sua cama na sua casa de Paris, foi cortada para ser enviada para o Papa Gregório XIII, nascido Ugo Buoncompagni. Seu corpo foi jogado pela janela para que a malta, reunida embaixo o profanasse”.



Médaille commémorative à l'effigie du pape Grégoire XIII

“O Papa encomendou um Te Deum para ser cantado em ação de graças, mandou que uma medalha fosse cunhada com seu perfil, nome e Titulo de um lado, a frase “UGONUTTORUM STRAGES * 1572”, com um anjo empunhando uma cruz e uma espada perto dos cadáveres de protestantes mortos, mais um ser empunhado uma espada, e para coroar essa desventura, um descalabro histórico, enviou ao Rei de França a condecoração da Rosa de Ouro”.
Em Paris, o rio Sena ficou coalhado de cadáveres, bem como outros rios, pois cadáveres eram arremessados nos rios em outras cidades e vilas.
Não foi o primeiro nem o último ataque massivo aos protestantes espalhados pela Europa e futuramente pelo Mundo, outros ataques ocorreriam, mas “foi o pior dos massacres religiosos da História da Humanidade" e "imprimiu nas mentes protestantes a indelével convicção que o catolicismo era uma religião sanguinária e traiçoeira."
“A palavra "holocausto", originalmente derivado da palavra grega "ὁλόκαυστον" [holokauston] grego, significando "oferta de sacrifício completamente (ὅλος) queimada (καυστον)" ou "algo queimado oferecido a um deus". Em ritos pagãos gregos e romanos, deuses da terra e do submundo recebiam animais queimados, que eram oferecidos à noite”.
Significado de Holocausto - s.m. Entre os hebreus, sacrifício em que a vítima era totalmente consumida pelo fogo. A própria vítima desse sacrifício. Oferenda completa e generosa; sacrifício: deu os filhos em holocausto à liberdade. Imolação de si mesmo: a vida de Cristo foi um holocausto. Extermínio de judeus pelos nazistas, entre 1939 e 1945, nos países ocupados pelas tropas do Reich hitlerista. Oferecer-se em holocausto, sacrificar-se; dar a vida por uma causa.
Muito bem:
Para mim, no Massacre de São Bartolomeu os huguenotes/protestante sacrificaram-se em um verdadeiro Holocausto.


Le massacre de la Saint-Barthélemy
Giorgio Vasari
Pintor, arquiteto e escritor italiano.
Século XVI

Isso tudo logo “após o casamento de Margot com Henrique de Navarra, chefe de uma Dinastia huguenote/calvinista e primeiro príncipe de sangue em França, a união matrimonial que deveria acalmar as hostilidades entre protestantes e católicos romanos, e fortalecer as aspirações de Henrique ao Trono, devido a saúde precária e mental de seus novos cunhados, bem como pela famosa Lei Sálica”.
Casado Henrique era um prisioneiro em uma gaiola de ouro, tanto que aproveitando da bobeira dos seus cunhados e de outros membros da Corte, durante uma caçada na floresta de St. Denis, fugiu para sua Navarra.
Henrique, com a morte de seu tio paterno, Luís I de Bourbon, Prince de Condé, Duc d'Enghien, prince du sang, fundador da Casa do Conde, principal líder protestante durante três primeiras Guerras da Religião, assassinado por um tiro de pistola dando por Joseph-François de Montesquiou, capitaine des gardes du Duc d'Anjou, futuro Rei Henrique III, no campo de Batalha de Jarnac, no dia 13 de março de 1569, em Jarnac, sudoeste da França, hoje no departamento de Charente, na região Poitou-Charentes, tornou-se o Líder do Partido Huguenote, das Forças Protestantes, liderança contestada e , principalmente, desconfiada por parte dos de muitos dos huguenotes.
Dentro ainda das controvérsias do casamento, destaco o abaixo sobre a fuga de França, Henrique de Bourbon, Rei de Navarra:
“Depois de passar mais de três anos como refém na corte [de França], ele se aproveitou de distúrbios da quinta guerra religiosa para fugir, 5 de fevereiro de 1576. Henrique se juntou a seus partidários, abjurando o catolicismo no dia 13 de junho”.
Aqui o escritor afirma que ‘ele se aproveitou de distúrbios da quinta guerra religiosa’, quando se sabe que ele fugiu durante uma caçada, mas o grande destaque é “abjurando o catolicismo no dia 13 de junho”.
Ora, se abjurou e porque professou a Fé Católica.
Nessa hora ele cometeu mais uma apostasia, se tornou duas vezes um apostata, pois havia renegado o calvinismo, o protestantismo, agora ele renegou o catolicismo que abraçara ao casar com a Rainha Margarida de Valois, a Rainha Margot.

Image illustrative de l'article Henri Ier de Bourbon-Condé
Henri de Bourbon, Prince de Condé
Crayon de l'école de Clouet

Os Príncipes de Sangue que eram protestantes calvinistas:
1-      Renée de France, fille de France, Duchesse de Ferrare, Modène et Reggio (Itália) filha de Luís XII, Rei de França e Ana, Duquesa da Bretanha. Casada com Ercole II d'Este, quarto Duca di Ferrara, Modena e Reggio, filho de Lucrezia Borgia, e neto do papa Alexandre VI.  Uma aliada de João Calvino.
2-      Luís I- Louis Ier de Bourbon-Condé, Prince de Condé, Duc d'Enghien, Príncipe de sangue da Casa de Bourbon, fundador da Casa do Conde, irmão do Rei Antônio de Navarra, e, portanto, o tio de Henrique de Navarra, futuro Henrique IV. Principal líder protestante nas três primeiras “guerras da religião”. Ele foi assassinado no campo de batalha de Jarnac.
3-      Henrique de Bourbon-Condé, deuxième Prince de Condé, segundo Príncipe de Condé, filho do precedente, com o título honorário de protocolo Monsieur le Prince et Monsieur le Duc. Verdadeiro chefe do partido huguenote/protestante e líder militar durante “as guerras religiosas”, ou “guerras da religião”. Profundamente calvinista se opôs a seu primo, Henrique de Navarra, a quem ele acusou de ser dúbio, inconstante, incerto, em sua convicção religiosa, hesitante em sua Fé. Contudo diante das ameaças por parte do Rei e do partido católico, acabaram se aliando. Lembro que ele era primo em primeiro grau de Henrique de Navarra. Seus pais eram irmãos.
4-       Francisco- François de Bourbon, Marquis de Conti, seigneur de Château-Regnault, de la Maison de Condé, irmão do precedente, “após o massacre de São Bartolomeu, ele se converteu ao catolicismo no mesmo dia em que seu meio-irmão Carlos (ver abaixo), junto com sua cunhada Marie de Cleves, mulher do Príncipe de Condé, e com sua mãe, Françoise d'Orléans”. No serviço de Henrique III foi por esse Soberano elevado a Prince de Conti, Príncipe de Conti, e feito cavaleiro da Ordem do Espírito Santo.
5-      Carlos de Bourbon, seigneur de Condé, Conde/ comte de Soissons, de Dreux, Château-Chinon, de Noyers, de Beaugé et de Blandy, com o título honorário de protocolo “Monsieur le comte à la cour”, meio-irmão do Príncipe de Condé e do Príncipe de Conti, filho de e Louis de Bourbon, Príncipe de Conde, e sua segunda esposa, Françoise d'Orleans Longueville, chamada de Mademoiselle de Longueville, pois era filha do Marquês François d'Orléans e de Jacqueline de Rohan-Gyé. No serviço de Henrique III tornou-se “successivement chevalier des ordres du Roi, grand maître de France, gouverneur de Dauphiné et de Normandie et vice-Roi de Nouvelle-France”, esse último por Luís XIII, filho de Henrique de Navarra.
6-      Marie de Cleves – Princesa de Condé, filha de “François I er de Cleves, Duque de Nevers e Rethel, e Margaret de Bourbon-Vendôme. Por sua mãe, ela é prima de Henrique de Navarra, ou Henrique IV de França, e do Príncipe de Conde. Cometeu apostasia.
7-      Catherine de Bourbon - Infante de Navarre, Princesse héréditaire de Lorraine, Duquesa de Albret, Condessa de Armagnac e de Perigord, irmã de Henrique de Navarra, ou Henrique IV. Casou com Henrique II, Duque de Lorena e Bar. Não tiveram filhos. Calvinista convicta se recusou a cometer apostasia, se converter ao catolicismo.

Huguenotes/ protestantes assassinados em São Bartolomeu:
Gaspard de Coligny †
Charles de Téligny †
Charles Quellenec †
Pierre de la Ramée †
Huguenotes/ protestantes não assassinados em São Bartolomeu:
1-      Gabriel I, Conde de Montgomery, seigneur de Ducey e de Lorges;
2-Antoine de Crussol, apostata, Chevalier d'honneur de la Reine Catherine de Médicis, primeiro Duque de Uzes, Par de França;
3-Jacques de Crussol, apostata, Baron d’Acier, segundo Duque de Uzes, Par de França, cavaleiro da Ordem do Espírito Santo, por Henrique III;
4- Louise de Clermont-Tallard, apostata, comtesse de Tonnerre et duchesse d’Uzès, fut une dame de compagnie de la Reine Catherine de Medicis. Casou com Antoine de Crussol;
5- Pierre Merlin, Ministro huguenote;
6- Ambroise Paré, cirurgião e celebre anatomista francês, primeiro cirurgião do Rei;
7-            Catherine de Parthenay, viscondessa de Rohan, literata, poeta e dramaturga;
8-      Philippe de Mornay, ou Philippe Mornay Du Plessis, Seigneur du Plessis–Marly, Baron de La Forêt-sur-Sevre perto Cerizay, negociador do Édito de Nantes, governador de Saumur, caiu em desgraça frente a Luís XIII;
9-      Jacques Nompar de Caumont, seigneur, Marquês, depois primeiro Duque do mesmo domínio, Duc de La Force, Par de França, governador de Béarn, vice-Rei de Navarra, Marechal de França sob Luís XIII e memorialista francês.
Do partido de Henrique de Navarra aquém ele sempre se manteve fiel companheiro e permaneceu dedicado até o fim da vida do Rei, já que estava na carruagem real, quando, em 14 de maio de 1610, o frade Ravaillac assassinou Henrique IV;

10-         Maximiliano de Bethune, Duque de Sully, um Par de França, Marechal de França, Príncipe soberano de Henrichemont e Boisbelle, Barão e depos Marquês de Rosny , Marquês de Nogent -o-Rotrou , Conde de Muret e Villebon , Visconde de Meaux , e Governador da Bastilha e de Poitou, foi Grand maître de l'artillerie de France et Grand voyer de France, Superintendente de fortificações, Superintendente das Finanças de Henrique IV , Rei de França e Navarra .Não cometeu apostasia, e atuou como  conciliador nas lutas entre protestantes e realeza francesa. Richelieu o nomeou Marechal da França em 1634
11-   Sir Francis Walsingham, espião da Inglaterra, “« maître-espion » d'Élisabeth Ire d'Angleterre”, embaixador em França, “principal secretary to Queen Elizabeth I”, Chanceler do Ducado de Lancaster, Custos rotulorum of Hampshire, título honorifico;
12-   Philip Sidney- poeta inglês.
Henrique antigo de preso dos católicos do Rei de França, por suas posturas fracas na Fé, se torna um prisioneiro dos protestantes.
Mora no Château de Nérac, reconstruído por sua mãe, Juana III, Reina de Navarra en Baja Navarra, e Dame de Nérac, “seus principais conselheiros são os protestantes, Duplessis-Mornay, já qualificado, e Jean de Lacvivier, seigneur de Croiziers, Docteur en droit, e, que também, foi conselheiro de Luís XIII”.
A Rainha-mãe Catarina de Médici, sobre quem eu escrevi o abaixo, lhe visita em companhia da filha e mulher do soberano de Navarra, a Rainha Margot:
“A mulher de Henrique II, Caterina Maria Romula di Lorenzo de' Medici, filha póstuma de Lourenço II de Médici, governante de Florença e Duque de Urbino, e de Madalena de La-Tour de Auvérnia, sobrinha do Papa Leão X, nascido Giovanni di Lorenzo de Medici.
Catarina de Médici que foi Delfina, Rainha-consorte, Rainha Viúva, Regente, Rainha-mãe, dignificou a Coroa de sua pátria de adoção, pois sempre que pode a governou a França com as melhores das intenções e sempre em defesa de seus interesses”.
Ela foi a mãe dos pífios homens e piores soberanos, Francisco II, Carlos IX, Henrique III de França, e mãe da Rainha Margot.
Catarina de Médici vem discutir a situação do Reino de França, e as relações católicas-huguenotes.
Catarina de Médici era uma conhecedora dos defeitos da Humanidade - isso graças não só a sua vida na Corte Papal, como, também, na Corte de seu sogro, Francisco I, e durante o período que seu marido, Henrique II, era vivo, e a afrontava com sua Maîtresse-en-titre, Diane de Poitiers, Comtesse de Saint-Vallier, Duchesse de Valentinois, Dame de Saint-Vallier – sabia do que os homens e as mulheres gostavam em termos de luxuria, do que eram capazes por ganancia, e como eram fáceis de ser comprados.
 Organizou um “esquadrão de oitenta ( 80) belas moças sedutoras”, “escadron volant de quatre-vingts ( 80) jeunes femmes séduisantes”, o famoso “esquadrão volante” que inspirou aa seu filho Henrique III, um bissexual, a organizar o seu com belos jovens da nobreza de França, os  “mignons”.
“Em 1577, ela organizou um banquete em que a comida era servida pelas “jeunes femmes séduisantes” de topless.
E onde ela ia, as moças iam com ela.
“Biógrafo Leonie Frieda sugere que "Catarina, mais do que ninguém, inaugurou os grandes, os faustosos, os incríveis, os fantásticos, entretenimento que os futuros monarcas franceses mais tarde, também, se dedicaram com amor e ardor. Para Catarina, esses entretenimentos serviram a seu propósito político, o que além de aglutinar em torno da figura do Soberano a Nobreza, ajudou a estagnar o declínio em que estava mergulhada a Monarquia Francesa. No final de sua vida, ela afirmava que tinha valido todas as despesas colossais que teve com os ballets de cour, as festas, bailes, etc, e tal.”.
Sempre chamo atenção que ela foi responsável pelo governo, ou como Regente, ou como Rainha-mãe de filhos incompetentes, ou, também, como a “mão por trás do Trono”, no momento em que a monarquia francesa estava em franco declínio, pois a França estava mergulhada no caos.



Bal à la cour des Valois
 Le roi tient deux bals par semaine
au Louvre
T.L.:
Baile na Corte dos Valois
Rei oferece dois bailes por semana
no Louvre

Mais voltemos a visita real...
Não foi diferente na visita a Henrique de Navarra.
O sóbrio Castelo de Nérac virou uma festa...
Os Bourbons, na Espanha Borbón, são conhecidos pela sexualidade exacerbada, e Henrique é um típico Bourbon.   
Nessa vista de Catarina de Médici, apesar da presença da Rainha Margot, Henrique “paquera” duas ‘des jeunes femmes séduisantes”, Mademoiselles de Rebours (?) e Françoise de Montmorency-Fosseux, dite « la belle Fosseuse », que terminou sendo sua amante.



Henri IV et la belle Fosseuse d'après un tableau de Antony Paul Emile Morlon.

Mais, apesar disso Henrique foi a guerra, a sétima das Guerras da Religião, após a qual ele “ganhou grande prestígio tanto pela sua coragem e humanidade”.
A Rainha Margot não aguenta mais as infidelidades do marido e parte para Paris.
 Com a morte de François de France, Duc d'Alençon, d'Anjou, de Touraine, de Brabant et Château-Thierry, último filho de Henrique II e de Catarina de Médici, irmão e herdeiro do atual Rei, em 10 de junho de 1584, com idade entre 29, fez com que Henrique III, Rei de França, repensasse sua relação com o cunhado, Henrique de Navarra, que como primeiro Príncipe de sangue, era um Herdeiro da Coroa.
Henrique III, como Rei de França tentou conviver com os huguenotes, publicando os Editos de o Edito de Beaulieu, em 1576, e o Édito de Poitiers, em 1577.
Henri de Lorraine, terceiro Duque de Guise, Príncipe de Joinville, grand Maître et pair de France, líder católico, não se conformava com a situação e fez o Rei anular os Editos em 18 de Julho de 1585. Era uma nova guerra no âmbito das Guerras da Religião.
Anne de Batarnay de Joyeuse, Baron d'Arques, Duque de Joyeuse, um dos “mignons” mais importantes, que foi Grand- almirante de France, comandante na Ordre du Saint-Esprit, seigneur de Limours, governador da Normandia e de Le Havre, foi enviado para combater os huguenotes e se deu a Batalha de Coutras, em 20 de outubro de 1587, e Henrique de Navarra venceu e que “ele recuperou o corpo de Joyeuse e participou de uma missa em honra de seus inimigos mortos”
Henri de Lorraine, dito Scarface, príncipe francês de um ramo cadete da Casa de Lorena, terceiro Duque de Guise, líder católico e chefe da União Sagrada, aspirava a governar a França, indo mais longe, já que considerava que a Coroa de França era uma coroa católica, só podia ser colocada na cabeça de um católico, tinha ambição de ser o Rei em substituição a Henrique III de Valois.
Chato, não dava sossego ao Rei Henrique III que lhe armou uma emboscada no Château de Blois.
Em 23 de Dezembro de 1588, o Conselho estava reunido em sua sala própria e disseram ao Duque de Guise que o Rei estava lhe chamado em seu gabinete.
Alegre e pimpão ele foi crente que ia ser nomeado Connétable de France, Condestável de França, e no caminho encontra os membros da "Quarenta e cinco", a guarda pessoal do Rei, que parte para mata-lo.
Ele, que tinha dois metros de altura, resistiu conseguido ferir 4 adversários, mas levando trinta golpes de espada e punhais acaba morto.
Em sua bolsa encontram um bilhete, de quem não se sabe, mas que dizia:
« Pour entretenir la guerre en France, il faut sept cens mille écus, tous les mois »
T.L.: "Para manter a guerra na França, você tem setecentos mil coroas por mês"
Seu corpo foi entregue à Sieur de Richelieu, grand prévôt de France e pai do futuro Cardeal-Duque de Richelieu.
O corpo foi queimado e suas cinzas espalhadas.
Sua mãe, Anne d’Este, princesse franco-italienne e neta de Luis XII e d'Anne de Bretagne, Carlos, seu filho e eterno rebelde, seu irmão, Luís II de Lorraine, Cardeal de Lorena, Arcebispo- Duque de Reims, Par de França, Primaz da Gália belga, foram presos.
O Cardeal Luís de Lorena foi assassinado no dia seguinte, em 24 de Dezembro de 1588, no Château de Blois, também, e por ordem do Rei foi queimado e as cinzas jogadas no rio.


 Visão romântica do assassinato do Duque de Guise, por Duprat, pintor do século XIX.
Esta cena reúne vários elementos que fez a "lenda rosa" de Henrique III, que está no centro da tela de pé, com a mão no queixo.
À direita estão dois dos mignons, bonitos, numa atitude educada e vestidos de amarelo e rosa. O artista não se esqueça de colocar nas mãos de um deles um bilboquet, que dá ao personagem um ar frívolo.
A cena não é a histórica, em primeiro lugar, por causa da presença destas duas figuras teatrais, puro produto da imaginação popular, e em segundo lugar, pelo desprezo mostrado pelo cadáver do Duque de Guise.

“Henrique III, um dos netos pífios de Francisco I, não tinha vocação para Rei de França, nem da Polônia, para qual Trono foi eleito, e que de lá fugiu levando, roubando é a palavra certa, as joias da Coroa, pensou que a remoção de Guise finalmente iria restaurar a sua autoridade”.

Fuga de Henrique III da Polônia
 Artur Grottger , pintor e artista gráfico polonês.
 1860

Ledo engano, ai mesmo é que decaiu as vistas de seus súditos sofridos pelas guerras da religião.
Em várias cidades, não era mais reconhecido como Rei de França.
“Seu poder foi limitado a Blois, Tours e os distritos circunvizinhos”.
No caos que se implantou, alguém lhe afirmou que ele só poderia confiar em uma pessoa e em um partido, afinal ele tinha matado os líderes da Liga Católica, e esses eram nada mais, nada menos, que Henrique de Navarra e seus huguenotes.
Rapidinho houve a reconciliação entre os Henriques, o de França e o de Navarra.
Em 30 de abril de 1589, no Château de Plessis-lèz-Tours, aconteceu o encontro entre Henrique III de França e do futuro Henrique IV. Juntos decidiram enfrentar a poderosa Liga Católica, que que controlava Paris e a maior parte do Reino da França.
Enquanto os Reis se aliavam, a Liga Católica que contava com Charles Ier de Bourbon, n prince de sang de la maison de Bourbon, Cardinal-prêtre de « San Crisogono », Cardinal-prêtre de « San Sisto », Archevêque de Rouen, Primat de Normandie, Évêque-comte de Beauvais et pair de France, Évêque de Nevers, Évêque de Saintes, Évêque de Nantes, Abbé de Saint-Ouen de Rouen, Abbé d'Ourscamps, Abbé de Notre-Dame du Tronchet, Abbé de Saint-Pierre de Corbie, Abbé de Saint-Germain-des-Prés, Abbé de Saint-Méen, Abbé de Saint-Lucien de Beauvais, Abbé de Saint-Wandrille de Fontenelle, Abbé de Bourgueil, Administrateur de Carcassonne, Légat pontifical à Avignon, Prétendant catholique au trône de France, sous le nom de Charles X, dispôs dele, esquecendo que ele estava preso  em Fontenay-le-Comte, na o Vendee na região Pays de la Loire, a antiga capital do Baixo Poitou, por ordem do Rei Henrique III.
Em 5 de Março de 1590, Charles Ier de Bourbon, ausente, é declarado, pelo Parlamento de Paris, Rei de França, sob o nome de "Charles X”.
O coitado morreu no ano seguinte com a idade de sessenta e seis, no dia 9 de Maio de 1590 na prisão de Fontenay-le-Comte.
Mais, os Henriques não queriam saber, pois correndo por fora em direção ao Trono estava Carlos de Lorena, irmão dos Guise, Duque de Mayenne, que foi Almirante de França até quando perdeu o posto em benefício do Duque de Joyeuse, um dos « Mignons » de Henrique III, já citado.
O Duque de Mayenne se auto intitulou Tenente-general do Estado e da Coroa de França, e foi a luta, sendo o principal artífice da eleição de Charles Ier de Bourbon.
“O exército dos dois soberanos era composto de 30.000 homens e Jean-Louis de Nogaret de La Valette, Duque de Épernon, “un des mignons du roi Henri III, surnommé « le demi roi », Chevalier des Ordre du Saint-Esprit Ordre du Saint-Esprit et de Ordre de Saint-Michel, Almirante da França, governador da Provence, da Normandia, de Caen, e de Le Havre, se junta com um reforço de 15.000 homens, composto principalmente de batalhões suíços”.
Paris estava defendida por 45.000 homens da milícia da cidade, armados pelo Rei da Espanha Felipe II, isso sem falar dos membros da Liga Católica.


Assassinato de Henrique III

Em 1 de agosto de 1589, Henrique III estava em Saint-Cloud, quando um jovem fanático frade dominicano, Jacques Clément, que chegou perto do Soberano por estar acompanhado doe Jacques La Guesle, Procurador-geral do Parlamento de Paris, deu ao Rei um maço de papéis e afirmou que ele tinha uma mensagem secreta para entregar, e sussurrou algo em seu ouvido enquanto mergulhava uma faca em seu abdômen.
Henrique ainda o esbofeteia, dizendo:
« Méchant ! Tu m'as tué ! ».
T.L.: “Insolente! Você me matou!”.
Clément foi então morto no local pelos guardas, mas como regicida foi esquartejado, queimado e suas cinzas jogadas no Rio Sena.
“A morte trágica e dramática de Henrique III, foi o primeiro assassinato de um Rei da França desde o advento da Dinastia dos Capetos”.
Moribundo, Henrique de Valois, o terceiro Rei de França do mesmo nome, conclamou aos que estavam em seu redor que caso “ele não sobrevivesse, para serem leais a Henrique de Navarra, seu herdeiro e novo Rei”.



Henrique III de França, em seu leito de morte,
designa Henrique de Navarra como seu sucessor em 1589.
Tapeçaria do século XVI.
Anonymous

No dia seguinte ao atentado, na manhã do dia 2 de agosto de 1589, no Château de Saint-Cloud, com 37 anos, Alexandre Édouard de France, em polonês: Henryk Walezy, em lituano : Henrikas Valua, que foi Duque de Anjou, Duque de Orléans, Duque de Angoulême, Rei da Polônia, Grão-duque da Lituânia, e por fim Rei de França, faleceu.
O ataque a Paris foi suspenso.
Henrique III foi enterrado na Basílica de Saint Denis, mas seu corpo embalsamado foi profanado e jogado em uma vala comum, durante a Revolução Francesa de 1789.
Sem filhos, ele era o último dos Soberanos da Maison de Valois, de le rameau d'Orléans-Angoulême,
Henrique de Navarra era o novo Rei de França.

Continua...